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Assim, iniciamos uma nova fase, num endereço definitivo, com espaço ilimitado e novo layout, que está em desenvolvimento e promete muitas novidades.
O endereço onde você está neste momento, é a versão inicial do blog, com todos os artigos editados até esta data e seus respectivos comentários, que ficará no ar com o objetivo de indicar aos novos leitores o novo endereço, portanto, clique agora e visite o novo blog do empreendedor:
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8 de Agosto de 2010 às 01:12
Sergio Oliveira
A partir da década de 90, com a falência do modelo japonês de gestão de pessoas, motivada pela forte crise econômica que assolou o país, assistimos uma migração gradual da proposta de emprego vitalício para a prática da manutenção do contrato de trabalho pelo tempo que interessasse a empresa.
Se antes tínhamos duas correntes opostas, com um debate robusto entre seus defensores, a ocidentalização na gestão de pessoas, em parte das empresas orientais, empobreceu a discussão e deu força a idéia de que precisávamos tirar o máximo dos empregados, estimulando a competição e pouco oferecendo em troca.
As modernas técnicas de gestão, estruturadas segundo as cartilhas do modelo americano de administração, foram desvirtuadas e afetaram as relações trabalhistas, deixando sem referência aqueles profissionais que ainda acreditavam que o melhor que poderiam fazer era se dedicarem ao extremo nas causas da empresa contribuindo para o seu crescimento.
O trabalhador atual vive em constante estado de alerta, sabe que não é mais uma peça essencial na engrenagem da empresa e que, para sua vaga estariam disponíveis no mercado, pelo menos dois outros profissionais, com qualificação superior, que aceitariam ganhar até 25% a menos para sair da condição de desempregado.
Além da ameaça de ser substituído a qualquer momento, fragilizam bastante as relações de trabalho os sistemas de promoção adotados internamente nas empresas, onde se estimula a competição entre os pares, o que leva ao individualismo exacerbado, e que, para um ser promovido outro tem que ser rebaixado ou demitido.
Em conseqüência disso, as relações de trabalho passaram a ser regidas mais pela desconfiança e medo do que pela lealdade, integridade e dedicação.
Embora o modelo atual esteja amplamente disseminado, algumas grandes corporações já perceberam que a exploração exacerbada da força de trabalho tem um limite e leva rapidamente ao esgotamento físico e mental dos colaboradores, prejudicando o que eles têm de mais valioso, sua força criativa e o exercício do intra-empreendedorismo.
Tendo identificado tal situação, algumas empresas já trilham o caminho de volta, em busca de um meio termo na gestão de pessoas, onde possam oferecer uma segurança relativa ao colaborador, sem comprometer o negócio, mas permitindo um resgate dos vínculos que, em minha opinião, se perderam no tempo e se tornaram perigosamente superficiais.
Como todo processo de mudança, acredito que esse também será lento e gradual, embalado pela atual crise financeira mundial, que deixou claro que, as idéias postas se afastaram do ideal, e que, obrigatoriamente passarão por uma reformulação, provocando também uma reflexão sobre as relações de trabalho e o resgate de valores essenciais como ética, respeito e crença, que deverão ser valorizados tanto quanto promoções e remuneração.
10 de Julho de 2009 às 00:01
Sergio Oliveira
Sempre acreditei que toda empresa deveria ter um modelo de gestão definido, declarado, e implantado, se possível registrado em cartório e listado no contrato social, para que todos soubessem quais são os ventos que norteiam tal organização.
Diversas empresas nascem e morrem ser ter conhecido de forma clara qual foi o modelo de gestão adotado na sua condução.
Isso é grave, pois, ao ser fechada a empresa leva consigo os empregos que ela gerava, deixando trabalhadores desempregados e também representa destruição de valor, sejam recursos financeiros, intelectuais ou tempo dos sócios que investiram no negócio.
Como não existe cemitério para empresas mortas, sequer conseguimos preservar a sua memória, para que sirva de consulta para futuros empreendedores, com o objetivo de que aprendam com os erros dos outros e iniciem seus negócios um pouco mais conscientes do que não deve ser feito e o que pode ser melhorado.
No mundo empresarial todos preferem cremar e ocultar seus erros.
Se no planejamento estratégico tradicional construímos visão, missão e valores, seguidos da definição de metas e plano de ação eu acrescentaria aí um detalhamento explicito do modelo de gestão a ser adotado, definindo as regras claras e criando um ritual a ser seguido para que aquilo que foi definido seja seguido à risca pelos gestores.
É como se fosse um dogma, um mantra, uma identidade que diferenciará a empresa dos seus concorrentes, deverá servir para explicar e entender os erros e os acertos na condução do negócio.
A ausência de um modelo de gestão claro cria um vácuo na empresa, onde habitam todos os tipos de criaturas indesejáveis, desde os acomodados até aqueles que jogam contra o sucesso do negócio.
As decisões corporativas são opção entre o sim e o não, entre o fazer agora ou esperar um pouco mais e num extremo até crescer ou ficar parado no tempo.
Toda decisão corporativa deve estar alinhada com os objetivos traçados para a empresa e deles só podem se afastar se a causa for relevante, a ponto de tornar necessário, se for o caso, a revisão e a adequação dos objetivos traçados.
De nada adianta ter um planejamento estratégico e um plano de ação se não estiver muito claro para toda a equipe como as metas serão cumpridas e como será medido e reconhecido o desempenho individual e do grupo pelas conquistas.
O modelo de gestão tem o papel de integrar o conjunto de informações geradas no ambiente interno e externo da empresa, unificar tudo isso e transformar num mapa através do qual a empresa se norteará para chegar aos seus objetivos.
Quanto maior for a qualidade da integração das informações, mais assertiva a disseminação dos “por quês” se adotar tal modelo de gestão, maiores serão os acertos na condução do negócio.
Ocorre que o modelo de gestão é uma ferramenta e ele é executado a partir de premissas, diretrizes, objetivo e metas e se este conjunto de informações estiver dissociado é como usar um mapa com excelente qualidade gráfica, só que indicando o local errado a ser alcançado.
Toda empresa pode e deve ter um modelo de gestão implantado, por mais simples que seja, ele deve existir, seja um orientador como um moderno GPS ou mesmo uma milenar bússola, é melhor do que se guiar pelas estrelas.
23 de Janeiro de 2009 às 07:05
Sergio Oliveira
O Banco Central aumentou a taxa de juros Selic em 0,5% elevando-a para 11,75% ao ano. Tal decisão trouxe à tona a discussão do risco de interrompermos o novo ciclo de crescimento no qual o Brasil sinaliza entrar.
O momento é oportuno para essa discussão ou é alarme falso?
Devemos realmente tentar controlar a tal inflação de demanda desestimulando o consumo através da alta dos juros ou viabilizar formas para aumentar a oferta desses mesmos produtos e serviços via investimentos para aumento da capacidade produtiva?
A resposta para estas e outras perguntas pede um bom exercício de análise econômica e isso tem sido feito, basta acompanhar os principais jornais do nosso País. O que você não encontrará é consenso, as opiniões são opostas e caberá a você tirar as próprias conclusões.
Como um simples observador, sob a ótica de quem vive no mercado o dia a dia empresarial dos pequenos negócios, tenho a minha opinião formada sobre novos projetos de investimento em momentos de alta de juros, o qual compartilho com vocês, caros empreendedores.
Uma decisão de investimento é um ato pensado, estudado e planejado, sendo assim consumiu um tempo para ser amadurecida e deve estar fundamentada em algumas premissas básicas como: existência da demanda que absorva o aumento da produção, perspectiva de preço que garanta a rentabilidade esperada e capacidade gerencial instalada para administrar o negocio após o crescimento.
Se hoje você ganha dinheiro com o seu negócio, consegue apurar lucro líquido no final do mês, e percebe uma oportunidade real de expansão, isso é meio caminho andado para justificar a viabilidade do seu projeto. Estudos de crescimento elaborados a partir de negócios lucrativos tendem a ser simples e vitoriosos também.
Tendo sido cumprido este dever de casa, arrisco dizer que os aumentos das taxas de juros, se não for nada abusivo e que prenuncie o fim do mundo, não deve ser fator preponderante que leve a decisão de descontinuar o seu projeto de investimento.
Cautela é sempre recomendável, mas, o que percebo é que fomos moldados para ter uma hipersensibilidade para as notícias ruins, estamos conectados aos alarmistas de plantão, mas não desenvolvemos essa mesma habilidade para perceber as oportunidades e realizar as leituras necessárias de cenário para direcionar os nossos negócios.
Observadas as considerações acima, caberá a cada empreendedor revisitar o seu plano de investimento e fortalecê-lo em todos os aspectos, o que aumentará a sua segurança na decisão de crescer e também as chances de sucesso.
Sobre o assunto ” O melhor momento para investir” escrevi dois outros artigos em 2007, vale a leitura, foram: ” O melhor momento dos últimos 500 anos” e ” A todo vapor, percepção pura!”
25 de Abril de 2008 às 23:29
Sergio Oliveira

O blog completou seu primeiro ano de vida hoje. Foi em 20/09/06, quando postei o primeiro artigo, como o nome: ” Liberdade de Expressão”.
Naquele momento, muitas dúvidas e apenas uma certeza: não dava mais para adiar o início, tinha vários artigos escritos em folhas de papel e que me incomodavam bastante por estarem ali adormecidos.
Sabia que seria mais um compromisso dentre tantos outros, mas este era especial, traria consigo a responsabilidade de manter o blog atualizado, mas por outro lado me aliviaria por ter implantado um projeto idealizado há alguns anos.
Num breve balanço deste primeiro aniversário pude perceber que, se não escrevi tudo o que gostaria, escrevi o que foi possível.
Alguns artigos consumiram semanas na sua elaboração, outros saltaram da minha mente direto para o blog, e em questão de horas já estavam revisados e editados.
Um exercício interessante e desafiador. Quando perguntado sobre o ato de escrever, O poeta Ferreira Gullar costuma citar E.S. Eliot: “O poeta não escreve para se emocionar, ele escreve para se livrar da emoção”.
Foram 95 artigos/post editados, que receberam 130 comentários, deixados por visitantes que totalizaram 25 mil acessos.
Aos que acessam o blog pela primeira vez recomendo uma visita aos artigos escritos desde setembro de 2006, como forma de conhecer melhor o conteúdo.
Confesso-me surpreso com a quantidade de leitores que o blog conquistou e isso só me motiva para continuar.
Obrigado,
Sérgio Oliveira
20 de Setembro de 2007 às 20:20
Sergio Oliveira

O pensamento positivo é o combustível que dá a força necessária para seguirmos em frente e persistir, por maior que sejam as dificuldades e obstáculos que encontraremos pelo caminho.
Ele é o companheiro inseparável dos empreendedores de sucesso, que exalam positivismo e convicção quando agem, lideram e edificam seus projetos profissionais e pessoais.
Um grande erro é atribuir ao pensamento positivo o status de veículo que nos levará na direção dos nossos sonhos. Ele não tem todo esse poder.
Cientificamente nunca se conseguiu provar o poder da mente como força que move ao nosso encontro as coisas que nós desejamos. A chance disso acontecer é de 0,3%, portanto nula.
Por outro lado, desconheço pessoas pessimistas que alcançaram o sucesso duradouro em suas jornadas empresariais.
Inegável que adotar atitudes positivas e transformadoras contribui sobremaneira para a pavimentação da estrada que levará ao sucesso empresarial.
12 de Setembro de 2007 às 08:12
Sergio Oliveira
Quem leu o artigo ” Um erro, um acerto e a concorrência” editado aqui no blog, no dia 08/04/2007?
Nele abordei o sucesso do refrigerante H2OH, fabricado pela Pepsi e o lançamento pela Refrigentes Xereta do similar H2X, aproveitando o erro de dimensionamento da Pepsi que não se preparou para o sucesso que foi alcançado pela H2OH, deixando aberto o flanco para entrada dos concorrentes que agiram rápido.
Queria ressaltar como as pequenas e médias empresas podem triunfar no embate contra os grandes.
Vocês tiveram acesso a informação antes mesmo que o fato fosse percebido pelos meios de comunicação tradicional.
Saiu hoje na capa do jornal Valor Econômico um artigo sobre o assunto, ficou tão semelhante com o texto editado aqui que até parece que eles leram o blog.
Confiram a reportagem no site www.valoronline.com.br.
11 de Abril de 2007 às 21:36
Sergio Oliveira