Publicações arquivadas sob Novos Negócios
Quando decidi iniciar o blog tinha uma dúvida, para qual público iria escrever?
Hoje, sete meses depois, 60 artigos já editados e mais de 6 mil acessos, posso dizer que não tenho mais dúvida.
De que adianta ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências, ricas na forma e no conteúdo, histórias empresariais tristes e alegres, de fracasso e de sucesso e guardar isso para mim?
Temos uma parcela de nossa população empreendedora que não precisam da minha ajuda, tem recursos e acesso ao que tem de melhor, podem assinar revistas, jornais, participarem de palestras, cursarem as melhores Universidades, MBA e intercâmbios no exterior, conhecem o mundo e quando resolverem iniciar o seu negócio terão apoio irrestrito e recursos financeiros abundantes.
Creio que o que escrevo não tem muito a agregar para eles.
Tento escrever numa linguagem simples e uma abordagem que possibilite a qualquer um que leia o blog, pela primeira vez, possa se interessar pelo tema. Seja ele dono de um negócio próprio ou ainda um sonhador.
Acredito ser essa a melhor forma de desmistificar que ser empreendedor é dom nato, e que a pessoa que o recebeu está predestinada ao sucesso.
O conhecimento sobre empreendedorismo e gestão de um pequeno negócio está à disposição de todos, o que é preciso é que apareça alguém que esteja disposto a organizá-lo, separar o joio do trigo, neste imenso oceano de informações livres que virou a internet.
Não sei se é muita pretensão da minha parte, mas, me proponho a iniciar esse movimento, através dos textos, dicas e respostas aos e-mails que recebo, os quais tenho publicado aqui no blog.
Digo iniciar o movimento por que o assunto é denso e vasto, e todos que estiverem dispostos a contribuir são muito bem vindos, o Blog do Empreendedor está aberto e franqueado a quem tem seu negócio próprio, sonha em ter, estuda o tema, enfim, acredita que compartilhando os seus conhecimentos estará ajudando alguém e certamente aprendendo também.
15 de Abril de 2007 às 02:05
Sergio Oliveira
O Brasil se vangloria de ser o 7º país mais empreendedor do mundo, segundo a pesquisa
GEM 2005- Pesquisa Global sobre Empreendedorismo , porém, 65% desses novos negócios são abertos com até R$ 10 mil e esmagadora maioria desses empreendedores afirmam que iniciaram o negócio sem a preparação adequada para empreender, e o que é pior, sem identificar uma nova oportunidade ou uma necessidade não atendida, num nicho qualquer de mercado.
Motivos para celebrar ou para chorar?
O empreendedorismo por necessidade impera no Brasil, essa é a grande verdade, por maior que seja o esforço das entidades como o Sebrae, ainda estamos longe de atingirmos o mínimo necessário para dar sustentabilidade a esses negócios.
Um tema bastante discutido ultimamente é a inclusão digital, como forma de possibilitar ao jovem carente o acesso a computadores, conhecer informática e utilizar a internet, através de iniciativas como as salas de Telecentro implantadas em comunidades carentes e a informatização das escolas públicas.
Deveríamos pensar também na inclusão empresarial, inserir no currículo dessas escolas públicas o tema empreendedorismo, de forma que, desde cedo o jovem já tenha contato com os conceitos básicos e saiba qual destino queira dar a sua vida, já existem algumas experiências na rede pública, porém, isso precisa ser multiplicado.
Isso fará com que ele saiba qual é caminho correto para conquistar sua liberdade. Plantar a semente, ensinar a melhor forma desde a primeira vez, nas bases da formação da personalidade desse jovem, por mais carente que ele seja e desprovido de condição financeira, podem acreditar, ele é inteligente o bastante para compreender os fundamentos do empreendedorismo e optar por esse caminho, se for o caso.
Sabendo que não tem os recursos necessários, terá que arranjar um emprego, se dedicar bastante, mudar para um emprego melhor, economizar cada centavo, que seja por dez, vinte anos, até conseguir dar início ao seu empreendimento e realizar seu sonho
Essa consciência é fundamental e tem o poder de transformar a vida das pessoas.
14 de Abril de 2007 às 23:50
Sergio Oliveira
Beto, leitor do nosso blog, postou o seguinte comentário no artigo : “A todo vapor? Percepção Pura!” :
“Também estou com uma dúvida positiva. Gostaria de saber sua opinião à respeito. Tenho uma farmácia de manipulação no interior do estado do Paraná e, quero agregar valor, aumentando e colocando uma drogaria junto. Você acredita que seria uma boa opção agregar valor ao negócio ou estaria fugindo do foco principal que é manipulação?”
Caro Beto, vou desdobrar o seu questionamento em duas partes,as quais irei comentar:
1) Agregar valor a Farmácia de Manipulação, ampliando e colocando uma drogaria junto.
A farmácia de manipulação tem um apelo próprio e um público bem definido, quando comparado com uma drogaria tradicional.
Quando vamos numa drogaria tradicional levamos a receita e esperamos que ela tenha todos os remédios que pretendemos comprar, se não tem, já ficamos chateados, teremos que procurar outra e rodar até encontrar. O atendente também tem um comportamento diferente, é treinado para atender rápido, com cortesia, saber onde estão os principais remédios e suas prescrições. Ele atua como um papa-filas.
Já na farmácia de manipulação o atendimento é qualificado, o fluxo de clientes e menor, e o atendente pergunta para qual tratamento a fórmula a ser manipulada será utilizada, qual a quantidade desejada (se não tiver especificado), enfim, ele se envolve com a necessidade do cliente, que por sua vez, já vai sabendo que nem sempre fica pronto no mesmo dia, isso faz parte da regra e todos aceitam bem.
Quando você pensa em agregar valor, a idéia está correta, as drogarias tradicionais se transformaram em lojas de conveniência, além de remédios e produtos de higiene, vendem picolé, sorvetes, refrigerantes, chicletes, balas, bolachas, energéticos e outras coisas mais, o que favorece bastante o incremento do faturamento. É um novo conceito e que vem sendo difundido em larga escala.
A idéia é boa desde que sejam observados alguns detalhes:
a) Como você já tem uma clientela formada, uma bom ponto de partida seria criar um formulário com algumas perguntas ( no máximo dez) e consultá-los sobre a intenção de incorporar ao negócio uma drogaria tradicional, dar a eles a oportunidade de ajudar a decidir quais outros produtos que gostariam de encontrar na Drogaria (dentro do conceito de conveniência). Os clientes se sentem valorizados e criam vínculos com os negócios quando são chamados a participar das mudanças nas empresas.
b) Contrate um bom arquiteto e faça um estudo de layout, avalie se o seu espaço atual comporta a implantação de um segundo ambiente, de forma que o cliente, quando entrar, saiba identificar a farmácia de manipulação e o novo ambiente que será a drogaria. Se você embolar os dois negócios estará abaixando a guarda para que alguém abra próximo do seu negócio uma nova farmácia de manipulação, com o apelo de exclusividade na manipulação. (abordagem que você já utiliza hoje estará se afastando)
c) Caso o espaço atual não permita a adaptação, veja se é possível alugar as salas ao lado, de forma que você possa implantar a drogaria independente, porém, faça uma abertura na parede para que os clientes possam transitar entre as duas lojas (é uma opção interessante). Diferencie a decoração, os uniformes e tudo o mais que for possível.
2) Estaria fugindo do foco principal que é manipulação?
Foco ou diversificação é uma polêmica que já rendeu muita discussão e debates acalorados. Em minha opinião, não existe o certo ou o errado entre as duas alternativas, considero que elas não sejam excludentes. Dependerá muito da sua capacidade de gerenciar dois negócios afins, porém com características diferentes.
Só para reforçar o que digo, um dos Papas no assunto Marketing é o escritor Al Ries, co-autor do bestseller “Marketing de Gerra”, autor do livro “ As 22 Consagradas Leis do Marketing” e em 1996 lançou o livro “ Foco – uma questão de vida ou morte para sua empresa”. Ocorre que após o livro “Foco” ele editou artigos e que se não me engano, também viraram um novo livro, onde ele dizia que a bola da vez era a diversificação. Portanto, estamos livres para transitar entre as duas alternativas, com os devidos cuidados.
Qualquer que seja a decisão desejo-lhe sucesso.
29 de Março de 2007 às 08:22
Sergio Oliveira
O lançamento de novos produtos é sempre cercado de grandes expectativas, é lógico que quando a empresa apresenta suas novidades ao mercado consumidor ela espera que todos morram de amores pela sua nova criação, comprem bastante e o tornem, em muito pouco tempo um sucesso de vendas e de lucros.
Mas nem sempre é isso que acontece, até por que, se considerarmos alguns produtos comuns como, por exemplo, um macarrão espaguete, e identificarmos todas as marcas com alcance nacional, somadas as que são vendidas regionalmente, deveremos ultrapassar 100 opções de compra para um único tipo de macarrão comercializado no Brasil.
O que observo no dia a dia é que sempre haverá alguém achando que dá para fazer um macarrão espaguete diferente e estará lançada uma nova marca, mas, nem sempre um novo produto, é mais do mesmo, e passam a competir exclusivamente na estratégia de preço, um canibalismo desnecessário e nocivo para os empreendimentos.
Esse modelo de competição ocorre de forma recorrente em negócios que não tem barreiras para novos entrantes, isto é, a produção desses produtos é realizada de forma tradicional, não envolvem grandes investimentos em tecnologias e nem a aquisição de máquinas e equipamentos pesados, como isso podem ser implantados com um baixo investimento, e o que é pior, geralmente começam num fundo de quintal, sem empregados registrados e sem o devido recolhimento de impostos.
Grandes redes como o Wal Mart, Carrefour e Pão de Açúcar adoram essa competição, pois eles estão na outra ponta realizando leilões reversos, onde leva o contrato de fornecimento quem oferecer o menor preço combinado com o maior prazo para pagamento (isso é fatal para a pequena empresa).
Portanto, se você for iniciar um novo negócio e o que você pretende fabricar e comercializar tenha um perfil de “macarrão espaguete”, se prepare para fortes emoções, margens de lucro próximas de zero e uma competição desmedida para colocar os produtos na prateleira.
13 de Março de 2007 às 08:54
Sergio Oliveira
Convivi nos últimos quinze anos com centenas de empreendedores, dizer que mantenho contato com todos seria uma grande mentira, até por que mudei de estado e morei em cidades diferentes nesse período.
Casualmente recebo um telefonema ou e-mail que me faz recordar a história desses empreendedores e de suas pequenas empresas, momentos em que estive mais próximo dos seus negócios e compartilhamos experiências.
Ontem foi assim, o telefone tocou, atendi, era o João Vitor, um empreendedor que conheci em 1999 numa academia de tênis. Sempre ao final das aulas trocavamos idéias sobre oportunidades de investimento e novos negócios, assim com eu, ele acompanhava os acontecimentos no mundo empresarial das pequenas empresas, em busca sempre da “grande sacada”, aquela que, mesmo sendo simples tem o poder de transformar um negócio. Fazia seis anos da data do nosso último encontro.
Queria me relatar o sucesso alcançado no seu negócio, que surgiu a partir de uma idéia que construímos juntos. A nova empresa faturou no ano passado R$ 4,5 milhões de reais.
Marcamos um almoço e foi muito bom perceber que o negócio segue passos firmes e está cada dia mais sólido.
Sempre que nos encontramos diz que fui o responsável por ele ter acertado nesse negócio.
Agradeço o reconhecimento, sei que contribui de alguma forma, mas discordo dele, como posso requerer a paternidade do sucesso empresarial de um negócio no qual participei da elaboração a seis anos atrás e depois disso perdemos contato?
Então disse a ele:
- O seu sucesso é fruto da sua persistência, crença e determinação. (para não falar teimosia). As idéias que discutimos não guardei segredo, compartilhei com outras pessoas, estimulei que fizessem empreendimentos similares, mas você foi quem acreditou, melhorou a idéia, implantou e triunfou.
Vejo nele uma qualidade que entendo ser fundamental para quem começa um novo negócio, ele é extremamente assertivo, vai direto ao ponto, é totalmente conectado na vontade do cliente, perde dinheiro ser for preciso, mas vai no limite para defender a imagem da empresa. Tem a coragem de tomar as decisões, mesmo que sejam dolorosas. Foi assim que, dia a dia, construiu uma história vencedora.
Naquele momento ele tirou do bolso as folhas de papel A4, já surradas, escritas a mão. Eram os rascunhos onde havíamos elaborado a idéia original, os principais passos, as etapas a serem cumpridas ano a ano, na época havíamos feito um exercício que foi pensar onde a empresa poderia chegar num período cinco anos.
O último estágio seria o do sonho, o quase improvável, as chances de alcançá-lo seriam remotas, mas concordamos que tal degrau deveria existir como um desafio maior.
Pois então, ele relatou que esse almoço era para me comunicar que a empresa acabava de cumprir, com êxito todos os estágios e que havia atingido a linha do sonho, e que dali para frente, tinha várias idéias e diversos caminhos que poderia seguir, mas estava confuso e queria conversar.
Como há tempos não nos encontrávamos confesso que fiquei surpreso e muito feliz, reencontros para celebrar conquistas é sempre prazeroso.
O que fizemos?
Quase que por impulso, após o almoço, fomos registrando novas idéias que surgiam, num pequeno bloco de papel, um novo trajeto a ser percorrido, com alternativas e correções de rota, fruto das suas e das minhas experiências, na soma, uma versão rascunhada para os próximos cinco anos, dois alucinados juntos acabou dando nisso, um novo plano de vôo, e como sempre, deixei a ele três recomendações:
1) Assim como nos primeiros cinco anos, esteja acompanhado dos melhores profissionais que conseguir contratar, seja na área de gestão, seja no operacional, a começar pelo contador.
2) Algumas pessoas que te ajudaram a chegar até aqui, podem não ser as mais indicadas para acompanhá-lo no passo seguinte, serão exigidas novas competências, que talvez eles não tenham adquirido, sei que é doloroso, mas, seguir a estratégia traçada é fundamental, acertar a rota tempestivamente é questão de sobrevivência, mesmo que isso signifique substituir pessoas.
3) A terceira e última, foi: espero que você não tente atingir a linha dos sonhos novamente….
Torço pelo sucesso dele e de todos aqueles que se entregam de corpo e alma num empreendimento, só que vive ou viveu é que sabe como é!
11 de Março de 2007 às 11:12
Sergio Oliveira
Conheço empreendedores que são como macacos na selva, nunca ficam parados, estão sempre pulando de galho em galho.
Você deve conhecer uma pessoa assim, de tempos em tempos você a encontra e faz aquelas perguntas clássicas:
- Tudo bem?
- Como está a família?
- Como estão os negócios?
Pronto, essa é a senha para ele te contar que está implantando um novo negócio, oportunidade única, altas margens de lucro e o que é melhor, ninguém percebeu ainda essa oportunidade.
Tanta empolgação, se você não o conhecesse até acreditaria, mas, intrigado você faz mais uma pergunta:
- E aquele negócio que você começou da última vez que nos encontramos?
Resposta: - Já era, coisa do passado, esse é muito melhor, altos ganhos!
Pior do que viver somente no plano dos sonhos é começar tudo e não acabar nada.
As pessoas a sua volta passam a ver com descrédito seu próximo “grande negócio”, que foi concebido a partir da sua última “grande idéia”.
Tenha alguma reserva com relação as suas idéias e projetos, compartilhe com as pessoas certas e que tenham algo a contribuir para o refinamento deles.
Até por que, se for realmente uma excelente idéia e você ficar ventilando em todas as esquinas, correrá o risco de alguém copiar e implantar antes de você, não tenha dúvida, isso acontecerá.
Mas além de muita iniciativa é importante também ter acabativa!
26 de Fevereiro de 2007 às 23:08
Sergio Oliveira
Ricardo, leitor do blog, enviou um e-mail que é interessante e creio que seja dúvida também de outros empreendedores:
- Tenho um pequeno negócio, com relativo sucesso e percebo que, mesmo depois de três anos de funcionamento cometemos falhas que atrasam o nosso crescimento, estabeleci como a minha meta profissional para 2007 iniciar um curso de MBA em gestão empresarial para adquirir mais conhecimento, qual a sua opinião?
Vamos lá, não gosto de desapontar as pessoas, mas também não abro mão de emitir a minha opinião sincera sobre temas que me incomodam.
Caro Ricardo, não saberia precisar o quanto um curso de MBA ajudaria no fortalecimento do seu negócio.
Após ter cursado uma pós-graduação e um MBA, em finanças e Gestão de Negócios, totalizando 780 horas/aula de novos conhecimentos, ministrados por universidades conceituadas e classificadas entre as dez melhores do nosso País, mudei um pouco a minha opinião sobre esses cursos.
As matérias que compõe o curso e o foco (se é que existe) são voltadas para a formação de profissionais que atuarão ou exercerão cargos de comando em grandes empresas. (faturamento anual superior a 60 milhões/ano)
As discussões e os debates giram em torno de problemas afetos a essas grandes corporações. Os casos estudados, idem. Se você tenta encaixar assuntos do dia a dia da sua pequena empresa, duas coisas acontecerão: como os professores nunca viveram experiências nesses ambientes, geralmente são acadêmicos ou ex-executivos de multinacionais, os mais honestos irão dizer que não sabem, outros darão opiniões e palpites que não se aplicam.
Pequeno empresário precisa ser prático, administrar uma MPE pede ações rápidas e efetivas, todo 5º dia útil a folha de pagamento vence e é preciso pagar os funcionários, além do que, você não tem fila de gerentes de bancos na sua sala de espera oferecendo dinheiro a 1% ao mês com 36 meses para pagar.
A melhor comparação para mim, quando busco conhecimento hoje é a do canivete suíço, onde cada ferramenta tem uma utilidade, claramente definida e aplicável.
- O abridor de garrafas, abre garrafas
- O saca-rolha, saca-rolha
- A chave de fenda, aperta e afrouxa parafusos
A sua pequena empresa precisa disso, ferramentas de uso imediato, é uma questão de sobrevivência. Os MBA atuais não ensinam isso. Navegam por mares que não tem os peixes que você precisa pescar.
Diria que você resolve a sua busca de conhecimentos com um investimento de tempo e financeiro infinitamente menor, basta definir de forma clara quais as capacitações você julga necessitar, trocar idéia com empresários de sucesso e mais experientes para ver se está no caminho certo e, a partir daí, buscar cursos específicos, de curta duração, de 20 a 40 horas/aula, onde você terá a orientação de profissionais que vivem o dia a dia da pequena empresa, com todos as suas dificuldades e desafios a serem superados.
Onde? SENAC, SEBRAE, ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS, CIESP, FIESP (EM SP)….. todos oferecem cursos de qualidade e com um foco específico. Só para ilustrar cursei num desses MBA a matéria de DERIVATIVOS, sabe quando vou usar? Se depender dos caminhos que trilho, nunca, mas estava lá no pacote, tive que estudar, entender, fazer prova, para o pequeno empresário é conhecimento inútil.
Portanto, seja adepto do canivete suíço, de nada adianta comprar uma caixa de ferramentas com equipamentos de ultima geração, baseados nas tecnologias mais avançadas se para dar saltos de qualidade no atendimento, aumentar as vendas e incrementar os lucros sua empresa precisa apenas de :
- Abrir uma garrafa, sacar uma rolha ou apertar um parafuso!
7 de Fevereiro de 2007 às 07:49
Sergio Oliveira
Recebi um e mail da leitora Ana Cristina, com o seguinte questionamento:
- Tenho 30 anos, um bom emprego e pretendo dentro de 15 anos montar um negócio próprio e conquistar a minha independência financeira, qual o melhor caminho?
Cara Ana Cristina, você estabeleceu dois objetivos no seu planejamento de futuro, conquistar os dois ao mesmo tempo é uma meta ousada, porém realizável. Dependerá apenas de você, sua determinação e atitudes para transformá-los em realidade.
Qual é o melhor caminho?
Na minha opinião devemos começar pelos conceitos. Os dois temas, negócio próprio e independência financeira possuem conceitos distintos.
Negócio Próprio - Você deverá identificar uma oportunidade de negócios, após estudos, pesquisas e observações. No momento julgado oportuno irá formalizar a abertura da empresa e iniciará as atividades. Contratando empregados, comprando, vendendo e no final do mês a empresa precisa apresentar um lucro líquido, que representará o retorno do capital investido, em parcelas mensais.
Independência Financeira - Significa não ter mais que trabalhar, seja como empregado ou como patrão. Ter a liberdade de decidir o que fazer do seu tempo, curtir filhos, netos, viajar, etc.., com a tranqüilidade de saber que os rendimentos obtidos nos investimentos serão suficientes para custear as suas despesas mensais e permitir que você viva a vida como planejou viver, sem grandes compromissos profissionais.
Observe que, além de conceitos distintos os dois objetivos são independentes e até certo ponto conflitantes, por isso é preciso detalhar bem as premissas no seu plano de futuro.
Se conquistar a independência financeira significa ter a liberdade de trabalhar quando quiser, abrir o negócio próprio significa não ter essa liberdade.
A sua proposta me diz: ” Vou trabalhar bastante para ter tranquilidade daqui a quinze anos e em seguida vou trocar essa tranquilidade por novos desafios”. Não há nada de errado nisso, so é preciso refletir bem se é isso mesmo que você quer!
Alguns questionamentos e dicas:
1) Se fosse hoje, qual seria o valor que estaria disposta o investir na abertura do negócio próprio?
2) Qual é a renda necessária, levando-se em consideração seus hábitos de consumo, que deverá ter e que permitirá a independência financeira planejada?
3) Com esses dois valores conhecidos, sabendo que o prazo para poupar será de 15 anos , faça uma estimativa do valor que deverá acumular no futuro e da poupança mensal necessária para atingí-lo.
4) Se o valor a ser poupado mensalmente for suportado por sua renda atual, inicie de imediato, se não, existem três possibilidades: aumente o prazo de acumulação de recursos, busque aplicações mais rentáveis ou reduza o valor total a ser acumulado no final do prazo.
5) Revise seu plano periodicamente e veja se suas as projeções de rentabilidade estão se confirmando.
6) Como estará acumulando recursos é importante que passe a ler mais (jornais e revistas) sobre mercado financeiro e oportunidades de investimento, existem uma série de alternativas além da poupança.
7) Conhecer mais sobre Gestão de Finanças Pessoais e Planejamento Financeiro é fundamental, recomendo a leitura de três livros sobre o assunto:
- Investimentos - Mauro Halfeld - Editora Fundamento
- Seu futuro financeiro - Louis Frankenberg - Editora Campus
- Dinheiro - os segredos de quem tem - Gustavo Cerbasi - Editora Gente
8) Como você terá um tempo considerável pela frente, faça cursos sobre gestão empresarial e aprenda o máximo que puder sobre a administração de uma pequena empresa, isso te fortalecerá e dará maior segurança quando chegar a hora de administrar a sua.
Concluindo, não existe um único caminho , várias são as alternativas para chegar nos seus dois objetivos. É primordial que você tenha firmeza nos seus propósitos, pois, muitas serão as tentações que você sofrerá pelo caminho e que tentarão te seduzir a gastar mais do que ganha e viver o hoje em detrimento do amanhã. Não acredite nisso, viva sim o hoje, mas não abra mão de construir o seu amanhã como você sempre sonhou!
28 de Janeiro de 2007 às 22:12
Sergio Oliveira
Se tem algo que fica extremamente comprometido quando iniciamos o nosso negócio próprio são as férias, principalmente nos primeiros anos, quando investimos tudo o que temos e ainda ficamos devendo. É assim com quase todos os empreendedores de primeira viagem. Sem férias e muitas contas para pagar.
Todo o esforço passa a ser direcionado para o incremento das vendas e a busca incessante de lucros que permitam manter o equilíbrio financeiro. Salvar a empresa das negras estatísticas de fechamento que assombram a todas as pequenas empresas brasileiras até o quinto ano de vida passa a ser prioridade total, só que esse instinto de sobrevivência cobra um preço muito alto se o negócio não foi corretamente planejado.
No meu primeiro negócio, foram sete anos de muita luta, atuavamos no setor de alimentação. Durante a semana a preparação da matéria prima e a produção ocupavam grande parte da nossa atenção, sendo que os nossos melhores dias de faturamento eram nos finais de semana e feriados.
Foram sete anos de muito aprendizado e apenas algumas semanas de folga. Hoje olho para o passado e vejo que, se não ganhamos o dinheiro que gostaríamos, recebemos sob a forma de experiência, que foi riquíssima e que nos credenciou para os passos seguintes.
Se tem algo que aprendi e que carrego comigo até hoje é que nós somos reféns das nossas escolhas, portanto, se você está acostumado com 30 dias de férias todos os anos, totalmente despreocupado, esse mundo não existe na vida dos empreendedores, pelo menos para a grande maioria.
Lançar-se na empreitada de um novo negócio é um desafio e tanto, que consumirá as economias financeiras, exigirá esforços e sacrifícios de toda a família, principalmente esposa (o) e filhos.
Converse bastante em casa, avalie. Uma garantia de equilíbrio na família é ter uma renda alternativa, de forma que não dependam de retiradas mensais do novo negócio para sobreviver. (Isso é dificílimo, poucos conseguem, o comum e misturar vida pessoal com o caixa da empresa).
Se você puder avaliar com calma a idéia de empreender, pare e pense:
- Sente-se completamente preparado?
- Sua família está plenamente convencida dos sacrifícios no presente em troca de benefícios futuros?
Se não, o melhor a fazer é adiar um pouco o sonho do negócio próprio, aumentar as economias, envolver a família no projeto e escolher um novo momento.
Já vi diversos casamentos acabarem a partir da abertura de negócios mal planejados. Um promete que dará tudo certo , o outro apesar de não acreditar, concorda para não desapontar, e ao final, os dois se enganaram e sobram os desentendimentos.
Outro dificultador são as famílias que querem manter o padrão de vida e de conforto que tinham quando o Pai/Mãe eram empregados de empresas que pagavam gordos salários. Isso pode ser desastroso quanto iniciamos os novos negócios e a palavra de ordem passa a ser economia.
Se empregado ou empreendedor, não importa, todas as pessoas merecem um descanso, precisam se desligar um pouco e não existem meses melhores para isso do que em dezembro/janeiro, quando avaliamos o ano que passou, analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, se estamos felizes, o que poderíamos melhorar e o que pretendemos para o ano que se inicia.
De alguma forma, mesmo que esteja consumido pelo seu negócio, tente sair pelo menos uma semana, faça uma boa reflexão, recupere o seu equilíbrio, curta sua família, afinal, vocês merecem e 2007 promete ser um grande ano.
Você precisará estar renovado para perceber e aproveitar as melhores oportunidades!!!
Bom descanso!!!
10 de Janeiro de 2007 às 14:40
Sergio Oliveira
A mudança de rota, saindo da condição de empregado para a condição de empreendedor depende de várias ações, que são difíceis de serem coordenadas, porém não são impossíveis de serem realizadas.
Se algum dia decidir escalar montanhas, terá que conhecer e passar a conviver com pessoas que curtam essa prática esportiva, aprender as técnicas, adquirir os equipamentos necessários e treinar bastante, começando a escalar as menores e aumentando os desafios a medida que for ficando mais experiente.
Tornar-se um empreendedor é bastante similar, principalmente com relação a busca de pessoas que tenham as mesmas aspirações e que possam te auxiliar de alguma forma.
Você está sozinho com a sua idéia e seus sonhos?
Quem mais poderia estar contigo e ajudar a melhorar seus planos e projetos de futuro?
Não sei qual é o seu objetivo, mas posso te afirmar que, quanto maior for o número de pessoas que entendam do que pretende fazer, você puder conversar, maior será a bagagem de informações obtidas e isso te fará pensar bastante, se está fazendo um bom negócio ou entrando numa fria.
Uma forma inteligente e barata de testar a sua idéia e colocá-la sob a forma de plano de negócios e tentar conseguir um sócio para comprar uma parte da sua empresa antes mesmo dela ser iniciada. (Mesmo que essa não seja a sua intenção)
Comece com parente e amigos, depois ofereça para investidores. Se você conseguir convencer alguns deles, pode ser que esteja no caminho correto.
Se após a apresentação da sua idéia eles passarem a te evitar, com medo de que volte a tocar no assunto, pare e pense, sua idéia pode não ser tão boa assim. Vale a pena elaborar mais, aprofundar os estudos e refinar a proposta. Se mesmo assim continuar não empolgando ninguém pode ser o caso de descartá-la e pensar em outras alternativas.
Os negócios mais interessantes que conheço foram construídos a partir de um sonho e uma dose cavalar de persistência. Poucos acertaram da primeira vez. Sabendo disso invista todo o tempo necessário nesta fase, antes de partir para efetivar o seu negócio próprio, certamente estará pavimentando o caminho para uma iniciativa de sucesso.
1 de Dezembro de 2006 às 22:15
Sergio Oliveira
Procure na literatura sobre negócios quem se aventura a escrever sobre os fracassos que teve e o quanto aprendeu com isso, encontrará pouco ou quase nada.
Vivemos numa sociedade que cultua o acerto, o êxito e a riqueza. De preferência se vierem bem rápido, como nas novelas. O personagem já nasce rico e com o cargo de Presidente de uma próspera empresa, sempre imponente e luxuosa.
Comparações a parte, volto para realidade em que vivemos, mais precisamente no Brasil, um país em desenvolvimento e que se apresenta como uma das quatro nações que prometem ascender a condição de nação rica nos próximos 20 anos. (Compõe o quarteto de nações que tem sido chamadas de BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.)
Ocorre que uma nação rica é formada por empresários ousados, competentes, que se preparam para empreender, não tem medo de fracassar e recebem apoio da família, da sociedade e do governo.
Outro ponto fundamental no nosso país é mudar a forma como são tratados os empreendedores que fracassam, é como se de repente ele mudasse de cor ou adquirisse uma doença grave. As pessoas se afastam deles temendo que fracasso empresarial seja sinônimo de azar e mais que isso, seja contagioso.
Quando o negócio dá errado, chegam os catastrofistas de plantão:
- Te falei que você deveria ter estudado e arrumado um bom emprego público como seu pai, que trabalhou a vida inteira, se aposentou e vive uma vida tranqüila!
- Se você tivesse me escutado não teria saído do seu emprego, salário garantido no final do mês, férias de 30 dias, agora está aí, desempregado, gastou todo o dinheiro, com dívidas e sem saber que rumo seguir!
Já escutei esses discursos do atraso tantas vezes que perdi a conta, as pessoas que pensam dessa forma não tem culpa, a educação que receberam as condicionaram para pensar desta forma. Mais uma vez voltamos ao ponto crucial que determinará o sucesso ou fracasso de uma nação: O nível de educação da sua população e o quanto ela foi preparada para empreender.
Experimente entrar num banco para falar do seu novo negócio e inserir na conversa histórias dos seus negócios anteriores que não deram certo, os cheques devolvidos , os protestos, que você levou anos para recuperar, que agora está mais experiente e que não cometerá os mesmos erros. Se fizer isso os seus possíveis limites de crédito, se forem aprovados serão reduzidos pela metade.
Poucos no nosso país estão preparados para aceitar o fracasso como uma etapa da jornada empreendedora e conversar sobre ele de forma madura. O ideal é acertar sempre, mas isso não é a realidade em nenhum país do mundo, o que podemos é aumentar as chances de êxito a partir de práticas que levem a isso.
O que posso afirmar é que prefiro realizar negócios com empresários que já tiveram experiências de insucesso profissional, caíram no fundo do poço, escalaram suas paredes, avaliaram os erros cometidos, se qualificar e iniciaram um novo negócio, no mínimo suas histórias de vida são mais interessantes.
11 de Novembro de 2006 às 17:49
Sergio Oliveira
Iniciar seu negócio a partir de um modelo já testado e aprovado é uma forma de minimizar os riscos inerentes à abertura de um novo empreendimento, sendo que, segundo a pesquisa de sobrevivência e mortalidade das empresas paulistas, realizado pelo Sebrae/SP em 2005, 56% das empresas encerram suas atividades antes de completar o 5º ano de vida.
Quando consideramos apenas as unidades vinculadas a franquias, segundo estudos realizados por consultores especializados, essa mortalidade cai para menos de 15%. É uma informação relevante, já que esse é um dos principais problemas para o empreendedor, a quem falta o conhecimento do negócio que irá atuar e o apoio na gestão para que alcance o sucesso. É um atrativo e tanto, que deve ser levado em conta na hora de decidir.
Sou admirador do modelo de franquias, acompanho o seu desenvolvimento desde o início, a criação da lei de franquias e a expansão das principais redes. Considero que boa parte dessa evolução se deve ao esforço da Associação Brasileira de Franchising – ABF que luta a mais de 15 anos para modernizar o setor.
Sendo assim, onde está a fria que você pode entrar?
Vou considerar na minha análise uma loja aberta num shopping center, sendo que alguns comentários valem para qualquer localização.
1) RIGIDEZ DOS CONTRATOS: as regras as quais você estará submetido são inflexíveis e estabelecem padrões a serem seguidos com relação a fornecedores, preços de venda tabelados, promoções monitoradas dentre outros temas. Tamanha é a rigidez que em algumas redes você quase se transforma num empregado de luxo da franqueadora.
2) LOCALIZAÇÃO: Se a sua loja franqueada se instalar num shopping, você terá mais um patrão, a administradora do Shopping. Inegável o quanto seu negócio será favorecido pelo enorme fluxo de pessoas que freqüentam diariamente esses templos do consumo, mas…
3) DOIS PATRÕES: de um lado o franqueador, taxa de royalties, taxa de publicidade.., de outro a administração do shopping, com exigências similares. Quando vende bastante o aluguel é calculado pelo faturamento, quanto vende pouco será um valor mínimo fixado, eles nunca perdem. Esse é o preço que se paga pelas certezas de não quebrar e de ter público garantido. (Essa é a propaganda)
Por maior que seja o potencial de crescimento da sua loja você estará sempre limitado pelas condições que lhe são impostas pelo franqueado e pelo Shopping.
3) LIBERDADE PARA CRIAR: Se gostar de inovar, empreender e ter a liberdade de criar no seu negócio, esse caminho será um poço de frustração. A não ser que você esteja disposto a praticar o conceito de intraempreendedorismo, encaminhando as suas ideais para o franqueador e caso ele aprove será implantado em toda a rede, aí sim você poderá utilizar. A pergunta é: O que você ganha com isso? Um parabéns ou uma placa de reconhecimento como o “Franqueado mais inovador da rede”. (Prefiro a minha parte em dinheiro).
4) DEDICAÇÃO: Jornadas de trabalho de 12 horas diárias, inclusive aos sábados e domingos. Necessidade de dois turnos de empregados ou quatro horas extras diárias. A opção será estar lá todos os dias ou contratar um bom gerente, você está preparado para isso?
5) MONTAR PARA UM FILHO TOMAR CONTA: Como as franquias compensam a falta de experiência, já vi vários pais participarem de todas as entrevistas junto ao franqueador, contratarem o negócio como se fosse para eles e na realidade é para o filho tomar conta. Uma coisa é a vontade dos pais de investir no futuro do filho, a outra é o interesse do filho em assumir um negócio e levá-lo a sério, muito dinheiro se perde com decisões erradas de investimento nesse momento. Se não estiver seguro é preferível manter o dinheiro aplicado e esperar que seu filho reflita um pouco mais e decida o que quer fazer da vida. Cada pessoa tem o seu tempo, é preciso respeitar.
6) AMADURECER A IDÉIA: Pesquise bastante, leia, visite lojas similares as que você pretende montar e se ao final você estiver convencido de que deve ser um franqueado dessa ou daquela rede, as suas chances de sucesso terão aumentado bastante, pois a sua decisão não terá sido por impulso.
Observe que se temos problemas com relação a algumas redes de franqueadores, temos também problemas com relação a forma como as pessoas tomam a decisão de adquirir uma franquia. Gosto de dizer que por melhor que seja a marca e a estrutura da rede franqueadora, elas ajudam, mas não fazem milagres.
Os lucros só virão se as duas partes estiverem trabalhando duro em prol das vendas e do encantamento dos clientes.
29 de Outubro de 2006 às 01:00
Sergio Oliveira
Boas oportunidades de negócios não são anunciadas em outdoor nas esquinas, estão implícitas em fatos, acontecimentos e novas tendências.
Interpretar esses sinais e extrair deles as oportunidades pede uma dose aguçada de percepção e muita investigação.
O candidato a empreendedor deverá exercitar bastante. Uma forma interessante de praticar essa busca de oportunidades é estar atento a divulgação de pesquisas que analisam a mudança das pessoas com relação a hábitos de consumo e a forma como alteram os seus comportamentos no decorrer dos anos. Esses movimentos são lentos e na maioria das vezes passam despercebidos, escondendo grandes oportunidades.
Já as análises de crescimento das cidades, geralmente realizadas pelas Associações Comerciais locais também apresentam informações relevantes. Elas observam a atividade econômica da cidade e apresentam problemas gerados pelo crescimento acelerado em determinados setores, o que pode ser traduzido em oportunidades de novos negócios.
Essas são mais fáceis de serem identificadas pois estão relacionadas diretamente com o teor das pesquisas, mas não deixam de ser oportunidades, se investigadas da forma correta.
Como exemplo, cito uma reportagem divulgada no último domingo, dia 15/10/2006, no jornal Correio Popular, da cidade de Campinas/SP, cujo título foi “Boom universitário gera R$ 765 milhões/ano.”
Essa reportagem relata que em Campinas o numero de universitários cursando graduação e pós-graduação, em dez anos, foi de 39,3 mil para 89,8 mil, distribuídos em uma das 18 instituições de Ensino Superior da cidade.
Comparando, esse valor representa a metade do orçamento anual da prefeitura que é de R$ 1,4 bilhão e que segundo o estudo realizado, os estudantes, que vem de diversas regiões do Brasil, gastam esse dinheiro da seguinte forma:
- 60% com moradia
- 12% com roupas, calçadas e no comercio em geral
- 10% com educação, lazer e cultura
- 18% com serviços e alimentação
Hoje eles representam 8,4% da população da cidade.
Movimentam bares, lanchonetes, restaurantes, livrarias, cinemas, transportes e principalmente o setor habitacional voltado para locação, como quitinetes.
Esse crescimento aconteceu lentamente durante os últimos dez anos, alguns empreendedores perceberam isso e hoje são proprietários de negócios rentáveis nos ramos de atividades citados acima e vários prédios de apartamentos 100% alugados, enfim, ocuparam os espaços e realizaram lucros.
Se você chegar hoje em Campinas e quiser aproveitar esse crescimento, corre o risco de comprar os negócios já estabelecidos desses que perceberam antes as oportunidades, pois, eles já devem estar embarcando na próxima tendência que a grande maioria ainda não viu.
Essa pode ser uma diferença marcante entre o empreendedor e o empresário: VISÃO DE FUTURO!
19 de Outubro de 2006 às 23:13
Sergio Oliveira
Uma descoberta recente: A raiva de ter que participar de reuniões improdutivas e intermináveis mata mais do que a Aids.
Vou defender a minha tese:
Quantas pessoas você conhece que sofreram um infarto no caminho de volta para casa, após terem participado de reuniões insuportaveis?
Quantos profissionais, que você ouviu falar sobre eles, que deram tudo pela empresa e hoje estão afastados por depressão ou síndrome do pânico.
Posso lhes afirmar que para cada um que morreu de Aids, enterramos pelo menos dez que foram mortos pelo que chamo de cinismo corporativo.
De que adianta estar na lista das melhores empresas para se trabalhar se você tem que cumprir jornadas diárias de 14 horas, reuniões nos feriados e férias de uma semana por ano? Pode ser bom para os outros, para você é péssimo.
A quanto tempo você não vê os seus filhos acordarem, almoçarem juntos durante a semana, buscar na escola ou dar e receber aquele delicioso beijo de boa noite?
Mas, as viagens te dão “milhas”….. de distância da sua família….
Vejo executivos bem sucedidos, com aura de vencedor e por dentro a tristeza profunda de um derrotado. É como o palhaço que acabou de receber a notícia de que sua mãe faleceu e mesmo assim teve que subir no palco, sorrindo e alegrando a todos, pois, o show tem hora para começar, sua vida, como sempre, fica para depois.
É a arte de dar seta para esquerda e virar para a direita. Não tente entender, senão você será o próximo a ser enterrado e se tiver um pouco de sorte, apenas internado numa clínica de recuperação.
Meritocracia? Sim.
Promoções? Também.
O preço? Sua alma!
As reuniões, a bastante tempo deixaram de ser uma arena onde se discutem idéias para as empresas crescerem e viraram um local onde se perde tempo com classe e elegância, de terno e gravata, tomando cafezinho e pedindo as secretárias que anotem as montanhas de recado. Como se o mundo pudesse esperar.
As metas são inatingíveis e o assédio moral corre solto, “são noventa dias para você mostrar que devemos mantê-lo no emprego, venda, venda, venda, produza, produza, produza, senão, …. degola!
Onde vamos parar? Todos? Não sei! Alguns, posso dizer.
O que você tem feito com as suas horas vagas?
Já aceitou a condição e se limita a buscar relax no bar da esquina, encontrar os amigos, beber para esquecer e debochar do bando de chefes idiotas que pensam que são os melhores?
Pare e pense! O quanto já investiu no seu desenvolvimento, horas e horas de estudo, quantas competências desenvolvidas, o quanto já ajudou a sua empresa a crescer?
Se resposta for bastante e você está insatisfeito, digo-lhe: meu amigo, quando você tomará a decisão de mudar o seu destino?
Comece hoje, queime todos os livros de auto-ajuda que você já comprou, jogue fora as caixas de remédio para dormir, identifique algo que você sempre teve vontade de fazer, empreender, um negócio próprio, um hobby, algo que te mantenha vivo.
Faça um pacto com sua família, corte despesas, comece a guardar um pouco do que ganha, mesmo que demore dez anos.
Anote suas idéias, por mais absurdas que sejam, de tempos em tempos visite o que escreveu, reescreva. Faça cursos na área que pretende empreender, estude bastante, visite empresas que gostaria de ter, a sua hora vai chegar e para isso uma única coisa será necessária:
- VOCÊ PRECISA ESTAR VIVO!!
17 de Outubro de 2006 às 00:08
Sergio Oliveira
Assim como as pessoas, as cidades também desenvolvem vocações.
A vocação de uma cidade nada mais é do que a soma das vocações dominantes desenvolvidas pelos empreendedores locais.
Um exemplo:
Na cidade de Franca, estado de São Paulo, a atividade de fabricação de calçados e derivados do couro representam grande parte da economia local.
Se algum dia precisasse pesquisar sobre o negócio de fabricação de calçados, a cidade de Franca seria uma séria candidata a receber a minha visita e quem sabe os meus investimentos, pois, lá encontraria a inteligência na fabricação de calçados e isso é muito importante.
O SENAI/SENAC da cidade terá cursos voltados para a capacitação de profissionais que atuam na fabricação de calçados, os representantes da Associação Comercial e Industrial representam o nicho de fabricação de calçados e os pequenos produtores estão organizados em associativismo/cooperativismo buscando ganhos de escala para concorrerem com as grandes fábricas.
No caso de Franca/SP a vocação dominante da cidade é a fabricação de calçados e gera várias sinergias dentro da cadeia produtiva, o que favorece a criação de novos negócios no nicho de mercado de calçados.
E na sua cidade, qual é a vocação dela? Como saber? É só pesquisar, procure o Sebrae local, Associação Comercial e veja qual ramo de atividade se destaca.
Se ela tiver uma ou mais vocações dominantes, pesquise os ramos de atividade por dentro e veja as perspectivas de futuro, pode ser um excelente negócio empreender nessas áreas, como pode ser uma fria, se já estiverem saturados esses mercados. Lembre-se, nos mercados saturados a concorrência é pelo menor preço, o que esmaga os lucros.
A grande maioria das cidades brasileiras não tem uma vocação dominante, está pulverizada entre todos os ramos de atividades e com a maioria das empresas estabelecidas atuando no setor do comércio e prestação de serviços.
Tal situação tem sido vista como um problema, pois, assim como você não consegue identificar em que é melhor investir na sua cidade, os grandes investidores que buscam oportunidades também não identificarão motivos para escolher a sua cidade e isso deixa estagnada a economia local.
Uma forma de perceber se você fará um bom negócio empreendendo na sua cidade e só observar quantos investimentos estratégicos foram realizados nos últimos dois anos, pelas maiores empresas estabelecidas. Se estiver acontecendo o inverso, a alternativa pode ser mudar de cidade.
14 de Outubro de 2006 às 19:38
Sergio Oliveira
Acompanho algumas negociações e em determinados casos vejo uma inversão clara de papéis.
A voracidade com que os representantes do capital de risco se atiram sobre os negócios selecionados me leva a recomendar o empreendedor que teve seu plano de negócios selecionado a abandonar a negociação e buscar outros investidores, literalmente perdeu-se tempo.
Já tive situações onde os negociadores entraram com o objetivo claro de comprar o negócio e tirar o empreendedor da jogada, o negócio não estava a venda, buscavamos um sócio investidor.
Em outro caso o investidor capitalista queria entrar no negócio, mas exigia o mínimo de 80% das ações, impossível, o criador da empresa havia desenvolvido uma tecnologia e a guardava na condição de segredo industrial, saímos da negociação.
Em ambos os casos, os negócios continuam funcionando, rentáveis, poderiam ocupar uma fatia maior de mercado, mas ainda estão nas mãos dos seus criadores e a procura de investidores que queiram participar do negócio, numa relação saudável e de confiança. Se não aparecerem, tudo bem, a vida continua.
Portanto, em determinadas situações é o empreendedor que tem que avaliar bem o risco de se associar a um capital empreendedor, se o seu negócio é extremamente promissor e já apresenta lucros, o risco pode ser seu: o de perder o negócio para o investidor.
Recomendo que nunca inicie uma negociação sem antes contratar um bom advogado especializado, ler atenciosamente cada linha do contrato, trocar claúsulas que não estão claras, excluir as que não concordar, coloque as suas condições, afinal, até a assinatura do contrato o negócio ainda é seu.
Após a assinatura o tempo dirá a quem ele pertencerá.
13 de Outubro de 2006 às 22:18
Sergio Oliveira
Se a intuição é a mãe do erro, a preparação é o pai do acerto.
Assim como na natureza humana o homem precisa da mulher para se reproduzir, no universo empresarial a gestação de um novo negócio será tanto quanto mais saudável se a intuição que é tão necessária para a identificação de oportunidades estiver acompanhada da preparação.
Sou procurado por pessoas que tem o interesse em iniciar um negócio próprio, independente da idade, vejo em todos a empolgação do adolescente no primeiro namoro.
Já chegam com o cálculo de quanto vão ganhar com essa excelente idéia, mil planos de crescimento e muitas críticas aos concorrentes que não estão fazendo direito o que ele se propõe a fazer.
Sempre peço um pouco de paciência e começamos a conversar:
Sérgio: Que bom que você está decidido a iniciar seu negócio próprio, você tem todo o dinheiro previsto para abrir e funcionar a empresa no primeiro ano de vida?
Empresário: Veja bem, tenho uma parte, mas se precisar de mais nós arrumamos.
Sérgio: Com quem?
Empresário: No banco que eu tenho conta o gerente falou para mim que é para eu seguir em frente que ele me garante?
Sérgio: Com que taxas de juros? Qual seria o prazo dessa linha de crédito? Qual o valor ele está disposto a te conceder?
Empresário: Vou investigar…..( geralmente, no retorno, a resposta a essa pergunta vem acompanhada de um choque de realidade, os juros são exorbitantes, o prazo não atende e o valor é insuficiente)
Dentro desse tema o assunto é longo, vou por etapas, numa próxima oportunidade retorno a ele, mas a mensagem que gostaria de deixar é que, na maioria da vezes, a idéia não está testada e amadurecida, o impulso ainda impera e a improvisação é quem comanda.
Crie sua empresa com a participação da Mãe (intuição) e do Pai (preparação), essa combinação irá permitir o nascimento de uma empresa saudável, com os pés no chão e grandes chances de sucesso.
Permita sua idéia mudar a sua vida para melhor.
11 de Outubro de 2006 às 08:38
Sergio Oliveira
Qual o melhor momento para iniciar um negócio próprio?
Qual a melhor idade?
Tenho observado nos últimos anos um número crescente de negócios criados e administrados por pessoas com idade superior a 55 anos, a maioria iniciado após a aposentadoria.
Vejo esse movimento sendo incrementado e motivado pela iniciativa de algumas empresas que nós últimos anos passaram a se preocupar com o que seus empregados farão após a aposentadoria, oferecendo assim, uma preparação com uma certa antecedência, geralmente cinco anos antes, o que possibilita ao futuro aposentado ir se acostumando com a idéia de se desligar da empresa.
Mesmo que a sua empresa não lhe ofereça isso, vale a pena pensar no caso, busque apoio nas várias entidades que apoiam a criação de novos negócios, como o Sebrae, por exemplo.
Como no Brasil as pessoas se aposentam ainda bastante jovens, um cidadão com 55 anos está no auge da sua capacidade produtiva, se consideramos a experiência adquirida e se tomou os cuidados devidos, a saúde também está em ordem.
Considerando as novas pesquisas sobre expectativa de vida do brasileiro, esse cidadão poderá viver até os 85 anos, firme e forte, é muito tempo para cultuar o ócio.
Observe a sua volta, aposentados que não encontram uma atividade que lhes deem prazer, que não tragam sentido as suas vidas, tendem a viver angustiados e com o sentimento de que estão atrapalhando, isso tende a se acentuar quanto mais a idade avança.
Por outro lado, visite um empresário com 65, 70 ou 75 anos, e que faz o que gosta, converse com ele, e não será necessário muito tempo para perceber o quanto estar em atividade faz bem e o mantém vivo.
Descansar? Quando? Sempre!!
Premissa básica: Não faça desse novo negócio uma prisão, escolha algo que lhe permita ter liberdade, no mínimo, nos finais de semana.
Se você está próximo de se aposentar, comece já a pesquisar algo que gostaria de fazer, que lhe traga prazer, que tenha a ver com sua experiência de vida.
Invista nessa nova fase da sua vida uma pequena parte do que juntou durante os anos trabalhados como empregado. Não ponha em risco o total de suas economias juntadas a duras penas.
Quem sabe algum tipo de prestação de serviços que envolve baixo investimento e que dependa mais das suas habilidades, isso pode ter um grande valor para outras pessoas, que estarão dispostas a contratar e pagar por seus serviços.
Respondendo as perguntas:
Qual o melhor momento para iniciar um negócio próprio?
É aquele em que você identificar uma excelente oportunidade de negócio, que combina contigo, que possa ser iniciado com seus recursos próprios e que lhe trará prazer.
Qual a melhor idade? Dos oito aos oitenta, daí para frente diminua um pouco o ritmo vá para o conselho de administração da sua empresa, você já terá feito bastante, deixe-a para que seus netos assumam o controle.
7 de Outubro de 2006 às 00:35
Sergio Oliveira
Esse blog nasce no momento em que vivemos o máximo da liberdade de expressão, qualquer pessoa pode se cadastrar num site que oferece blogs gratuitos e passar a compartilhar as suas idéias, sem hora, sem lugar definido, sem nenhum compromisso, apenas idéias soltas, a procura de alguém para apreciar, aproveitar ou apenas descartar.
Tenho o propósito de criar um espaço de discussão sobre a gestão das Micro e Pequenas empresas, a criação de novos negócios e empreendedorismo.
Compartilhar um pouco da experiência adquirida nos últimos anos, através do estudo e do acompanhamento do dia a dia de diversas pequenas empresas.
A forma como algumas delas rompem todas as barreiras e as dificuldades que lhes são impostas, e atingem a maturidade próspera e lucrativa é o que tem me fascinado nesses últimos anos.
Uma grande dose de disciplina se faz necessária e é o ponto de partida dessa longa caminhada.
Esse é o primeiro passo da minha caminhada, fica o convite para seguirmos juntos.
20 de Setembro de 2006 às 00:03
Sergio Oliveira
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