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Um leitor do nosso blog fez o seguinte questionamento:
” Penso em iniciar um Negócio Próprio, tenho R$ 20 mil para isso, porém, não sei o que fazer, qual ramo investir. Estou em dúvida sobre um Salão de Beleza, Transporte Escolar ou um Cyber Café somente com jogos em rede, o que faço?”
Prezado Leitor,
A sua dúvida é a mesma de milhares de brasileiros que pensam em começar sua vida empreendedora.
Saiba também que, mais de 80% dos negócios são iniciados com valor de capital próximo ao que você dispõe neste momento.
Mas, antes de você decidir por qual ramo de atividade irá empreender é recomendável que consiga identificar de forma bastante clara pontos fundamentais que determinarão o sucesso ou fracasso do seu negócio.
Ajuda bastante montar um quadro comparativo, que permitira uma avaliação dentro da relevância que você considera, sugiro alguns ítens:
- Valor do investimento total
- Horas de trabalho/dia/finais de semana e feriados
- Necessidade de empregados - quantos?
- Concorrência
- Lucro líquido
- Prazo de Retorno do Investimento
- Perspectiva de Crescimento (pontue de 1 a 10)
- Sua capacidade para gerir este negocio (pontue de 1 a 10)
- Satisfação Pessoal (pontue de 1 a 10)
O valor do capital sempre será um forte limitador, pois deixa de fora negócios que demandam investimentos superiores ao que você tem de disponibilidade, mas , nem por isso você deve desistir.
Avalie bem cada uma das alternativas, elimine, acrescente, esta é a hora que você pode e deve errar.
No momento da decisão escolha aquele que mais pontos alcançar dentro do seu quadro comparativo, pesa bastante o fato de você se identificar com a atividade e, podendo combinar, alie também ao que oferecer as melhores margens de lucro e perspectivas de crescimento.
Estude e investigue bastante antes de investir seu valioso capital.
Sucesso,
Sérgio Oliveira
16 de Julho de 2008 às 23:23
Sergio Oliveira

Olho para a frente e tento imaginar como será o empreendedor do futuro. Vejo um profissional com bom domínio dos conceitos básicos de gestão e em condições de conduzir o seu negócio.
Alguns sinais me levam a pensar assim, os quais compartilho:
A) A pesquisa realizada em 2007, pelo Sebrae, com o título “Fatores Condicionantes e Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas no Brasil 2003-2005”, identificou que o percentual de sobrevivência, de pelo menos dois anos, saltou de 51% em 2002, para 78% em 2005, por uma série de fatores, dentre eles uma melhor qualificação e capacitação do empreendedor. Esse comportamento é crescente e tende a se consolidar, graças ao apoio de entidades como SEBRAE, FEDERAÇÕES ESTADUAIS (FIESP, FIERJ…), ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS…
B) As universidades já tratam o tema empreendedorismo como uma matéria essencial na preparação de administradores, contadores, economistas, engenheiros e advogados. Cursos de graduação em empreendedorismo, autorizados e reconhecidos pelo MEC já são 17, fora os demais que estão em processo de reconhecimento e centenas de pós-graduação. Essa popularização explica por que estamos migrando de empreendedores por necessidade para empreendedores por oportunidade. (ver pesquisa GEM 2007)
C) O desenvolvimento de planos de negócios é um exercício praticado por jovens conectados, que já perceberam que o emprego estará cada dia mais escasso. (2800 candidatos por vaga foi a média de inscritos para as vagas de trainee mais cobiças, ofertadas por multinacionais de 1ª linha neste ano, no Brasil.)
Mas, se o futuro será realmente com empreendedores mais capacitados, em qual arena será travado o duelo da competição empresarial, na busca por maiores fatias de mercado e clientes?
Em minha opinião, a vitória dependerá da habilidade em realizar as conexões corretas entre as diversas informações e comportamentos que estão em processo de formação/consolidação e que serão os vetores da nova era empresarial.
Num rápido exercício e sem a pretensão de esgotar o assunto, aponto cinco tendências para essa nova era:
1) A capacidade do empreendedor de estabelecer parcerias com colaboradores, fornecedores e clientes. Por incrível que pareça percebo as pessoas voltando a valorizar a confiança, a ética e o respeito nas relações comerciais e pessoais. Cumprir o combinado, sistematicamente, terá mais valor que um contrato assinado.
2) Os pequenos negócios se agruparão em forma de caravana, (para se fortalecer) onde a cada parada ela se reabastece, equipa, dispensa, contrata e segue viagem num formato adaptado às necessidades do novo trecho que será percorrido. Essa parada será adequada a cada grupo de empresas, seja por semana, mês, semestre, ano…, cada grupo de afinidade praticará um intervalo de tempo específico.
3) Cada dia que passa nós entramos mais na era das rupturas, reais, planejadas e também das forçadas (fictícias). Saber diferenciá-las será decisivo. Novas tecnologias, novas experiências, exercerão uma pressão muito grande nas decisões. Transitar no “novo” mundo exigirá muita cautela e precisão. As mudanças necessárias ao negócio do seu vizinho podem não se aplicar ao seu. Estar preparado para fugir das verdades absolutas e dizer não a algumas propostas será vital.
4) O nível de tolerância com empresas que poluem, devastam, contamina o solo, descartam resíduos não tratados, contratam trabalhadores informais, utilizam mão de obra infantil e que não garantam seus produtos e serviços, será próximo de zero.
5) Transformar a realidade a sua volta, para melhor, será o grande desafio de uma empresa. Assim que ela deverá ser percebida: Responsável, simples e útil para a construção de um futuro melhor, em todos os sentidos.
Qual o prazo que o empreendedor tem para se adequar?
- Depende, o futuro pode ser a partir de amanhã para alguns e daqui a dez anos para outros.
O que realmente importa é que seja dado o primeiro passo na direção de aproveitar cada ação diária para construir uma identidade, uma estratégia de sucesso, é que esta possa se converter no grande diferencial da sua empresa para os clientes.
20 de Junho de 2008 às 00:44
Sergio Oliveira

A forma como você observa tudo o que acontece a sua volta formará sua opinião, que influenciará as decisões que serão tomadas na condução do seu negócio e que, de alguma forma contribuirão para o sucesso ou o fracasso do seu empreendimento.
Estar atento as mudanças e realizar as leituras de cenário é ponto chave para um correto direcionamento da decisões. O momento atual pede isso, mais do que nunca.
Um fato extremamente relevante aconteceu na nossa economia nos últimos dias, o Brasil conquistou a nota “Grau de Investimento”, atribuída pelas agências internacionais de classificação de risco, que de forma simples, significa que o nosso país passa a ser considerado pelo mercado financeiro global uma nação capaz de honrar os seus compromissos e um local seguro para que os grandes investidores internacionais possam colocar os seus ativos sem o risco de sofrer um calote.
É lógico que isso não aconteceu por acaso, parte da lição de casa foi cumprida, como o controle da inflação, saneamento das contas públicas e fortalecimento da democracia.
Somos destaques no cenário mundial na produção de carne bovina, carne de frango, soja, minério de ferro, além do etanol e das recentes descobertas de reservas de petróleo na bacia de Santos, que projetam o Brasil como um dos grandes fornecedores de combustíveis da nova era.
A soma de todos esses fatores positivos concedeu ao Brasil uma credencial com a qual ele poderá construir a sua própria história nos próximos anos.
Quem serão os atores? NÓS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Algumas transformações importantes já estão presentes ou virão a partir desse reconhecimento do nosso país, em todos os aspectos:
- Os investimos externos em aplicações financeiras tendem a ser elevados. Considerando que apenas os fundos de pensão americanos e europeus, que só aplicam em países que tenham a nota de grau de investimento ou superior, administram recursos financeiros estimados em U$ 17 trilhões, dá para imaginar o que está por vir.
- Os investimentos diretos (atividades produtivas) em novas empresas e a ampliação das já existentes devem superar os U$ 50 bilhões em 2008. Somente as fabricantes de automóveis anunciaram, no mês de maio, investimentos superiores a U$ 5 milhões, para ampliação da capacidade produtiva nos próximos anos.
- A taxa de juros real da economia tende a se estabilizar no médio prazo, de dois a três anos, e sofrerá reduções que podem chegar a 50% da taxa atual. Isso aconteceu na Índia, por exemplo, após o grau de investimento.
- O valor total dos empréstimos contratados, para pessoa física e jurídica, atingiu na semana passada a marca de 36% do PIB, superando o valor de R$ 1 trilhão. Esse movimento será crescente, em direção aos percentuais praticados por economias desenvolvidas, que se situam na faixa de 90% do PIB. Esse dinheiro vai para empresas ampliarem a sua capacidade de produção e também é tomado por consumidores ávidos por gastar, que retroalimentam a cadeia da demanda por produtos e serviços.
- Quando o assunto é consumo, são 26 milhões de novos consumidores que emergiram das classes D e E e passaram a compor a nova classe C. Assistimos neste momento um novo movimento de parte da classe C em direção a classe B. Isso tem nome, é a tão sonhada mobilidade social que alavanca países em crescimento.
GARGALOS: Como nem tudo são flores, temos ainda grandes gargalos a serem corrigidos, como:
- melhoria do sistema educacional, saúde, segurança, estradas, portos, aeroportos e o risco de colapso no setor de energia que pode não suportar o crescimento previsto para os próximos anos. Tais problemas devem ser tratados com seriedade mas não apresentados como motivos para justificar que não conseguiremos superar essas barreiras.
FANTASMAS: O grande fantasma que assusta neste momento é a volta da inflação, que desta vez não é um fato isolado no Brasil, e que assombra as principais economias mundiais. Numa análise rápida, podemos dizer que lá fora foi impulsionada pela alta exagerada no preço dos alimentos e do petróleo, que já superou os U$ 130, o barril. Aqui tivemos um fato extra que foi o crescimento do consumo interno, possível a partir da estabilidade econômica, crescimento do emprego formal e aumento real da renda.
FORMULAS MÁGICAS:
A velha e discutível receita de aumento dos juros, todas as vezes que a economia dá sinais de recuperação, como forma de contê-la, agora está em cheque. Com o grau de investimento, tal prática provocará entrada acelerada de dólares em busca dos maiores juros reais pago no mundo, valorizando ainda mais o câmbio, que já compromete bastante a competitividade das nossas empresas exportadoras.
A opção é acreditar que as empresas brasileiras serão capazes de aumentar a produção para suprir a nossa demanda interna, a tempo de controlar a inflação.
Para isso o governo já se antecipou e lançou a nova política industrial, com redução de impostos para alguns setores e aumento nos prazos de financiamentos, como no caso do FINAME que teve seu prazo para pagamento ampliado de cinco para dez anos, além de outros incentivos. Sei que é insuficiente, mas é melhor do que nada.
A atenção agora se volta para a criação de ambiente favorável para a expansão dos negócios e o incentivo de novos projetos e inovação. O objetivo é dar essa importante passo agregando valor aos nossos produtos e serviços ao invés de nos consolidarmos como um importante exportador de comodities.
Abusos de preços podem e devem ser combatidos com importações, até que a nossa produção local seja ajustada. Segundo estudos divulgados pela revista Veja,de 28/05/08, pag. 53, o Brasil é um dos países mais fechados do mundo quando o assunto é a importação de bens e serviços, com relação ao PIB, apenas 9%, comparado com a Argentina 19%, México 32% e Chile 33%.
CONCLUSÃO:
Se para muitos éramos um pais desconhecido ou uma promessa de futuro que nunca se concretizaria, hoje somos destaque nos principais jornais do planeta como Wall street journal, The New York Times e Financial Times.
O mundo olha para o Brasil neste momento e o exercício do empreendedorismo se faz mais necessário do que nunca. As oportunidades estão a nossa frente e devem ser aproveitadas.
Os grandes investidores já chegaram e marcaram posições. Posso estar enganado, mais um movimento que está por vir é a chegada de empreendedores de médio porte, primeiro vindos de países com língua portuguesa e espanhola e em seguida de todas as partes do mundo.
Como um país hospitaleiro que é o Brasil, ele acolherá bem esses empreendedores e vale lembrar que a melhor forma de atuarem por aqui é buscando parcerias com empresas locais. Falo de negócios de médio porte com faturamento anual entre R$ 5 e R$ 60 milhões/ano, com forte base tecnológica e profundos conhecedores do nosso mercado. Negócios ainda desprezados pelos grandes investidores internacionais, mas com grande atratividade para investidores de porte médio que queiram participar deste momento único do nosso país.
A pergunta do dia é:
- Sua empresa está preparada para receber uma proposta de investimento? Se não,
Pare!
Prepare-se!
e Dispare!
Na direção de um novo tempo e das novas oportunidades. Esta é a nova ordem no Brasil!!!!!!
1 de Junho de 2008 às 18:54
Sergio Oliveira
A falta de definição clara dos rumos a seguir é como uma nuvem negra que paira nos céus das pequenas empresas e turva a mente e o cérebro de todos.
A praticidade nas ações diárias simplifica o discurso, torna mais fácil o entendimento da mensagem que precisa chegar à equipe, que é quem efetivamente constrói o resultado.
O empreendedor é o gestor maior e como tal deve se comportar. Negócios de sucesso têm a frente pessoas visionárias, acompanhadas de um forte senso prático.
A estruturação de uma empresa pode ser realizada de várias formas, um modelo de sucesso que vem ganhando força ultimamente é considerar as diferentes dimensões que se interelacionam no ambiente interno e externo.
Como sugestão, considere as dimensões Pessoas, Sócio-ambiental, Negócios e a Financeira. Abaixo desses tópicos encaixe tudo o que você faz e que tenha relevância, desça ao grau de detalhamento necessário, ou seja, aquele que permita o correto entendimento, por mais simples e básico que seja o nível de estudo dos seus colaboradores.
Mapeadas todas as ações desenvolvidas por dimensão e ajustadas às interligações entre elas, cada colaborador deverá conhecer o “quebra-cabeças” do negócio e saber qual peça ele é neste jogo, entender o que é esperado dele, quanto ele custa para a empresa e quanto ele pode e deve gerar de retorno.
De forma figurada, seria interessante que eles recebessem uma cartilha com o seguinte título: “COMO CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DA EMPRESA E CRESCER JUNTO”, ali estaria uma síntese do que é mais importante e diria até vital para a sobrevivência. Sou um adepto das regras claras. Isso gera obrigações para ambas as partes.
Estabeleça uma fatia interessante do lucro líquido (a partir de 25%) e a distribua entre os empregados, isso aumenta o comprometimento e muda a percepção da equipe com relação à valorização do time.
Estimule as sugestões, crie uma premiação em função da relevância da idéia. Torne público os vencedores, todos querem ser reconhecidos numa competição saudável.
Tome cuidado para esse exercício não ficar muito filosófico, recorde-se ao título desse artigo: “ SEJA PRÁTICO”, e para isso nada melhor do que começar a discussão pela última linha do DRE - Demonstrativo de Resultados do Exercício, ou seja, o Sr. Lucro Líquido!
2 de Maio de 2008 às 07:54
Sergio Oliveira

Fico muito assustado quando chego numa empresa e sou apresentado a um novo gestor contratado para “salvar a empresa”.
A recepção geralmente é assim:
- Passamos por alguns problemas internos e/ou de mercado e contratamos tal profissional para solucionar. A partir de agora a empresa entrará num novo ciclo e reverteremos os resultados negativos e blá, blá, blá, blá, blá……
Caro leitor, se realmente existisse um profissional que detivesse a fórmula mágica salvadora de empresa em dificuldade, quanto ele cobraria pelos serviços prestados?
Alguém vindo de fora poderá ter tal assertividade?
Na medida esperada?
No tempo necessário?
Como o orçamento disponível?
Será aceito pela equipe?
A transformação proposta será sólida?
Na realidade os resultados nada mais são que o produto final de uma conjugação de diversos fatores, que vão desde o comportamento do mercado (visão externa) a forma como o proprietário da empresa é percebido pelos seus empregados (visão interna).
Uma nova gestão poderá representar uma etapa importante no trajeto, mas nada trará de efeito se estiver desacompanhada dos exemplos necessários para se reestabelecer a crença de todos os parceiros no futuro da empresa.
Recordo-me sempre de um trecho do filme de Cristóvão Colombo que retrata a viagem na busca de uma rota marítima para o oriente, com o título “1942, A conquista do Paraíso”.
A tripulação, já descrente da possibilidade de estar na direção correta para encontrar terra firme, tinham no comandante Cristóvão Colombo a única figura capaz de salvá-los, já que era ele o responsável pela direção da Nau e das Caravelas.
Tal direção nada mais era do que o divisor entre a vida ou morte. Se estivessem no rumo certo encontrariam terra firme e estariam salvos, se a direção estivesse errada significaria o fim, não teriam mais água e nem alimentos para testar uma nova rota.
Nas pequenas empresas várias situações se assemelham a uma expedição rumo ao desconhecido. Os recursos são escassos e nem sempre as condições são favoráveis.
Caro empreendedor o melhor caminho é se preparar para gerir sua empresa, a viagem será emocionante e guardará diversas surpresas agradáveis e desagradáveis, a vida é assim. Caberá apenas a você tornar essa expedição o mais previsível possível.
Quem for por esta rota não precisa recorrer a santos milagreiros e muito menos acreditar em Duendes e Gênios da Lâmpada.
8 de Março de 2008 às 15:45
Sergio Oliveira

Conheço executivos de multinacionais que são extremamente competentes, gestores acima da média e que ano após ano tem contribuído sobremaneira para o crescimento das empresas para as quais trabalham.
Convivo também com executivos de empresas públicas que poderiam estar ocupando os postos mais qualificados em empresas globais.
Considerando que trabalham para empresas com propósitos diferentes e que os ambientes corporativos são opostos, o que eles teriam em comum?
Diria que são Gestores irreverentes, que, independente da corporação a qual estão vinculados, se prepararam para liderar e entenderam a essência do conceito de que lucratividade é essencial.
Esses profissionais estão à frente de projetos ousados e que foram confiados a eles pela competência instalada. Eles sabem formular estratégias, vender idéias, liderar equipes, gerenciar conflitos e o principal, buscar um resultado final que traga solução para o cliente e que seja fonte de lucros para a empresa.
São peças-chaves para a corporação, um exemplo vivo de entrega de corpo e alma, são apresentados como exemplo a ser seguido pelos demais empregados. No mercado de trabalho estão cotados a preço de ouro.
Toda essa massagem de ego para encobrir o óbvio: suas idéias e criações são apropriadas e escrituradas em nome da empresa empregadora, uma transferência formal de direito de criação e que nem sempre retorna ao criador sob forma de participação direta nos lucros gerados pela inovação.
Além de terem suas criações apropriadas ainda correm um risco que julgo ser maior, essa entrega total, o conjunto de competências desenvolvidas, acabam conduzindo tais profissionais a cargos importantes, que trazem consigo uma série de benefícios e mordomias, com as quais ele acaba se acostumando e abaixa a guarda, muitos chegam a perder a própria identidade, não são ninguém além de um cartão de visitas timbrado com a logo da sua religião: a empresa.
Bom ou ruim?
Bom se ele souber planejar sua carreira, vida pessoal, não gastar tudo o que ganha, poupar e desenvolver um plano “B” para quando quiser deixar a condição de empregado.
Ruim se o padrão de vida estabelecido consumir toda a renda, não sobrar nada para poupar e a vida social intensa não deixar espaço para a preparação de um plano “B”.
Às vezes me pergunto como seriam esses profissionais conduzindo as suas próprias empresas. O que seriam capazes de gerar de novas idéias, novos produtos e novos empregos.
Quem já trabalhou como empregado sabe, que, por mais espetacular que seja a empresa empregadora, sempre existirão situações com as quais você não concorda e que quase nada poderá fazer para mudar, situações que são fonte permanente de insatisfação e estresse e que você acaba “aceitando” por conveniência.
O emprego bem remunerado gera acomodação e afasta esses grandes talentos da atividade empreendedora, muitos preferem se intitular intra-empreendedores e vivem felizes com esse título, mas lá no intimo creio que por diversas vezes se sentiram tentados a ousar e começar um negócio próprio.
Sempre carreguei comigo o lema que é título desse artigo,
“DESCULPE-ME, NÃO ESTOU A VENDA!”. Necessito sempre de ter uma cópia da chave que abre a porta de saída, sem traumas.
Tudo tem um limite e quando o preço a ser pago for muito caro na sua escala de valores, não hesite, coloque em prática o seu plano “B”!
15 de Fevereiro de 2008 às 23:43
Sergio Oliveira
Uma das condições básicas para quem pretende empreender de forma séria é conhecer a dinâmica que move o nosso País.
O Brasil passa por um processo de profunda transformação, iniciado em 1994, com o lançamento do Plano Real, que domou a hiperinflação e trouxe a tão sonhada estabilidade da economia.
Vivemos num mundo que não conhecíamos até então. Considero 13 anos muito pouco tempo, e mesmo assim já colhemos os frutos da reestruturação pela qual o nosso país passou, parte ajudado pelo crescimento da economia mundial, mas muito de mérito dos nossos empresários e líderes sérios (que são poucos…):
- Projeção de crescimento do PIB próximo a 5% ao ano.
- Recordes de produção na industria nacional, segundo a CNI, em agosto o indice de utilização da capacidade da indústria chegou a 83,6%.
- Investimento estrangeiro direto no País (estimativa BC p/ 2007): U$ 32 Bilhões.
- Empresas Brasileiras que abriram o capital e lançaram ações via Bovespa, desde de 2004, já captaram mais de R$ 50 bilhões.
- Ascensão das classes C e D, que a partir do aumento da renda nos últimos anos se transformaram em consumidores vorazes e disputados por todo o comércio.
Poderia listar aqui diversos outros fatores positivos que são divulgados diariamente na nossa imprensa nacional, que só reforçam as constatações.
A discussão a meu ver passa a ser: “ De que forma aproveitar o mar de oportunidades que já estão presentes no nosso dia a dia, e não mais se elas existem.”
Uma contribuição valiosa para entender melhor tudo o que aconteceu no nosso País, nos últimos 40 anos, está na edição especial da Revista Exame, nº 903, que está nas bancas, com o título: “ A CONSTRUÇÃO DE UMA PAÍS MODERNO”. Vale a leitura.
9 de Outubro de 2007 às 23:41
Sergio Oliveira

É comum as pessoas confundirem sucesso com conquista de status.
Um empresário de extremo sucesso não necessariamente tem que estar nos eventos mais badalados da cidade e muito menos nas colunas sociais.
A decisão de participar desse “seleto grupo de pessoas muito importantes - VIP” é única e exclusiva do empreendedor.
Alguns tem a necessidade, para consumo próprio, de serem tratados como VIP. Isso acontece quando o ego se torna maior do que o Ser Humano.
A busca pelo status assume uma condição quase existencial e passa a ser alimento obrigatório para a sobrevivência de uma imagem forjada e que , na cabeça dele precisa ser trabalhada, melhorada e mantida pelo máximo de tempo possível, ideal seria que fosse eterno, como nas famílias reais.
Mas, como nada é eterno, se uma dia, por acaso, a empresa passar por dificuldades e ela não mais puder sustentar esses caprichos pessoais, o trajeto de volta dessa escalada artificial é muito doloroso, pois, o nosso nobre empreendedor de sangue azul irá perceber que ele é simplesmente de carne e osso como os demais mortais e que também está sujeito a crises.
Muitas famílias/empresas construídas sobre bases artificiais se dizimam quando passam por crises mais fortes.
O sucesso tem o poder de afastar as pessoas dos seus valores, a ponto de se tornarem irreconhecíveis.
Sou um grande admirador de empreendedores de sucesso, que independente da fortuna que conquistaram preservam e mantém firmes seus princípios e valores. E vão mais longe, pregam isso como uma prática saudável em suas empresas, o que pode ser um dos pilares do sucesso outrora conquistado e mantido!
4 de Outubro de 2007 às 23:17
Sergio Oliveira

“…foi a visão do dia e da noite,dos meses, das revoluções dos anos, que nos fez encontrar o número, que nos deu a noção de tempo.
Platão, Timeu (360 a.c.)
Medir o tempo como um padrão universal surgiu da observação, sobretudo das posições relativas dos corpos celestes, que são regulares, cíclicas e, portanto previsíveis.
Essa é uma das idéias mais antigas e duradouras do mundo, a ponto de ninguém arriscar uma data para a sua origem.
As observações celestes foram a base para o desenvolvimento de medidores de tempo, que se assemelhavam a calendários, que utilizavam registros das fases da lua e o movimento do sol.
A partir daí a idéia evolui e chegamos ao relógio que conhecemos hoje, desde então a vida nunca mais foi a mesma.
Passamos a ser regidos (para não dizermos controlados) pelo objeto que transformou nossas vidas.
Considero que nos tornamos uma legião de “escravos do tempo”, tamanha é a interferência que uma simples medição causou em nossas vidas.
Gosto de Santo Agostinho (397 d.c), que antecipou o pensamento mais moderno acerca do tempo, ao perceber, naquela época que o tempo não tem “existência” fora da mente.
Vivemos sob o conceito linear de tempo, onde temos um começo, e a partir daí delineia-se a trajetória.
O dia continuará sendo medido em horas, mais precisamente 24 horas, para você distribuir todos os seus compromissos e ainda buscar o tão sonhado equilíbrio entre trabalho, lazer e família.
Sem contar que, pessoas atarefadas não têm qualidade de vida, muito menos “tempo” para construir boas idéias.
Se forem as novas idéias as sementes que deram origem a negócios inovadores, um bom começo para se tornar um empreendedor de sucesso é rever seu conceito de tempo e a freqüência na qual você está conectado.
“O que é o tempo? Quando ninguém me pergunta eu sei. Quando tento responder, não sei.”
Sto. Agostinho, Confissões (397 d.c.)
2 de Setembro de 2007 às 10:37
Sergio Oliveira
Nos últimos três meses tenho vivido dias intensos, conhecido empreendedores notáveis, em diversas áreas de atuação, alguns implantaram suas empresas em incubadoras, outros seguem vôo solo, mas todos com um grau de profissionalismo de impressionar.
Se existe uma parcela dos nossos empresários que são iniciantes na ciência de empreender, tenho tido a oportunidade de encontrar pelo caminho alguns que já transcenderam a ciência e estão no estado da arte do empreendedorismo.
Isto não significa que estão conduzindo grandes empresas, muito pelo contrário, são pequenas e médias empresas, porém lucrativas, com projetos de crescimento fundamentados em excelentes perspectivas.
O nosso país passa por uma imensa transformação, com relação a forma como somos vistos pelos investidores internacionais, isso muda por completo a velocidade do crescimento da economia. O capital especulativo passa a ser convertido em capital investidor e de longo prazo, e isso se dá através da expansão ou implantação de mega negócios, que necessitam de suporte nos mais diversos setores, e que certamente serão delegados a empresas menores, como forma de se concentrar no negócio principal.
Mais do que nunca este movimento no mercado transforma a dinâmica empreendedora de como víamos a abertura de um novo negócio ou até a expansão do negócio atual e cria um celeiro de oportunidades, muitas ainda ocultas e implorando para serem descobertas e aproveitadas.
A mais de um ano André Esteves, hoje CEO do Banco UBS Pactual e um dos empreendedores mais notáveis do nosso País cunhou a seguinte frase “ O Brasil vive o melhor momento dos últimos 500 anos”.
De lá para cá muitos fatos positivos se confirmaram, mas, o melhor ainda está por vir, acredite se quiser!
5 de Agosto de 2007 às 12:50
Sergio Oliveira

A alguns dias explicava a um grupo de empreendedores como via o processo de empreender e comecei a rabiscar num quadro um gráfico como forma de facilitar o entendimento.
O produto final desta conversa acabou se transformando na ” MATRIZ DAS OPORTUNIDADES”, confesso nunca ter visto algo igual antes, mas gostei da demonstração e resolvi arriscar e trazê-la para o blog.
Apresentava na ocasião o exemplo de quatro empreendedores, com motivações diferentes para empreender e por isso cada um tinha as suas limitações próprias, que pesariam na hora da decisão.
Dividi essas limitações pessoais em quatro quadrantes, de forma que no quadrante UM temos as maiores restrições e no quadrante QUATRO teremos quase que a ausência de restrições.
Para valer a idéia, é preciso considerar algumas hipóteses:
a) Que os quatro empreendedores residem na mesma cidade.
b) Todos tem a mesma quantia em dinheiro disponível.
c) O negócio a ser aberto será no mesmo setor de atividade, no caso do exemplo usei o comércio, por ser o mais comum, dentre os três.
Daí para a frente vem as diferenças que podem ser visualizadas no quadro e suas implicações que detalho um pouco mais:
1) Quer investir num negócio específico na sua cidade - Este empreendedor é aquele que se preparou e sente-se seguro para investir num tipo de negócio específico, muitas vezes está relacionado com a atividade que desempenhava no seu emprego anterior. Também tem motivos fortes o bastante para não querer sair da sua cidade.
Não tem nada de errado nisso, desde que sua cidade comporte mais uma empresa atuando no nicho que ele quer atuar e que ela tenha algo de diferente para oferecer, senão será uma repetição do que já existe, o que não seduzirá os futuros clientes. Ele ganha por conhecer bastante a cidade, mas arrisca se o negócio escolhido já estiver saturado.
2) Aceita investir em outros negócios, desde que seja na sua cidade - Neste caso o leque já se abre um pouco mais, ele continua restrito a sua cidade, mas se preparou para gerir alguns tipos de negócios, o que o torna aberto a diversas oportunidades e facilita a busca. Tem a seu favor o ponto forte de viver na cidade, o que ajudará na identificação de necessidades não atendidas, qualquer que seja o nicho de mercado.
3) Quer investir num negócio específico, podendo ser em outras cidades - No quadrante três, as chances de sucesso aumentam bastante, pois este empreendedor tem um negócio específico já definido e quer implantá-lo numa cidade que tenha essa necessidade não atendida.
Me recordo quando foi fundada a cidade de Palmas no Tocantins, em 1989, não tinha nada além da pedra fundamental, tudo estava por fazer. Hoje com 160 mil habitantes ainda guarda inúmeras oportunidades. Este é apenas um exemplo.
Algumas revistas e jornais especializados, como Exame, Gazeta Mercantil e Valor Econômico divulgam anualmente edições especiais ressaltando as melhores cidades para morar, investir, trabalhar…., trazem dados interessantes e que podem ser um ponto de partida para uma pesquisa mais aprofundada.
4) Busca uma oportunidade de negócio, em qualquer cidade - Se risco e oportunidade andam de mãos dadas é no quadrante quatro que eles se encontram e formam a dupla perfeita. O empreendedor que se posiciona aqui corre o risco de ser confundido com um aventureiro, que de certa forma não deixa de ser, mas com responsabilidade.
Vale ressaltar que na minha análise considero que para ser classificado como empreendedor tem que se ter o mínimo de preparação para a gestão do negócio. E para estar apto a ser um empreendedor classificado no quadrante quatro, não basta querer, ele certamente já estará num estágio superior, deverá ter no seu currículo alguma experiência de sucesso e de fracasso empresarial, enfim, ter vivência no mundo dos negócios e certamente muitas histórias para contar.
Ele aceita empreender em outras cidades e está preparado para gerir vários tipos de negócios.
Estar aqui é como pescar no oceano. Uma infinidade de oportunidades e riscos também!
11 de Julho de 2007 às 01:03
Sergio Oliveira
” Empreender, na plenitude, é estar aberto a todas as alternativas e propostas, em qualquer que seja o lugar, desde que satisfaçam as condições básicas definidas pelo empreendedor, que deve ter o mínimo de preparação.”
Essa é a minha definição pessoal de empreendedorismo, e ela está intimamente ligada as verdades de cada um, não existindo o certo ou o errado, apenas um processo em evolução.
10 de Julho de 2007 às 23:50
Sergio Oliveira
Um leitor do nosso blog enviou o seguinte questionamento:
“- Pretendo montar meu próprio negócio.
Sou Analista de Sistemas, com anos de experiência em Assistência Técnica em computadores, portanto, penso em abrir um negócio neste ramo. Meu sócio, não tem conhecimento em informática, mas tem amplo conhecimento em gestão empresarial. Lendo o artigo SOCIEDADES – UMA QUESTÃO DE EQUILÍBRIO, cheguei à conclusão que temos até então, dois dos três pilares: Conhecimento Técnico e Capacidade Gerencial. Mas ainda não temos totalmente o primeiro pilar: recursos financeiros.
O que você sugere para que possamos obter este último, porém, importante pilar para esta nossa nova empreitada?“
Caro Empreendedor,
Quando o recurso financeiro é o que falta para iniciar o negócio, estando os dois outros pilares fundamentais já atendidos, diria que vocês já trilharam boa parte do caminho a ser percorrido antes de abrir as portas.
A quantidade de empreendedores com recursos financeiros suficientes, mas sem uma boa idéia é muito maior do que o inverso, até por que boas idéias não são vendidas nas esquinas.
Veja que seu negócio nasce a partir de uma experiência adquirida na sua profissão atual. Isso é bastante interessante, imagino que você identificou uma necessidade não atendida neste nicho de mercado e implantará seu negócio oferecendo diferenciais que seus futuros concorrentes ainda não despertaram para eles.
Onde então buscar os recursos financeiros para complementar o valor necessário para abrir o negócio?
Antes de dizer onde, é preciso esclarecer qual o tipo de dinheiro que seria o mais recomendado para complementar o que falta e viabilizar a idéia:
- Tem que ser dinheiro de longo prazo, de preferência de alguém que se interesse em tornar-se sócio do negócio. Se não encontrar esse sócio e tiver que ser financiamento/empréstimo, atente para o prazo, o ideal que seja sempre maior que 24 meses, com carência (no mínimo seis meses) e juros menores que 1,5% ao mês.
Quaisquer condições menos favoráveis que essas poderão deixar seu negócio em dificuldades para honrar os compromissos das parcelas mensais.
Vamos às alternativas, vou listar algumas, das menos para a mais prováveis fontes de financiamentos que podem ser acessadas por novos empreendedores, isso não significa que são as únicas:
a) Bancos – A maioria dos bancos exigem que as empresas tenham pelo menos um ano de faturamento para terem acesso às linhas de crédito disponíveis. O máximo que você conseguirá de bancos, antes dos doze meses de faturamento comprovado será linhas de curto prazo, geralmente para antecipar os cheques pré-datados recebidos dos seus clientes. Desconheço algum banco que tenha linhas de crédito específicas para financiar a abertura de pequenos negócios.
b) Empresas de Capital de Risco (Venture Capital) – Você terá que elaborar um plano de negócios, esboçando a sua idéia, de forma detalhada e submetê-lo as empresas de Venture Capital, para análise. Sem querer desanimá-lo, o índice de aprovação é menor que 1% do total dos planos analisados. Eles buscam características específicas como negócios em setores com alto potencial de crescimento, baseado em inovações tecnológicas, ineditismo, dentre outras. No Brasil já temos a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), pode ser o ponto de partida para conhecer melhor do que se trata. Tem também um artigo escrito por mim, aqui no blog, no ano passado: A VORACIDADE DO CAPITAL DE RISCO.
c) Fundos de investimentos em empresas (Private Equity) – Você já deve ter lido ou visto alguém falando sobre a possibilidade de financiamentos via fundos de Private Equity, porém, esta é uma alternativa que não se aplica aos pequenos negócios. Eles se interessam por negócios que já faturam algumas dezenas de milhões de reais. Para conhecer um pouco mais sobre o tema veja o artigo da revista Amanhã, edição Junho/07, que fala da origem do Private Equity.
d) Anjos Investidores (Angel Investor) – Trata-se de Pessoas Físicas, endinheiradas (se é que existe este termo) com disposição para investirem em empresas, entrando como sócios no contrato social e auxiliando na gestão. Condição básica: Que os fundadores sejam preparados para tocar o negócio, que ele tenha alto potencial de crescimento, seja inovador, garanta margem de lucro esperada e ofereça uma boa liquidez quando chegar a hora de ir embora. Ao entrar, os anjos já definem o prazo máximo que irão permanecer. Quer conhecer um pouco mais, leia o artigo do Sebrae/SC sobre Anjos Investidores e acesse o site do Gavea Angels.
e) Dinheiro de parentes e amigos – por incrível que pareça, estes são os principais investidores em novos negócios no Brasil e no mundo, nove entre cada dez negócios que estréiam por aqui, tiveram injeção de recursos financeiros de uma destas duas fontes.
Não que eu desacredite nas demais, em momentos específicos e para empresas específicas elas serão úteis, ocorre que as exigências são tantas que o novo empreendedor fica pelo caminho e volta para os parentes e amigos, onde acaba se financiando. Aí você entende por que 99% das empresas brasileiras têm origem familiar.
Imaginemos que todas as fontes citadas não se tornaram realidade, resta então ver o quanto você e seu sócio têm no bolso e avaliar se vale a pena arriscar. Simplificar ao máximo, sem perder a essência da idéia. Se for possível, siga em frente.
A boa notícia é que após o primeiro ano de faturamento as portas dos bancos se abrem, inclusive para acesso a recursos do BNDES, os quais possuem, hoje, os menores juros disponíveis no mercado.
2 de Julho de 2007 às 22:26
Sergio Oliveira
Conto a você leitor uma história real, de um amigo o qual acompanhei a transformação recente ocorrida em sua vida, que julgo, ele soube superar com bravura.
Um competente vendedor, formou-se em administração de empresas, entrou como estagiário num importante multinacional e fez uma carreira brilhante, chegou a Diretor Comercial, após 25 anos de dedicação exclusiva a empresa.
Como a história se repete, a empresa que trabalhava foi comprada por uma outra multinacional maior ainda e foi implantado um comitê de integração (das duas empresas), cujo objetivo divulgado era realizar a aproximação de culturas possibilitando o trabalho na nova estrutura com sinergia.
Como uma nova estrutura, nestes casos, passa pela redução de cargos, todos esperavam ansiosamente as mudanças.
Um dia, ao chegar ao trabalho foi convidado para participar de uma reunião com o Presidente, ato de rotina, só que ao entrar na sala percebeu que não seria uma reunião comum, estava lá o tal Comitê de Integração, e o tema em pauta era tratar da desintegração dele, como Diretor, como empregado, como profissional e não tem como ser diferente, como ser humano. Em suma, ele estava demitido. Rápido e certeiro com um míssil, dispararam uma frase pré-fabricada, mais ou menos assim:
“– Prezado Cláudio, você ajudou a construir esta empresa, temos consciência disso, somos muito gratos, mas com a venda teremos que unificar a Diretoria Comercial e a opção do novo acionista foi pela permanência do Diretor da empresa que nos comprou, é com tristeza que te comunicamos o fato. Todos os seus direitos serão pagos e agradecemos imensamente os 25 anos que trabalhou conosco. Preocupados com os empregados que estão sendo desligados da Companhia, contratamos uma empresa de recolocação de profissionais, está aqui o endereço, você terá acesso a cursos e acompanhamento psicológico já incluído no pacote. A vida continua, desejamos sorte.”
Sem abraços, sem lágrimas, foi assim, ato sumário, quem demite não chora, creio que até comemora, por dentro. (Antes ele do que eu…mas o próximo pode ser eu… o último a sair apagará a luz…)
Parado ali, naquela sala, pediu alguns minutos para se recompor, passou um filme em sua mente, foram 25 anos de dedicação exclusiva, inúmeras viagens ao exterior, por longos períodos, 24 horas a disposição. Reuniões até as 22:00 hs ele perdeu a conta de quantas. Sábados e domingos, raros. Seus filhos cresceram e ele não viu. Chegou atrasado na festa de noivado da filha (o vôo internacional atrasou) e outros casos mais, tudo em prol do crescimento da Companhia.
Sem perceber, tinha até perdido sua identidade própria, era comum se apresentar como Cláudio da empresa X, e assim era conhecido, tamanha era a simbiose entre ele a empresa. Simbiose essa que acabava de ser interrompida, abruptamente.
Por toda a dedicação, por todas as realizações, ele não esperava que a demissão o alcançasse. Mas, estava ali, sem o chão para pisar e desempregado.
Como chegar em casa e contar para a família? esse é um dos momentos mais difícieis.
Como tinha um bom cargo, sua renda anual superava R$ 200 mil/ano, além dos benefícios. Sempre foi controlado financeiramente, sem excessos e luxos conseguiu reunir recursos financeiros da ordem de 550 mil reais. Já considerando o acerto da empresa e a poupança que fizera ao longo do tempo.
Nem é preciso dizer o que aconteceu a partir daí, distribuiu inúmeros currículos, contatou todos os amigos que poderiam fazer indicações e ficou aguardando, ansiosamente, o que não aconteceu:
• um novo emprego, com renda similar ao que estava. Teve várias ofertas, as melhores garantiam renda três vezes menor do que ele ganhara outrora.
Com 47 anos, desempregado, precisava tomar uma atitude.
As mudanças de cidade na sua carreira foram constantes, contabilizava sete mudanças em 25 anos. Por onde passou ele construiu casas para morar e com isso adquiriu uma boa experiência, e até mais do que isso, passou a gostar da atividade, por diversas vezes havia colocado esta como uma das hipóteses para ocupar seu tempo quando aposentasse.
Após algumas pesquisas, tomou a decisão, comprou um terreno num condomínio fechado e construiu a primeira casa, era uma forma de ocupar o tempo, sabia que teria no mínimo um retorno melhor do que a aplicação financeira e estaria com a mente ocupada, ou invés de se martirizar e ficar pensando no fim do mundo.
Para sua surpresa, depois de nove meses de construção, antes mesmo de terminar a pintura, a casa já estava vendida. Isso ocorreu em 2005. O lucro que obteve foi superior a sua última renda anual.
Em 2006 continuou na atividade, conseguiu construir e vender dois outros imóveis e lucrou o dobro da sua última renda anual com Diretor Comercial.
Em 2007 registrou a sua empresa, uma construtora, e os negócios vão muito bem, obrigado.
Recuperou sua auto-estima, sua identidade e sua vida.
Faz uma caminhada toda manhã, busca os netos na escola e respira aliviado, sua vida passou a ter outro sentido.
Às vezes se pega a pensar como estaria se ainda estivesse como Diretor Comercial, como todo empregado dedicado sonhava em ser Presidente, todo seu esforço foi nessa direção, mas rapidamente volta a realidade e se orgulha de estar construindo, agora, o futuro da SUA PEQUENA EMPRESA!
23 de Junho de 2007 às 08:41
Sergio Oliveira
Alguns amam, outros odeiam, afinal, temos como fazer uma avaliação correta deste eterno conflito de opiniões?
Creio que sim.
Os empreendedores firmam seus pontos de vista a partir das experiências pessoais, e não tem nada de errado nisso.
Se vivenciaram experiências de sucesso, aprovam.
Se sofreram experiências negativas, reprovam.
A decisão de compor uma sociedade dependerá muito da sua condição no momento da abertura do negócio, considerando três pilares fundamentais:
1) Disponibilidade de recursos financeiros
2) Conhecimento técnico
3) Capacidade gerencial
A situação ideal seria que você, no momento de iniciar o negócio tivesse ao mesmo tempo:
a) Todo o dinheiro necessário para implantar o negócio.
b) Conhecimento profundo do processo produtivo/comercial a ser adotado.
c) Capacidade gerencial básica.
Sendo assim, você poderia se dar ao luxo de abrir o negócio compartilhando a gestão com bons profissionais contratados, sem ter que abrir mão do poder de decisão.
Ocorre que é raro encontrar uma pequena empresa iniciante onde o fundador congregue todos os três pilares básicos. O mais comum é que o novo empreendedor tenha como ponto forte apenas um dos três.
Imagine esta nova empresa sustentada por um tripé, portanto, os três pilares são vitais para mantê-la em pé, a ausência de um deles já significa um negócio fragilizado no nascedouro.
De uma forma bastante simplista, a percepção desta fragilidade e o desejo de acertar é que levam o futuro empreendedor a sair em busca de sócios para participar da materialização da sua idéia.
As sociedades, na sua essência, visam a soma das forças, onde o objetivo principal é chegar o mais próximo possível da condição ideal, que permita a nova empresa se apresentar ao mercado com a estrutura mínima necessária e em equilíbrio.
14 de Junho de 2007 às 08:31
Sergio Oliveira
Qual é o momento mais propício para adotar na sua empresa uma modelo de gestão que seja voltado para a construção de uma empresa sólida, dinâmica, inovadora e rentável?
Na minha opinião, este momento é a partir do desenvolvimento da idéia, antes mesmo da abertura do negócio.
Sei que as condições, no início, nem sempre são as mais favoráveis, grande parte do empreendedorismo no nosso país é por necessidade, negócios iniciados com pouco dinheiro, sem apoio nenhum e com muita força de vontade, quase uma questão de sobrevivência pessoal e familiar.
Esses negócios podem ser classificados como um ato de coragem, antes mesmo de serem considerados uma ação de empreendedorismo.
Vários empreendedores que alcançaram o sucesso dizem que se tivessem planejado o negócio da forma recomendada e avaliado as condições que eles tinham naquele momento, eles nunca teria iniciado o negócio.
Reconheço esse realidade, até por ter vivido experiências similares, mas, esse início tão turbulento, no fio da navalha, não pode ser justificativa para que não se tenha um mínimo de organização e controle implantado depois que o negócio começou a funcionar, isso é a expressão daquela famosa frase, que nem sei quem criou: “ Trocar o pneu com o carro em movimento”, não é opção mais segura, mas, as vezes pode funcionar.
Já não sei mais o que é certo ou errado, isso para mim são rótulos, prefiro raciocinar em outros termos: Sucesso e Fracasso.
- Sucesso - quando deu certo!
- Fracasso - Quando tenho que voltar a estaca zero e começar tudo de novo. (custa caro, mas é um bom combustível para o empreendedor).
9 de Junho de 2007 às 09:37
Sergio Oliveira
Desconheço um empreendedor que inicie seu novo negócio e que não queira que ele prospere e seja rentável.
Pense, se ao justificar os motivos que o levaram a empreender você afirmasse que sempre sonhou em abrir uma empresa para gerar empregos, ajudar a melhorar a vida dos seus empregados e pagar impostos para o governo desenvolver o nosso país.
A idéia é ótima, mas, quem irá financiar?
Lucro não é pecado, é condição básica para garantir a sua sobrevivência, da empresa e a realização dos itens listados acima, além de muitos outros.
Se a sua empresa não for lucrativa, por mais nobres que sejam as suas intenções a única coisa que você conseguirá fazer bem, de fato, é perder dinheiro.
Que me desculpem os filósofos, mas, o fundamento de todo negócio é o lucro.
Lucro é fonte de vida, é ponto de partida. É a partir dele que se delineia todas as demais implementações da empresa.
Sou um defensor dessa tese, principalmente para a pequena empresa que tem uma enorme dificuldade de acesso ao crédito, seja para crescimento ou para os momentos de estrangulamento financeiro.
A grande questão é que poucos empreendedores afirmam, sem pestanejar, que a sua empresa é lucrativa. Boa parte das pequenas empresas não resistem a uma verificação das suas contas, elas perdem dinheiro de fato, mas inconscientemente. Sendo assim, temos muito o que avançar nesse campo.
Quem encontrar a fórmula mágica pode patentear, terá achado o pote de ouro no fim do arco íris. Enquanto isso não aconteça, precisamos seguir em frente, pelos caminhos já conhecidos, porém, imbuídos de novas práticas e atitudes transformadoras da nossa cultura de gestão empresarial.
18 de Maio de 2007 às 23:50
Sergio Oliveira
Quando decidi iniciar o blog tinha uma dúvida, para qual público iria escrever?
Hoje, sete meses depois, 60 artigos já editados e mais de 6 mil acessos, posso dizer que não tenho mais dúvida.
De que adianta ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências, ricas na forma e no conteúdo, histórias empresariais tristes e alegres, de fracasso e de sucesso e guardar isso para mim?
Temos uma parcela de nossa população empreendedora que não precisam da minha ajuda, tem recursos e acesso ao que tem de melhor, podem assinar revistas, jornais, participarem de palestras, cursarem as melhores Universidades, MBA e intercâmbios no exterior, conhecem o mundo e quando resolverem iniciar o seu negócio terão apoio irrestrito e recursos financeiros abundantes.
Creio que o que escrevo não tem muito a agregar para eles.
Tento escrever numa linguagem simples e uma abordagem que possibilite a qualquer um que leia o blog, pela primeira vez, possa se interessar pelo tema. Seja ele dono de um negócio próprio ou ainda um sonhador.
Acredito ser essa a melhor forma de desmistificar que ser empreendedor é dom nato, e que a pessoa que o recebeu está predestinada ao sucesso.
O conhecimento sobre empreendedorismo e gestão de um pequeno negócio está à disposição de todos, o que é preciso é que apareça alguém que esteja disposto a organizá-lo, separar o joio do trigo, neste imenso oceano de informações livres que virou a internet.
Não sei se é muita pretensão da minha parte, mas, me proponho a iniciar esse movimento, através dos textos, dicas e respostas aos e-mails que recebo, os quais tenho publicado aqui no blog.
Digo iniciar o movimento por que o assunto é denso e vasto, e todos que estiverem dispostos a contribuir são muito bem vindos, o Blog do Empreendedor está aberto e franqueado a quem tem seu negócio próprio, sonha em ter, estuda o tema, enfim, acredita que compartilhando os seus conhecimentos estará ajudando alguém e certamente aprendendo também.
15 de Abril de 2007 às 02:05
Sergio Oliveira
O Brasil se vangloria de ser o 7º país mais empreendedor do mundo, segundo a pesquisa
GEM 2005- Pesquisa Global sobre Empreendedorismo , porém, 65% desses novos negócios são abertos com até R$ 10 mil e esmagadora maioria desses empreendedores afirmam que iniciaram o negócio sem a preparação adequada para empreender, e o que é pior, sem identificar uma nova oportunidade ou uma necessidade não atendida, num nicho qualquer de mercado.
Motivos para celebrar ou para chorar?
O empreendedorismo por necessidade impera no Brasil, essa é a grande verdade, por maior que seja o esforço das entidades como o Sebrae, ainda estamos longe de atingirmos o mínimo necessário para dar sustentabilidade a esses negócios.
Um tema bastante discutido ultimamente é a inclusão digital, como forma de possibilitar ao jovem carente o acesso a computadores, conhecer informática e utilizar a internet, através de iniciativas como as salas de Telecentro implantadas em comunidades carentes e a informatização das escolas públicas.
Deveríamos pensar também na inclusão empresarial, inserir no currículo dessas escolas públicas o tema empreendedorismo, de forma que, desde cedo o jovem já tenha contato com os conceitos básicos e saiba qual destino queira dar a sua vida, já existem algumas experiências na rede pública, porém, isso precisa ser multiplicado.
Isso fará com que ele saiba qual é caminho correto para conquistar sua liberdade. Plantar a semente, ensinar a melhor forma desde a primeira vez, nas bases da formação da personalidade desse jovem, por mais carente que ele seja e desprovido de condição financeira, podem acreditar, ele é inteligente o bastante para compreender os fundamentos do empreendedorismo e optar por esse caminho, se for o caso.
Sabendo que não tem os recursos necessários, terá que arranjar um emprego, se dedicar bastante, mudar para um emprego melhor, economizar cada centavo, que seja por dez, vinte anos, até conseguir dar início ao seu empreendimento e realizar seu sonho
Essa consciência é fundamental e tem o poder de transformar a vida das pessoas.
14 de Abril de 2007 às 23:50
Sergio Oliveira
Beto, leitor do nosso blog, postou o seguinte comentário no artigo : “A todo vapor? Percepção Pura!” :
“Também estou com uma dúvida positiva. Gostaria de saber sua opinião à respeito. Tenho uma farmácia de manipulação no interior do estado do Paraná e, quero agregar valor, aumentando e colocando uma drogaria junto. Você acredita que seria uma boa opção agregar valor ao negócio ou estaria fugindo do foco principal que é manipulação?”
Caro Beto, vou desdobrar o seu questionamento em duas partes,as quais irei comentar:
1) Agregar valor a Farmácia de Manipulação, ampliando e colocando uma drogaria junto.
A farmácia de manipulação tem um apelo próprio e um público bem definido, quando comparado com uma drogaria tradicional.
Quando vamos numa drogaria tradicional levamos a receita e esperamos que ela tenha todos os remédios que pretendemos comprar, se não tem, já ficamos chateados, teremos que procurar outra e rodar até encontrar. O atendente também tem um comportamento diferente, é treinado para atender rápido, com cortesia, saber onde estão os principais remédios e suas prescrições. Ele atua como um papa-filas.
Já na farmácia de manipulação o atendimento é qualificado, o fluxo de clientes e menor, e o atendente pergunta para qual tratamento a fórmula a ser manipulada será utilizada, qual a quantidade desejada (se não tiver especificado), enfim, ele se envolve com a necessidade do cliente, que por sua vez, já vai sabendo que nem sempre fica pronto no mesmo dia, isso faz parte da regra e todos aceitam bem.
Quando você pensa em agregar valor, a idéia está correta, as drogarias tradicionais se transformaram em lojas de conveniência, além de remédios e produtos de higiene, vendem picolé, sorvetes, refrigerantes, chicletes, balas, bolachas, energéticos e outras coisas mais, o que favorece bastante o incremento do faturamento. É um novo conceito e que vem sendo difundido em larga escala.
A idéia é boa desde que sejam observados alguns detalhes:
a) Como você já tem uma clientela formada, uma bom ponto de partida seria criar um formulário com algumas perguntas ( no máximo dez) e consultá-los sobre a intenção de incorporar ao negócio uma drogaria tradicional, dar a eles a oportunidade de ajudar a decidir quais outros produtos que gostariam de encontrar na Drogaria (dentro do conceito de conveniência). Os clientes se sentem valorizados e criam vínculos com os negócios quando são chamados a participar das mudanças nas empresas.
b) Contrate um bom arquiteto e faça um estudo de layout, avalie se o seu espaço atual comporta a implantação de um segundo ambiente, de forma que o cliente, quando entrar, saiba identificar a farmácia de manipulação e o novo ambiente que será a drogaria. Se você embolar os dois negócios estará abaixando a guarda para que alguém abra próximo do seu negócio uma nova farmácia de manipulação, com o apelo de exclusividade na manipulação. (abordagem que você já utiliza hoje estará se afastando)
c) Caso o espaço atual não permita a adaptação, veja se é possível alugar as salas ao lado, de forma que você possa implantar a drogaria independente, porém, faça uma abertura na parede para que os clientes possam transitar entre as duas lojas (é uma opção interessante). Diferencie a decoração, os uniformes e tudo o mais que for possível.
2) Estaria fugindo do foco principal que é manipulação?
Foco ou diversificação é uma polêmica que já rendeu muita discussão e debates acalorados. Em minha opinião, não existe o certo ou o errado entre as duas alternativas, considero que elas não sejam excludentes. Dependerá muito da sua capacidade de gerenciar dois negócios afins, porém com características diferentes.
Só para reforçar o que digo, um dos Papas no assunto Marketing é o escritor Al Ries, co-autor do bestseller “Marketing de Gerra”, autor do livro “ As 22 Consagradas Leis do Marketing” e em 1996 lançou o livro “ Foco – uma questão de vida ou morte para sua empresa”. Ocorre que após o livro “Foco” ele editou artigos e que se não me engano, também viraram um novo livro, onde ele dizia que a bola da vez era a diversificação. Portanto, estamos livres para transitar entre as duas alternativas, com os devidos cuidados.
Qualquer que seja a decisão desejo-lhe sucesso.
29 de Março de 2007 às 08:22
Sergio Oliveira
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