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A agência Moody’s atribui grau de investimento para o Brasil

Na última terça, dia 22/09/09, o Brasil recebeu a elevação de sua nota para Grau de Investimento pela agência de risco Moody’s. A grande novidade ficou por conta do destaque dado que é a “perspectiva positiva”, isso significa que os papéis do Brasil são confiáveis para se investir e que essa nota pode ser melhorada em breve.

O mundo dos investimentos institucionais, captaneados por grandes fundos de pensões e fundos soberanos internacionais seguem os passos das três grandes agências que avaliam o risco dos países, quando o assunto é direcionar aplicações financeiras para além das suas próprias fronteiras.

Mesmo querendo investir no Brasil muitos desses gestores estavam proibidos de realizar tais investimentos pelo fato de ainda faltar o grau de investimento atribuido pela Moody,s, considerando que a Standard $ Poor’s já havia elevado a nota em 30 de abril de 2008, seguido pela Fitch Rating no dia 29 de maio de 2008. Questão resolvida a partir de agora.

Outro fato de destaque é que o Brasil é o primeiro país a ser promovido a essa condição desde setembro do ano passado quando estourou a crise financeira mundial. Isso é um reconhecimento pela boa gestão economica e financeira do país e sua resistência aos impactos da crise, principalmente no seu segmento bancário comparado com outras economias que tiveram seus bancos dizimados.

Segundo a Moddy’s o Brasil é um vencedor se comparado aos outros paises globalmente integrados classificados pela agência.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que a decisão da Moddy’s é uma confirmação de que o Brasil sai da crise mais rápido e e mais forte do que outras economias.

Como podemos observar as sucessivas notícias positivas dos últimos dias, realmente o nosso país tem ocupado uma posição de destaque no cenário internacional e dia a dia aparecem nos jornais a divulgação de novos investimentos em infra-estrutura e ampliação de empresas, o que precisamos a partir de agora é aumentar a velocidade das realizações, nunca descuidando da direção na qual devemos seguir.

2 comentários 1 de Outubro de 2009 às 09:39 Sergio Oliveira

Oportunidades na produção mundial de alimentos

A população mundial ultrapassará 9,2 bilhões de habitantes em 2050, segundo um relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em março de 2007.

Segundo o estudo, o mundo terá um aumento de 2,5 bilhões de habitantes nos próximos 43 anos, passando dos 6,7 bilhões em julho de 2007 a 9,2 bilhões em 2050.

O aumento será absorvido, em sua maioria, pelos países em desenvolvimento, que sozinhos, estes países devem passar de 5,4 bilhões de habitantes em 2007 para 7,9 bilhões de habitantes em 2050.

Num novo estudo divulgado no último dia 23/09/09, a Agência para Agricultura e Alimentos, da ONU, estima que a produção mundial de alimentos terá que crescer 70% até 2050. Segundo o relatório expansão de área plantado consumirá cerca de 120 milhões de hectares nos próximos 40 anos em países em desenvolvimento, principalmente na América Latina e África Subsariana.

Caso isso não aconteça 370 milhões de pessoas ficarão sem alimentos até 2050, isso representa 5% da população mundial.

É neste cenário que o Brasil se desponta como um dos mais importantes produtores mundiais de alimentos e decisões estratégicas precisam ser tomadas urgentemente.

Não faz sentido liderar a exportação mundial de alimentos “in natura” se podemos e devemos ser um dos maiores exportadores de alimentos processados, agregando valor aos produtos e gerando aqui os boa parte dos empregos que virão dessa mega indústria mundial de alimentos que se necessita.

A criação da Brasil Foods, união da Sadia com a Perdigão, uma experiência de sucesso, que fez da BRF a maior produtora e exportadora mundial de carne de frango, uma das principais processadoras de carne de porco e a maior abastecedora de alimentos industrializados no país. A previsão de faturamento anual da companhia é de R$ 22 bilhões. As exportações da BRF alcançam 110 países e o grande desafio agora é criar uma marca global e conseguir vender para o mercado americano.

Outra estrondosa ascensão de empresas brasileiras processadoras de alimentos é a do frigorífico JBS - Friboi, que na semana passada divulgou a incorporação do Frigorífico Bertin e a aquisição da americana Piligrim`s Pride, o que transforma o JBS na a terceira maior empresa do Brasil e na maior empresa de proteína animal do mundo, com um faturamento líquido anual estimado em R$ 60,6 bilhões.

Negócios como o da Brasil Foods e da JBS Friboi são caminhos naturais a serem seguidos pelas empresas brasileiras de alimentos que pretendem competir em escala global, com isso todos os produtores de grãos ou de carne serão beneficiados, pois, é o Brasil representado lá fora com marcas globais e essas empresas só se consolidarão se estabelecerem fortes parcerias com pequenos e médios empreendedores ao longo de toda a sua cadeia produtiva.

Assim como o Sr. José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, abriu em anápolis/GO em 1953 o açougue Casa de Carne Mineira que se transformou na potência mundial que hoje é o JBS Friboi, temos no setor de alimentos espaço de sobra para novos empreendedores, principalmente se considerarmos que para 2050 ainda faltam 40 anos.

1 comentário 28 de Setembro de 2009 às 07:33 Sergio Oliveira

PNAD 2008 – melhoras na ascensão social

O IBGE divulgou a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que foi analisada pela FGV, a qual constatou que cerca de 32 milhões de brasileiros ascenderam de classe social entre 2003 e 2008.

A melhoria na renda do brasileiro foi um dos pontos fundamentais para que o potencial de consumo aumentasse 14,98%, no período analisado, de acordo com o estudo.

Essa migração para classes superiores de renda aconteceu da seguinte forma:

- 19,5 milhões de brasileiros migraram da classe E para classes superiores.

- Somada a classe D e E, 20,9 milhões de pessoas ascenderam socialmente, o que representou uma retração acumulada de 43% no período de cinco anos analisado.

- 91,76 milhões de brasileiros ja integram a classe C.

Para o professor da FGV, Marcelo Neri, coordenador da pesquisa “A Pnad coroa um ciclo de cinco anos de melhorias nos indicadores sociais. A meta do milênio tem como objetivo reduzir a pobreza em 50%, durante 25 anos. O Brasil fez quase isso em cinco anos.”

O Brasil é o país que mais pode se beneficiar da redução das desigualdades – diz o economista. – Além de uma sociedade mais justa e menos pobre, você tem uma sociedade mais estável politicamente e com menor criminalidade, acrescentou Neri.

A FGV considera a distribuição das classes sociais, segundo a renda domiciliar, nas seguintes faixas:

Classe AB - superior a R$ 4.807,
Classe C - entre R$ 1.115, e 4.806,
Classe D - entre R$ 768 e R$ 1.114,
Classe E - abaixo de R$ R$ 768,

Adicionar comentário 25 de Setembro de 2009 às 08:40 Sergio Oliveira

A nova Classe média, um dos pilares na retomada do crescimento

nova - nova

Estudo realizado pelo Centro de Políticas sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados do IBGE, concluiu que a população economicamente ativa da classe C, cresceu 2,5% no período de julho de 2008 a julho de 2009.

A classe C que, segundo classificação do IBGE, é composta por pessoas com renda domiciliar de R$ 1.115,00 a R$ R$ 4.807,00, já representa hoje 53,20% do total da população do Brasil.

Segundo o coordenador do estudo, o professor Marcelo Neri “No período pré-crise, em cinco anos, houve um crescimento de 23% da classe C”.

Conforme já divulgado em estudos anteriores, da própria FGV, o aumento da classe C acontece em função da ascensão de pessoas das classes D e E, que conquistaram melhores condições de renda, o que permitiu a melhoria no padrão de vida.

Essa ascensão social das classes foi impulsionada pelo forte período de crescimento mundial recente, do qual o Brasil foi um dos principais beneficiários.

Neri afirmou que “A peça-chave contra a crise brasileira é a classe média, é o poder de compra construído nos últimos anos…esse mercado interno gera atividade e atividade gera emprego e mercado interno.

Caso o assunto seja do seu interesse e deseje saber mais sobre o tema, a FGV através do Centro de Políticas Sociais tem disponibilizado diversos estudos sobre classes sociais, em especial sobre a nova classe média, vale a pena uma visita, o endereço é http://www.fgv.br/cps/

1 comentário 22 de Setembro de 2009 às 09:04 Sergio Oliveira

Competitividade do Brasil em 2009

Brasil avançou oito posições no ranking Global de competitividade do Fórum Econômico Mundial, saindo da 64º posição para 56º, dentre 133 países.

Segundo o organizador das pesquisas do Fórum no Brasil, o professor Carlos Arruda, diretor-executivo da Fundação Dom Cabral, “As respostas do governo à crise, para sustentar a economia, foram adequadas e isso se reflete na percepção internacional. O país vai sair da crise melhor junto a Índia, China, Austrália e Canadá. Países como Noruega e Hong Kong vão sair iguais,enquanto todos os outros vão sair pior”.

Já o professor Xavier Sala-i-Martin, professor de economia da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, considera que ” As economias competitivas são aquelas que possuem fatores que impulsionam avanços de produtividade, a base para a prosperidade atual e futura. Um ambiente econômico que favorece a competitividade é capaz de ajudar economias nacionais a enfrentar ciclos empresariais de retração e garantir a presença de mecanismos que apoiam o bom desempenho econômico futuro”.

Os fatores que mais contribuíram para a evolução foram: estabilidade macroeconômica, sofisticação do mercado financeiro e índice de eficiência, sendo que os fatores nos quais o Brasil tem as melhores classificações são: tamanho do mercado (9º lugar) e ambiente empresarial (32º lugar).

Pela primeira vez o Brasil ultrapassou o México (60º). Entre os Brics o Brasil se classificou melhor que a Rússia, que caiu 12 posições. Considerando a América Latina ainda está atrás do Chile (28º), Porto Rico (42º) Barbados (44º) e Costa Rica (55º).

O Relatório de Competitividade Global é realizado anualmente considerando 12 quesitos: instituições, infraestrutura, estabilidade macroeconômica, saúde e educação primária, educação de nível superior e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, sofisticação do mercado financeiro, preparo tecnológico, tamanho do mercado, sofisticação empresarial e inovação.

1 comentário 10 de Setembro de 2009 às 08:24 Sergio Oliveira

O Brasil sai antes da crise?

Há um clima de otimismo no ar entre os economistas e analistas brasileiros e também entre os investidores estrangeiros que já aplicaram, este ano na Bovespa, mais de U$ 8 bilhões, é lógico que movidos pela alta rentabilidade, mas também pela desejo de terem o dinheiro de volta quando precisarem, isso é confiança.

A agência de avaliação de crédito e risco, Moody’s já trabalha com a possibilidade de elevação na nota de risco do Brasil, haja vista que o grau de investimento conquistado no 1º semestre de 2008 foi mantido e o país resistiu bem as turbulências da crise mudial.

Esses primeiros sinais são fruto da resistência do sistema financeiro brasileiro a crise e também aos resultados positivos das medidas de combate que foram adotadas por aqui, que aliado ao nosso forte mercado consumidor interno, disponibilidade de recursos naturais e reservas de petróleo, colocou o Brasil numa posição privilegiada diante dos demais países em desenvolvimento, com possibilidades reais de ser um dos primeiros a retomar o crescimento positivo do PIB interno

Prova dessa confiança foi o reconhecimento do presidente do Banco Central Brasileiro, Henrique Meirelles, que ao chegar a reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS), no último dia 12/05, foi aplaudido de pé por cerca de 30 presidentes de bancos centrais presentes, motivados pelo fato da economia brasileira dar sinais claros de que o país sai antes da crise. Estava lá os Presidentes do Federal Reserve, dos BC da Grã-Bretanha, do Banco Central Europeu, da China, dentre outros.

Na mesma reunião o BC do Brasil foi convidado a compor o conselho de governança do BIS, como membro permanente, onde até então era apenas convidado para momentos específicos.

A euforia precisa ser contida e combatida com muito trabalho, são sinais frágeis, mas positivos.

1 comentário 25 de Maio de 2009 às 09:00 Sergio Oliveira

Linha de Pobreza

O IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou no dia 19/05/09, última terça-feira, resultado de pesquisa realizada que constatou que 316 mil brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza, conseguiram sair desta condição e agora tem rendimento domiciliar per capta maior que meio salário mínimo, (indicador utilizado para classificar a linha de pobreza)

Segundo Márcio Pochmann, Presidente do Ipea, a pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre,Recife, Salvador.

Considerando que estamos no meio de uma crise econômica mundial e que segundo o próprio Ipea, na crise de 1998 e 1999 o numero do pobres aumentou em 1,9 milhões, não deixa de ser um boa notícia. Desta vez estamos na direção certa.

Se queremos realmente nos tornar uma nação desenvolvida uma das primeiras providências a serem tomadas e melhorar a condição de vida dos brasileiros carentes, isso significa devolver a eles a cidadania e o direito de usufruir da melhoria das condições do nosso país.

1 comentário 22 de Maio de 2009 às 08:04 Sergio Oliveira


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