Publicações arquivadas sob Liderança
O mundo empresarial se divide entre os que comandam e os comandados, em termos salariais as diferenças, no Brasil, chegam a 40 vezes, isto é, se um trabalhador na base da pirâmide recebe R$ 1.000,00 por mês o seu vice-presidente receberá em torno de R$ 40.000,00.
Considerando o nível de qualificação dos que comandam e dos comandados, a trilha do conhecimento que os separam vem se encurtando ao longo do tempo. Nunca houve tanta facilidade para estudar, seja presencial ou à distância. Isso é uma boa notícia para todos e principalmente para as empresas que prezam seus talentos.
Os comandados já perceberam que, se no seu planejamento da carreira o objetivo for atingir o topo da pirâmide salarial, além de ter o melhor desempenho individual eles terão que investir em qualificação e buscar o aprendizado de forma continua, seja através de cursos de curta duração, graduação, mestrado ou doutorado, neste ponto eles estão fazendo bem o dever de casa.
Por outro lado, os comandantes atentos tem apoiado seus comandados na busca de novos conhecimentos e competências, através de incentivos financeiros e disponibilização de cursos “in company”.
Quando o eixo da gestão da empresa gira em torno da busca do conhecimento como uma vantagem competitiva, comandantes ascendem a líderes e comandados passam a almejar um posto de liderança, caminho natural para aqueles que adquirem conteúdo e conhecimentos de qualidade e já comandam o seu próprio destino profissional.
Convencer cada empregado a liderar sua carreira é um passo importante para que ele se integre ao grupo, seja respeitado por suas próprias opiniões e tenha interesse em compor uma equipe com objetivos comuns.
Os ganhos são em escala, a empresa cresce, o profissional ascende profissional e socialmente e com isso tem melhores condições de educar seus filhos, que por sua vez integrarão o mercado de trabalho em condições melhores que seu pai e a evolução da nossa sociedade agradece.
12 de Novembro de 2009 às 07:42
Sergio Oliveira
O empreendedor que se orgulha demais dos seus feitos corre o risco de ficar parecido com um pavão.
Suas realizações, na sua opinião, são sempre superiores, suas idéias são as melhores e tudo o que ele faz deve ser elogiado e aplaudido.
Sabemos que no ambiente empresarial, o dia a dia é composto de erros e acertos, e a busca incessante é para acertar mais do que errar, permitindo que a última linha do balanço mensal, a que demonstra o lucro, feche positiva e com um valor que seja igual o maior do que o esperado pelo planejamento estratégico e financeiro.
O fato é que, ninguem consegue isso sozinho.
qualquer coisa diferente disso são plumas e paetês.
A não ser que estejamos diante de um novo gênio da história da humanidade, comportamentos dessa natureza limitam o crescimento da própria empresa, afastando os talentos que nela trabalham , pois, ninguém suporta um gestor que acredita que o mundo gira ao seu redor.
Abrir os olhos e a cabeça, exercitar a tolerância, escutar as idéias do outros e reconhecê-las quando tiverem valor é um bom caminho para recuperar a humildade e ser reconhecido com um verdadeiro líder e não como um “Empreendedor Pavão”.
Lembrando que as penas do corpo dessa bela criatura viram espanador e as do rabo acabam em vasos de decoração, definitivamente esse não é um final glorioso.
22 de Julho de 2009 às 09:14
Sergio Oliveira
Quais notas receberiam os gestores da sua empresa (incluindo você), se todos os colaboradores pudessem dizer a verdade ao avaliar os chefes, sem que fossem identificados e sem que isso representasse a menor ameaça ao emprego deles.
Por maior que seja o esforço de quem é pago para liderar, resta saber se ele consegue realmente assumir o papel que lhe foi confiado.
Conheço vários gestores que eram muito bons no que faziam, mas ao serem promovidos e se depararem com uma enorme equipe sob sua responsabilidade pouco puderam fazer para levá-los adiante. Ser um bom fazedor não é garantia de que este gestor será um líder de qualidade.
Tal fato é muito comum em empresas familiares onde o filho assume um determinado cargo de comando, que por mérito seria de um funcionário de carreira, mesmo que seja para destruir a empresa.
Chamo esse comportamento da “Síndrome da Miopia Paternalista”. É raro encontrar um pai que ache o seu filho feio ou admita que ele não tenha perfil para trabalhar na empresa da família.
Melhor seria combinar uma participação mensal nos lucros, preservar o futuro da empresa e liberar o filho para um vôo solo. O Abílio Diniz fez isso com os três filhos no Pão de Açucar, depois de testá-los em diversas funções, optou por afastá-los da gestão direta da empresa e colocá-los como acionistas. A princípio está dando certo, cada um seguiu seu caminho e a empresa se mantem firme e forte.
Às vezes tenho a sensação de que o mundo corporativo é um verdadeiro circo, onde os chefes são uns palhaços sem graça alguma, mas como são os donos da tenda, ocupam o picadeiro, com platéia garantida, disposta a aplaudir e parabenizar as toscas performances em troca da manutenção do emprego. Uma combinação medíocre, mas conveniente para ambas as partes.
Os que ousam falar a verdade são atirados aos leões.
Culturas empresariais montadas na base do pão e circo tendem a criar empresas frágeis, desacreditadas e pouco competitivas, pois o cérebro das pessoas não está a serviço da empresa, divagam enquanto as horas passam até que soe a sirene do final do expediente.
Compreender a essência do negócio, ir direto ao ponto, sem rodeios e transmitir a mensagem de forma clara leva a conquista da confiança dos colaboradores e ao fortalecimento das equipes.
Conquistar a crença de todos em prol dos objetivos da empresa, por maior que sejam as dificuldades e os sacrifícios é um desafio a ser buscado.
Se no balanço final a empresa for vitoriosa, apresentar lucros, esta será a constatação de que houve acerto no direcionamento e no exercício da liderança.
Se parte deste lucro for convertido em melhores condições de trabalho e participação nos resultados, maior será o acerto na gestão e estará criado um círculo virtuoso de crescimento da empresa.
A verdadeira liderança está desvinculada do poder, ela caminha de mãos dadas com o exemplo a ser seguido e a inspiração que o líder provoca nos seus seguidores, que um dia sonham em se igualar a ele ou até mesmo superá-lo, por que não?
15 de Maio de 2009 às 08:35
Sergio Oliveira
Ser o dono de uma empresa confere ao proprietário o poder para decidir os caminhos pelos quais o empreendimento irá seguir.
Ter 100% do capital de uma empresa e ser o último a opinar nas decisões estratégicas nada tem a ver com o exercício da liderança, está ligado diretamente com o poder que a propriedade das cotas da empresa lhe confere.
O empreendedor sempre estará revestido do poder, na proporção da sua participação acionária, mas não necessáriamente reconhecido como um lider que inspira seus colaboradores.
Exercer o poder é necessário, uma atribuição indelegavel do gestor, suavizar o exercicio do poder através da prática da liderança seria o mais recomendável, mas nem todos conseguem atingir este estágio na gestão empresarial e de pessoas.
5 de Maio de 2009 às 08:05
Sergio Oliveira

Em momentos de crise que conhecemos realmente as pessoas, assim também acontece com os verdadeiros empreendedores.
As decisões precisam ser tomadas, breves e certeiras, apesar das indecisões, quanto mais precisa melhor.
É uma questão de sensibilidade revestida por conhecimento e coragem.
Se tiver que demitir, demita, mas fale a verdade, olhando nos olhos de quem está sendo despedido.
Se tiver que cortar fonecedores, faça, mas deixe as portas abertas, num futuro próximo você poderá precisar dele novamente.
Aos empregados e demais parceiros que permanecerem com vínculos com sua empresa explique que a sobrevivência de ambos dependerá de um algo mais de cada um.
Do empregado, mais dedicação.
Do fornecedor, mais qualidade, pontualidade e preço.
Dos demais parceiros o comprometimento com o seu negócio, dentro de um conceito “ganha - ganha”.
Em momentos de dificuldades é que paramos para avaliar o que fizemos de certo e de errado, não conheço oportunidade melhor para discutir processos, custos e produtividade.
O medo de perder o emprego, o cliente, as vendas, faz com que as pessoas abram os canais de comunicação e fiquem atentos as propostas que serão feitas.
Ninguém quer perder, o que acontece é que acabamos nos acomodando quando vivemos longos períodos de calmaria.
Não que eu defenda a crise, mas sem dúvida que ela nos deixa mais alerta.
Os periodos de dificuldade se encarregam de fazer a seleção natural das espécies e os empreendedores também não escapam de ser colocados a prova a todo momento.
Mais adrenalina, mais criatividade, sempre existirão oportunidades,
Que todos consigam superar esse período de tubulência e saiam fortalecido pelas experiências.
Os empreendedores mais preparados estarão a frente do processo de mudança e das suas mãos acabam se materializando as oportunidades mais lucrativas e prósperas, que serão os motores do novo ciclo de crescimento que está por vir.
1 de Dezembro de 2008 às 23:37
Sergio Oliveira

Respondo a mais um e-mail, agora solicitando a minha opinião sobre liderança e que traz consigo a pergunta clássica:
- Liderança é um dom que as pessoas nascem com ele ou pode ser aprendida durante a vida profissional?
Arrisco dizer que já li bastante sobre liderança, dediquei boas horas ao estudo e observação dos comportamentos de quem se propõe a ser um líder.
Hoje tenho uma opinião formada sobre o assunto e sinceramente acho que me cansei do tema, depois de tantas decepções com falsos lideres, pode ser por isso que pouco escrevo sobre liderança.
Mas vamos lá:
Liderança para mim é a habilidade mais simples de ser explicada, conceituada e praticada a qual resumo em poucas palavras:
- Liderança é a gestão pelo EXEMPLO!!!
Simples né?
Só isso?
Pois sim!!!
Fácil de falar, dificílimo de praticar.
Diria que conheci durante minha vida pouquíssimas pessoas que foram coerentes na liderança.
Algumas pessoas confundem (creio que propositadamente) a prática da liderança como sendo uma ferramenta gerencial para enganar as equipes. Essa é a triste realidade.
Liderança e ética são primas irmãs.
O cidadão pode até ser ético e não ter habilidades de liderança, mas nunca existirá um Líder verdadeiro que não seja ético.
Já presenciei diversas situações, onde o suposto líder, após conduzir uma reunião com seus empregados e apresentar um discurso estruturado e convincente, faz algum comentário ou adota uma prática que contradiz por completo o que acabará de propagar.
O grande desafio de um lider é repetir quando esta num ambiente privado, sem ser observado, os comportamentos que ele emula quando está em público.
Isso é a prática da liderança, isso é exemplo, o exercicio da dupla personalidade pode ser entedido como uma tentativa de manipulação de pessoas.
Liderança é ter coerência entre discurso e prática, ter a transparência como um pilar fundamental e ser ético em tempo integral.
Os líderes não são impostos, são reconhecidos pela equipe e na ausência de um lider formal legitimado eles se encarregam de eleger os seus verdadeiros líderes, mesmo que sejam informais.
21 de Outubro de 2008 às 07:47
Sergio Oliveira

Recebi uma ligação de um grande amigo, profissional admirado, um cara de resultados, líder habilidoso e uma vasta contribuição para as empresas nas quais já militou. Como intra-empreendedor merece nota 10, em todos os sentidos.
Ele queria conversar, havia saído do médico e o diagnostico é de que estava com principio de depressão por excesso de trabalho.
Meses atrás ele me relatou que a empresa havia passado por uma reestruturação e ele teve que acumular funções.
A equipe de pessoas sob sua gestão havia mais que dobrado e ele não concordava com a nova forma, na visão dele a empresa estava se afastando dos seus valores, o que era muito arriscado para a sobrevivência do negócio.
Naquele dia percebi que ele estava insatisfeito e desmotivado. ( Costumo dizer que a raiva mata mais que o excesso de trabalho)
A conta chegou, a recomendação médica é que ele tire uma licença médica e faça um tratamento para se recuperar, há dias não dorme e não consegue se desligar dos compromissos.
Tentei dizer algumas palavras para confortá-lo, mas nessas horas é muito difícil dar conselhos, é um momento de muita reflexão, rever prioridades e pensar nas alternativas que se construiu para quando chegar a hora de desembarcar, seja num novo emprego ou um negócio próprio, vejo que ele está próximo desse momento.
O que a empresa ganha ao levar profissionais altamente qualificados ao limite da capacidade física e mental?
O custo de perdê-los é maior do que o ganho imediato, será que é tão difícil perceber?
Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa. Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade, conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante e realizando chamamentos para longas batalhas a todo momento.
Nada de errado em injetar um pouco mais de adrenalina no dia a dia é muito bom, ativa o cérebro e deixa as pessoas mais atentas, se bem planejado cria um novo patamar de produtividade. Vários são os motivos, desde uma ameaça real de um concorrente até o lançamento de um novo produto.
Tudo é válido, desde que a dose de pressão sobre a equipe esteja calibrada e que após momentos de estresses absolutos seja permitido momentos de paz para sua equipe voltar aos trilhos e se preparar para novos desafios.
Manter a sua empresa num clima de constante combate pode ser muito arriscado, o cenário de que a seqüência de batalhas serão intermináveis de agora em diante pode denotar falta de um bom planejamento e ausência de gestão estratégica.
Para quem não tem controle sobre a gestão do seu negócio tudo se apresenta como novidade e em seguida se transforma numa ameaça, provocando reações não planejadas e quase sempre com resultados insatisfatórios.
Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, tem noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de partir para outra empresa que tenha pelo menos o básico:
- UM MODELO DE GESTÃO ATIVO, PORÉM RACIONAL!!!!
1 de Julho de 2008 às 22:41
Sergio Oliveira

Por que alguns gestores parecem perder a razão em determinados momentos e conduzem suas empresas guiados por uma fé cega, em direção ao abismo?
Todas as vezes que presencio tais situações, o primeiro pensamento que me vem à mente é: “Alguém vai se machucar!”.
A princípio, são sempre os mesmos, os empregados. Na busca dos culpados pelos erros o dedo sempre aponta para baixo. Demite-se alguns e depois de perceber que os problemas não foram solucionados, partem a procura de outras vítimas. Raras foram às vezes que vi o comandante maior assumir, de primeira mão, que ele faz parte do problema.
A legitimidade no comando é testada a cada momento, os empregados percebem se o gestor tem a condição de estar onde está ou é mais um pedra no caminho da sobrevivência e crescimento da empresa.
Seria mais fácil se o gestor maior estivesse disposto a escutar, com o canal de comunicação aberto para captar as contribuições e processá-las de forma séria. A questão é que, na mesma caixa onde são postados os elogios ao modelo atual de gestão, também são colocadas as críticas e propostas que divergem do direcionamento atual do comando da empresa. É aí que começa o problema.
A grande realidade é que são raros os chefes que gostam de ser contrariados, e mais raros ainda os que estimulam isso. A controvérsia é um poderoso combustível no estímulo da criatividade. Só que ela precisa ser, no mínimo, tolerada.
Imagine uma empresa onde todos pensam exatamente igual.
Na realidade essa empresa não existe, o que existe sim, são empregados que se moldam para agradar o chefe, são excelentes camaleões. A cada chefe novo um comportamento novo.
Esse é um veneno distribuído em conta gotas, com o tempo os empregados abandonam o que possuem de mais valioso, sua opinião própria, sua capacidade de criar e por fim, a dignidade. Limitam-se apenas a cumprir o papel que lhe foi determinado. É o começo do fim. O cemitério é de longe o lugar mais seguro.
A grandiosidade de um líder é medida pela busca incessante de pessoas que trabalhem na sua equipe e que tenham um pré-requisito básico, sem o qual não se qualificam para ocupar a vaga:
Ser mais competente que o próprio chefe, mesmo que seja pensando diferente dele!!!
7 de Junho de 2008 às 19:41
Sergio Oliveira
O poder seduz a quem ocupa o cargo e também atrai pessoas interessadas em se beneficiar dos que o detém, isso é regra geral desde a Grécia antiga.
Conheço vários casais que se conheceram como colegas de trabalho, se apaixonaram, constituíram famílias e vivem muito bem obrigado.
Posso também contar alguns casos onde o empreendedor confundiu a utilidade do seu negócio e o transformou numa ferramenta de busca de novas namoradas, sejam suas próprias empregadas, algumas já contratadas com segundas intenções, sejam suas clientes.
O final dessa segunda história nem preciso contar: Um desastre empresarial.
Aventuras amorosas tendo como ponto de partida o ambiente interno do seu negócio é um péssimo exemplo e poderá levá-lo para o buraco.
Arrisco até a dizer que, se praticado com muita freqüência passa a ser desvio de conduta e como tal se assemelha a doença, motivo pelo qual deve ser tratado por um especialista.
Não que eu não acredite que um relacionamento saudável possa existir entre o (a) empreendedor (a) e uma empregada, mas se isso acontecer o melhor a fazer e sua empregada pedir as contas e passar a condição de namorada oficial, podendo mais tarde retornar na condição de sócia, se o relacionamento virar casamento.
Mantê-la dentro da empresa, apenas na condição de namorada pode ser uma mensagem um tanto quanto confusa, não contribuirá em nada para o sucesso do seu negócio, é melhor evitar.
3 de Março de 2008 às 22:34
Sergio Oliveira

Teorias a parte, defendo a idéia de que o empregado deve levar parte dos lucros que ele ajudou a gerar para empresa. Como o empresário irá calcular a distribuição é uma simples questão matemática.
O que não pode acontecer é tentar enrolar no cálculo de forma que o lucro seja minimizado e o que sobrar ainda seja distribuído entre os que não ajudaram a criá-lo. É uma meritocracia as avessas que só desanima quem trabalha de verdade pela empresa.
Conto a vocês um caso real: Tenho um amigo que trabalha para uma grande corporação, no ano de 2007 coordenou um projeto que gerou uma receita líquida estimado em R$ 50 milhões de reais, ele levou como reconhecimento do sucesso do projeto um “ DIPLOMA” de participação que constará no seu currículo e será considerado nas promoções futuras.
- Excelente?
- Só para a empresa.
Ele ficou louco da vida!
Está na empresa a dez anos, ocupa um cargo interessante, porém a renda não é suficiente para manter o padrão mínimo de vida que seria o adequado considerando as responsabilidade que assume e as funções que desempenha.
Casado, pai de três filhos, já mudou de cidade/estado várias vezes por interesse da empresa, e com isso até hoje não tem casa para morar. Vive no aperto. Está insatisfeito com a empresa.
Estuda em 2008 algumas propostas de emprego e também analisa a possibilidade de iniciar o seu negócio próprio.
Tem procurado não se envolver mais em projetos que lhe custam horas-extras nem sempre remuneradas além de consumir os finais de semana. Tem se mantido calado na empresa e parou de contribuir com idéias, apesar de ainda ter várias que poderiam ser viáveis.
Voltando ao caso do projeto que rendeu R$ 50 milhões a empresa, se ele tivesse recebido um bônus de 1% da receita líquida gerada, teria levado para casa, além do salário anual em 2007, o valor de R$ 500.000,00. Daria para ele comprar um excelente apartamento em qualquer uma das capitais brasileiras e ainda guardar uma boa reserva financeira.
Se isso tivesse acontecido ao invés de planejar sua saída da empresa em 2008 estaria desenvolvendo um novo projeto que poderia torná-la maior ainda.
Quem perde com essa visão obtusa de remuneração as antigas?
Ambos, a empresa que desenvolve os talentos e os expele para o mercado e o empregado que acreditou nas propostas da empresa e se frustra ao ponto de se demitir.
17 de Fevereiro de 2008 às 21:38
Sergio Oliveira

Conheço executivos de multinacionais que são extremamente competentes, gestores acima da média e que ano após ano tem contribuído sobremaneira para o crescimento das empresas para as quais trabalham.
Convivo também com executivos de empresas públicas que poderiam estar ocupando os postos mais qualificados em empresas globais.
Considerando que trabalham para empresas com propósitos diferentes e que os ambientes corporativos são opostos, o que eles teriam em comum?
Diria que são Gestores irreverentes, que, independente da corporação a qual estão vinculados, se prepararam para liderar e entenderam a essência do conceito de que lucratividade é essencial.
Esses profissionais estão à frente de projetos ousados e que foram confiados a eles pela competência instalada. Eles sabem formular estratégias, vender idéias, liderar equipes, gerenciar conflitos e o principal, buscar um resultado final que traga solução para o cliente e que seja fonte de lucros para a empresa.
São peças-chaves para a corporação, um exemplo vivo de entrega de corpo e alma, são apresentados como exemplo a ser seguido pelos demais empregados. No mercado de trabalho estão cotados a preço de ouro.
Toda essa massagem de ego para encobrir o óbvio: suas idéias e criações são apropriadas e escrituradas em nome da empresa empregadora, uma transferência formal de direito de criação e que nem sempre retorna ao criador sob forma de participação direta nos lucros gerados pela inovação.
Além de terem suas criações apropriadas ainda correm um risco que julgo ser maior, essa entrega total, o conjunto de competências desenvolvidas, acabam conduzindo tais profissionais a cargos importantes, que trazem consigo uma série de benefícios e mordomias, com as quais ele acaba se acostumando e abaixa a guarda, muitos chegam a perder a própria identidade, não são ninguém além de um cartão de visitas timbrado com a logo da sua religião: a empresa.
Bom ou ruim?
Bom se ele souber planejar sua carreira, vida pessoal, não gastar tudo o que ganha, poupar e desenvolver um plano “B” para quando quiser deixar a condição de empregado.
Ruim se o padrão de vida estabelecido consumir toda a renda, não sobrar nada para poupar e a vida social intensa não deixar espaço para a preparação de um plano “B”.
Às vezes me pergunto como seriam esses profissionais conduzindo as suas próprias empresas. O que seriam capazes de gerar de novas idéias, novos produtos e novos empregos.
Quem já trabalhou como empregado sabe, que, por mais espetacular que seja a empresa empregadora, sempre existirão situações com as quais você não concorda e que quase nada poderá fazer para mudar, situações que são fonte permanente de insatisfação e estresse e que você acaba “aceitando” por conveniência.
O emprego bem remunerado gera acomodação e afasta esses grandes talentos da atividade empreendedora, muitos preferem se intitular intra-empreendedores e vivem felizes com esse título, mas lá no intimo creio que por diversas vezes se sentiram tentados a ousar e começar um negócio próprio.
Sempre carreguei comigo o lema que é título desse artigo,
“DESCULPE-ME, NÃO ESTOU A VENDA!”. Necessito sempre de ter uma cópia da chave que abre a porta de saída, sem traumas.
Tudo tem um limite e quando o preço a ser pago for muito caro na sua escala de valores, não hesite, coloque em prática o seu plano “B”!
15 de Fevereiro de 2008 às 23:43
Sergio Oliveira
Já me cobrei mais pelas coisas que deixei de fazer e pelas oportunidades que não aproveitei.
Hoje tenho uma boa noção das minhas competências e incompetências, muitas vezes digo não por não querer me envolver com determinadas atividades, outras por ter a clareza de que não tenho condições de entregar a encomenda.
Me assustam os profissionais e empresas que topam tudo, se julgam bons em tudo. Eles se auto-intitulam soberanos.
Penso que, a cada um compete conhecer e reconhecer as suas fraquezas e isso não deixa de ser uma grande virtude.
Lutar para superá-las é decisão única, pessoal e intransferível. O combustível para chegar lá é determinação pura.
Confesso que tenho alguns pontos fracos que não pretendo superá-los, faz parte da minha composição química e da minha personalidade, tentar superá-las pode não ser o melhor caminho.
Em minha opinião, o empreendedor não deve se preocupar muito com todos os seus pontos fracos, deve sim eleger aqueles que o tornarão uma pessoa melhor e também os que, se melhorados contribuam para aumentar o sucesso da sua empresa. Os demais conviva com eles em harmonia.
O discurso do Ser Humano perfeito é pura hipocrisia. Ele só existe nos filmes do 007 e outros similares.
Aposte sim nos seus pontos fortes e da sua empresa, tente torná-los cada dia mais fortes, esses sim serão a sua marca registrada, são por eles que sua empresa será reconhecida e valorizada.
Ser empreendedor é trafegar por uma avenida que a todo momento se divide em dezenas de pequenas ruas, e a decisão de qual seguir deve ser rápida e precisa ( o que nem sempre é possível), o que irá te auxiliar nessas decisões são seus pontos fortes, eles farão toda a diferença!
30 de Novembro de 2007 às 17:39
Sergio Oliveira

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”.
Começo esse artigo com uma frase de ninguém menos do que Oscar Niemeyer, que foi citada quando lhe perguntaram sobre a criação de Brasília.
Ele realizou obras incríveis no brasil e mundo afora, Deixará um legado na arquitetura que encantará gerações futuras.
No próximo dia 15 de dezembro ele completará 100 anos, lúcido e ainda na ativa. Tem seis obras em construção e vários projetos em desenvolvimento que serão implantados até 2008 (alguns exemplos):
- Centro cultural e de esportes em Recife/PE, na praia de Boa Viagem, numa área de 33 mil m².
- Parque Aquático em Potsdan-Alemanha, com 21 m², já em construção.
- Auditório em Ravelo – Itália, com vista para o Mediterrâneo.
- Complexo Cultural em Aviles – Espanha, uma obra de revitalização de uma área industrial
Creio que o sonho e a vontade de realizar sejam o seu maior combustível para ultrapassar essa idade histórica com tanta energia e dedicação.
O sonho sem a realização é estático, congelante, paralizante.
E a vida?
- Ela passa meu amigo! Essa é a única que não fica parada, por isso precisamos unir esses dois extremos, sonhos + capacidade de realização e seguir em frente, isso Niemeyer faz com maestria.
As vezes me pergunto qual é a mola propulsora da realização, e quanto mais vivo, mais me convenço que é a necessidade a principal delas. A necessidade quer seja básica, como alimentar-se ou mesmo ter renda para sustentar uma família que passa a depender de você.
Oscar Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro, em 15/12/1907, só concluiu o ensino secundário aos 21 anos, não se preocupava muito com a vida, gostava da boemia, até que conheceu Anitta Baldo, com quem se casou. Após o casamento sentiu a necessidade de ter mais responsabilidade, pois havia constituído uma família.
A partir de então começa a trabalhar na oficina tipográfica do pai e passa a cursar a Escola Nacional de Belas Artes, forma-se como Engenheiro Arquiteto e a partir daí começa a trajetória que está amplamente registrada pela história.
Nesta semana a consultoria global Synectis divulgou resultado de uma pesquisa que elegeu os “ 100 Maiores Gênios Vivos” e Niemeyer ficou em nono lugar, numa lista que incluiu celebridades como Bill Gates, Dalai Lama, Steven Spielberg, Nelson Mandela e Tim Berners-Lee (criador da internet), dentre outros.
De acordo com a Consultoria ele foi escolhido por ser considerado um dos nomes mais importantes da arquitetura moderna internacional.
Sua ousadia em projetar obras onde o concreto armado tem, além da função de sustentação a expressão da beleza através de curvas sensuais que transformam suas criações em obras de arte.
Oscar Niemeyer foi informado que tinha sido eleito um dos 100 Maiores Gênios Vivos pela reportagem do jornal O Estado de São Paulo, ao saber, escutou os motivos da escolha e quando questionado como se sentia ele respondeu:
“Eu me sinto como outro ser humano qualquer, que trabalha, vive e que vai embora daqui a pouco.”
Quando o espírito empreendedor corre nas veias o prazer da realização é a maior recompensa e acaba sobrando pouco espaço para as vaidades. Niemeyer é um exemplo vivo disso.
2 de Novembro de 2007 às 19:58
Sergio Oliveira
Quem não se lebra do lendário Rolim Adolfo Amaro, ou simplesmente Comandante Rolim, que a partir de um sonho construiu uma empresa de classe mundial e que, mesmo após a sua morte continua a ser líder no setor de aviação civil brasileiro, estou falando da TAM.
Em 1960, com 18 anos, ele vendeu uma lambreta para pagar o curso de piloto e tirar o seu primeiro brevê, após, foi contratado para pilotar numa empresa de Táxi-Aéreo em São José de Rio Preto/SP
Tabalhou na Táxi Aéreo Marília, muitos não sabem, mas antes de se tornar dono da TAM, Rolim foi seu piloto. Ao sair da TAM foi trabalhar na Amazônia como piloto particular, época em que comprou seu primeiro avião, um Cessna. Após dois anos já tinha dez aviões monomotores.
Foi co-piloto na VASP e comandante na Líder Táxi Aéreo.
Em 1976, portanto, 16 anos após tirar o seu brevê, Rolim adquire a totalidade das ações da TAM, que a época era uma pequena empresa de táxi aéreo.
Sua grande tacada foi em 1990, com a TAM já um pouco maior, quando o Comandante Rolim apostou todas as suas fichas na compra dos dois primeiros Fokker 100 (jatos com capacidade para 107 passageiros), acreditando na modernização da aviação regional e na sua expansão. Em 1996 já eram aproximadamente 30 aeronaves F- 100.
Acertou na mosca e isso permitiu um crescimento acelerado, em apenas uma década transformou-a em líder nacional no setor de aviação, recebendo vários prêmios nacionais e internacionais.
A TAM passou a ser uma empresa admirada e copiada nas suas práticas de gestão e no trato com o cliente.
A morte do Comandante Rolim, aos 58 anos, após a queda de um helicóptero, em 08/07/2001, interrompeu essa intensa trajetória de sucesso, marcada por inúmeros atos de ousadia.
Parei para imaginar, se ele estivesse vivo, como estaria enfrentando todos os fatos acorridos desde a sua morte, a atual crise dos controladores de vôo e principalmente a concorrência com a GOL.
Estudando a história da TAM você percebe as sacadas geniais desse empreendedor, que muitas vezes pôs em risco tudo o que tinha construído, tamanha era sua crença no futuro da empresa.
Um grande líder, um exímio estrategista, dentre as várias qualidades a de visionário era a que mais me impressionava.
A criação do slogan: “Jeito TAM de voar”, passando pela idéia de estender o tapete vermelho na porta das aeronaves e ficar ali, cumprimentando os passageiros, desde as primeiras horas da manhã, no aeroporto de Congonhas, demonstrava o profundo respeito que tinha pelo bem mais valioso da sua empresa, o cliente.
Outra criação sua foi a Carta do Comandante, onde Rolim, com a simplicidade de um bom contador de histórias dividia conosco suas idéias sobre a condução da empresa e como percebia seus clientes.
Sem falar do Museu “Asas de um sonho”, idealizado em vida, porém entrou em funcionamento após a sua morte.
Foi uma lição de empreendedorismo, pena que sua melhor fase foi tão breve. Tenho certeza que ele teria inovado em muitos outros fatos, que certamente seriam copiados pelos empresários brasileiros.
Vocês devem estar se perguntando por que me lembrei disso agora? Vou explicar.
Recentemente li uma entrevista no Jornal Valor, com Maria Claudia Amaro, filha do Comandante Rolim, que aos 40 anos, acaba de assumir o conselho de administração da TAM, com o firme propósito de “atualizar” a empresa, e deixar para trás a crise de identidade que a empresa entrou após a morte do seu Pai.
Prestes a completar seis anos da morte do Comandante Rolim, imagino o quanto foi duro manter a TAM como líder de mercado, com a GOL mordendo nos calcanhares.
A figura de Rolim era quase que um mito e se confundia com a imagem da TAM, tamanha era sua presença na mente do todos os empregados e clientes.
Este foi seu legado, as idéias se eternizam, mas esta imagem que antes era tão forte foi se enfraquecendo, e com o passar do tempo, é preciso que alguém preencha esse espaço deixado por ele e seja a nova cara da TAM.
Meus filhos não saberão quem foi o Comandante Rolim, podem até conhecer a sua história, mas não darão nenhum crédito a ela. Para eles a TAM será comparada de igual para igual com a Gol e outras que venham a surgir, por isso é importante que entre numa nova fase, recupere sua identidade e crie um novo motivo pelo qual as pessoas renovem a admiração pela empresa.
Esse é o desafio que caberá a Maria Cláudia Amaro, na condição de Presidente do Conselho de Administração da TAM.
Desejo-lhe sucesso!
2 de Junho de 2007 às 18:08
Sergio Oliveira
No final de semana passado fui comprar sapatos novos.
Há aproximadamente seis anos passei a usar os sapatos da marca Opananken, anti-stress. Eles oferecem um conforto a mais e não agridem os meus pés. Uma grande sacada. Souberam combinar conforto com estilo.
Ocorre que nem todas as lojas têm sapatos dessa marca e quando encontro não ofertam todos os modelos, visitei algumas e numa delas encontrei a linha completa.
Ao chegar, fui atendido de imediato, a vendedora ágil, impressionou pela cortesia. Sem titubear desceu mais de dez caixas de sapato, apresentou todos os novos modelos disponíveis.
Escolhi, agradeci e fui ao caixa para pagar. Foi nesse momento que percebi que aquele atendimento prestado era uma atitude isolada da vendedora e não fazia parte da cultura da empresa.
Como a loja estava vazia, dois outros vendedores, ociosos, ao lado do caixa travavam o seguinte diálogo:
Vend. 1 : Preciso arrumar um novo emprego, esse aqui não dá mais, tá todo mundo insatisfeito, o clima tá horrível…
Vend.2 : Estamos na pior, mas o chefe está cada dia melhor, viu o carro novo dele…
Vend. 1 : São as gotas do nosso suor que sustentam esse e os outros luxos…
Paguei, fui embora, mas a prosa continuou e pelo jeito deve ter ido longe.
Quando vejo casos assim, me recordo de empresas que conheci e que não existem mais, quebraram, vítimas da falta de sincronismo entre toda a equipe e a ausência de direcionamento, de comando, um ambiente favorável para se multiplicar comportamentos dessa natureza.
Empregados criticando a empresa e a sua gestão é algo que deve receber a máxima atenção.
Verifique se estão claras, as diretrizes , a política de preços, de qualidade, de atendimento, de gestão de pessoas, de remuneração e como tem sido a liberdade para participar e apresentar sugestões que contribuam com o crescimento da empresa.
Feito essa checagem, avalie o comportamento do empregado que critica a empresa, sob dois aspectos:
a) Se for um caso isolado – o empregado deve receber uma advertência e ser orientado a proceder da forma correta, que é manifestar a sua insatisfação com relação a empresa perante os demais membros do grupo, em momento apropriado para isso (reuniões de trabalho), apresentando em seguida sugestões de melhoria para aquilo que se propôs a criticar. Se reincidir o melhor a fazer é substituí-lo, até como forma de demonstrar que a empresa tem regras de boa conduta que devem ser seguidas.
b) Se for um comportamento generalizado - Fique preocupado. A sua empresa pode estar correndo sérios riscos. Comece avaliando o grau de transparência que você tem com relação a gestão da sua equipe. Revisite todos os pontos fundamentais do seu modelo de gestão, elimine os excessos (como atos de autoritarismo) e termine o ciclo avaliando se a remuneração que você paga para sua equipe está na média do mercado.
Já está provado que a remuneração não é o principal fator que retém talentos numa empresa, o ambiente de trabalho pesa bastante na decisão de permanecer ou não no time. Ninguém quer dedicar as preciosas horas da sua vida profissional numa empresa que mais parece uma “Nau a deriva”.
26 de Maio de 2007 às 19:11
Sergio Oliveira
Quando decidi iniciar o blog tinha uma dúvida, para qual público iria escrever?
Hoje, sete meses depois, 60 artigos já editados e mais de 6 mil acessos, posso dizer que não tenho mais dúvida.
De que adianta ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências, ricas na forma e no conteúdo, histórias empresariais tristes e alegres, de fracasso e de sucesso e guardar isso para mim?
Temos uma parcela de nossa população empreendedora que não precisam da minha ajuda, tem recursos e acesso ao que tem de melhor, podem assinar revistas, jornais, participarem de palestras, cursarem as melhores Universidades, MBA e intercâmbios no exterior, conhecem o mundo e quando resolverem iniciar o seu negócio terão apoio irrestrito e recursos financeiros abundantes.
Creio que o que escrevo não tem muito a agregar para eles.
Tento escrever numa linguagem simples e uma abordagem que possibilite a qualquer um que leia o blog, pela primeira vez, possa se interessar pelo tema. Seja ele dono de um negócio próprio ou ainda um sonhador.
Acredito ser essa a melhor forma de desmistificar que ser empreendedor é dom nato, e que a pessoa que o recebeu está predestinada ao sucesso.
O conhecimento sobre empreendedorismo e gestão de um pequeno negócio está à disposição de todos, o que é preciso é que apareça alguém que esteja disposto a organizá-lo, separar o joio do trigo, neste imenso oceano de informações livres que virou a internet.
Não sei se é muita pretensão da minha parte, mas, me proponho a iniciar esse movimento, através dos textos, dicas e respostas aos e-mails que recebo, os quais tenho publicado aqui no blog.
Digo iniciar o movimento por que o assunto é denso e vasto, e todos que estiverem dispostos a contribuir são muito bem vindos, o Blog do Empreendedor está aberto e franqueado a quem tem seu negócio próprio, sonha em ter, estuda o tema, enfim, acredita que compartilhando os seus conhecimentos estará ajudando alguém e certamente aprendendo também.
15 de Abril de 2007 às 02:05
Sergio Oliveira
Conheci um empresário que tem uma história interessante:
Dezoito anos atrás, após ser demitido da empresa que trabalhava, era mecânico de manutenção da planta industrial, recebeu a proposta de continuar a realizar os mesmos serviços, desde que constituísse uma micro-empresa para tal finalidade.
E assim ele fez, como não lhe restava alternativas, era melhor tentar do que ficar desempregado. Foi o que pensou num primeiro momento. Se atirou na aventura com todos os bônus e os ônus que esperam um empreendedor de primeira viagem.
O negócio que começou como manutenção industrial, regado de incertezas, foi delineando o seu caminho e hoje, 18 anos depois, se transformou numa empresa de automação industrial, com faturamento anual que supera R$ 2 milhões de reais/ano. São 55 empregados conectados 24 horas nas demandas dos clientes.
Centralizador demais…
Nada acontece na sua empresa sem que ele saiba.
Econômico demais…
Anda pela empresa catando clips, parafusos e apagando luzes. Faz vistoria nas impressoras e na Xerox para avaliar o desperdício de papel e toner.
Paternalista demais…
Conhece todos os empregados pelo nome, aconselha a todos, de divórcios a casos de alcoolismo.
Seguro demais…
No time de futebol da empresa ocupa a posição de goleiro titular, além de técnico é claro. Tem uma defesa reforçada e só saem para o campo do adversário no contra-ataque. O jogo é feio, mas o time já conquistou o tri-campeonato regional jogando dessa forma. Os troféus conquistados são exibidos na sala de reuniões ao lado das certificações de qualidade e reconhecimentos recebidos na condição de prestador de serviços com qualificação padrão internacional.
Assertivo demais…
Cuida pessoalmente do contato com os principais clientes, renovações de contratos e negociações com novas empresas.
Detalhista demais….
Ganhou prestigio através da qualidade dos serviços que sua empresa presta, com pontualidade e senso de urgência. Não importa a hora, seus técnicos estarão lá prontos para encontrar as soluções.
Conservador demais…
Tem recusado com frequência novos contratos, diz que sua empresa já atingiu o tamanho que sempre desejou e que agora quer se especializar no que faz, proporcionar aos seus empregados que participaram da construção da empresa, uma melhor qualificação profissional e melhores condições de vida.
O que ele ganha com isso?
Empregados comprometidos demais…
Os empregados trabalham por projetos, em células auto-suficientes, vestem a camisa da empresa com a mesma crença que soldados kamikasi vestem a farda para a missão fatal.
Se Centralizador, Econômico, Paternalista, Seguro, Assertivo, Detalhista ou Conservador demais, não importa, não acredito em rótulos, acredito sim em identidade interna e externa, que seja valorizada pelos empregados e reconhecida pelos clientes, por menor que seja a sua empresa, isso fará toda a diferença!
Estava me esquecendo, tem outra característica marcante que não é do empresário e sim da empresa que ele construiu:
Lucro líquido demais….
30 de Janeiro de 2007 às 22:20
Sergio Oliveira
Nunca subestime a capacidade de seus empregados de perceberem a sua real intenção.
O que observo no dia a dia é que as pequenas empresas que obtém os melhores resultados são aquelas que os sócios praticam o que falam. Encurtam as distancias com seus empregados e eles se sentem parte da construção do todo.
Pode parecer que estou falando o óbvio, mas não é, uma boa parte dos empresários que conheci usam a empresa com uma fonte de renda para si e para sua família, em detrimento da saúde do negócio, da perspectiva de crescimento e da expectativa de melhorias para os empregados.
Não tente dissimular, eles perceberão e verão que estão perdendo tempo da vida deles trabalhando numa empresa que abdica da construção do futuro e não valoriza seus empregados.
Algumas vivem em dificuldades financeiras, pedindo a compreensão dos empregados, pagando os salários sempre atrasados, o que não combina com o estilo de vida levado pelos sócios, com os carros sempre novos e viagens frequentes.
Se o tempo for de vacas magras, que seja para todos, a começar por você, sócio e o principal responsável pelas decisões. Quando for pedir a compreensão da sua equipe eles estarão ao seu lado, comprarão a briga e farão de tudo para defender a empresa.
Faça avaliações periódicas do clima junto aos empregados, escolha os mais antigos e competentes, componha com eles um conselho, participe as decisões que não sejam estratégicas, faça deles o seu porta-voz.
Quando for época de vacas gordas, lembre-se: quem roeu o osso também tem direito a um pedaço do filé mignon. Ganha você, ganham eles e a empresa certamente crescerá.
7 de Outubro de 2006 às 22:15
Sergio Oliveira