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Sapatos novos, Erros antigos

nau a deriva - nau a deriva

No final de semana passado fui comprar sapatos novos.

Há aproximadamente seis anos passei a usar os sapatos da marca Opananken, anti-stress. Eles oferecem um conforto a mais e não agridem os meus pés. Uma grande sacada. Souberam combinar conforto com estilo.

Ocorre que nem todas as lojas têm sapatos dessa marca e quando encontro não ofertam todos os modelos, visitei algumas e numa delas encontrei a linha completa.

Ao chegar, fui atendido de imediato, a vendedora ágil, impressionou pela cortesia. Sem titubear desceu mais de dez caixas de sapato, apresentou todos os novos modelos disponíveis.

Escolhi, agradeci e fui ao caixa para pagar. Foi nesse momento que percebi que aquele atendimento prestado era uma atitude isolada da vendedora e não fazia parte da cultura da empresa.

Como a loja estava vazia, dois outros vendedores, ociosos, ao lado do caixa travavam o seguinte diálogo:

Vend. 1 : Preciso arrumar um novo emprego, esse aqui não dá mais, tá todo mundo insatisfeito, o clima tá horrível…

Vend.2 : Estamos na pior, mas o chefe está cada dia melhor, viu o carro novo dele…

Vend. 1 : São as gotas do nosso suor que sustentam esse e os outros luxos…

Paguei, fui embora, mas a prosa continuou e pelo jeito deve ter ido longe.

Quando vejo casos assim, me recordo de empresas que conheci e que não existem mais, quebraram, vítimas da falta de sincronismo entre toda a equipe e a ausência de direcionamento, de comando, um ambiente favorável para se multiplicar comportamentos dessa natureza.

Empregados criticando a empresa e a sua gestão é algo que deve receber a máxima atenção.

Verifique se estão claras, as diretrizes , a política de preços, de qualidade, de atendimento, de gestão de pessoas, de remuneração e como tem sido a liberdade para participar e apresentar sugestões que contribuam com o crescimento da empresa.

Feito essa checagem, avalie o comportamento do empregado que critica a empresa, sob dois aspectos:

a) Se for um caso isolado – o empregado deve receber uma advertência e ser orientado a proceder da forma correta, que é manifestar a sua insatisfação com relação a empresa perante os demais membros do grupo, em momento apropriado para isso (reuniões de trabalho), apresentando em seguida sugestões de melhoria para aquilo que se propôs a criticar. Se reincidir o melhor a fazer é substituí-lo, até como forma de demonstrar que a empresa tem regras de boa conduta que devem ser seguidas.

b) Se for um comportamento generalizado - Fique preocupado. A sua empresa pode estar correndo sérios riscos. Comece avaliando o grau de transparência que você tem com relação a gestão da sua equipe. Revisite todos os pontos fundamentais do seu modelo de gestão, elimine os excessos (como atos de autoritarismo) e termine o ciclo avaliando se a remuneração que você paga para sua equipe está na média do mercado.

Já está provado que a remuneração não é o principal fator que retém talentos numa empresa, o ambiente de trabalho pesa bastante na decisão de permanecer ou não no time. Ninguém quer dedicar as preciosas horas da sua vida profissional numa empresa que mais parece uma “Nau a deriva”.

5 comentários 26 de Maio de 2007 às 19:11 Sergio Oliveira

Compartilhe – Ensine e Aprenda!

sabio - sabio
Quando decidi iniciar o blog tinha uma dúvida, para qual público iria escrever?

Hoje, sete meses depois, 60 artigos já editados e mais de 6 mil acessos, posso dizer que não tenho mais dúvida.

De que adianta ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências, ricas na forma e no conteúdo, histórias empresariais tristes e alegres, de fracasso e de sucesso e guardar isso para mim?

Temos uma parcela de nossa população empreendedora que não precisam da minha ajuda, tem recursos e acesso ao que tem de melhor, podem assinar revistas, jornais, participarem de palestras, cursarem as melhores Universidades, MBA e intercâmbios no exterior, conhecem o mundo e quando resolverem iniciar o seu negócio terão apoio irrestrito e recursos financeiros abundantes.

Creio que o que escrevo não tem muito a agregar para eles.

Tento escrever numa linguagem simples e uma abordagem que possibilite a qualquer um que leia o blog, pela primeira vez, possa se interessar pelo tema. Seja ele dono de um negócio próprio ou ainda um sonhador.

Acredito ser essa a melhor forma de desmistificar que ser empreendedor é dom nato, e que a pessoa que o recebeu está predestinada ao sucesso.

O conhecimento sobre empreendedorismo e gestão de um pequeno negócio está à disposição de todos, o que é preciso é que apareça alguém que esteja disposto a organizá-lo, separar o joio do trigo, neste imenso oceano de informações livres que virou a internet.

Não sei se é muita pretensão da minha parte, mas, me proponho a iniciar esse movimento, através dos textos, dicas e respostas aos e-mails que recebo, os quais tenho publicado aqui no blog.

Digo iniciar o movimento por que o assunto é denso e vasto, e todos que estiverem dispostos a contribuir são muito bem vindos, o Blog do Empreendedor está aberto e franqueado a quem tem seu negócio próprio, sonha em ter, estuda o tema, enfim, acredita que compartilhando os seus conhecimentos estará ajudando alguém e certamente aprendendo também.

8 comentários 15 de Abril de 2007 às 02:05 Sergio Oliveira

O submundo do empreendedorismo

underground - underground
O Brasil se vangloria de ser o 7º país mais empreendedor do mundo, segundo a pesquisa GEM 2005- Pesquisa Global sobre Empreendedorismo , porém, 65% desses novos negócios são abertos com até R$ 10 mil e esmagadora maioria desses empreendedores afirmam que iniciaram o negócio sem a preparação adequada para empreender, e o que é pior, sem identificar uma nova oportunidade ou uma necessidade não atendida, num nicho qualquer de mercado.

Motivos para celebrar ou para chorar?

O empreendedorismo por necessidade impera no Brasil, essa é a grande verdade, por maior que seja o esforço das entidades como o Sebrae, ainda estamos longe de atingirmos o mínimo necessário para dar sustentabilidade a esses negócios.

Um tema bastante discutido ultimamente é a inclusão digital, como forma de possibilitar ao jovem carente o acesso a computadores, conhecer informática e utilizar a internet, através de iniciativas como as salas de Telecentro implantadas em comunidades carentes e a informatização das escolas públicas.

Deveríamos pensar também na inclusão empresarial, inserir no currículo dessas escolas públicas o tema empreendedorismo, de forma que, desde cedo o jovem já tenha contato com os conceitos básicos e saiba qual destino queira dar a sua vida, já existem algumas experiências na rede pública, porém, isso precisa ser multiplicado.

Isso fará com que ele saiba qual é caminho correto para conquistar sua liberdade. Plantar a semente, ensinar a melhor forma desde a primeira vez, nas bases da formação da personalidade desse jovem, por mais carente que ele seja e desprovido de condição financeira, podem acreditar, ele é inteligente o bastante para compreender os fundamentos do empreendedorismo e optar por esse caminho, se for o caso.

Sabendo que não tem os recursos necessários, terá que arranjar um emprego, se dedicar bastante, mudar para um emprego melhor, economizar cada centavo, que seja por dez, vinte anos, até conseguir dar início ao seu empreendimento e realizar seu sonho

Essa consciência é fundamental e tem o poder de transformar a vida das pessoas.

Adicionar comentário 14 de Abril de 2007 às 23:50 Sergio Oliveira

Sala de Espera – sua empresa começa aqui (continuação)!

ayrtonsenna - ayrtonsenna

Falando em sala de espera e o que isso tem a ver com aproveitar oportunidades, me recordo de uma passagem relatada por André Ranschburg (a época presidente da Staroup Jeans), no seu livro “Quem não faz poeira come poeira”, escrito em 1991, onde ele conta que sempre apoiou os esportes, com diversos patrocínios, desde vela, kart, ciclismo, tênis, vôlei, MotoCross, Paris Dacar, dentre outros.

Por ser tão ligado aos esportes, em 1986 foi convidado por um amigo, para assistir o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, que teve em seu podium dois pilotos brasileiros, Nelson Piquet e Senna.

Ao final da prova, na saída do autódromo, logo a sua frente estava o Senna. Segundo seus relatos, ele correu feliz e sorridente, abordou o Senna e se apresentou (transcrição do livro):

“Sou o André Ranschburg, presidente da Staroup Jeans. O grande piloto nem esboçou simpatia. Me olhou de cima em baixo e decretou:
- Te conheço, quando eu pilotava Kart, você me deixou, na sala de espera, por mais de três horas, lá na tua fábrica do Brás…”

Conselho do André Ranschburg: “Sala de espera exige de quem recebe – habilidade, competência e sorte. Vale instalar-se nela uma bola de cristal…”

Será que ele deixou apenas o Senna, ainda desconhecido naquela época, a esperar por três horas e por fim o dispensou sem ao menos conhecê-lo ou isso era uma prática comum na sua empresa?

Seja qual for a resposta, o que aconteceu com a Staroup desde os seus tempos áureos de 1991?

Ela já não é mais a potência que era, e quem sabe se perdeu a partir da sua sala de espera!

Adicionar comentário 10 de Abril de 2007 às 07:54 Sergio Oliveira

Você está disposto a ajudar as pessoas?

coopertivas - coopertivas
Onirio S. Onofre Lazón, visitante do nosso blog, postou um comentário e alguns questionamentos sobre como ajudar pessoas:

Mais que comentario gostaria de informações. Conheco grande número de pessoas que están desempregadas, não ten estudo e poucas possibilidades de progredir na vida. Gostaria de organiza-las numa cooperativa ou empresa. Gostaria de dicas sobre novos negocios de artesania, mercado, contatos, etc. o onde encontrar informações relativas a essa atividade. Sou peruano e administrador de empresas (Por esso os erros de portugués), e meu desejo é ver essas pessoas com as vidas transformadas com dignidade.

Prezado Onirio,

Sua iniciativa é nobre, é a cada dia está mais difícil encontrar alguém que esteja disposto a ajudar as pessoas, o que vejo são seres individualistas, numa competição extrema, onde o mais importante é vencer o próximo, derotá-lo, pois ele é um concorrente e se for mais qualificado representa uma ameaça, poderá querer o seu lugar na empresa ou disputar contigo a próxima oportunidade de promoção.

É uma grande inversão de valores, fruto da nossa sociedade moderna baseada na destruição de tudo, até do Ser Humano, a partir de uma ausência total de princípios.

Um dia veremos isso mudado, quem sabe uma volta as origens. Uma forma para que isso aconteça mais rápido é cada um fazer a sua parte, sem esperar que os outros façam primeiro. Acredito ser esse o príncipio da transformação silenciosa.

Vejamos se posso contribuir de alguma forma, com relação aos questionamentos:

a) Conheco grande numero de pessoas que están desempregadas, não ten estudo e poucas possibilidades de progredir na vida. Gostaria de organiza-las numa cooperativa ou empresa, como fazer?

R: O ponto de partida da sua iniciativa tem a ver com o quanto você tem dinheiro para começar, vou considerar que você tenha pouco e trabalharia com contribuições.

Organizá-las numa cooperativa é uma boa saída, pois, além de trabalhar a qualificação delas, após algum tempo vocês podem buscar recursos via instituições de micro-crédito, são pequenos empréstimos, mas que fazem uma enorme diferença, seria interessante que você se informasse um pouco mais sobre o assunto. Em todos os estados já temos instituições de micro-crédito operando, veja por exemplo o Banco do Povo da sua cidade. Falando em Banco do Povo uma leitura obrigatória é o livro O Banqueiro dos Pobres – Muhammad Yunus. O livro relata uma experiência em Bangladesh. O autor ganhou em 2006 o Prêmio Nobel da Paz.

b) Gostaria de dicas sobre novos negocios de artesania, mercado, contatos, etc. o onde encontrar informações relativas a essa atividade

R: O fato de estarem desempregadas e com baixa escolaridade não significa que não tenham aprendido uma profissão. O ideal montar o grupo inicial e identificar quais são as experiências de vida de cada um deles e partir daí montar uma oficina artesanal ou mais, de forma que possam fabricar produtos ou prestar serviços.

Para as mulheres é muito comum terem habilidades em corte costura, o que, com poucas máquinas de costura possibilitaria a montagem de uma facção de roupas e trabalhar como terceirizada de grandes fábricas.

No caso dos homens uma atividade comum é a marcenaria, o que possibilitaria a fabricação de móveis, vassouras, brinquedos educativos, objetos de decoração, enfim, tudo o que for possível de ser fabricado a partir da madeira e de sobras de madeira.

Para aqueles não tem nenhuma qualificação a reciclagem de qualquer sub-produto pode ser uma alternativa interessante.

E para concluir, estude a possibildade de montar uma ONG (Organização Não Governamental), isso possibilitaria que você recebesse doações de pessoas físicas, empresas e repasses governamentais. Só para você ter uma idéia do volume de recursos que gira no terceiro setor, a poucos dias foi divulgado nos jornais que foram direcionados para as ONG, em 2006, o total de R$ 50 bilhões de reais de doações, quem sabe pode ser também um caminho para obter recursos. Monte um bom projeto e saia a busca de patrocinadores.

Gosto bastante de um site que pode ser o ponto de partida dos seus estudos, é o www.terceirosetor.org.br.

Desejo-lhe bastante sorte e mande notícias!!

Abraços,

Sérgio Oliveira

Adicionar comentário 5 de Abril de 2007 às 07:10 Sergio Oliveira

Famílias Milionárias, Filhos Perdidos.

castelo animado02 - castelo animado02
Toda fortuna, via de regra, está ou já esteve ligada a uma atividade empreendedora, bem sucedida, que permitiu a geração de riquezas e a acumulação de patrimônio.

Algumas famílias milionárias que já estão acima da 2ª geração, fizeram a opção de abandonar a atividade empreendedora e vivem hoje exclusivamente das rendas proporcionadas pelo patrimônio já constituído, sejam alugueis, rentabilidade de aplicações financeiras ou mesmo a venda de alguma propriedade para a manutenção do padrão de consumo e estilo de vida.

São nesses ambientes que são educados os filhos nascidos nessas famílias com alto poder aquisitivo, onde, comumente predomina a ausência de limites e por esse e outros motivos, vejo uma dificuldades enorme de acertarem na educação de seus filhos.

A forma como os pais se relacionam com o dinheiro, a maneira como lidam com os ímpetos de consumo (roupas, calçados, jóias..), as atividades de lazer (viagens freqüentes para o exterior, hotéis caros) e a aquisição de bens (carros, casas, sítios, barcos….) é que estabelecem na mente dos filhos os parâmetros aos quais estão submetidos, isso compõe o ambiente diário deles e influencia diretamente na formação de suas personalidades.

Conheço algumas exceções de comportamento, mas a regra é apresentar sinais exteriores de riqueza e fazer o máximo de propaganda disso, como forma de valorizar o status quo e os tornarem diferentes dos simples mortais.

Observo o comportamento de algumas dessas crianças e me assustam os ensinamentos que recebem e que levarão para a vida adulta sob a forma de conceitos:

1) Em casa: Os empregados são pessoas pobres, que não tiveram sorte na vida e hoje trocam seus serviços por um salário mensal insignificante (menor que a diária de um bom hotel), e tem que estar sempre sorrindo por terem esse emprego. Eles (filhos) se assemelham a príncipes e princesas e assim devem ser tratados. Neste território a lei é feita por eles.

2) Na escola: Freqüentam a melhor escola da cidade, os filhos aprenderam (em casa), que, se não existir aluno não existirá a escola e muito menos o professor, por conseqüência, os professores são seus empregados também, e por isso, lá eles podem quase tudo. Quando as coisas fogem do controle, pelo excesso de absurdos, a mãe ou o pai vai até a escola e estará tudo resolvido (geralmente vão só nesses momentos). O filho renova a sua credencial para continuar a desrespeitar as pessoas, desde o professor, o colega de sala de aula e, é lógico o faxineiro, infeliz deste, que não se cansa de catar os papéis que são arremessados ao chão.

3) Na vida social: Como foram “criados no meio” aqui eles tem assuntos de sobra, o repertório é vasto. Tudo deles é melhor do que dos outros, e o que eles não tem, é simples, é só comprar, as idas freqüentes ao shopping servem para isso. Vai do celular, o Ipod, a coleção de tênis, o Playstation 3, o game PSP e as roupas, sempre de grifes famosas.

4) Sobre o patrimônio: Esse é um assunto que não deveria lhes interessar, coisa de criança é futebol (se menino) ou brincar de boneca (se menina), mas é assustador quando resolvem repetir o que escutam em casa e acabam gravando:

a. “Lá em casa tem tanto carro que meu pai teve que alugar garagem para guardar todos.”
b. “Todo ano tenho que ir para a Disney em julho!”
c. “Minha casa é melhor do que a casa de todos os meus amigos.”
d. “Meu pai comprou uma moto nova que custou mais de R$ 100 mil…Quando crescer vou ganhar uma também!”
e. “No aniversário da minha mãe ela só aceita o presente do meu pai se as jóias forem compradas na H. Stern.”

E vai por aí afora, podemos observar que quase na totalidade, os valores dessas crianças estão alicerçados no ter, a posse de bens materiais e a demonstração explicita de poder (muitas vezes inconsciente) suplantam quaisquer virtudes que eles tenham, e tem, não duvide, só não foram trabalhadas no momento correto.

No plano pessoal encontramos uma criança triste, carente e distante dos pais, tão distante que as vezes nem os reconhecem mais como tal, a babá tem mais autoridade.

Na essência toda criança é igual, algumas pedem mais atenção e cuidados, outras menos, mas todos desejam afeto, proteção e necessitam de boa orientação para aprenderem a ter uma vida familiar e social saudável.

Ideal seria que as bases dessa educação fossem alicerçadas no respeito ao próximo, onde o ser suplanta o ter, e que o ter fosse apenas um detalhe, que passasse despercebido, pelo menos até que essa criança tenha consciência do que representam os valores matérias, de que nasceu numa família rica e a partir daí construa seu próprio destino.

O que deveria ser o ambiente ideal para a formação de jovens com futuro promissor, prontos para empreender, seja nas artes ou nos negócios, é na realidade uma fábrica de jovens sem rumo e sem destino, desinteressados e que não se sentem desafiados por nada, pois, já estão atendidos em todas as suas necessidades e desejos materiais. Vivem na sombra dos pais.

Transformam-se em adultos frágeis, possuidores de um grande vazio por não ter construído e nem conquistado nada, já lhe entregaram tudo pronto.

Esse é um dos motivos pelos quais as fortunas trocam de mãos de tempos em tempos, e surgem os novos ricos, que depois de algumas gerações, se esquecem de suas origens e….. cometem os mesmos erros.

Tal constatação só reforça a idéia de que:

” as oportunidades sempre existirão!”

1 comentário 18 de Março de 2007 às 22:12 Sergio Oliveira

Fundamentos Empresariais às avessas

pais e filhos - pais e filhos
Escrevi este post a vários dias e não estava convencido de que deveria publicá-lo, mas creio que seja uma pequena contribuição para alguns pais que querem um futuro melhor para os seus filhos, vamos lá:

A revista Veja, edição nº 1993, de 31/01/2007, publicou uma reportagem com o seguinte título: “Ecstasy atrai jovens da classe média para o tráfico”.

O vício em drogas, por si só é dramático e doloroso para as famílias que tem filhos dependentes, quem dirá se eles forem tratados como traficantes.

Mas não é sobre isso que quero falar.

Quem teve a oportunidade de ler a reportagem pode observar que esses jovens revendem para o outros jovens, que irão consumir os comprimidos de ecstasy, com dois objetivos, garantir o próprio consumo e terem uma renda, pois, chegam a ter lucro líquido mensal de até R$ 2.500,00.

Observe que os fundamentos são os mesmos aplicados na abertura/condução de um negócio próprio:

1) Identificar uma oportunidade de empreender.
2) Definir o produto a ser comercializado.
3) Localizar público-alvo e potenciais clientes.
4) Selecionar fornecedores.
5) Pesquisar preço de custo.
6) Definir preço de venda e política de venda (à vista, a prazo…)
7) Ser um bom vendedor.
8) Apurar o lucro líquido mensal.
9) Utilizar esse lucro líquido como renda para custear as suas despesas e realizar investimentos.

Estaria tudo na mais perfeita ordem e esse seria o melhor dos mundos para um jovem, se a atividade que ele escolheu para empreender fosse lícita, o que não é o caso, infelizmente.

A pergunta que fica é:

- Quanto os pais desses jovens gastariam para montar um negócio próprio para seus filhos, que permitisse um lucro líquido mensal de R$ 2.500,00?

Apresento três hipóteses:

a) Representaria menos do que ele gastará numa clínica de recuperação para dependentes químicos.

b) Seria bem menos do que gastará com a contração de advogados caso seu filho seja preso e enquadrado com traficante.

c) Infinitamente menor do que ter um filho com o futuro comprometido para o resto da vida, após passar alguns anos na cadeia.

Pais ocupados demais não percebem que seus filhos estão sem perspectivas de emprego e prepará-los para serem donos de seus próprios negócios pode ser a grande saída e o ponta pé inicial para um futuro promissor.

Segundo o Censo da Educação Superior do Ministério da Educação, dados de 2004, 626 mil jovens se formam a cada ano. Já o mercado de trabalho não cresce na mesma proporção para oferecer vaga a todos, conseqüência do baixo crescimento do PIB, que aprofunda o desemprego.

Comprovando tal constatação, temos um dado alarmante, segundo pesquisa do IBGE, de julho de 2006, do total de desempregados identificados, 39,2% tinham entre 18 e 24 anos. É muito jovem sem ter o que fazer.

Quem vende ecstasy não é por opção e sim por falta de enxergar as inúmeras opções e de um pouco de apoio num horizonte repleto de incertezas.

Já que ele aprendeu os fundamentos empresariais sozinho, que esse conhecimento seja usado para o bem.

Abri meu primeiro negócio quanto tinha 17 anos, tive total apoio dos meus pais que acreditaram nas minhas idéias e perceberam que ganhar dinheiro era o de menos, o principal era me manter ocupado e permitir que eu desenvolvesse as habilidades para a gestão de um negócio próprio.

Posso afirmar que tal experiência foi determinante para as escolhas que fiz para a minha vida e projetos seguintes.

É o que desejo a todos os filhos, pais que escutem, que se envolvam com as suas idéias e os apoiem, só que para isso esses pais não poderão estar ocupados demais….

Adicionar comentário 3 de Março de 2007 às 10:29 Sergio Oliveira

Construtor de Soluções

pic.ferramentas1 - pic.ferramentas1
Conheço centenas de pessoas especialistas em problemas, mais precisamente em criar problemas, gostaria de conhecer, na mesma proporção, “construtores de soluções”.

Infelizmente, esses talentos são raros, mas a notícia boa é que não existe ambiente mais propício para o desenvolvimento de “construtores de soluções” do que uma pequena empresa, onde deixa-se de lado toda a pompa de uma grande corporação e coloca-se a mão na massa de verdade, todos!

Na pequena empresa, quando o telefone toca não escutamos aquela voz do outro lado da linha dizendo:

- Esse assunto não é comigo, mas eu vou transferir para ……que vai atendê-lo… ( se a ligação não cair e você tiver a paciência para esperar infinitamente).

Na pequena empresa, quando o cliente procura para registrar uma reclamação ele deve ser atendido com a máxima atenção e receber o correto encaminhamento, da primeira vez, de forma que ele perceba que ele não é mais um dentre vários e sim que ele é importante para sua empresa, de verdade.

Isso só acontecerá se seus empregados estiverem convencidos da importância de construírem soluções e estiverem preparados para isso.

Algumas grandes empresas do nosso país, de operadoras de telefonia celular a grandes redes de supermercados, estão se especializando em irritar seus clientes, portanto, ter na sua equipe “construtores de soluções” pode ser uma valiosa vantagem competitiva.

Adicionar comentário 28 de Fevereiro de 2007 às 22:48 Sergio Oliveira

De quanto você precisa para viver?

dinheiro1 - dinheiro1
Essa é uma pergunta que sempre me fiz.

Já quis ganhar um prêmio da mega-sena sozinho, hoje não quero mais, receio não saber o que fazer com o dinheiro.

Uma fórmula simples e prática para estimar o valor que você precisa é listar tudo o que completaria sua vida, de forma que você se sinta atendido em todas as suas necessidades e desejos. Depois, coloque o preço em cada item e você chegará ao valor financeiro que terá que conquistar para adquiri-los e ser “completamente feliz”.

Uma segunda tarefa é refletir se tudo o que está na lista é fundamental para a sua felicidade, experimente retirar os itens que você listou, mas que, se não conseguisse comprar ou realizar não fariam muita diferença, você seria feliz assim mesmo.

O que sobrar é o essencial. Se na primeira lista ao vê-la parecia algo inatingível, na segunda você verá que com um pouco de disciplina ela estará ao seu alcance.

Impulsionados por uma sociedade cada vez mais consumista nos afastamos dos nossos princípios e valores, e perigosamente passamos a idealizar a posse de bens como um porto seguro para o bem estar.

Essa é a face do marketing que repudio, classifico-a como o “Marketing do Mal”, utilizam informações valiosas obtidas através da análise de comportamentos de compra para incentivar o consumismo desenfreado.

Os empreendedores que já experimentaram o sabor da realização e de algumas conquistas sabem que o grande encanto está no caminho trilhado durante a busca, em todas as surpresas vivenciadas e que quando cruzam a linha de chegada o sentimento é de missão cumprida, porém, bate uma forte vontade de começar tudo de novo, por que na vida real não existe linha de chegada, existe sim um longo trajeto para ser vivido, minuto a minuto, essa é a essência da vida, nem sempre isso combina com “ter tudo o sempre sonhou”.

Aos que buscam serem completamente felizes, desejo sorte, mas prefiro e me contento em ser apenas feliz, a vida fica mais leve!

1 comentário 24 de Fevereiro de 2007 às 20:57 Sergio Oliveira

Trabalhe com os melhores!

aquiles - aquiles
Participei da seleção e contratação de novos empregados na semana passada.

Um anúncio no jornal de sábado e domingo, cinco vagas ofertadas com salário de R$ 1.800,00 e foi o bastante para provocar uma avalanche de currículos, mais de 900 candidatos.

No primeiro pente fino selecionamos cinqüenta currículos, na segunda avaliação restaram vinte e cinco candidatos, os quais participaram das entrevistas, cinco por vaga.

Foi uma disputa acirrada, emocionante, numa das sessões onde simulamos um ambiente de negócios, muitos se esqueceram que era apenas uma simulação e se degladiaram no jogo.

Foram pequenos detalhes que definiram a escolha dos cinco, uma pena, pois daria para ter contratado mais cinco com tranqüilidade.

A pergunta que me faço é:

- Se existe tanta gente boa no mercado a procura de uma oportunidade por que ter na empresa pessoas que não jogam no time e vivem pedindo uma segunda chance?

Na minha opinião, empregado desinteressado trabalhando de graça já custa caro, quem dirá sendo remunerado para não fazer o mínimo que precisa ser feito. Realmente não entendo essa mecânica.

Sou o primeiro a ensinar e ajudar aqueles que não sabem, não saber não é defeito, defeito grave e não querer aprender, aí não tem solução é demissão na certa, sinto muito.

O custo aparente do salário é insignificante, comparado com o estrago que esse empregado desinteressado pode fazer na imagem da empresa.

Portanto, não hesite, demita os desinteressados e selecione bons profissionais que se comprometam com a construção do futuro da sua pequena empresa, para querem o seu fim já bastam os seus concorrentes!

2 comentários 21 de Fevereiro de 2007 às 19:25 Sergio Oliveira

Tenha pelo menos um Romário no seu time

romario2 1 - romario2 1

No último final de semana fomos agraciados com um show de habilidade e determinação.

O jogo foi Vasco x Volta Redonda, Romário no banco de reservas do Vasco, entrou em campo nos últimos 14 minutos, na cabeça um único objetivo: chegar ao milésimo gol.

Foi o bastante para ele roubar a cena, fez três belos gols, levou a torcida ao delírio e comprovou que, é melhor ter um Romário “idoso” (41 anos no futebol equivale a 60 anos na vida empresarial), mas que marca gols, do que dois de vinte que só enrolam.

Digo isso por que vejo profissionais excepcionais, que se aposentam , com 55, 60 anos e se entregam ao ócio, muitas vezes por falta de uma oportunidade diferenciada (Não querem mais jogar os 90 minutos). Há de se considerar que com os novos avanços da medicina e mudança da expectativa de vida esse profissional possa viver mais 50 anos, o que muda por completo o conceito de vida útil. (Mais uma vez ficamos presos a velhos conceitos)

É muito conhecimento acumulado e abandonado da noite para o dia num País que carece de bons cérebros.

Se a sua pequena empresa demanda conhecimentos especializados, uma boa alternativa é contratar esses experientes profissionais, com currículos invejáveis, para dar uma força.

Não precisa ser jornada integral, 44 horas por semana, pode ser, como no caso do Romário, por apenas 14 minutos, e será o suficiente para ele fazer os 3 gols que a sua empresa tanto precisa, além de abrilhantar o espetáculo.

Adicionar comentário 14 de Fevereiro de 2007 às 23:06 Sergio Oliveira

Empreendedores do amanhã

Se você tem filhos com idade entre 5 e 10 anos, acompanha as tarefas escolares e participa das reuniões de pais e mestres saberá do que estou falando.

Para qual mundo nossos filhos estão sendo preparados?

As matérias que eles aprendem terão qual utilidade na vida adulta e profissional?

Se for verdade que a personalidade de uma criança é formada até os 9 anos de idade estamos com um sério problema para resolver.

Os modelos educacionais predominantes nas escolas do ensino fundamental e médio no nosso país estão muito distantes do que seria necessário para educadores que tem a responsabilidade de preparar os futuros cidadãos do nosso país, quem dirá para desenvolver neles um espírito empreendedor.

Culpa de quem?

Preparar para, primeiro passar no vestibular e depois garantir um bom emprego é retrógrado, arcaico e até certo ponto irresponsável, pois não saberemos se existirão empregos para todos na aldeia global que se configura para o futuro.

Como serão as relações de trabalho daqui a 30 anos, quando eles estão no auge da capacidade produtiva?

Desempregados? Talvez!

Emprendedores? Só se forem autodidatas, pois não estão sendo preparados para isso.

Não vejo essa preocupação nas reuniões de pais e mestres. Recentemente sugeri que esse tema fosse colocado em debate e todos olharam para mim como se eu fosse um lunático.

Talvez seja e não saiba, mas estou convencido de que temos que começar certo, desde a infância, dentro de casa. A educação dos filhos não pode ser terceirizada para a escola, não compete só a eles essa tarefa.

Da educação dos meus filhos cuido eu, digo a eles que a escola é um local importante para aprender, conhecer amigos e se divertir. Falar de futuro é um papo nosso. No modelo de ensino atual veremos os nossos filhos muito bem educados e sem nenhuma perspectiva de futuro.

Portanto, enquanto não vemos ares de mudança nas escolas tradicionais, cabe a cada um, na condição de quem trouxe essas criaturas ao mundo o dever de capacitá-lo para essa nova realidade.

Para isso teremos que abrir não das nossas horas de Big Brother, Faustão e Gugu para a difícil tarefa de brincarmos com os nossos filhos e ensiná-los, saborosamente, de forma lúdica, conceitos sobre empreendedorismo e finanças pessoais, que lhes sejam úteis e os preparem para se sentirem seguros o bastante para trilharem seus próprios caminhos quando chegar a hora.

3 comentários 8 de Fevereiro de 2007 às 11:38 Sergio Oliveira

Seu sábio saber pode estar equivocado.

Quando o assunto é gestão de pessoas, observo que alguns gestores se tornam confiantes demais e se julgam exímios conhecedores do comportamento dos empregados, pois, acham que já vivenciaram muitas experiências e isso lhes credenciam a parar no tempo e começar a dar pareceres sobre a alma humana e a realizar julgamentos.

Permita-me decepcioná-los ao recordar que o ser humano é uma espécie em evolução e por isso não existe linha de chegada em gestão de pessoas. É uma corrida que recomeça a cada instante.

Considere o dia seguinte sempre como um novo ponto de partida. Análise a sua própria vida e veja a imensidão de fatos que ocorrem a partir do momento que você deixa a empresa ao final do expediente, até o seu retorno no dia seguinte.

O seu empregado irá para casa e poderá encontrar sua esposa/marido feliz ou triste, receber uma ligação dos familiares dando uma notícia alegre ou trágica, seu filho pode ser aprovado na escola com honras ou reprovado, ele pode ter tido uma noite tranqüila ou passado em claro refletindo sobre os rumos que a sua vida tomou.

No dia seguinte, ao retornar a empresa, ele será uma pessoa um pouco diferente do dia anterior, pode ter tomado a decisão de pedir desculpas por um ato impensado, parar de fumar, iniciar na academia de ginástica ou se dedicar mais à empresa e isso passará a nortear as suas ações a partir de então.

Imagine que você chegou na empresa pela manhã e resolveu dar um feedback para esse empregado, fixado no que conhecia dele até o dia anterior, você poderá cometer um grande erro.

Desconheço pessoas que abram a sua vida por completo, portanto, o que sabemos das pessoas que conhecemos e das quais trabalham na nossa empresa é uma parte muito pequena das suas vidas, a qual estão dispostas a revelar. Digamos, uns 10%. Os demais 90% ficam armazenados em seus cérebros, pensamentos que os tranqüilizam ou infernizam a cada momento. Vale o ditado popular: “Cada cabeça uma sentença”.

O equilíbrio, que passou ser objeto de desejo de muitos parece estar cada dia mais distante das pessoas. É privilégio de poucos monges budistas. Seres comuns que habitam o mundo real não encontram a senha para entrar nesse plano espiritual.

Observe a sua volta, na sua empresa e veja que, a quantidade de pessoas equilibradas e com um senso de direção da própria vida tem sido cada dia menor.

Os empreendedores, empresários, gestores ou líderes, dê o nome que você quiser dar, prefiro me referir as “pessoas que comandam pessoas”, esses são os principais responsáveis pela construção do equilíbrio no ambiente de trabalho, o que guardadas as proporções, provocará imensos reflexos na vida pessoal de cada um deles, com extensão nas famílias.

Pessoas desequilibradas são sinônimas de perda de produtividade, baixa criatividade e ausência de compromisso com a empresa.

Pessoas felizes dão a vida por uma causa justa e, defender a empresa na qual trabalham, que lhes respeita, permite a troca de idéias, remunera corretamente e oferece oportunidades de crescimento pode ser a causa que tanto procuram para se agarrarem e darem sentido as suas vidas.

Faça suas apostas!!!

3 comentários 14 de Dezembro de 2006 às 22:00 Sergio Oliveira

Brilho nos olhos

Sempre que visito uma empresa uma informação fundamental que busco é se os empregados tem prazer de trabalhar nela.

Algumas perguntas básicas:

- Quanto tempo de vida tem a empresa?
- O empregado mais antigo tem quanto tempo de casa?
- Quantos empregados deixam a empresa por ano?
- Quais são os principais motivos?
- A empresa fornece refeição ou os empregados comem de marmita?
- Recebem treinamentos periódicos?
- A quanto tempo estão sem acidentes de trabalho?
- Levam seus filhos para conhecerem o seu local de trabalho?

Algumas investigações básicas:

- Peço para ir ao banheiro da fábrica
- Tomar um café na copa usada pelos empregados
- Conhecer o vestiário
- Vejo a limpeza do local de trabalho
- Observo a iluminação
- A qualidade do uniforme usado por eles.

O que isso tem a ver com o sucesso do seu negócio?

- tudo, é o ponto de partida.

Empregados satisfeitos tem orgulho de trabalhar na empresa e o brilho nos olhos que carregam contagiam a todos que com eles se relacionam.

Quanto mais sua empresa cresce mais dependerá da equipe que te apoiá, logo, cada dia mais, o seu sucesso depende da felicidade deles.

Não importa o tamanho da sua pequena empresa, se dois ou duzentos empregados, a qualidade não está vinculada a quantidade, comece certo.

Adicionar comentário 7 de Outubro de 2006 às 22:36 Sergio Oliveira

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