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Qual é a medida do sucesso?

R  gua - R  gua
Sucesso é uma medida pessoal e intransferível.

Todas as vezes que vejo alguém discutindo sobre o sucesso observo que ele o considera a partir da sua régua pessoal, por isso é muito difícil de encontrar um meio termo quando este é o assunto em pauta.

O que seria a régua pessoal que mede o sucesso de cada um?

Seria uma ferramenta onde a graduação da medida, ao invés de centímetros ou polegadas, será uma medida subjetiva e expressará exatamente as expectativas e anseios daquele que a elaborou para medir o sucesso a partir da sua ótica, por exemplo:

Para um avarento, sucesso será medido em centavos de reais, de forma que a soma desses centavos lhe proporcionarão um patrimônio considerável, que será acumulado durante toda a sua existência para nunca ser gasto e se possível incinerado junto com o seu corpo quando ele morrer, para garantir que nenhum de seus familiares dilapide o que juntou durante toda a sua vida.

Para o Mega-Empresário Eike Baptista, um Midas dos setores de Petróleo, Gás e Siderurgia, sucesso é ser o maior bilionário do Brasil, figurar no ranking mundial de Bilionários da revista Forbes e um dia superar o Bill Gates (Microsoft) se tornando um dos homens mais ricos do mundo, mesmo que isso signifique ter a polícia federal investigando seus negócios.

Para um funcionário público pode ser conquistar a aposentadoria, após 35 anos de trabalho, e a partir de então ter a liberdade e poder desfrutar do seu garantido salário da forma que melhor lhe convier.

Já o empreendedor busca o sucesso na sua forma literal, ele almeja o bom resultado, o triunfo, a vitória, o êxito do seu negócio.

Sucesso empreendedor pode ser traduzido num negócio próspero e lucrativo, que propicie dinheiro para oferecer conforto para a família, educar os filhos, comprar casa, carro e permitir a realização de sonhos que um dia tenha habitado a mente empreendedora.

O sucesso na sua forma pura não tem limites.

Os limites habitam no empreendedor. São seus medos, fraquezas e muitas vezes as próprias ambições fora de medida.

Cada dia que passa acredito mais no sucesso oculto, invisível, aquele que não é divulgado, mas que acontece silenciosamente, transforma vidas, pessoas, cria oportunidades e abre caminhos.

A mídia nos conecta aos grandes sucessos (dentro do conceito dela), coloca em nossas mentes o inatingível, como se fosse uma forma de manter a todos numa constante insatisfação com aquilo que já conquistamos e nos provoca a fé cega de que o bom é sempre o que não temos.

Sucesso para a grande mídia está vinculado a consumo, desagregação.
Você só será feliz se tiver a casa do vizinho, o salário do chefe, a mulher do amigo e o carro da atriz principal da novela da oito.

Viver uma vida na busca deste tipo de sucesso é gastar o seu tempo a procura do incerto e não sabido, nada pode ser mais frustrante e vazio.

Empreender não pode ser uma ponte que você terá que construir para te conectar a um sucesso pré-fabricado ou seja, um suposto sucesso.

Escuto com freqüência: “Vou abrir meu negócio próprio, vou ganhar muito dinheiro e mudar de vida”.

Nem sempre é assim, ou melhor, não precisa ser assim!

Empreender é muito mais que isso!

E sucesso também não é só isso!

Na minha humilde opinião, empreender é se dedicar com paixão a um negócio que você acredita e sucesso é colher os bons frutos desta paixão.

Adicionar comentário 8 de Agosto de 2008 às 07:08 Sergio Oliveira

O limite de cada um

cabo de guerra - cabo de guerra
Recebi uma ligação de um grande amigo, profissional admirado, um cara de resultados, líder habilidoso e uma vasta contribuição para as empresas nas quais já militou. Como intra-empreendedor merece nota 10, em todos os sentidos.

Ele queria conversar, havia saído do médico e o diagnostico é de que estava com principio de depressão por excesso de trabalho.

Meses atrás ele me relatou que a empresa havia passado por uma reestruturação e ele teve que acumular funções.

A equipe de pessoas sob sua gestão havia mais que dobrado e ele não concordava com a nova forma, na visão dele a empresa estava se afastando dos seus valores, o que era muito arriscado para a sobrevivência do negócio.

Naquele dia percebi que ele estava insatisfeito e desmotivado. ( Costumo dizer que a raiva mata mais que o excesso de trabalho)

A conta chegou, a recomendação médica é que ele tire uma licença médica e faça um tratamento para se recuperar, há dias não dorme e não consegue se desligar dos compromissos.

Tentei dizer algumas palavras para confortá-lo, mas nessas horas é muito difícil dar conselhos, é um momento de muita reflexão, rever prioridades e pensar nas alternativas que se construiu para quando chegar a hora de desembarcar, seja num novo emprego ou um negócio próprio, vejo que ele está próximo desse momento.

O que a empresa ganha ao levar profissionais altamente qualificados ao limite da capacidade física e mental?

O custo de perdê-los é maior do que o ganho imediato, será que é tão difícil perceber?

Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa. Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade, conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante e realizando chamamentos para longas batalhas a todo momento.

Nada de errado em injetar um pouco mais de adrenalina no dia a dia é muito bom, ativa o cérebro e deixa as pessoas mais atentas, se bem planejado cria um novo patamar de produtividade. Vários são os motivos, desde uma ameaça real de um concorrente até o lançamento de um novo produto.

Tudo é válido, desde que a dose de pressão sobre a equipe esteja calibrada e que após momentos de estresses absolutos seja permitido momentos de paz para sua equipe voltar aos trilhos e se preparar para novos desafios.

Manter a sua empresa num clima de constante combate pode ser muito arriscado, o cenário de que a seqüência de batalhas serão intermináveis de agora em diante pode denotar falta de um bom planejamento e ausência de gestão estratégica.

Para quem não tem controle sobre a gestão do seu negócio tudo se apresenta como novidade e em seguida se transforma numa ameaça, provocando reações não planejadas e quase sempre com resultados insatisfatórios.

Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, tem noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de partir para outra empresa que tenha pelo menos o básico:

- UM MODELO DE GESTÃO ATIVO, PORÉM RACIONAL!!!!

1 comentário 1 de Julho de 2008 às 22:41 Sergio Oliveira

O Empreendedor do Futuro

futuro - futuro

Olho para a frente e tento imaginar como será o empreendedor do futuro. Vejo um profissional com bom domínio dos conceitos básicos de gestão e em condições de conduzir o seu negócio.

Alguns sinais me levam a pensar assim, os quais compartilho:

A) A pesquisa realizada em 2007, pelo Sebrae, com o título “Fatores Condicionantes e Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas no Brasil 2003-2005”, identificou que o percentual de sobrevivência, de pelo menos dois anos, saltou de 51% em 2002, para 78% em 2005, por uma série de fatores, dentre eles uma melhor qualificação e capacitação do empreendedor. Esse comportamento é crescente e tende a se consolidar, graças ao apoio de entidades como SEBRAE, FEDERAÇÕES ESTADUAIS (FIESP, FIERJ…), ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS…

B) As universidades já tratam o tema empreendedorismo como uma matéria essencial na preparação de administradores, contadores, economistas, engenheiros e advogados. Cursos de graduação em empreendedorismo, autorizados e reconhecidos pelo MEC já são 17, fora os demais que estão em processo de reconhecimento e centenas de pós-graduação. Essa popularização explica por que estamos migrando de empreendedores por necessidade para empreendedores por oportunidade. (ver pesquisa GEM 2007)

C) O desenvolvimento de planos de negócios é um exercício praticado por jovens conectados, que já perceberam que o emprego estará cada dia mais escasso. (2800 candidatos por vaga foi a média de inscritos para as vagas de trainee mais cobiças, ofertadas por multinacionais de 1ª linha neste ano, no Brasil.)

Mas, se o futuro será realmente com empreendedores mais capacitados, em qual arena será travado o duelo da competição empresarial, na busca por maiores fatias de mercado e clientes?

Em minha opinião, a vitória dependerá da habilidade em realizar as conexões corretas entre as diversas informações e comportamentos que estão em processo de formação/consolidação e que serão os vetores da nova era empresarial.

Num rápido exercício e sem a pretensão de esgotar o assunto, aponto cinco tendências para essa nova era:

1) A capacidade do empreendedor de estabelecer parcerias com colaboradores, fornecedores e clientes. Por incrível que pareça percebo as pessoas voltando a valorizar a confiança, a ética e o respeito nas relações comerciais e pessoais. Cumprir o combinado, sistematicamente, terá mais valor que um contrato assinado.

2) Os pequenos negócios se agruparão em forma de caravana, (para se fortalecer) onde a cada parada ela se reabastece, equipa, dispensa, contrata e segue viagem num formato adaptado às necessidades do novo trecho que será percorrido. Essa parada será adequada a cada grupo de empresas, seja por semana, mês, semestre, ano…, cada grupo de afinidade praticará um intervalo de tempo específico.

3) Cada dia que passa nós entramos mais na era das rupturas, reais, planejadas e também das forçadas (fictícias). Saber diferenciá-las será decisivo. Novas tecnologias, novas experiências, exercerão uma pressão muito grande nas decisões. Transitar no “novo” mundo exigirá muita cautela e precisão. As mudanças necessárias ao negócio do seu vizinho podem não se aplicar ao seu. Estar preparado para fugir das verdades absolutas e dizer não a algumas propostas será vital.

4) O nível de tolerância com empresas que poluem, devastam, contamina o solo, descartam resíduos não tratados, contratam trabalhadores informais, utilizam mão de obra infantil e que não garantam seus produtos e serviços, será próximo de zero.

5) Transformar a realidade a sua volta, para melhor, será o grande desafio de uma empresa. Assim que ela deverá ser percebida: Responsável, simples e útil para a construção de um futuro melhor, em todos os sentidos.

Qual o prazo que o empreendedor tem para se adequar?

- Depende, o futuro pode ser a partir de amanhã para alguns e daqui a dez anos para outros.

O que realmente importa é que seja dado o primeiro passo na direção de aproveitar cada ação diária para construir uma identidade, uma estratégia de sucesso, é que esta possa se converter no grande diferencial da sua empresa para os clientes.

Adicionar comentário 20 de Junho de 2008 às 00:44 Sergio Oliveira

Um mundo de faz de conta

corpo - corpo
É incrível como o mundo corporativo real se transforma em reino da fantasia com extrema facilidade e as pessoas passam a assumir personagens e a interpretar papéis.

O roteiro geralmente é escrito pelo empresário, o cenário é o ambiente da empresa, os atores principais vão dos sócios até os principais executivos.

Alguns empregados atuam como atores coadjuvantes e a grande maioria são apenas figurantes. Estão de corpo presente, mas a alma está distante. Aliás, a alma sequer foi convidada para assistir os ensaios.

O espaço para brilhar não é franqueado a todos, comporte-se, figurante é figurante, ator principal é quem fica em evidência, nada de coadjuvante tentar roubar a cena.

Nas empresas de sucesso o empreendedor de fibra dispensa o dublê e assume de fato o seu papel, salta do carro em movimento, entra na frente da bala e dá a vida para salvar seu empreendimento. Isso é empolgante e todos vibram juntos, se sentem parte da construção de um filme com longas batalhas, que são vencidas uma a uma e quando percebem estão arriscando a sua vida também em cada cena filmada.

Assim são construídas as histórias que são coroadas com as grandes vitórias.

Quando me perguntam qual é a formula do sucesso sempre digo:

- “A fórmula de sucesso está sempre por ser construída, cada empresa tem a sua própria e terá que ser manipulada, o que você precisa é estar disposto a aprender como juntar os ingredientes que darão vida ao elixir da prosperidade.”

Adicionar comentário 9 de Junho de 2008 às 21:05 Sergio Oliveira

Eu faria diferente, e você?

equilibrista - equilibrista

Por que alguns gestores parecem perder a razão em determinados momentos e conduzem suas empresas guiados por uma fé cega, em direção ao abismo?

Todas as vezes que presencio tais situações, o primeiro pensamento que me vem à mente é: “Alguém vai se machucar!”.

A princípio, são sempre os mesmos, os empregados. Na busca dos culpados pelos erros o dedo sempre aponta para baixo. Demite-se alguns e depois de perceber que os problemas não foram solucionados, partem a procura de outras vítimas. Raras foram às vezes que vi o comandante maior assumir, de primeira mão, que ele faz parte do problema.

A legitimidade no comando é testada a cada momento, os empregados percebem se o gestor tem a condição de estar onde está ou é mais um pedra no caminho da sobrevivência e crescimento da empresa.

Seria mais fácil se o gestor maior estivesse disposto a escutar, com o canal de comunicação aberto para captar as contribuições e processá-las de forma séria. A questão é que, na mesma caixa onde são postados os elogios ao modelo atual de gestão, também são colocadas as críticas e propostas que divergem do direcionamento atual do comando da empresa. É aí que começa o problema.

A grande realidade é que são raros os chefes que gostam de ser contrariados, e mais raros ainda os que estimulam isso. A controvérsia é um poderoso combustível no estímulo da criatividade. Só que ela precisa ser, no mínimo, tolerada.

Imagine uma empresa onde todos pensam exatamente igual.
Na realidade essa empresa não existe, o que existe sim, são empregados que se moldam para agradar o chefe, são excelentes camaleões. A cada chefe novo um comportamento novo.

Esse é um veneno distribuído em conta gotas, com o tempo os empregados abandonam o que possuem de mais valioso, sua opinião própria, sua capacidade de criar e por fim, a dignidade. Limitam-se apenas a cumprir o papel que lhe foi determinado. É o começo do fim. O cemitério é de longe o lugar mais seguro.

A grandiosidade de um líder é medida pela busca incessante de pessoas que trabalhem na sua equipe e que tenham um pré-requisito básico, sem o qual não se qualificam para ocupar a vaga:

Ser mais competente que o próprio chefe, mesmo que seja pensando diferente dele!!!

Adicionar comentário 7 de Junho de 2008 às 19:41 Sergio Oliveira

Salvadores da pátria, Duendes, Gênios da Lâmpada e outros seres.

Genio da L  mpada - Genio da L  mpada
Fico muito assustado quando chego numa empresa e sou apresentado a um novo gestor contratado para “salvar a empresa”.

A recepção geralmente é assim:

- Passamos por alguns problemas internos e/ou de mercado e contratamos tal profissional para solucionar. A partir de agora a empresa entrará num novo ciclo e reverteremos os resultados negativos e blá, blá, blá, blá, blá……

Caro leitor, se realmente existisse um profissional que detivesse a fórmula mágica salvadora de empresa em dificuldade, quanto ele cobraria pelos serviços prestados?

Alguém vindo de fora poderá ter tal assertividade?
Na medida esperada?
No tempo necessário?
Como o orçamento disponível?
Será aceito pela equipe?
A transformação proposta será sólida?

Na realidade os resultados nada mais são que o produto final de uma conjugação de diversos fatores, que vão desde o comportamento do mercado (visão externa) a forma como o proprietário da empresa é percebido pelos seus empregados (visão interna).

Uma nova gestão poderá representar uma etapa importante no trajeto, mas nada trará de efeito se estiver desacompanhada dos exemplos necessários para se reestabelecer a crença de todos os parceiros no futuro da empresa.

Recordo-me sempre de um trecho do filme de Cristóvão Colombo que retrata a viagem na busca de uma rota marítima para o oriente, com o título “1942, A conquista do Paraíso”.

A tripulação, já descrente da possibilidade de estar na direção correta para encontrar terra firme, tinham no comandante Cristóvão Colombo a única figura capaz de salvá-los, já que era ele o responsável pela direção da Nau e das Caravelas.

Tal direção nada mais era do que o divisor entre a vida ou morte. Se estivessem no rumo certo encontrariam terra firme e estariam salvos, se a direção estivesse errada significaria o fim, não teriam mais água e nem alimentos para testar uma nova rota.

Nas pequenas empresas várias situações se assemelham a uma expedição rumo ao desconhecido. Os recursos são escassos e nem sempre as condições são favoráveis.

Caro empreendedor o melhor caminho é se preparar para gerir sua empresa, a viagem será emocionante e guardará diversas surpresas agradáveis e desagradáveis, a vida é assim. Caberá apenas a você tornar essa expedição o mais previsível possível.

Quem for por esta rota não precisa recorrer a santos milagreiros e muito menos acreditar em Duendes e Gênios da Lâmpada.

5 comentários 8 de Março de 2008 às 15:45 Sergio Oliveira

Pirataria e Plágio – dois lados da mesma moeda

O filme “Tropa de Elite” chegou às bancas da Rua 25 de Março em São Paulo muito antes de estrear nas telas do cinema, obteve um sucesso sem igual e passou a ser comentado por todos que compraram por R$ 5,00 a cópia ilegal e assitiram.

Tal fato provocou a antecipação da exibição do filme nos cinemas como forma de aproveitar a onda favorável e a expectativa criada a partir do ato de pirataria. Nas telinhas, sucesso absoluto e recorde de público.

Neste caso a pirataria provocou uma perda de receita aos produtores do filme, mas manteve os créditos da autoria. Eles não mudaram o nome do filme, muito menos disseram que foram eles que produziram.

Quando o assunto é a pirataria a grande discussão é que, se a roupa, CD, DVD, seja lá o que for, tivesse um preço justo não faria sentido econômico para o falsário copiá-la para vender, já que as pessoas prefeririam o original.

Outro ponto também é saber, por exemplo, no caso de quem comprou a cópia pirata do filme se eles freqüentam o cinema ou se tem o hábito (ou renda disponível) para comprar um DVD por algo em torno de R$ 45,00, preço médio no lançamento. Aí entramos na discussão do custo do acesso a cultura no Brasil, os livros são caros e uma entrada de cinema chega a custar R$ 25,00.

Em momento algum apoio a pirataria ou o plágio, ambos são crimes, são condenáveis e devem ser combatidos, mas a discussão é longa quando esses dois temas são abordados.

Falando do plágio, ele me entristece mais do que me preocupa. O plágio é a apropriação das idéias, criações artísticas, seja uma música ou um simples texto.

Para quem cópia e apresenta como sendo sua a criação de terceiros, da forma a um ato de pobreza intelectual e mediocridade, acima de qualquer coisa.

Quando descoberto e provado, para quem cópia, fica apenas o vexame de não ter a sua mente posicionada para a criação e sim para o furto da produção alheia.

Recentemente, um artigo escrito por mim, com o título de “Quanto vale a sua empresa“, foi literalmente copiado e colocado como de autoria do plagiador, num importante veículo de comunicação escrita. Como nada passa impune, foi identificado por acaso por um leitor do blog, que me enviou uma mensagem denunciando.

O que fiz? Escrevi este artigo. Não como desabafo e sim pelo prazer de escrever.

Para cada texto plagiado terei escrito pelo menos mais dez.

O artigo plageado, “Quanto vale a sua empresa” já foi lido por mais de 1100 pessoas e ocupa hoje a terceira colocação no GOOGLE, quando pesquisamos pelo titulo do mesmo.

Essa é a minha recompensa, saber que as pessoas tiveram acesso a um artigo sem pagar nada por isso e que ele está sendo útil para alguém.

Aliás, quando decidi iniciar o blog foi para escrever um pouco da experiência vivida na área empresarial, sem querer nada em troca, apenas compartilhar o pouco que aprendi.

A internet é uma poderosa ferramenta a serviço do conhecimento e ninguem conseguirá mudar essa trajetória.

Adicionar comentário 5 de Março de 2008 às 23:30 Sergio Oliveira

Jogos de Sedução

O poder seduz a quem ocupa o cargo e também atrai pessoas interessadas em se beneficiar dos que o detém, isso é regra geral desde a Grécia antiga.

Conheço vários casais que se conheceram como colegas de trabalho, se apaixonaram, constituíram famílias e vivem muito bem obrigado.

Posso também contar alguns casos onde o empreendedor confundiu a utilidade do seu negócio e o transformou numa ferramenta de busca de novas namoradas, sejam suas próprias empregadas, algumas já contratadas com segundas intenções, sejam suas clientes.

O final dessa segunda história nem preciso contar: Um desastre empresarial.

Aventuras amorosas tendo como ponto de partida o ambiente interno do seu negócio é um péssimo exemplo e poderá levá-lo para o buraco.

Arrisco até a dizer que, se praticado com muita freqüência passa a ser desvio de conduta e como tal se assemelha a doença, motivo pelo qual deve ser tratado por um especialista.

Não que eu não acredite que um relacionamento saudável possa existir entre o (a) empreendedor (a) e uma empregada, mas se isso acontecer o melhor a fazer e sua empregada pedir as contas e passar a condição de namorada oficial, podendo mais tarde retornar na condição de sócia, se o relacionamento virar casamento.

Mantê-la dentro da empresa, apenas na condição de namorada pode ser uma mensagem um tanto quanto confusa, não contribuirá em nada para o sucesso do seu negócio, é melhor evitar.

Adicionar comentário 3 de Março de 2008 às 22:34 Sergio Oliveira

Vale quanto gera

vale quanto gera - vale quanto gera

Teorias a parte, defendo a idéia de que o empregado deve levar parte dos lucros que ele ajudou a gerar para empresa. Como o empresário irá calcular a distribuição é uma simples questão matemática.

O que não pode acontecer é tentar enrolar no cálculo de forma que o lucro seja minimizado e o que sobrar ainda seja distribuído entre os que não ajudaram a criá-lo. É uma meritocracia as avessas que só desanima quem trabalha de verdade pela empresa.

Conto a vocês um caso real: Tenho um amigo que trabalha para uma grande corporação, no ano de 2007 coordenou um projeto que gerou uma receita líquida estimado em R$ 50 milhões de reais, ele levou como reconhecimento do sucesso do projeto um “ DIPLOMA” de participação que constará no seu currículo e será considerado nas promoções futuras.

- Excelente?
- Só para a empresa.

Ele ficou louco da vida!

Está na empresa a dez anos, ocupa um cargo interessante, porém a renda não é suficiente para manter o padrão mínimo de vida que seria o adequado considerando as responsabilidade que assume e as funções que desempenha.

Casado, pai de três filhos, já mudou de cidade/estado várias vezes por interesse da empresa, e com isso até hoje não tem casa para morar. Vive no aperto. Está insatisfeito com a empresa.

Estuda em 2008 algumas propostas de emprego e também analisa a possibilidade de iniciar o seu negócio próprio.

Tem procurado não se envolver mais em projetos que lhe custam horas-extras nem sempre remuneradas além de consumir os finais de semana. Tem se mantido calado na empresa e parou de contribuir com idéias, apesar de ainda ter várias que poderiam ser viáveis.

Voltando ao caso do projeto que rendeu R$ 50 milhões a empresa, se ele tivesse recebido um bônus de 1% da receita líquida gerada, teria levado para casa, além do salário anual em 2007, o valor de R$ 500.000,00. Daria para ele comprar um excelente apartamento em qualquer uma das capitais brasileiras e ainda guardar uma boa reserva financeira.

Se isso tivesse acontecido ao invés de planejar sua saída da empresa em 2008 estaria desenvolvendo um novo projeto que poderia torná-la maior ainda.

Quem perde com essa visão obtusa de remuneração as antigas?

Ambos, a empresa que desenvolve os talentos e os expele para o mercado e o empregado que acreditou nas propostas da empresa e se frustra ao ponto de se demitir.

2 comentários 17 de Fevereiro de 2008 às 21:38 Sergio Oliveira

Desculpe-me, não estou à venda!

porta de saida2 - porta de saida2
Conheço executivos de multinacionais que são extremamente competentes, gestores acima da média e que ano após ano tem contribuído sobremaneira para o crescimento das empresas para as quais trabalham.

Convivo também com executivos de empresas públicas que poderiam estar ocupando os postos mais qualificados em empresas globais.

Considerando que trabalham para empresas com propósitos diferentes e que os ambientes corporativos são opostos, o que eles teriam em comum?

Diria que são Gestores irreverentes, que, independente da corporação a qual estão vinculados, se prepararam para liderar e entenderam a essência do conceito de que lucratividade é essencial.

Esses profissionais estão à frente de projetos ousados e que foram confiados a eles pela competência instalada. Eles sabem formular estratégias, vender idéias, liderar equipes, gerenciar conflitos e o principal, buscar um resultado final que traga solução para o cliente e que seja fonte de lucros para a empresa.

São peças-chaves para a corporação, um exemplo vivo de entrega de corpo e alma, são apresentados como exemplo a ser seguido pelos demais empregados. No mercado de trabalho estão cotados a preço de ouro.

Toda essa massagem de ego para encobrir o óbvio: suas idéias e criações são apropriadas e escrituradas em nome da empresa empregadora, uma transferência formal de direito de criação e que nem sempre retorna ao criador sob forma de participação direta nos lucros gerados pela inovação.

Além de terem suas criações apropriadas ainda correm um risco que julgo ser maior, essa entrega total, o conjunto de competências desenvolvidas, acabam conduzindo tais profissionais a cargos importantes, que trazem consigo uma série de benefícios e mordomias, com as quais ele acaba se acostumando e abaixa a guarda, muitos chegam a perder a própria identidade, não são ninguém além de um cartão de visitas timbrado com a logo da sua religião: a empresa.

Bom ou ruim?

Bom se ele souber planejar sua carreira, vida pessoal, não gastar tudo o que ganha, poupar e desenvolver um plano “B” para quando quiser deixar a condição de empregado.

Ruim se o padrão de vida estabelecido consumir toda a renda, não sobrar nada para poupar e a vida social intensa não deixar espaço para a preparação de um plano “B”.

Às vezes me pergunto como seriam esses profissionais conduzindo as suas próprias empresas. O que seriam capazes de gerar de novas idéias, novos produtos e novos empregos.

Quem já trabalhou como empregado sabe, que, por mais espetacular que seja a empresa empregadora, sempre existirão situações com as quais você não concorda e que quase nada poderá fazer para mudar, situações que são fonte permanente de insatisfação e estresse e que você acaba “aceitando” por conveniência.

O emprego bem remunerado gera acomodação e afasta esses grandes talentos da atividade empreendedora, muitos preferem se intitular intra-empreendedores e vivem felizes com esse título, mas lá no intimo creio que por diversas vezes se sentiram tentados a ousar e começar um negócio próprio.

Sempre carreguei comigo o lema que é título desse artigo,
“DESCULPE-ME, NÃO ESTOU A VENDA!”. Necessito sempre de ter uma cópia da chave que abre a porta de saída, sem traumas.

Tudo tem um limite e quando o preço a ser pago for muito caro na sua escala de valores, não hesite, coloque em prática o seu plano “B”!

Adicionar comentário 15 de Fevereiro de 2008 às 23:43 Sergio Oliveira

O valor da experiência

diamante - diamante

Vitalidade e sabedoria nunca sobem juntas na mesma embarcação, principalmente se o destino almejado for a criação de um negócio de sucesso.

Quando a vitalidade está a bordo assume os remos e aplica toda a sua força, mesmo que a missão seja vencer grandes ondas, custe o que custar.

Já a sabedoria, quando está embarcada despreza o remo, pois, já usou bastante quando era jovem. Hoje prefere observar o sentido dos ventos e içar velas.

O veneno da vitalidade é a vaidade, por ter músculos vistosos chega a acreditar que ter força é ter poder e que a partir dela pode transformar o mundo.

O mérito da sabedoria é perceber que ela é apenas mais uma num conjunto composto por diversos elementos, que sua contribuição é importante, mas que o que vale realmente são as conquistas e o compartilhamento dos louros da vitória, ninguém tranforma o mundo sozinho.

A química a ser elaborada numa empreitada empreendedora é a simbiose da vitalidade com a sabedoria, cujo objetivo principal deva ser a busca do equilíbrio perfeito, que leva ao sucesso.

Posso afirmar que entendemos muito de vitalidade e pouco ou quase nada de sabedoria.

Sabedoria exige paciência, dar tempo ao tempo, plantar, regar e colher.

Uma definição simples de Sabedoria pode ser:

” O fruto da soma de pequenos momentos vividos, mais as experiências que marcaram durante toda a vida, que juntas se transformam numa preciosa bagagem, um verdadeiro diamante, que por se tornar valiosa demais, só faz sentido se for compartilhada.”

Identifique dentre as pessoas com as quais você convive as que tenham algo a contribuir para os seus propósitos.

Compartilhe, ensine e aprenda!

1 comentário 29 de Janeiro de 2008 às 23:04 Sergio Oliveira

O Empreendedor Monotarefa

Espiral Geologica - Espiral Geologica

Recentemente li um artigo com o título ” O Empreendedor Multitarefa”,onde o autor defendia a tese que diante da evolução atual dos negócios, da globalização, das novas tecnológias existentes e da extrema competição entre as empresas por maiores fatias de mercado surge a necessidade de um “Novo Empreendedor”.

Este ser deverá estar conectado 24 horas por dia, ser capaz de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, coordenar vários projetos simultâneos e só então estará pronta uma versão 2010 de um Empreendedor Competitivo, ou seja, o “Empreendedor Multitarefa”.

Confesso que o texto não me convenceu muito, pelo contrário, me causou um certo repúdio.

A descrição que ele fez mais parece um novo computador que comprei, esse sim, traz dentre as suas principais capacidades a de ser Multitarefa, responde aos comandos em frações de segundos, está sempre operante e não erra nunca, foi concebido para essa finalidade, e quando forem criados novos programas que ele não seja capaz de processar estará obsoleto e fatalmente será trocado.

Na minha opinião entramos nos últimos anos numa espiral negativa, onde o que está no ar é um forte apelo para vender novas e frágeis teorias, através de livros, cursos e palestras que só servem para nos confundir.

Que me desculpe o nosso nobre autor, mas quero continuar a ser um Empreendedor Monotarefa, realizar uma atividade de cada vez, me concentrar no meu negócio, quando uma pessoa vier conversar comigo estarei atento ao que ela disser, dirigir sem me preocupar os mail que apitam a todo instante no celular (mais essa!).

Enfim, uma versão inacabada de um Empreendedor, com todos os seus erros e acertos, porém, livre para decidir o que quer fazer com a sua vida, com seu negócio, sem ficar refém dessas cobranças descabidas de que tenho que ser o melhor a todo momento, seguindo padrões e regras nas quais não creio.

Em evolução? Sempre!

Em busca de novos conhecimentos? A todo instante!

Mas me reservando o direito de apertar a tecla OFF quando julgar necessário!

2 comentários 6 de Janeiro de 2008 às 21:02 Sergio Oliveira

Diga não a cultura do conformismo!

alvo - alvo

A realidade está a nossa frente com um único objetivo:

> A espera para ser transformada!

Veja a sua vida como uma subida, degrau a degrau, calculada, planejada, uma trajetória de sucesso.

Estar feliz com a sua situação atual, profissional, pessoal e financeira não significa que você tenha que abrir mão de seus sonhos, muito pelo contrário, as vitórias já conquistadas devem ser a plataforma de lançamento dos projetos seguintes.

Uma boa receita é concentrar-se naquilo que seja a sua prioridade principal, dentre todos os seus planos de futuro. Trabalhe num projeto de cada vez e alie-se as pessoas que compartilham da crença de que , se bem planejado podemos conquistar o que almejamos.

Afaste-se da cultura do conformismo e passe a ser discípulo de uma nova comunidade:

> Empreendedores que transformam as suas vidas, realizam seus sonhos e ajudam as pessoas que estão a sua volta a se desenvolverem também.

É uma grande comunidade voltada para o sucesso, para o bem, que assumem as responsabilidades e são os verdadeiros transformadores da realidade atual.

Como chegar até lá?

Essa descoberta é pessoal e intransferível, ela guarda diversos enigmas que terão que ser desvendados, uma única dica:

- a grande maioria das respostas estão dentro de você!

2 comentários 16 de Dezembro de 2007 às 21:44 Sergio Oliveira

Pontos Fortes e Pontos Fracos!

Já me cobrei mais pelas coisas que deixei de fazer e pelas oportunidades que não aproveitei.

Hoje tenho uma boa noção das minhas competências e incompetências, muitas vezes digo não por não querer me envolver com determinadas atividades, outras por ter a clareza de que não tenho condições de entregar a encomenda.

Me assustam os profissionais e empresas que topam tudo, se julgam bons em tudo. Eles se auto-intitulam soberanos.

Penso que, a cada um compete conhecer e reconhecer as suas fraquezas e isso não deixa de ser uma grande virtude.

Lutar para superá-las é decisão única, pessoal e intransferível. O combustível para chegar lá é determinação pura.

Confesso que tenho alguns pontos fracos que não pretendo superá-los, faz parte da minha composição química e da minha personalidade, tentar superá-las pode não ser o melhor caminho.

Em minha opinião, o empreendedor não deve se preocupar muito com todos os seus pontos fracos, deve sim eleger aqueles que o tornarão uma pessoa melhor e também os que, se melhorados contribuam para aumentar o sucesso da sua empresa. Os demais conviva com eles em harmonia.

O discurso do Ser Humano perfeito é pura hipocrisia. Ele só existe nos filmes do 007 e outros similares.

Aposte sim nos seus pontos fortes e da sua empresa, tente torná-los cada dia mais fortes, esses sim serão a sua marca registrada, são por eles que sua empresa será reconhecida e valorizada.

Ser empreendedor é trafegar por uma avenida que a todo momento se divide em dezenas de pequenas ruas, e a decisão de qual seguir deve ser rápida e precisa ( o que nem sempre é possível), o que irá te auxiliar nessas decisões são seus pontos fortes, eles farão toda a diferença!

1 comentário 30 de Novembro de 2007 às 17:39 Sergio Oliveira

A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem!

museu arte contempor niter - museu arte contempor niter
“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”.

Começo esse artigo com uma frase de ninguém menos do que Oscar Niemeyer, que foi citada quando lhe perguntaram sobre a criação de Brasília.

Ele realizou obras incríveis no brasil e mundo afora, Deixará um legado na arquitetura que encantará gerações futuras.

No próximo dia 15 de dezembro ele completará 100 anos, lúcido e ainda na ativa. Tem seis obras em construção e vários projetos em desenvolvimento que serão implantados até 2008 (alguns exemplos):

- Centro cultural e de esportes em Recife/PE, na praia de Boa Viagem, numa área de 33 mil m².
- Parque Aquático em Potsdan-Alemanha, com 21 m², já em construção.
- Auditório em Ravelo – Itália, com vista para o Mediterrâneo.
- Complexo Cultural em Aviles – Espanha, uma obra de revitalização de uma área industrial

Creio que o sonho e a vontade de realizar sejam o seu maior combustível para ultrapassar essa idade histórica com tanta energia e dedicação.

O sonho sem a realização é estático, congelante, paralizante.

E a vida?

- Ela passa meu amigo! Essa é a única que não fica parada, por isso precisamos unir esses dois extremos, sonhos + capacidade de realização e seguir em frente, isso Niemeyer faz com maestria.

As vezes me pergunto qual é a mola propulsora da realização, e quanto mais vivo, mais me convenço que é a necessidade a principal delas. A necessidade quer seja básica, como alimentar-se ou mesmo ter renda para sustentar uma família que passa a depender de você.

Oscar Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro, em 15/12/1907, só concluiu o ensino secundário aos 21 anos, não se preocupava muito com a vida, gostava da boemia, até que conheceu Anitta Baldo, com quem se casou. Após o casamento sentiu a necessidade de ter mais responsabilidade, pois havia constituído uma família.

A partir de então começa a trabalhar na oficina tipográfica do pai e passa a cursar a Escola Nacional de Belas Artes, forma-se como Engenheiro Arquiteto e a partir daí começa a trajetória que está amplamente registrada pela história.

Nesta semana a consultoria global Synectis divulgou resultado de uma pesquisa que elegeu os “ 100 Maiores Gênios Vivos” e Niemeyer ficou em nono lugar, numa lista que incluiu celebridades como Bill Gates, Dalai Lama, Steven Spielberg, Nelson Mandela e Tim Berners-Lee (criador da internet), dentre outros.

De acordo com a Consultoria ele foi escolhido por ser considerado um dos nomes mais importantes da arquitetura moderna internacional.

Sua ousadia em projetar obras onde o concreto armado tem, além da função de sustentação a expressão da beleza através de curvas sensuais que transformam suas criações em obras de arte.

Oscar Niemeyer foi informado que tinha sido eleito um dos 100 Maiores Gênios Vivos pela reportagem do jornal O Estado de São Paulo, ao saber, escutou os motivos da escolha e quando questionado como se sentia ele respondeu:

“Eu me sinto como outro ser humano qualquer, que trabalha, vive e que vai embora daqui a pouco.”

Quando o espírito empreendedor corre nas veias o prazer da realização é a maior recompensa e acaba sobrando pouco espaço para as vaidades. Niemeyer é um exemplo vivo disso.

Adicionar comentário 2 de Novembro de 2007 às 19:58 Sergio Oliveira

Responsabilidade Social - a bola da vez!

sustentabilidade - sustentabilidade
Se todas as empresas que afirmam, atualmente, que tem ações voltadas para a sustentabilidade, seja social ou da natureza, estiverem dizendo a verdade, boa parte dos problemas do mundo estão próximos de serem solucionados.

Responsabilidade social agora é assunto tratado na Diretoria de Marketing, as ações passaram a ser elaboradas sob a ótica de exposição na mídia, e também com a finalidade de tornar o balanço Social mais vistoso e que demonstre que a empresa realmente se preocupa com as pessoas e com o meio ambiente, (esse é o perigo).

Ações sociais e de preservação sob esse ponto de vista também contribuem, mas perdem a sua essência, pois, são tratadas como “meio” para se obter reconhecimento do mercado e não como “fim” de transformar efetivamente a realidade das comunidades locais (próximas as fábricas/na cidade) ou a preservação verdadeira da natureza.

Condeno práticas assim, esse novo modelo chamo de “SUSTENTABILIDADE DE FACHADA”, são ações conduzidas por indivíduos que, a última preocupação que tem é com a preservação ou com melhoria da condição de vida das pessoas.

Lucro e responsabilidade (no seu sentido mais amplo) caminham de mãos dadas. O crescimento da empresa sem a devida prática da responsabilidade que lhe compete, é omissão, negligência e tem um efeito danoso para toda comunidade.

Isso vale a mais de 100 anos, e só agora passa a ser debatido, mas no meu entendimento com um enfoque oportunista.

Responsabilidade social pode ser, a princípio, assinar a carteira de todos os seus empregados pelo valor do salário real ( melhora a condição de vida das famílias), separando o lixo da sua empresa (diminui o impacto causado no meio ambiente) e de preferência sem fazer proganda disso.

Praticar responsabilidade social é mais simples do que muitos imaginam, Comece certo!!

Adicionar comentário 30 de Outubro de 2007 às 08:00 Sergio Oliveira

Um dos pilares do sucesso

pilares1 - pilares1
É comum as pessoas confundirem sucesso com conquista de status.

Um empresário de extremo sucesso não necessariamente tem que estar nos eventos mais badalados da cidade e muito menos nas colunas sociais.

A decisão de participar desse “seleto grupo de pessoas muito importantes - VIP” é única e exclusiva do empreendedor.

Alguns tem a necessidade, para consumo próprio, de serem tratados como VIP. Isso acontece quando o ego se torna maior do que o Ser Humano.

A busca pelo status assume uma condição quase existencial e passa a ser alimento obrigatório para a sobrevivência de uma imagem forjada e que , na cabeça dele precisa ser trabalhada, melhorada e mantida pelo máximo de tempo possível, ideal seria que fosse eterno, como nas famílias reais.

Mas, como nada é eterno, se uma dia, por acaso, a empresa passar por dificuldades e ela não mais puder sustentar esses caprichos pessoais, o trajeto de volta dessa escalada artificial é muito doloroso, pois, o nosso nobre empreendedor de sangue azul irá perceber que ele é simplesmente de carne e osso como os demais mortais e que também está sujeito a crises.

Muitas famílias/empresas construídas sobre bases artificiais se dizimam quando passam por crises mais fortes.

O sucesso tem o poder de afastar as pessoas dos seus valores, a ponto de se tornarem irreconhecíveis.

Sou um grande admirador de empreendedores de sucesso, que independente da fortuna que conquistaram preservam e mantém firmes seus princípios e valores. E vão mais longe, pregam isso como uma prática saudável em suas empresas, o que pode ser um dos pilares do sucesso outrora conquistado e mantido!

4 comentários 4 de Outubro de 2007 às 23:17 Sergio Oliveira

O tempo que escoa pelas mãos…

aproveitar o tempo - aproveitar o tempo

“…finalmente, constrangidos pela fatalidade, sentimos que a vida já passou por nós sem que tivessemos percebido.”
Sêneca, A Brevidade da Vida, (7 a.C. - 65 d.C.)

Tenho dedicado um bom tempo para entender como aproveitar melhor esse tal de “tempo”.

É um exercício diário, parece que tudo que está a nossa volta conspira para que você saia dos trilhos e não consiga cumprir aquilo que planejou.

A analogia que mais gosto quando reflito sobre o tempo é a de uma torneira pingando.

De gota em gota perde-se meio milhão de litros de água em 30 anos.

O que isso tem a ver com a sua vida?

Conheço pessoas que tem muitos planos, mas não conseguem se organizar, são reféns da eterna “falta de tempo”, estão sempre “atrasados”, a vida está sempre “corrida demais” para pensar em parar para ordenar, que seja a respiração, que já o livraria de um infarto.

Ter o tempo ao seu favor é a grande sacada, isso hoje é sinônimo de riqueza e luxo.

As pessoas se tornaram prisioneiras nos próprios castelos, sempre querem mais, sem saber para que, estão fixadas em comprar, ter, possuir….

Vou no caminho inverso, defini o que realmente importa para mim, elegi as minhas prioridades, calculei o quanto preciso para viver dentro do meu conceito de qualidade de vida, tomei as decisões e respondo por elas.

Descobri que o prazer está nas pequenas coisas, como sentar a noite para contar histórias para meus filhos ou simplesmente deitar numa rede e sentir a brisa.

Cada um dá valor naquilo que representa as suas verdades, fiz do meu discurso a prática, e a cada dia sinto a leveza de poder decidir o meu destino.

Hoje tenho o tempo a meu favor!

1 comentário 7 de Setembro de 2007 às 00:05 Sergio Oliveira

Reuniões, se puder escolher, fuja delas!

BancoCanaju - BancoCanaju
Passei essa semana consumido por reuniões de negócios, ócios do ofício.

Se me perguntares se gosto de reuniões, digo que não!

Gosto de conhecer pessoas interessantes, com histórias de vida. Não necessáriamente isso precisa ser em salas de reuniões. Pode ser num banco de praça onde possamos desfrutar da sombra de uma árvore, saboreando um delicioso sorvete ou suco de frutas.

Tenho um necessidade vital de arejar meu cérebro, quer me enlouquecer e fechar numa sala e ficar falando, falando, falando,…. esse é o pior modelo que já inventaram, principalmente se o objetivo for a busca de soluções.

Por que não fazer diferente?

- Há, por que sempre foi feito assim!

Isso para mim não é resposta, sinto muito, vivo noutra freqüência.

Aliás, quero viver 100 anos, como Oscar Niemeyer, uma história de trabalho regada a muita paixão pelo que faz.

Intrigante, ele tem como o seu lema a afirmação: ” A vida é mais importante do que a arquitetura” . (Imaginem se ele tivesse priorizado a arquitetura….)

- Qual é o real significado dessa frase?

Não sei, mas olhando a sua trajetoria de vida e obra, cada um pode tirar suas próprias conclusões.

As minhas opções já fiz, quero mergulhar nas atividades que me dão prazer, sem que tenha que abrir mão da vida, ela sim é mais importante, é a fonte de toda a inspiração.

Neste momento vivo a fase de transição e você?

Adicionar comentário 1 de Setembro de 2007 às 09:49 Sergio Oliveira

Sapatos novos, Erros antigos

nau a deriva - nau a deriva

No final de semana passado fui comprar sapatos novos.

Há aproximadamente seis anos passei a usar os sapatos da marca Opananken, anti-stress. Eles oferecem um conforto a mais e não agridem os meus pés. Uma grande sacada. Souberam combinar conforto com estilo.

Ocorre que nem todas as lojas têm sapatos dessa marca e quando encontro não ofertam todos os modelos, visitei algumas e numa delas encontrei a linha completa.

Ao chegar, fui atendido de imediato, a vendedora ágil, impressionou pela cortesia. Sem titubear desceu mais de dez caixas de sapato, apresentou todos os novos modelos disponíveis.

Escolhi, agradeci e fui ao caixa para pagar. Foi nesse momento que percebi que aquele atendimento prestado era uma atitude isolada da vendedora e não fazia parte da cultura da empresa.

Como a loja estava vazia, dois outros vendedores, ociosos, ao lado do caixa travavam o seguinte diálogo:

Vend. 1 : Preciso arrumar um novo emprego, esse aqui não dá mais, tá todo mundo insatisfeito, o clima tá horrível…

Vend.2 : Estamos na pior, mas o chefe está cada dia melhor, viu o carro novo dele…

Vend. 1 : São as gotas do nosso suor que sustentam esse e os outros luxos…

Paguei, fui embora, mas a prosa continuou e pelo jeito deve ter ido longe.

Quando vejo casos assim, me recordo de empresas que conheci e que não existem mais, quebraram, vítimas da falta de sincronismo entre toda a equipe e a ausência de direcionamento, de comando, um ambiente favorável para se multiplicar comportamentos dessa natureza.

Empregados criticando a empresa e a sua gestão é algo que deve receber a máxima atenção.

Verifique se estão claras, as diretrizes , a política de preços, de qualidade, de atendimento, de gestão de pessoas, de remuneração e como tem sido a liberdade para participar e apresentar sugestões que contribuam com o crescimento da empresa.

Feito essa checagem, avalie o comportamento do empregado que critica a empresa, sob dois aspectos:

a) Se for um caso isolado – o empregado deve receber uma advertência e ser orientado a proceder da forma correta, que é manifestar a sua insatisfação com relação a empresa perante os demais membros do grupo, em momento apropriado para isso (reuniões de trabalho), apresentando em seguida sugestões de melhoria para aquilo que se propôs a criticar. Se reincidir o melhor a fazer é substituí-lo, até como forma de demonstrar que a empresa tem regras de boa conduta que devem ser seguidas.

b) Se for um comportamento generalizado - Fique preocupado. A sua empresa pode estar correndo sérios riscos. Comece avaliando o grau de transparência que você tem com relação a gestão da sua equipe. Revisite todos os pontos fundamentais do seu modelo de gestão, elimine os excessos (como atos de autoritarismo) e termine o ciclo avaliando se a remuneração que você paga para sua equipe está na média do mercado.

Já está provado que a remuneração não é o principal fator que retém talentos numa empresa, o ambiente de trabalho pesa bastante na decisão de permanecer ou não no time. Ninguém quer dedicar as preciosas horas da sua vida profissional numa empresa que mais parece uma “Nau a deriva”.

5 comentários 26 de Maio de 2007 às 19:11 Sergio Oliveira

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