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Quem quer ser um visionário?

quem quer ser um milionario - quem quer ser um milionario

O que é realmente um visionário? Alguém que enxerga a frente do seu tempo? Aquele consegue ver o que poucos vêem? Um superdotado? Um ser abençoado pelos deuses empresariais?

Fique a vontade para classificar da forma que você entender que seja a melhor. Em gestão de negócios todas as perguntas possuem múltiplas respostas. Várias são as interpretações e os caminhos que temos para chegar ao mesmo entendimento.

Se o visionário para você é aquele que tem todas as respostas uma boa pedida é assistir o filme “Quem quer ser um milionário”, um dos melhores filmes de entretenimento dos últimos tempos.

No longa metragem o personagem Jamal Malik, nascido numa favela de Mumbai na Índia, participa de um programa de auditório, bem no estilo Sílvio Santos, onde as perguntas sobre cultura geral são realizadas e as respostas certas vão aumentando o valor do prêmio em dinheiro, que pode chegar a 20 milhões de rupias.

Bem próximo do final da competição Jamal é preso pela polícia, com suspeita de que está fraudando o programa, pois, no entendimento deles seria impossível que alguém conseguisse responder todas aquelas perguntas tão específicas.

Como forma de provar a inocência ele relata a sua história de vida e consegue convencer de que as respostas que ele havia acertado, até aquele momento nada mais eram do que experiências de vida que marcaram sua memória.

Voltando ao visionário, acredito muito nessa hipótese de que a experiência de vida, vivida ou estudada em profundidade deixa marcas no subconsciente.

Esse acumulado de experiências, conhecimentos adquiridos neste misto de vida real e estudos dos mais diversos temas transformam as pessoas e lhes dão a sabedoria de interpretar fatos e acontecimentos, permitindo decidir de forma segura, mas nunca infalível.

3 comentários 29 de Janeiro de 2010 às 08:20 Sergio Oliveira

Quando a persistência faz a diferença

O mundo empresarial se divide entre os que comandam e os comandados, em termos salariais as diferenças, no Brasil, chegam a 40 vezes, isto é, se um trabalhador na base da pirâmide recebe R$ 1.000,00 por mês o seu vice-presidente receberá em torno de R$ 40.000,00.

Considerando o nível de qualificação dos que comandam e dos comandados, a trilha do conhecimento que os separam vem se encurtando ao longo do tempo. Nunca houve tanta facilidade para estudar, seja presencial ou à distância. Isso é uma boa notícia para todos e principalmente para as empresas que prezam seus talentos.

Os comandados já perceberam que, se no seu planejamento da carreira o objetivo for atingir o topo da pirâmide salarial, além de ter o melhor desempenho individual eles terão que investir em qualificação e buscar o aprendizado de forma continua, seja através de cursos de curta duração, graduação, mestrado ou doutorado, neste ponto eles estão fazendo bem o dever de casa.

Por outro lado, os comandantes atentos tem apoiado seus comandados na busca de novos conhecimentos e competências, através de incentivos financeiros e disponibilização de cursos “in company”.

Quando o eixo da gestão da empresa gira em torno da busca do conhecimento como uma vantagem competitiva, comandantes ascendem a líderes e comandados passam a almejar um posto de liderança, caminho natural para aqueles que adquirem conteúdo e conhecimentos de qualidade e já comandam o seu próprio destino profissional.

Convencer cada empregado a liderar sua carreira é um passo importante para que ele se integre ao grupo, seja respeitado por suas próprias opiniões e tenha interesse em compor uma equipe com objetivos comuns.

Os ganhos são em escala, a empresa cresce, o profissional ascende profissional e socialmente e com isso tem melhores condições de educar seus filhos, que por sua vez integrarão o mercado de trabalho em condições melhores que seu pai e a evolução da nossa sociedade agradece.

8 comentários 12 de Novembro de 2009 às 07:42 Sergio Oliveira

O sonho é empreendedor por natureza

sonho - sonho

No mês de setembro de 2009 comemoramos o aniversário de 70 anos da morte de Freud, o pai da psicanálise, um grande cientista, escritor e médico, cuja produção cientifica é tida como um dos marcos do século XX, pelo alcance e influência que exerceu, bem como pelo ineditismo das suas idéias.

Foi Freud, através da sua obra mais conhecida “A interpretação dos Sonhos” que provou que boa parte das respostas que procuramos, podem ser encontradas durante o repouso da mente, o que favorece a associação do pensamento e permite elaborações de idéias nunca antes pensadas, que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.

Ele foi o defensor de que o ser humano é a soma das suas experiências de vida, desde a infância, uma bagagem única e que influencia diretamente no comportamento individual.

Um exemplo de associação de idéias e a transformação disso em realidade é a experiência vivida pelo músico Renato Russo, o líder da banda Legião Urbana, que entre os 15 e 17 anos, lutou contra uma doença rara, que o obrigou a viver entre a cama e a cadeira de rodas, foi quando teve a idéia de montar uma banda de rock, o que mais tarde viria a ser a “Legião Urbana”, no molde sonhado, que acabou se transformou num marco do rock nacional.

Analisando sob essa ótica, muitas pessoas conseguem identificar sonhos de outrora que se converteram em realidade, por mais simples que sejam foram rascunhados durante o sono e levados a sério como uma meta pessoal, por isso acabaram acontecendo.

Essa interconexão entre o sonho e a realidade é que tem o poder de criar coisas mágicas, além de permitir ao ser humano o encontro do equilíbrio físico-mental, fundamental para que ele siga em sua jornada.

Sonhar é preciso sempre, imagine se todas as pessoas do mundo estivessem conformadas com suas condições de vida, provavelmente ainda estaríamos na idade da pedra.

É o inconformismo que levou o homem a desafiar a si próprio e a tudo que está ao seu redor. Invenções como a escrita, avião, telefone, computador e o mapeamento do DNA humano, dentre milhares de outras, são frutos desse comportamento.

Quando pensamos que tudo que poderia ser inventado já está entre nós, somos novamente surpreendidos por mentes brilhantes que nos apresentam novas descobertas e mudam para sempre as nossas vidas.

Pensando bem, o que é uma idéia? Onde ela começa e onde ela termina? Pode ser um projeto, um plano, uma invenção, uma concepção, uma criação ou simplesmente o fruto de um sonho?

Inspirado no poeta Fernando Pessoa, para quem navegar é preciso, viver não é preciso, pode se afirmar que sonhar é fundamental, quer dormindo, quer acordado, isso traz conforto imediato, equilíbrio e paz a alma humana e principalmente a empreendedora.

3 comentários 7 de Outubro de 2009 às 00:02 Sergio Oliveira

Geração Y, Geração Canguru ou Geração em Crise?

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Nunca houve tantos conceitos para explicar o comportamento dos nossos jovens atuais, pode ser Geração Canguru - que são aqueles que preferem permanecer na casa dos pais mesmo tendo independência financeira; Geração Y - como são intitulados os jovens com alto nível de formação, decididos e senhores do seu destino ou mesmo Geração em crise, que são os jovens entre 25 e 30 anos que apesar de toda a preparação que tiveram não conseguem decidir o que fazer da vida.

Independente de qual seja a classificação, para que a abordagem fique completa precisamos incluir nela os nossos Jovens Excluídos – pertencentes às classes C, D e E, cujo aprendizado e formação se deram em escolas públicas, geralmente no período noturno, orientados por professores mal remunerados e em meio a traficantes e bandidos que fazem destas uma fonte de recrutamento de novos soldados.

Falar dos jovens que compõe as classe A e B tem algo de poético, pois, a indecisão vem do excesso em tudo que os cerca, seja computadores, celulares, I Pod, vídeo game, TV de LCD e quartos que mais parecem ilhas tecnológicas.

Criado entre muros de condomínios e corredores de Shopping, vigiado 24 horas por dia, resta muito pouco sobre o que decidir, assim eles crescem e tornam-se……quase nada.

A capa da revista Veja, de 18/02/09, trouxe o seguinte título: “ELES É QUE MANDAM”, a reportagem abordava o comportamento do adolescente de hoje e apresentou o resultado de uma pesquisa do Instituto INVENT na qual estimou-se que um adolescente da classe A, dos 13 aos 19 anos custa aos pais a nada desprezível quantia de R$ 727.000,00, considerando todos os gastos desde alimentação, roupas, escola aos mimos tecnológicos.

Suas vidas não conhecem a palavra desafio nem dificuldades. Tem a impressão ou pior, a certeza que o mundo esperava o nascimento deles.

Já os “Jovens Excluídos”, quase ninguém gosta de falar sobre eles, às vezes são lembrados por programas de jornalismo sensacionalista, focados mais no drama do que nas soluções que poderíamos apresentar para aqueles que representam mais de 85% do total dos nossos jovens.

Os nascidos nas classes C, D e E continuam nas mesmas condições de abandono de décadas atrás, trabalho forçado desde a infância e situação precária de ensino, na última década pouco se fez para melhorar as condições de aprendizado e oportunidade do jovem de baixa renda.

O sentimento que tenho é que estamos criando no nosso país um vácuo que será sentido nas próximas décadas, um período onde teremos ausência de talentos, sejam nas artes, política ou negócios.

Dos jovens excluídos, que são a grande maioria, pouco se pode esperar, até por que quase nada foi investido na formação dos mesmos, os raros que sobressaírem serão fruto de muito esforço próprio e não de um planejamento e apoio na formação desses valores.

Empreender o próprio destino seria o mínimo desejável para os nossos jovens nascidos em famílias que puderam proporcionar uma correta formação de personalidade seguindo princípios éticos e também uma formação educacional de qualidade, mas o que observamos em alguns casos são jovens sem rumo e sem direção. Tiveram tudo do bom e do melhor e pouco terão como contribuir para a evolução da nossa sociedade, cresceram sem um propósito firme.

Esta aí uma boa equação para ser resolvida, desviar o foco do quanto custa para o quanto conseguimos incentivar os nossos jovens, independente da classe social e se o pai investiu zero ou um milhão de reais na sua formação, pouco importa, temos que identificar o melhor de cada um deles.

Não se trata de um paralelo entre ricos e pobres, e sim de como e quanto estamos produzindo novos talentos e quais as oportunidades são oferecidas a eles para que se tornem produtivos.

Quando falamos em geração de talentos, independente da classe social, os Estados Unidos é um excelente exemplo, considerado a Meca do empreendedorismo, saíram de lá gênios das mais variadas espécies, dois em especial participaram da revolução do mundo moderno:

Bill Gates nasceu em família rica, estudou em Harvard, fundou a Microsoft, criou o Windows, o pacote Oficce e revolucionou a informática.
Já Steve Jobs, foi oferecido à adoção com uma semana de vida, seus pais não queriam o filho, foi adotado e criado por um casal de operários, segundo declarações do próprio Jobs, ele por pouco não virou delinqüente, sendo seduzido pelos mistérios da eletrônica, sua vida tomou novos rumos. Fundadou a Aplle, criou o Aplle II o Mac (computadores), Ipod, Itunes e de quebra os estúdios Pixar que engoliu a Disney Filmes.

São dois exemplos vivos, de jovens americanos de outrora que revolucionaram a informática, a tecnologia da informação, o celular, a forma como escutamos música, assistimos filmes infantis e outras novidades que ainda esperamos ser surpreendido por eles.

E por aqui, em terras brasileiras, em que estágio estamos na formação e geração de novos talentos?

A discussão está aberta!

1 comentário 21 de Maio de 2009 às 22:46 Sergio Oliveira

Entre o Empreendedorismo e o Emprego!

profissoes - profissoes

A poucos dias conversava com um grupo de estudantes que estão no último ano do ensino médio e se preparam para o vestibular, o papo era sobre a importante decisão ao escolher qual caminho seguir na escalada profissional, muitas dúvidas, poucas respostas concretas, quase nenhuma certeza.

Num determinado momento surgiram às seguintes perguntas:

- O que aprendi até agora e o que aprenderei na universidade servirá para que?
- Onde poderá me levar?
- Quais serão os limites?

Minutos de reflexão….

Realmente o que se aprende hoje nas escolas tem cheiro de mofo, pouco servirá para o futuro desses estudantes, principalmente se eles estiverem sendo condicionado a decorar para conseguir uma boa colocação no vestibular (sorte que o nosso iluminado ministro da educação propôs, recentemente, mudanças neste arcaico modelo de seleção).

Todas essas dúvidas estão dentro de um mesmo contexto e o esclarecimento delas seria como abrir uma cortina e desvendar uma nova paisagem para olhos que procuram um novo mundo.

Falamos também sobre as alternativas do empreendedorismo e como se prepararem para ele durante um curso na universidade.

Emprego ou empreendedorismo, qual caminho seguir ao se formar?

Quando analisamos a pesquisa divulgada este ano pelo IPEA, sobre a taxa de desemprego entre os jovens no Brasil, identificamos que ela foi de 19% em 2005. Os jovens entre 17 e 24 anos representam 46,6% do total de desempregados do país e esse índice tem subido ano a ano. O cenário não é nada animador.

Fica a pergunta: vale a pena preparar os nossos jovens apenas para o emprego?

Acredito que não, precisamos urgentemente de vias alternativas que abram a mente desses jovens e desvendem um mundo além do emprego tradicional.

Segundo trecho do artigo divulgado no site do educador Gilberto Demenstein, “Surgem rapidamente novas profissões ou novas habilidades em velhas profissões. A FIA (Fundação Instituto de Administração), ligada à USP, fez um levantamento com especialistas sobre as atividades do futuro. Nenhuma delas tem cursos específicos nas universidades; seus conhecimentos estão espalhados. Isso significa a necessidade de uma visão multidisciplinar. Uma das profissões, segundo a FIA, é “gerente de ecorrelações”.

Se a preferência será por novos cursos que ainda nem foram regulamentados e preparamos os nossos jovens para os cursos tradicionais, ensinando-os a decorar, o que podemos esperar de espírito criativo, inovação e ousadia?

Quem tem filhos no ensino médio sabe do que estou falando, temos no nosso país um imenso vácuo onde habitam a dúvida, a incerteza e também a falta de iniciativa daqueles que são os responsáveis por pavimentar esses caminhos.

Nossas escolas e universidades ainda estão presas em grades curriculares que cumprem o necessário, baseadas no século passado e formando profissionais indecisos e sem direção.

Falar em empreendedorismo significa falar em formação de base, temos que começar lá no ensino fundamental, passar pelo ensino médio e chegar à universidade com o propósito de formar empreendedores, independente do curso que irão se graduar, aplicar conceitos básicos do empreendedorismo como ciência.

Hoje o empreendedorismo ainda é tratado como uma alternativa ao desemprego quando imagino que deveria ser uma alternativa antes do emprego, principalmente para aqueles que têm condições educacionais e financeiras para partir de imediato para essa alternativa.

O emprego sempre será a ocupação profissional da grande parcela dos trabalhadores, porém, não deveria ser a única, desenvolver alternativas além do emprego é fundamental para manter a mente viva e a nossa sociedade em evolução.

Tratar empreendedores de sucesso como heróis de gerra não é a melhor opção, precisamos mirar nos melhores e aprender com eles, neste quesito os americanos dão aula, apesar da imensa crise em que estão metidos a confiança no empreendedorismo permanece inalterada, esse é o caminho. O que faltou nos EUA e na europa foi regulamentação e ética, basta corrigir.

Precisamos de profissionais inconformados com a manutenção das coisas como elas são, pessoas conectadas na busca do novo, de novos processos, de empresas mais produtivas, da solução de problemas básicos como racionalizar os recursos naturais existentes, aproveitar os milhares de toneladas de lixos que geramos diariamente, novas soluções de moradia para a população de baixa renda, alternativas de transportes para uma população crescente, dentre tantos outros problemas que escondem oportunidades maravilhosas.

O novo mundo será habitado pelos empreendedores, os empregados apenas manterão o estado das coisas, como já fazem hoje.

4 comentários 10 de Abril de 2009 às 01:54 Sergio Oliveira

Os riscos do excesso de confiança II

Imagine dois trabalhadores, um operário que recebia salário médio mensal de R$ 1.000,00 e um Diretor que era remunerado mensalmente por algo em torno de R$ 30.000,00.

Considere que os dois estavam na empresa a 10 anos, que foram surpreendidos com a demissão do emprego e que terão no dia do acerto os seguintes direitos:

- Saldo da conta do fundo de garantia – FGTS (8% ao mês sobre o salário base)

- Multa de 40% sobre o saldo do FGTS pela demissão sem justa causa.

- Proporcional de férias e 13º salário, (que dentre outras indenizações poderá chegar até três salários)

Feita as contas, no acerto final o operário levará para casa algo próximo de R$ 19.800,00 e o diretor receberá um polpudo cheque estimado de R$ 594.000,00.

Sabendo que a partir do acerto os dois estarão desempregados, e analisando os valores recebidos é notório que o operário saiu em desvantagem, porém, divida o valor recebido pelo diretor pelo valor recebido pelo operário e verá que a diferença será de 30 vezes, a mesma que existia entre o salário mensal dos dois, confira:

- R$ 30 mil divido por R$ 1 mil, da um multiplicador de 30 vezes, o mesmo resultado de R$ 594 mil divido por R$ 19,8 mil, a conta é matemática.

Se do ponto de vista financeiro o diretor leva vantagem, do ponto de vista do comportamento após a demissão, nem sempre.

Um operário com salário de R$ 1 mil mensal, está acostumado a levar uma vida regrada e a enfrentar situações difíceis. Faz parte do seu cotidiano.

Já o diretor demitido terá grandes dificuldades para reduzir seu padrão de vida, perderá o carro, o motorista, o cartão corporativo, deixará o terno e a gravata de lado e se isso estiver incorporado a sua identidade ele certamente entrará em parafuso.

É neste contexto conturbado que decisões importantes serão tomadas.

A primeira e a mais natural é sair imediatamente em busca de um novo emprego, se possível com o mesmo salário, ocorre que isso nem sempre se confirma e com o passar dos meses o profissional acaba tendo a sua autoconfiança minada.

Traçar um plano para garantir renda é fundamental.

O risco é demorar muito para agir e com isso consumir as reservas financeiras sem que a alternativa de renda tenha sido construída.

Para o operário iniciar um negócio com aproximadamente R$ 20 mil não será nada fácil, principalmente se ele não tinha planos de trilhar esse caminho. persistir na busca de um novo emprego poderá ser a melhor alternativa.

Se ele pensa em um dia ter o seu negócio próprio deverá fazer uma poupança em longo prazo, a fim de economizar o valor necessário para o negócio escolhido e também reservar uma valor para a despesa mensal até a empresa entrar na fase dos lucros que permitam uma retirada mensal a título de pró-labore.

Pensando no Diretor, a sua vantagem financeira será apenas aparente e ela só se transformará em vantagem real se ele for muito austero com os gastos na fase das vacas magras.

A idéia do negócio próprio para o Diretor é mais real, pois, o que ele tem de recursos financeiros provenientes do acerto daria para abrir uma boa empresa e ainda manter uma reserva financeira para os gastos da família por pelo menos o primeiro ano de vida do negócio.

Se as possibilidades para o Diretor são maiores, desde a experiência gerencial até a vantagem financeira, conseguir descer do pedestal e abrir mão do status será o seu maior desafio.

Interessante observar que quando se tem a vantagem financeira e a condição básica gerencial falta à coragem para abrir mão do conforto e partir para a luta.

Quando a garra e a coragem são os principais atributos falta à experiência gerencial e os recursos financeiros.

Esse é o grande dilema dos profissionais demitidos quando passam a pensar no negócio próprio como uma alternativa real de geração de renda, qualquer que seja a posição que ele ocupasse, de operário a diretor, a falta que fará a estruturação de alternativas ao emprego será imensa, mas como a necessidade faz a hora, de alguma forma eles terão que tirar o atraso e se qualificarem, se a escolha for pelo empreendedorismo.

1 comentário 28 de Março de 2009 às 00:48 Sergio Oliveira

Olhando por dentro das oportunidades

As dificuldades pelas quais passam as empresas neste momento são uma prova de fogo e um verdadeiro teste de resistência.

Ocorre que, se investigado mais a fundo encontraremos empresas vitoriosas, que contrataram bastante nos últimos anos, em virtude do crescimento e necessitam realmente de ajustes em função da queda nas vendas.

Por outro lado encontraremos empresas que já vinham com problemas, principalmente financeiros e de mercado e que aproveitaram a crise atual para embalar esses problemas e não mais pagar fornecedores, empregados e demais parceiros, numa clara manobra de oportunismo, que se transforma ao final num pedido de recuperação judicial.

Tem inclusive empresas que já se utilizaram deste recurso no passado e agora, novamente, recorrem à alternativa da recuperação judicial como último suspiro, bsta ver os relatos nos jornais diários.

Diria que, algumas empresas são uma grande aventura, onde os gestores se aproveitam de bons momentos do mercado como o que acabamos de assistir e criam negócios com bases frágeis, estruturas artificiais e que acabam ruindo quando as condições do mercado se tornam mais áridas e exigem mais dos modelos de negócios implantados e de um correto gerenciamento.

Seremos espectadores, neste ano de 2009, de uma quantidade acima do normal de aquisições de empresas em dificuldades por concorrentes em melhores condições e também da saída do mercado de competidores que não estavam preparados para o jogo real que teremos pela frente.

Isso representará uma perda para os que saem, mas deixará um sem número de oportunidades para aqueles que estiverem atentos, isto significa:

- Pode ser a sua chance!!!

1 comentário 5 de Março de 2009 às 01:40 Sergio Oliveira

Os riscos do excesso de confiança

Ninguém espera ser demitido, mas todos sabem da possibilidade e deveriam considerá-la desde o segundo dia de trabalho, ocorre que os anos passam, o empregado cresce junto com a empresa, torna-se confiante, e quer acreditar que ele está garantido e que se houverem demissões, aqueles empregados que se empenharam menos irão antes dele.

Isso é uma verdade parcial, pois, dependendo do tamanho da redução de pessoal necessária, a lista alcançará um número maior de pessoas e muitas vezes deixará de lado os critérios técnicos e passará a ser guiada pela necessidade da enxugar os custos da folha de pagamento, é neste momento que a foice se volta para os empregados mais antigos e mais qualificados, é o que chamo de “cortar na carne”, demite-se pessoas essenciais para a empresa pelo simples fato de não conseguir pagar seus salários e mantêm-se os novos que pesam menos.

Os empregados que ficam são tomados pelo pavor e medo de serem os próximos e para os que saíram fica a dura tarefa de procurar um emprego e tentar garantir uma renda de valor próximo da que acabaram de perder.

Situação nada desejável, mas que já é realidade de pelo menos um milhão de trabalhadores que perderam seus empregos desde outubro do ano passado.

A grande maioria não preparou um plano alternativo e agora, caso não encontrem um emprego passarão a pensar no negócio próprio como uma possibilidade de geração de renda.

Eles estão errados?

Diria que não, mas alguns cuidados precisam ser tomados.

Volto ao assunto nos próximos posts.

Adicionar comentário 1 de Março de 2009 às 01:15 Sergio Oliveira

Qual é a medida do sucesso?

R  gua - R  gua
Sucesso é uma medida pessoal e intransferível.

Todas as vezes que vejo alguém discutindo sobre o sucesso observo que ele o considera a partir da sua régua pessoal, por isso é muito difícil de encontrar um meio termo quando este é o assunto em pauta.

O que seria a régua pessoal que mede o sucesso de cada um?

Seria uma ferramenta onde a graduação da medida, ao invés de centímetros ou polegadas, será uma medida subjetiva e expressará exatamente as expectativas e anseios daquele que a elaborou para medir o sucesso a partir da sua ótica, por exemplo:

Para um avarento, sucesso será medido em centavos de reais, de forma que a soma desses centavos lhe proporcionarão um patrimônio considerável, que será acumulado durante toda a sua existência para nunca ser gasto e se possível incinerado junto com o seu corpo quando ele morrer, para garantir que nenhum de seus familiares dilapide o que juntou durante toda a sua vida.

Para o Mega-Empresário Eike Baptista, um Midas dos setores de Petróleo, Gás e Siderurgia, sucesso é ser o maior bilionário do Brasil, figurar no ranking mundial de Bilionários da revista Forbes e um dia superar o Bill Gates (Microsoft) se tornando um dos homens mais ricos do mundo, mesmo que isso signifique ter a polícia federal investigando seus negócios.

Para um funcionário público pode ser conquistar a aposentadoria, após 35 anos de trabalho, e a partir de então ter a liberdade e poder desfrutar do seu garantido salário da forma que melhor lhe convier.

Já o empreendedor busca o sucesso na sua forma literal, ele almeja o bom resultado, o triunfo, a vitória, o êxito do seu negócio.

Sucesso empreendedor pode ser traduzido num negócio próspero e lucrativo, que propicie dinheiro para oferecer conforto para a família, educar os filhos, comprar casa, carro e permitir a realização de sonhos que um dia tenha habitado a mente empreendedora.

O sucesso na sua forma pura não tem limites.

Os limites habitam no empreendedor. São seus medos, fraquezas e muitas vezes as próprias ambições fora de medida.

Cada dia que passa acredito mais no sucesso oculto, invisível, aquele que não é divulgado, mas que acontece silenciosamente, transforma vidas, pessoas, cria oportunidades e abre caminhos.

A mídia nos conecta aos grandes sucessos (dentro do conceito dela), coloca em nossas mentes o inatingível, como se fosse uma forma de manter a todos numa constante insatisfação com aquilo que já conquistamos e nos provoca a fé cega de que o bom é sempre o que não temos.

Sucesso para a grande mídia está vinculado a consumo, desagregação.
Você só será feliz se tiver a casa do vizinho, o salário do chefe, a mulher do amigo e o carro da atriz principal da novela da oito.

Viver uma vida na busca deste tipo de sucesso é gastar o seu tempo a procura do incerto e não sabido, nada pode ser mais frustrante e vazio.

Empreender não pode ser uma ponte que você terá que construir para te conectar a um sucesso pré-fabricado ou seja, um suposto sucesso.

Escuto com freqüência: “Vou abrir meu negócio próprio, vou ganhar muito dinheiro e mudar de vida”.

Nem sempre é assim, ou melhor, não precisa ser assim!

Empreender é muito mais que isso!

E sucesso também não é só isso!

Na minha humilde opinião, empreender é se dedicar com paixão a um negócio que você acredita e sucesso é colher os bons frutos desta paixão.

Adicionar comentário 8 de Agosto de 2008 às 07:08 Sergio Oliveira

O limite de cada um

cabo de guerra - cabo de guerra
Recebi uma ligação de um grande amigo, profissional admirado, um cara de resultados, líder habilidoso e uma vasta contribuição para as empresas nas quais já militou. Como intra-empreendedor merece nota 10, em todos os sentidos.

Ele queria conversar, havia saído do médico e o diagnostico é de que estava com principio de depressão por excesso de trabalho.

Meses atrás ele me relatou que a empresa havia passado por uma reestruturação e ele teve que acumular funções.

A equipe de pessoas sob sua gestão havia mais que dobrado e ele não concordava com a nova forma, na visão dele a empresa estava se afastando dos seus valores, o que era muito arriscado para a sobrevivência do negócio.

Naquele dia percebi que ele estava insatisfeito e desmotivado. ( Costumo dizer que a raiva mata mais que o excesso de trabalho)

A conta chegou, a recomendação médica é que ele tire uma licença médica e faça um tratamento para se recuperar, há dias não dorme e não consegue se desligar dos compromissos.

Tentei dizer algumas palavras para confortá-lo, mas nessas horas é muito difícil dar conselhos, é um momento de muita reflexão, rever prioridades e pensar nas alternativas que se construiu para quando chegar a hora de desembarcar, seja num novo emprego ou um negócio próprio, vejo que ele está próximo desse momento.

O que a empresa ganha ao levar profissionais altamente qualificados ao limite da capacidade física e mental?

O custo de perdê-los é maior do que o ganho imediato, será que é tão difícil perceber?

Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa. Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade, conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante e realizando chamamentos para longas batalhas a todo momento.

Nada de errado em injetar um pouco mais de adrenalina no dia a dia é muito bom, ativa o cérebro e deixa as pessoas mais atentas, se bem planejado cria um novo patamar de produtividade. Vários são os motivos, desde uma ameaça real de um concorrente até o lançamento de um novo produto.

Tudo é válido, desde que a dose de pressão sobre a equipe esteja calibrada e que após momentos de estresses absolutos seja permitido momentos de paz para sua equipe voltar aos trilhos e se preparar para novos desafios.

Manter a sua empresa num clima de constante combate pode ser muito arriscado, o cenário de que a seqüência de batalhas serão intermináveis de agora em diante pode denotar falta de um bom planejamento e ausência de gestão estratégica.

Para quem não tem controle sobre a gestão do seu negócio tudo se apresenta como novidade e em seguida se transforma numa ameaça, provocando reações não planejadas e quase sempre com resultados insatisfatórios.

Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, tem noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de partir para outra empresa que tenha pelo menos o básico:

- UM MODELO DE GESTÃO ATIVO, PORÉM RACIONAL!!!!

1 comentário 1 de Julho de 2008 às 22:41 Sergio Oliveira

O Empreendedor do Futuro

futuro - futuro

Olho para a frente e tento imaginar como será o empreendedor do futuro. Vejo um profissional com bom domínio dos conceitos básicos de gestão e em condições de conduzir o seu negócio.

Alguns sinais me levam a pensar assim, os quais compartilho:

A) A pesquisa realizada em 2007, pelo Sebrae, com o título “Fatores Condicionantes e Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas no Brasil 2003-2005”, identificou que o percentual de sobrevivência, de pelo menos dois anos, saltou de 51% em 2002, para 78% em 2005, por uma série de fatores, dentre eles uma melhor qualificação e capacitação do empreendedor. Esse comportamento é crescente e tende a se consolidar, graças ao apoio de entidades como SEBRAE, FEDERAÇÕES ESTADUAIS (FIESP, FIERJ…), ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS…

B) As universidades já tratam o tema empreendedorismo como uma matéria essencial na preparação de administradores, contadores, economistas, engenheiros e advogados. Cursos de graduação em empreendedorismo, autorizados e reconhecidos pelo MEC já são 17, fora os demais que estão em processo de reconhecimento e centenas de pós-graduação. Essa popularização explica por que estamos migrando de empreendedores por necessidade para empreendedores por oportunidade. (ver pesquisa GEM 2007)

C) O desenvolvimento de planos de negócios é um exercício praticado por jovens conectados, que já perceberam que o emprego estará cada dia mais escasso. (2800 candidatos por vaga foi a média de inscritos para as vagas de trainee mais cobiças, ofertadas por multinacionais de 1ª linha neste ano, no Brasil.)

Mas, se o futuro será realmente com empreendedores mais capacitados, em qual arena será travado o duelo da competição empresarial, na busca por maiores fatias de mercado e clientes?

Em minha opinião, a vitória dependerá da habilidade em realizar as conexões corretas entre as diversas informações e comportamentos que estão em processo de formação/consolidação e que serão os vetores da nova era empresarial.

Num rápido exercício e sem a pretensão de esgotar o assunto, aponto cinco tendências para essa nova era:

1) A capacidade do empreendedor de estabelecer parcerias com colaboradores, fornecedores e clientes. Por incrível que pareça percebo as pessoas voltando a valorizar a confiança, a ética e o respeito nas relações comerciais e pessoais. Cumprir o combinado, sistematicamente, terá mais valor que um contrato assinado.

2) Os pequenos negócios se agruparão em forma de caravana, (para se fortalecer) onde a cada parada ela se reabastece, equipa, dispensa, contrata e segue viagem num formato adaptado às necessidades do novo trecho que será percorrido. Essa parada será adequada a cada grupo de empresas, seja por semana, mês, semestre, ano…, cada grupo de afinidade praticará um intervalo de tempo específico.

3) Cada dia que passa nós entramos mais na era das rupturas, reais, planejadas e também das forçadas (fictícias). Saber diferenciá-las será decisivo. Novas tecnologias, novas experiências, exercerão uma pressão muito grande nas decisões. Transitar no “novo” mundo exigirá muita cautela e precisão. As mudanças necessárias ao negócio do seu vizinho podem não se aplicar ao seu. Estar preparado para fugir das verdades absolutas e dizer não a algumas propostas será vital.

4) O nível de tolerância com empresas que poluem, devastam, contamina o solo, descartam resíduos não tratados, contratam trabalhadores informais, utilizam mão de obra infantil e que não garantam seus produtos e serviços, será próximo de zero.

5) Transformar a realidade a sua volta, para melhor, será o grande desafio de uma empresa. Assim que ela deverá ser percebida: Responsável, simples e útil para a construção de um futuro melhor, em todos os sentidos.

Qual o prazo que o empreendedor tem para se adequar?

- Depende, o futuro pode ser a partir de amanhã para alguns e daqui a dez anos para outros.

O que realmente importa é que seja dado o primeiro passo na direção de aproveitar cada ação diária para construir uma identidade, uma estratégia de sucesso, é que esta possa se converter no grande diferencial da sua empresa para os clientes.

Adicionar comentário 20 de Junho de 2008 às 00:44 Sergio Oliveira

Um mundo de faz de conta

corpo - corpo
É incrível como o mundo corporativo real se transforma em reino da fantasia com extrema facilidade e as pessoas passam a assumir personagens e a interpretar papéis.

O roteiro geralmente é escrito pelo empresário, o cenário é o ambiente da empresa, os atores principais vão dos sócios até os principais executivos.

Alguns empregados atuam como atores coadjuvantes e a grande maioria são apenas figurantes. Estão de corpo presente, mas a alma está distante. Aliás, a alma sequer foi convidada para assistir os ensaios.

O espaço para brilhar não é franqueado a todos, comporte-se, figurante é figurante, ator principal é quem fica em evidência, nada de coadjuvante tentar roubar a cena.

Nas empresas de sucesso o empreendedor de fibra dispensa o dublê e assume de fato o seu papel, salta do carro em movimento, entra na frente da bala e dá a vida para salvar seu empreendimento. Isso é empolgante e todos vibram juntos, se sentem parte da construção de um filme com longas batalhas, que são vencidas uma a uma e quando percebem estão arriscando a sua vida também em cada cena filmada.

Assim são construídas as histórias que são coroadas com as grandes vitórias.

Quando me perguntam qual é a formula do sucesso sempre digo:

- “A fórmula de sucesso está sempre por ser construída, cada empresa tem a sua própria e terá que ser manipulada, o que você precisa é estar disposto a aprender como juntar os ingredientes que darão vida ao elixir da prosperidade.”

Adicionar comentário 9 de Junho de 2008 às 21:05 Sergio Oliveira

Eu faria diferente, e você?

equilibrista - equilibrista

Por que alguns gestores parecem perder a razão em determinados momentos e conduzem suas empresas guiados por uma fé cega, em direção ao abismo?

Todas as vezes que presencio tais situações, o primeiro pensamento que me vem à mente é: “Alguém vai se machucar!”.

A princípio, são sempre os mesmos, os empregados. Na busca dos culpados pelos erros o dedo sempre aponta para baixo. Demite-se alguns e depois de perceber que os problemas não foram solucionados, partem a procura de outras vítimas. Raras foram às vezes que vi o comandante maior assumir, de primeira mão, que ele faz parte do problema.

A legitimidade no comando é testada a cada momento, os empregados percebem se o gestor tem a condição de estar onde está ou é mais um pedra no caminho da sobrevivência e crescimento da empresa.

Seria mais fácil se o gestor maior estivesse disposto a escutar, com o canal de comunicação aberto para captar as contribuições e processá-las de forma séria. A questão é que, na mesma caixa onde são postados os elogios ao modelo atual de gestão, também são colocadas as críticas e propostas que divergem do direcionamento atual do comando da empresa. É aí que começa o problema.

A grande realidade é que são raros os chefes que gostam de ser contrariados, e mais raros ainda os que estimulam isso. A controvérsia é um poderoso combustível no estímulo da criatividade. Só que ela precisa ser, no mínimo, tolerada.

Imagine uma empresa onde todos pensam exatamente igual.
Na realidade essa empresa não existe, o que existe sim, são empregados que se moldam para agradar o chefe, são excelentes camaleões. A cada chefe novo um comportamento novo.

Esse é um veneno distribuído em conta gotas, com o tempo os empregados abandonam o que possuem de mais valioso, sua opinião própria, sua capacidade de criar e por fim, a dignidade. Limitam-se apenas a cumprir o papel que lhe foi determinado. É o começo do fim. O cemitério é de longe o lugar mais seguro.

A grandiosidade de um líder é medida pela busca incessante de pessoas que trabalhem na sua equipe e que tenham um pré-requisito básico, sem o qual não se qualificam para ocupar a vaga:

Ser mais competente que o próprio chefe, mesmo que seja pensando diferente dele!!!

Adicionar comentário 7 de Junho de 2008 às 19:41 Sergio Oliveira

Salvadores da pátria, Duendes, Gênios da Lâmpada e outros seres.

Genio da L  mpada - Genio da L  mpada
Fico muito assustado quando chego numa empresa e sou apresentado a um novo gestor contratado para “salvar a empresa”.

A recepção geralmente é assim:

- Passamos por alguns problemas internos e/ou de mercado e contratamos tal profissional para solucionar. A partir de agora a empresa entrará num novo ciclo e reverteremos os resultados negativos e blá, blá, blá, blá, blá……

Caro leitor, se realmente existisse um profissional que detivesse a fórmula mágica salvadora de empresa em dificuldade, quanto ele cobraria pelos serviços prestados?

Alguém vindo de fora poderá ter tal assertividade?
Na medida esperada?
No tempo necessário?
Como o orçamento disponível?
Será aceito pela equipe?
A transformação proposta será sólida?

Na realidade os resultados nada mais são que o produto final de uma conjugação de diversos fatores, que vão desde o comportamento do mercado (visão externa) a forma como o proprietário da empresa é percebido pelos seus empregados (visão interna).

Uma nova gestão poderá representar uma etapa importante no trajeto, mas nada trará de efeito se estiver desacompanhada dos exemplos necessários para se reestabelecer a crença de todos os parceiros no futuro da empresa.

Recordo-me sempre de um trecho do filme de Cristóvão Colombo que retrata a viagem na busca de uma rota marítima para o oriente, com o título “1942, A conquista do Paraíso”.

A tripulação, já descrente da possibilidade de estar na direção correta para encontrar terra firme, tinham no comandante Cristóvão Colombo a única figura capaz de salvá-los, já que era ele o responsável pela direção da Nau e das Caravelas.

Tal direção nada mais era do que o divisor entre a vida ou morte. Se estivessem no rumo certo encontrariam terra firme e estariam salvos, se a direção estivesse errada significaria o fim, não teriam mais água e nem alimentos para testar uma nova rota.

Nas pequenas empresas várias situações se assemelham a uma expedição rumo ao desconhecido. Os recursos são escassos e nem sempre as condições são favoráveis.

Caro empreendedor o melhor caminho é se preparar para gerir sua empresa, a viagem será emocionante e guardará diversas surpresas agradáveis e desagradáveis, a vida é assim. Caberá apenas a você tornar essa expedição o mais previsível possível.

Quem for por esta rota não precisa recorrer a santos milagreiros e muito menos acreditar em Duendes e Gênios da Lâmpada.

5 comentários 8 de Março de 2008 às 15:45 Sergio Oliveira

Pirataria e Plágio – dois lados da mesma moeda

O filme “Tropa de Elite” chegou às bancas da Rua 25 de Março em São Paulo muito antes de estrear nas telas do cinema, obteve um sucesso sem igual e passou a ser comentado por todos que compraram por R$ 5,00 a cópia ilegal e assitiram.

Tal fato provocou a antecipação da exibição do filme nos cinemas como forma de aproveitar a onda favorável e a expectativa criada a partir do ato de pirataria. Nas telinhas, sucesso absoluto e recorde de público.

Neste caso a pirataria provocou uma perda de receita aos produtores do filme, mas manteve os créditos da autoria. Eles não mudaram o nome do filme, muito menos disseram que foram eles que produziram.

Quando o assunto é a pirataria a grande discussão é que, se a roupa, CD, DVD, seja lá o que for, tivesse um preço justo não faria sentido econômico para o falsário copiá-la para vender, já que as pessoas prefeririam o original.

Outro ponto também é saber, por exemplo, no caso de quem comprou a cópia pirata do filme se eles freqüentam o cinema ou se tem o hábito (ou renda disponível) para comprar um DVD por algo em torno de R$ 45,00, preço médio no lançamento. Aí entramos na discussão do custo do acesso a cultura no Brasil, os livros são caros e uma entrada de cinema chega a custar R$ 25,00.

Em momento algum apoio a pirataria ou o plágio, ambos são crimes, são condenáveis e devem ser combatidos, mas a discussão é longa quando esses dois temas são abordados.

Falando do plágio, ele me entristece mais do que me preocupa. O plágio é a apropriação das idéias, criações artísticas, seja uma música ou um simples texto.

Para quem cópia e apresenta como sendo sua a criação de terceiros, da forma a um ato de pobreza intelectual e mediocridade, acima de qualquer coisa.

Quando descoberto e provado, para quem cópia, fica apenas o vexame de não ter a sua mente posicionada para a criação e sim para o furto da produção alheia.

Recentemente, um artigo escrito por mim, com o título de “Quanto vale a sua empresa“, foi literalmente copiado e colocado como de autoria do plagiador, num importante veículo de comunicação escrita. Como nada passa impune, foi identificado por acaso por um leitor do blog, que me enviou uma mensagem denunciando.

O que fiz? Escrevi este artigo. Não como desabafo e sim pelo prazer de escrever.

Para cada texto plagiado terei escrito pelo menos mais dez.

O artigo plageado, “Quanto vale a sua empresa” já foi lido por mais de 1100 pessoas e ocupa hoje a terceira colocação no GOOGLE, quando pesquisamos pelo titulo do mesmo.

Essa é a minha recompensa, saber que as pessoas tiveram acesso a um artigo sem pagar nada por isso e que ele está sendo útil para alguém.

Aliás, quando decidi iniciar o blog foi para escrever um pouco da experiência vivida na área empresarial, sem querer nada em troca, apenas compartilhar o pouco que aprendi.

A internet é uma poderosa ferramenta a serviço do conhecimento e ninguem conseguirá mudar essa trajetória.

Adicionar comentário 5 de Março de 2008 às 23:30 Sergio Oliveira

Jogos de Sedução

O poder seduz a quem ocupa o cargo e também atrai pessoas interessadas em se beneficiar dos que o detém, isso é regra geral desde a Grécia antiga.

Conheço vários casais que se conheceram como colegas de trabalho, se apaixonaram, constituíram famílias e vivem muito bem obrigado.

Posso também contar alguns casos onde o empreendedor confundiu a utilidade do seu negócio e o transformou numa ferramenta de busca de novas namoradas, sejam suas próprias empregadas, algumas já contratadas com segundas intenções, sejam suas clientes.

O final dessa segunda história nem preciso contar: Um desastre empresarial.

Aventuras amorosas tendo como ponto de partida o ambiente interno do seu negócio é um péssimo exemplo e poderá levá-lo para o buraco.

Arrisco até a dizer que, se praticado com muita freqüência passa a ser desvio de conduta e como tal se assemelha a doença, motivo pelo qual deve ser tratado por um especialista.

Não que eu não acredite que um relacionamento saudável possa existir entre o (a) empreendedor (a) e uma empregada, mas se isso acontecer o melhor a fazer e sua empregada pedir as contas e passar a condição de namorada oficial, podendo mais tarde retornar na condição de sócia, se o relacionamento virar casamento.

Mantê-la dentro da empresa, apenas na condição de namorada pode ser uma mensagem um tanto quanto confusa, não contribuirá em nada para o sucesso do seu negócio, é melhor evitar.

1 comentário 3 de Março de 2008 às 22:34 Sergio Oliveira

Desculpe-me, não estou à venda!

porta de saida2 - porta de saida2
Conheço executivos de multinacionais que são extremamente competentes, gestores acima da média e que ano após ano tem contribuído sobremaneira para o crescimento das empresas para as quais trabalham.

Convivo também com executivos de empresas públicas que poderiam estar ocupando os postos mais qualificados em empresas globais.

Considerando que trabalham para empresas com propósitos diferentes e que os ambientes corporativos são opostos, o que eles teriam em comum?

Diria que são Gestores irreverentes, que, independente da corporação a qual estão vinculados, se prepararam para liderar e entenderam a essência do conceito de que lucratividade é essencial.

Esses profissionais estão à frente de projetos ousados e que foram confiados a eles pela competência instalada. Eles sabem formular estratégias, vender idéias, liderar equipes, gerenciar conflitos e o principal, buscar um resultado final que traga solução para o cliente e que seja fonte de lucros para a empresa.

São peças-chaves para a corporação, um exemplo vivo de entrega de corpo e alma, são apresentados como exemplo a ser seguido pelos demais empregados. No mercado de trabalho estão cotados a preço de ouro.

Toda essa massagem de ego para encobrir o óbvio: suas idéias e criações são apropriadas e escrituradas em nome da empresa empregadora, uma transferência formal de direito de criação e que nem sempre retorna ao criador sob forma de participação direta nos lucros gerados pela inovação.

Além de terem suas criações apropriadas ainda correm um risco que julgo ser maior, essa entrega total, o conjunto de competências desenvolvidas, acabam conduzindo tais profissionais a cargos importantes, que trazem consigo uma série de benefícios e mordomias, com as quais ele acaba se acostumando e abaixa a guarda, muitos chegam a perder a própria identidade, não são ninguém além de um cartão de visitas timbrado com a logo da sua religião: a empresa.

Bom ou ruim?

Bom se ele souber planejar sua carreira, vida pessoal, não gastar tudo o que ganha, poupar e desenvolver um plano “B” para quando quiser deixar a condição de empregado.

Ruim se o padrão de vida estabelecido consumir toda a renda, não sobrar nada para poupar e a vida social intensa não deixar espaço para a preparação de um plano “B”.

Às vezes me pergunto como seriam esses profissionais conduzindo as suas próprias empresas. O que seriam capazes de gerar de novas idéias, novos produtos e novos empregos.

Quem já trabalhou como empregado sabe, que, por mais espetacular que seja a empresa empregadora, sempre existirão situações com as quais você não concorda e que quase nada poderá fazer para mudar, situações que são fonte permanente de insatisfação e estresse e que você acaba “aceitando” por conveniência.

O emprego bem remunerado gera acomodação e afasta esses grandes talentos da atividade empreendedora, muitos preferem se intitular intra-empreendedores e vivem felizes com esse título, mas lá no intimo creio que por diversas vezes se sentiram tentados a ousar e começar um negócio próprio.

Sempre carreguei comigo o lema que é título desse artigo,
“DESCULPE-ME, NÃO ESTOU A VENDA!”. Necessito sempre de ter uma cópia da chave que abre a porta de saída, sem traumas.

Tudo tem um limite e quando o preço a ser pago for muito caro na sua escala de valores, não hesite, coloque em prática o seu plano “B”!

Adicionar comentário 15 de Fevereiro de 2008 às 23:43 Sergio Oliveira

O Empreendedor Monotarefa

Espiral Geologica - Espiral Geologica

Recentemente li um artigo com o título ” O Empreendedor Multitarefa”,onde o autor defendia a tese que diante da evolução atual dos negócios, da globalização, das novas tecnológias existentes e da extrema competição entre as empresas por maiores fatias de mercado surge a necessidade de um “Novo Empreendedor”.

Este ser deverá estar conectado 24 horas por dia, ser capaz de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, coordenar vários projetos simultâneos e só então estará pronta uma versão 2010 de um Empreendedor Competitivo, ou seja, o “Empreendedor Multitarefa”.

Confesso que o texto não me convenceu muito, pelo contrário, me causou um certo repúdio.

A descrição que ele fez mais parece um novo computador que comprei, esse sim, traz dentre as suas principais capacidades a de ser Multitarefa, responde aos comandos em frações de segundos, está sempre operante e não erra nunca, foi concebido para essa finalidade, e quando forem criados novos programas que ele não seja capaz de processar estará obsoleto e fatalmente será trocado.

Na minha opinião entramos nos últimos anos numa espiral negativa, onde o que está no ar é um forte apelo para vender novas e frágeis teorias, através de livros, cursos e palestras que só servem para nos confundir.

Que me desculpe o nosso nobre autor, mas quero continuar a ser um Empreendedor Monotarefa, realizar uma atividade de cada vez, me concentrar no meu negócio, quando uma pessoa vier conversar comigo estarei atento ao que ela disser, dirigir sem me preocupar os mail que apitam a todo instante no celular (mais essa!).

Enfim, uma versão inacabada de um Empreendedor, com todos os seus erros e acertos, porém, livre para decidir o que quer fazer com a sua vida, com seu negócio, sem ficar refém dessas cobranças descabidas de que tenho que ser o melhor a todo momento, seguindo padrões e regras nas quais não creio.

Em evolução? Sempre!

Em busca de novos conhecimentos? A todo instante!

Mas me reservando o direito de apertar a tecla OFF quando julgar necessário!

3 comentários 6 de Janeiro de 2008 às 21:02 Sergio Oliveira

Diga não a cultura do conformismo!

alvo - alvo

A realidade está a nossa frente com um único objetivo:

> A espera para ser transformada!

Veja a sua vida como uma subida, degrau a degrau, calculada, planejada, uma trajetória de sucesso.

Estar feliz com a sua situação atual, profissional, pessoal e financeira não significa que você tenha que abrir mão de seus sonhos, muito pelo contrário, as vitórias já conquistadas devem ser a plataforma de lançamento dos projetos seguintes.

Uma boa receita é concentrar-se naquilo que seja a sua prioridade principal, dentre todos os seus planos de futuro. Trabalhe num projeto de cada vez e alie-se as pessoas que compartilham da crença de que , se bem planejado podemos conquistar o que almejamos.

Afaste-se da cultura do conformismo e passe a ser discípulo de uma nova comunidade:

> Empreendedores que transformam as suas vidas, realizam seus sonhos e ajudam as pessoas que estão a sua volta a se desenvolverem também.

É uma grande comunidade voltada para o sucesso, para o bem, que assumem as responsabilidades e são os verdadeiros transformadores da realidade atual.

Como chegar até lá?

Essa descoberta é pessoal e intransferível, ela guarda diversos enigmas que terão que ser desvendados, uma única dica:

- a grande maioria das respostas estão dentro de você!

2 comentários 16 de Dezembro de 2007 às 21:44 Sergio Oliveira

Pontos Fortes e Pontos Fracos!

Já me cobrei mais pelas coisas que deixei de fazer e pelas oportunidades que não aproveitei.

Hoje tenho uma boa noção das minhas competências e incompetências, muitas vezes digo não por não querer me envolver com determinadas atividades, outras por ter a clareza de que não tenho condições de entregar a encomenda.

Me assustam os profissionais e empresas que topam tudo, se julgam bons em tudo. Eles se auto-intitulam soberanos.

Penso que, a cada um compete conhecer e reconhecer as suas fraquezas e isso não deixa de ser uma grande virtude.

Lutar para superá-las é decisão única, pessoal e intransferível. O combustível para chegar lá é determinação pura.

Confesso que tenho alguns pontos fracos que não pretendo superá-los, faz parte da minha composição química e da minha personalidade, tentar superá-las pode não ser o melhor caminho.

Em minha opinião, o empreendedor não deve se preocupar muito com todos os seus pontos fracos, deve sim eleger aqueles que o tornarão uma pessoa melhor e também os que, se melhorados contribuam para aumentar o sucesso da sua empresa. Os demais conviva com eles em harmonia.

O discurso do Ser Humano perfeito é pura hipocrisia. Ele só existe nos filmes do 007 e outros similares.

Aposte sim nos seus pontos fortes e da sua empresa, tente torná-los cada dia mais fortes, esses sim serão a sua marca registrada, são por eles que sua empresa será reconhecida e valorizada.

Ser empreendedor é trafegar por uma avenida que a todo momento se divide em dezenas de pequenas ruas, e a decisão de qual seguir deve ser rápida e precisa ( o que nem sempre é possível), o que irá te auxiliar nessas decisões são seus pontos fortes, eles farão toda a diferença!

4 comentários 30 de Novembro de 2007 às 17:39 Sergio Oliveira

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