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Um erro, um acerto e a concorrência.

skollemon - skollemon
Um erro - a nova cerveja Skol lemon, lançada em outubro de 2006, foi uma aposta ousada da Ambev. A primeira cerveja com composto de frutas do país, seguindo uma forte tendência mundial. A decisão de lançá-la foi fundamentada em pesquisas que sinalizaram que na Alemanha essa categoria de cerveja é a que mais cresce e equivale atualmente a 5% do mercado germânico, um dos maiores do mundo.

Ocorre que Alemanha é diferente do Brasil, principalmente no clima e nos hábitos de consumo.

Se você bebe cerveja, com certeza já experimentou, e tem a sua opinião formada. Converse com bons bebedores de cerveja e veja o que dizem, a opinião é unânime, o sabor não agradou e virou motivo de piadas.

Pesquise no Google e comprove, digite Skol lemon e veja os comentários em diversos sites e blogs. Extrai apenas um deles e anexei abaixo, vejam:
“O sabor da cerveja com a suavidade do limão! - “Foi com esse slogan decorado e sorriso falso que uma promoter no hipermercado Extra da Brigadeiro Luiz Antônio tentou promover a nova cartada da Ambev para conquistar mais fatias de mercado na eterna guerra pelo fígado tupiniquim. Dado que estamos às portas do verão, essa situação vai se tornar bastante comum nos próximos meses.Quando isso acontecer, fuja. Se algum convidado levar no seu churrasco, expulse. E se encontrar um bar que só tenha isso, vá pra casa e durma mais cedo.”

Se a voz do povo é a voz de Deus, a Skol lemon tem tudo para virar um novo mico.

H20H - H20H

Um acerto – H20H – “ Bebida levemente gaseificada, zero de açúcar e com suco de limão”. Esse foi slogan da Pepsi, utilizado no lançamento, também em outubro de 2006, baseado em pesquisas que indicaram que nos EUA, as águas saborizadas cresceram mais de 200% em 2005 e movimentam US$ 455 milhões ou 14% do mercado de água mineral.

Seu público alvo foi definido como pessoas entre 25 e 40 anos, ocorre que a H2OH caiu no gosto das pessoas dos 8 aos 80 e foi aí que a Pepsi subestimou o alcance do produto, não estava preparada para atender a demanda que foi gerada. A H2OH não é encontrada nos pontos de venda, nem nos supermercados, quando chega, acaba antes da entrega da próxima remessa. Podemos considerar um sucesso absoluto.

h2x 1 - h2x 1

A Concorrência – Sempre atenta aos movimentos do mercado, mais do que depressa, a concorrência, neste caso a refrigentes Xereta, dona da marca de água mineral Vittal, lançou o refrigerante H2X, com embalagem, rótulo, tampa, logotipo, sabor e apelo similares ao da H2OH, pode ser uma mera coincidência ou cópia mesmo, o que importa é que, custa menos (30% a menos), e tem a pronta entrega em todos os supermercados e bares, ela esta ocupando o espaço deixado pela Pepsi.

Observe que até agora nenhuma outra marca de cerveja se movimentou para lançar, por exemplo, a Skin Lemon ou Kaiser Lemon, por que será? Pelo simples fato de que não agradou.
Já a H2OH despertou a ira dos fabricantes de água mineral, que estão com ação na justiça contra a marca, que usa o símbolo universal da água e aguçou o senso de oportunidade da concorrência que já lançou a H2X, que disputa espaço nos pontos de venda.

É isso aí, nem sempre quem inova e cria a nova sensação da temporada é quem aproveita e desfruta dos lucros. (Acompanhem a briga H2OH x H2X).

E quem lança um mico não tem problemas com a concorrência, dorme em berço explendido, abraçado com ele (Skol lemon).

3 comentários 8 de Abril de 2007 às 17:12 Sergio Oliveira

Quem está na chuva tem que se molhar!

chuva cores - chuva cores
Marcelo é um frequentador assíduo do nosso blog, dono da escola Terra Brasil em Londrina/PR, especializado em Educação Infantil, leu o artigo ” Foco ou Diversificação, eis a questão” e deixou o seguinte comentário:

” Sérgio, você tocou num assunto que está nos queimando as orelhas, como vc sabe tenho a escola, e como ainda sou pequeno tento ficar na minha, mas acontece que temos alunos no pré III que já sai lendo da nossa escola e eu e minha esposa não estávamos querendo entrar na educação fundamental, pois nessa etapa tem os tubarões, fico pensando entro ou não entro, apesar que nosso foco era fazer uma educação infantil com qualidade, com sabedoria, com um diferencial, que se vc olha a marca “TERRA BRASIL”, vc vai se lembrar de uma escola que tem qualidade, é complicado, mas como eu ouvi de um empresário amigo meu: Quem esta na chuva tem que se molhar!”

Vamos lá,

No seu caso é um pouco mais complexo do que vender remédios, (negócio abordado no artigo “Foco ou Diversificação”) você trabalha com o que seus clientes têm de mais valioso, os filhos.

A decisão de onde colocar o filho para estudar é precedida de um grande ritual, um erro em qualquer uma das etapas, seja no ensino infantil ou no fundamental pode comprometer bastante o aprendizado e a educação da criança.

Você mesmo considera que sua escola é pequena, portanto existe espaço para ela crescer.

Não sei qual é a visão de futuro da Terra Brasil, mas poderia ser algo assim: “Ser a melhor escola de ensino infantil da cidade de Londrina, contribuindo para formação de jovens equilibrados, saudáveis e cidadãos.” A partir daí solidificaria a marca e deixaria o território demarcado. Se existe espaço nesse nicho, ocupe-o, com maestria.

Sei como é o sentimento de ver as crianças que você recebeu, ainda pequeninas, acolheu e preparou com tanto carinho terem que deixar a escola e seguirem em frente.

Diria que isso é bom para eles e bom para você. Não tente ser bom em tudo. Isso é muito difícil.

Se você já tivesse atingido o limite da cidade na disputa por alunos da educação infantil, aí sim, seria hora de parar e avaliar qual seria o próximo passo. Como ainda não é o caso, amplie seus horizontes na educação infantil, os pais e seus alunos agradecerão.

E, para encerrar, nem sempre quem está na chuva tem que se molhar, um bom guarda-chuvas pode ser bastante útil em determinados momentos.

chuva cores - chuva cores

Adicionar comentário 31 de Março de 2007 às 12:33 Sergio Oliveira

Foco ou Diversificação, eis a questão!

Beto, leitor do nosso blog, postou o seguinte comentário no artigo : “A todo vapor? Percepção Pura!” :

“Também estou com uma dúvida positiva. Gostaria de saber sua opinião à respeito. Tenho uma farmácia de manipulação no interior do estado do Paraná e, quero agregar valor, aumentando e colocando uma drogaria junto. Você acredita que seria uma boa opção agregar valor ao negócio ou estaria fugindo do foco principal que é manipulação?”

Caro Beto, vou desdobrar o seu questionamento em duas partes,as quais irei comentar:

1) Agregar valor a Farmácia de Manipulação, ampliando e colocando uma drogaria junto.

A farmácia de manipulação tem um apelo próprio e um público bem definido, quando comparado com uma drogaria tradicional.

Quando vamos numa drogaria tradicional levamos a receita e esperamos que ela tenha todos os remédios que pretendemos comprar, se não tem, já ficamos chateados, teremos que procurar outra e rodar até encontrar. O atendente também tem um comportamento diferente, é treinado para atender rápido, com cortesia, saber onde estão os principais remédios e suas prescrições. Ele atua como um papa-filas.

Já na farmácia de manipulação o atendimento é qualificado, o fluxo de clientes e menor, e o atendente pergunta para qual tratamento a fórmula a ser manipulada será utilizada, qual a quantidade desejada (se não tiver especificado), enfim, ele se envolve com a necessidade do cliente, que por sua vez, já vai sabendo que nem sempre fica pronto no mesmo dia, isso faz parte da regra e todos aceitam bem.

Quando você pensa em agregar valor, a idéia está correta, as drogarias tradicionais se transformaram em lojas de conveniência, além de remédios e produtos de higiene, vendem picolé, sorvetes, refrigerantes, chicletes, balas, bolachas, energéticos e outras coisas mais, o que favorece bastante o incremento do faturamento. É um novo conceito e que vem sendo difundido em larga escala.

A idéia é boa desde que sejam observados alguns detalhes:

a) Como você já tem uma clientela formada, uma bom ponto de partida seria criar um formulário com algumas perguntas ( no máximo dez) e consultá-los sobre a intenção de incorporar ao negócio uma drogaria tradicional, dar a eles a oportunidade de ajudar a decidir quais outros produtos que gostariam de encontrar na Drogaria (dentro do conceito de conveniência). Os clientes se sentem valorizados e criam vínculos com os negócios quando são chamados a participar das mudanças nas empresas.

b) Contrate um bom arquiteto e faça um estudo de layout, avalie se o seu espaço atual comporta a implantação de um segundo ambiente, de forma que o cliente, quando entrar, saiba identificar a farmácia de manipulação e o novo ambiente que será a drogaria. Se você embolar os dois negócios estará abaixando a guarda para que alguém abra próximo do seu negócio uma nova farmácia de manipulação, com o apelo de exclusividade na manipulação. (abordagem que você já utiliza hoje estará se afastando)

c) Caso o espaço atual não permita a adaptação, veja se é possível alugar as salas ao lado, de forma que você possa implantar a drogaria independente, porém, faça uma abertura na parede para que os clientes possam transitar entre as duas lojas (é uma opção interessante). Diferencie a decoração, os uniformes e tudo o mais que for possível.

2) Estaria fugindo do foco principal que é manipulação?

Foco ou diversificação é uma polêmica que já rendeu muita discussão e debates acalorados. Em minha opinião, não existe o certo ou o errado entre as duas alternativas, considero que elas não sejam excludentes. Dependerá muito da sua capacidade de gerenciar dois negócios afins, porém com características diferentes.

Só para reforçar o que digo, um dos Papas no assunto Marketing é o escritor Al Ries, co-autor do bestseller “Marketing de Gerra”, autor do livro “ As 22 Consagradas Leis do Marketing” e em 1996 lançou o livro “ Foco – uma questão de vida ou morte para sua empresa”. Ocorre que após o livro “Foco” ele editou artigos e que se não me engano, também viraram um novo livro, onde ele dizia que a bola da vez era a diversificação. Portanto, estamos livres para transitar entre as duas alternativas, com os devidos cuidados.

Qualquer que seja a decisão desejo-lhe sucesso.

2 comentários 29 de Março de 2007 às 08:22 Sergio Oliveira

A todo vapor? Percepção Pura!

Sou um otimista convicto. Só assim consigo seguir em frente.

Já tentei ser pessimista, não combina comigo, a aura de catastrofista de plantão não encaixa em mim.

O que escrevo neste texto é percepção pura, nada de dados estatísticos, apenas constatações.

Imagine um grupo de empresas, pequenas e médias, do setor industrial, que fabricam máquinas, equipamentos e estruturas para os mais diversos setores da economia.

Considere que todas tem certificação de qualidade e ambiental, portanto, credenciadas para exportar, e já exportam.

Pois bem, nos últimos dias estive em contato com algumas empresas com esse perfil e o que vi me surpreendeu, todas com a carteira de pedidos recheada, a produção no limite da capacidade instalada e uma preocupação saudável:

Precisam decidir qual será o tamanho do investimento em expansão!

- Quando?
R: Agora!

- Modernizar as máquinas, ganhar em produtividade?
R: Sim!

- O espaço físico comporta?
R:Em alguns casos não, será necessário ampliar!

São dúvidas saudáveis e interessantes, num país onde a grande mídia teima em destacar a tragédia.

Chamo isso de revolução silenciosa, a partir das pequenas e médias empresas, que já são as maiores empregadoras do nosso país.

Estão em franca ascensão, mas muitos insistem em não ver, eu fui lá, vi e posso afirmar, vivemos um novo momento no nosso país, acredite quem quiser.

Você percebe isso no seu negócio?

Sua empresa está num momento próspero?

Se prepare, prepare sua empresa, só sobreviverão aqueles que estiverem prontos para aproveitar a nova onda!

1 comentário 22 de Março de 2007 às 22:02 Sergio Oliveira

30 anos para implantar um projeto, está disposto?

alian  a - alian  a
Recebi um e-mail de um grande amigo, palavras cuidadosamente escolhidas, comemorava naquela data 30 anos de casado, com a mesma mulher!!! (grifo dele).

Quando vi essa mensagem, me veio a mente um empresário que conheci e que nas nossas conversas se referia a sua empresa, criada a 35 anos atrás e hoje se transformou numa pequena rede de varejo, com mais de uma dezena de lojas.

Pensei comigo: Ele também poderia ter escrito um e-mail que terminasse assim:
…. 35 anos empreendendo com a mesma empresa….

Sei que não é tão romântico como a comemoração de 30 anos de casado, mas, foi-se uma boa parte da vida nesse projeto e não é tão comum encontrar pessoas que estão dispostas a investir 35 anos numa mesma idéia, num mesmo negócio, é preciso muita visão e crença.

Os frutos vieram e hoje ele colhe juntamente com a sua família que participa ativamente da administração do negócio.

Obs: Esse empresário está também casado a mais de 30 anos… com a mesma mulher!

Pode ser uma questão de amor e também de princípios!

Adicionar comentário 16 de Março de 2007 às 07:51 Sergio Oliveira

Uma questão de preferência ou excesso de oferta?

gemeos - gemeos
O lançamento de novos produtos é sempre cercado de grandes expectativas, é lógico que quando a empresa apresenta suas novidades ao mercado consumidor ela espera que todos morram de amores pela sua nova criação, comprem bastante e o tornem, em muito pouco tempo um sucesso de vendas e de lucros.

Mas nem sempre é isso que acontece, até por que, se considerarmos alguns produtos comuns como, por exemplo, um macarrão espaguete, e identificarmos todas as marcas com alcance nacional, somadas as que são vendidas regionalmente, deveremos ultrapassar 100 opções de compra para um único tipo de macarrão comercializado no Brasil.

O que observo no dia a dia é que sempre haverá alguém achando que dá para fazer um macarrão espaguete diferente e estará lançada uma nova marca, mas, nem sempre um novo produto, é mais do mesmo, e passam a competir exclusivamente na estratégia de preço, um canibalismo desnecessário e nocivo para os empreendimentos.

Esse modelo de competição ocorre de forma recorrente em negócios que não tem barreiras para novos entrantes, isto é, a produção desses produtos é realizada de forma tradicional, não envolvem grandes investimentos em tecnologias e nem a aquisição de máquinas e equipamentos pesados, como isso podem ser implantados com um baixo investimento, e o que é pior, geralmente começam num fundo de quintal, sem empregados registrados e sem o devido recolhimento de impostos.

Grandes redes como o Wal Mart, Carrefour e Pão de Açúcar adoram essa competição, pois eles estão na outra ponta realizando leilões reversos, onde leva o contrato de fornecimento quem oferecer o menor preço combinado com o maior prazo para pagamento (isso é fatal para a pequena empresa).

Portanto, se você for iniciar um novo negócio e o que você pretende fabricar e comercializar tenha um perfil de “macarrão espaguete”, se prepare para fortes emoções, margens de lucro próximas de zero e uma competição desmedida para colocar os produtos na prateleira.

2 comentários 13 de Março de 2007 às 08:54 Sergio Oliveira

O empreendedor dos projetos inacabados

INACABADO - INACABADO

Conheço empreendedores que são como macacos na selva, nunca ficam parados, estão sempre pulando de galho em galho.

Você deve conhecer uma pessoa assim, de tempos em tempos você a encontra e faz aquelas perguntas clássicas:

- Tudo bem?

- Como está a família?

- Como estão os negócios?

Pronto, essa é a senha para ele te contar que está implantando um novo negócio, oportunidade única, altas margens de lucro e o que é melhor, ninguém percebeu ainda essa oportunidade.

Tanta empolgação, se você não o conhecesse até acreditaria, mas, intrigado você faz mais uma pergunta:

- E aquele negócio que você começou da última vez que nos encontramos?

Resposta: - Já era, coisa do passado, esse é muito melhor, altos ganhos!

Pior do que viver somente no plano dos sonhos é começar tudo e não acabar nada.

As pessoas a sua volta passam a ver com descrédito seu próximo “grande negócio”, que foi concebido a partir da sua última “grande idéia”.

Tenha alguma reserva com relação as suas idéias e projetos, compartilhe com as pessoas certas e que tenham algo a contribuir para o refinamento deles.

Até por que, se for realmente uma excelente idéia e você ficar ventilando em todas as esquinas, correrá o risco de alguém copiar e implantar antes de você, não tenha dúvida, isso acontecerá.

Mas além de muita iniciativa é importante também ter acabativa!

Adicionar comentário 26 de Fevereiro de 2007 às 23:08 Sergio Oliveira

Conselhos Celestiais

celestial - celestial
Sempre que leio um texto sobre gestão e cujo público-alvo são os gestores das grandes corporações tenho um sentimento que não consigo explicar bem.

Parece-me que as pessoas as quais a mensagem se destina estão muito distantes, a ponto de não perceberem que o assunto é com elas.

O excesso de termos técnicos e jargões empresariais, por melhor que seja o tema, torna o texto pasteurizado.

Eles sempre estão propondo uma solução mágica, que se os gestores quiserem poderá ser implementada por alguma consultoria de plantão. (geralmente a do cara que embalou a teoria, dá mais certeza de sucesso e fica inquestionável se der errado, pois ele era o melhor.)

Por mais que me esforce não consigo prender minha atenção e geralmente não chego ao fim dos textos, essas propostas ficam sempre incompletas para mim.

Gosto de conversa franca, olho no olho, ou uma boa prosa, também agrada bastante, no mundo das pequenas empresas encontro as duas modalidades com fartura.

Nada de enrolação, nada de defender novas teses, diga logo onde você quer chegar, não temos tempo a perder, a vida é bem mais simples do que tentam vender para nós a todo momento.

1 comentário 23 de Fevereiro de 2007 às 07:39 Sergio Oliveira

Metas? Sim! Inatingíveis? Não!

metas - metas
Se ao abrir seu próprio negócio, sua meta principal for ficar rico a partir dessa empreitada, sugiro que você reveja os seus planos, essa premissa poderá contaminar a boa idéia a qual deseja empreender.

Tal possibilidade é tão remota como a paz no Oriente Médio, um erro clássico, já no início, compromete bastante a consolidação do empreendimento.

Depois de planejado o seu negócio, em bases reais, e já em funcionamento, cuide para que as metas mensais e anuais sejam desafiadoras, porém atingíveis.

Nada é mais desestimulante do que olhar para o número já sabendo que será impossível alcançá-lo. Para os seus funcionários é frustração pura, principalmente se você tiver implementado algum programa de remuneração variável, que significa para eles muito esforço na busca, e a decepção do não atingimento além de ser menos dinheiro no bolso.

Se não se sentir seguro para definir as metas da sua empresa, peça ajuda, contrate alguém para te auxiliar, permita que seus empregados opinem (você poderá se surpreender), construa um plano de crescimento, que se desdobre nas metas. Algo que seja desafiador, interessante do ponto de vista da geração de lucros e estimulante para quem estará envolvido na conquista desses resultados.

O bom senso agradece!

1 comentário 13 de Fevereiro de 2007 às 21:33 Sergio Oliveira

Dê um tempo ao caixa da sua pequena empresa!

caixa registradora - caixa registradora
A vida pessoal do empreendedor caminha de mãos dadas com alma da empresa.

Tudo aquilo que for desejado pela família: um carro novo, viagem para a Disney ou mesmo gastos como roupas e calçados de marca, mas que não estão previstos no orçamento familiar, significa saques no caixa da empresa, o que nem sempre quer dizer que ela está preparada para suportar esses ímpetos de consumo.

Dinheiro em caixa não significa dinheiro disponível para o gasto, significa apenas dinheiro aguardando a data de vencimento dos compromissos já assumidos.

Sócio tem que viver com o pró-labore mensal, gastos extras, ao final do ano, quando for realizada a distribuição dos lucros.

Tal fato, se não observado e respeitado pode comprometer a saúde financeira da pequena empresa, a ponto de inviabilizá-la financeiramente, se isso acontecer:

- Nem carro novo, nem velho, vai de ônibus mesmo.
- Nem casa nova, nem velha, de volta ao aluguel.
- Nem viagem a Disney, nem escola particular, matrículas na pública.

Se o filme já é conhecido, pule essa cena, reorganize em casa e permita que a empresa respire, se fortaleça e quem sabe no futuro ela seja a grande financiadora dos seus sonhos e de sua família.

Adicionar comentário 11 de Fevereiro de 2007 às 16:03 Sergio Oliveira

Pequeno Empresário não precisa de MBA

Ricardo, leitor do blog, enviou um e-mail que é interessante e creio que seja dúvida também de outros empreendedores:

- Tenho um pequeno negócio, com relativo sucesso e percebo que, mesmo depois de três anos de funcionamento cometemos falhas que atrasam o nosso crescimento, estabeleci como a minha meta profissional para 2007 iniciar um curso de MBA em gestão empresarial para adquirir mais conhecimento, qual a sua opinião?

Vamos lá, não gosto de desapontar as pessoas, mas também não abro mão de emitir a minha opinião sincera sobre temas que me incomodam.

Caro Ricardo, não saberia precisar o quanto um curso de MBA ajudaria no fortalecimento do seu negócio.

Após ter cursado uma pós-graduação e um MBA, em finanças e Gestão de Negócios, totalizando 780 horas/aula de novos conhecimentos, ministrados por universidades conceituadas e classificadas entre as dez melhores do nosso País, mudei um pouco a minha opinião sobre esses cursos.

As matérias que compõe o curso e o foco (se é que existe) são voltadas para a formação de profissionais que atuarão ou exercerão cargos de comando em grandes empresas. (faturamento anual superior a 60 milhões/ano)

As discussões e os debates giram em torno de problemas afetos a essas grandes corporações. Os casos estudados, idem. Se você tenta encaixar assuntos do dia a dia da sua pequena empresa, duas coisas acontecerão: como os professores nunca viveram experiências nesses ambientes, geralmente são acadêmicos ou ex-executivos de multinacionais, os mais honestos irão dizer que não sabem, outros darão opiniões e palpites que não se aplicam.

Pequeno empresário precisa ser prático, administrar uma MPE pede ações rápidas e efetivas, todo 5º dia útil a folha de pagamento vence e é preciso pagar os funcionários, além do que, você não tem fila de gerentes de bancos na sua sala de espera oferecendo dinheiro a 1% ao mês com 36 meses para pagar.

A melhor comparação para mim, quando busco conhecimento hoje é a do canivete suíço, onde cada ferramenta tem uma utilidade, claramente definida e aplicável.

- O abridor de garrafas, abre garrafas
- O saca-rolha, saca-rolha
- A chave de fenda, aperta e afrouxa parafusos

A sua pequena empresa precisa disso, ferramentas de uso imediato, é uma questão de sobrevivência. Os MBA atuais não ensinam isso. Navegam por mares que não tem os peixes que você precisa pescar.

Diria que você resolve a sua busca de conhecimentos com um investimento de tempo e financeiro infinitamente menor, basta definir de forma clara quais as capacitações você julga necessitar, trocar idéia com empresários de sucesso e mais experientes para ver se está no caminho certo e, a partir daí, buscar cursos específicos, de curta duração, de 20 a 40 horas/aula, onde você terá a orientação de profissionais que vivem o dia a dia da pequena empresa, com todos as suas dificuldades e desafios a serem superados.

Onde? SENAC, SEBRAE, ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS, CIESP, FIESP (EM SP)….. todos oferecem cursos de qualidade e com um foco específico. Só para ilustrar cursei num desses MBA a matéria de DERIVATIVOS, sabe quando vou usar? Se depender dos caminhos que trilho, nunca, mas estava lá no pacote, tive que estudar, entender, fazer prova, para o pequeno empresário é conhecimento inútil.

Portanto, seja adepto do canivete suíço, de nada adianta comprar uma caixa de ferramentas com equipamentos de ultima geração, baseados nas tecnologias mais avançadas se para dar saltos de qualidade no atendimento, aumentar as vendas e incrementar os lucros sua empresa precisa apenas de :

- Abrir uma garrafa, sacar uma rolha ou apertar um parafuso!

1 comentário 7 de Fevereiro de 2007 às 07:49 Sergio Oliveira

Conservador demais? Não importa, seja você!

Conheci um empresário que tem uma história interessante:

Dezoito anos atrás, após ser demitido da empresa que trabalhava, era mecânico de manutenção da planta industrial, recebeu a proposta de continuar a realizar os mesmos serviços, desde que constituísse uma micro-empresa para tal finalidade.

E assim ele fez, como não lhe restava alternativas, era melhor tentar do que ficar desempregado. Foi o que pensou num primeiro momento. Se atirou na aventura com todos os bônus e os ônus que esperam um empreendedor de primeira viagem.

O negócio que começou como manutenção industrial, regado de incertezas, foi delineando o seu caminho e hoje, 18 anos depois, se transformou numa empresa de automação industrial, com faturamento anual que supera R$ 2 milhões de reais/ano. São 55 empregados conectados 24 horas nas demandas dos clientes.

Centralizador demais…

Nada acontece na sua empresa sem que ele saiba.

Econômico demais…

Anda pela empresa catando clips, parafusos e apagando luzes. Faz vistoria nas impressoras e na Xerox para avaliar o desperdício de papel e toner.

Paternalista demais…

Conhece todos os empregados pelo nome, aconselha a todos, de divórcios a casos de alcoolismo.

Seguro demais…

No time de futebol da empresa ocupa a posição de goleiro titular, além de técnico é claro. Tem uma defesa reforçada e só saem para o campo do adversário no contra-ataque. O jogo é feio, mas o time já conquistou o tri-campeonato regional jogando dessa forma. Os troféus conquistados são exibidos na sala de reuniões ao lado das certificações de qualidade e reconhecimentos recebidos na condição de prestador de serviços com qualificação padrão internacional.

Assertivo demais…

Cuida pessoalmente do contato com os principais clientes, renovações de contratos e negociações com novas empresas.

Detalhista demais….

Ganhou prestigio através da qualidade dos serviços que sua empresa presta, com pontualidade e senso de urgência. Não importa a hora, seus técnicos estarão lá prontos para encontrar as soluções.

Conservador demais…

Tem recusado com frequência novos contratos, diz que sua empresa já atingiu o tamanho que sempre desejou e que agora quer se especializar no que faz, proporcionar aos seus empregados que participaram da construção da empresa, uma melhor qualificação profissional e melhores condições de vida.

O que ele ganha com isso?

Empregados comprometidos demais…

Os empregados trabalham por projetos, em células auto-suficientes, vestem a camisa da empresa com a mesma crença que soldados kamikasi vestem a farda para a missão fatal.

Se Centralizador, Econômico, Paternalista, Seguro, Assertivo, Detalhista ou Conservador demais, não importa, não acredito em rótulos, acredito sim em identidade interna e externa, que seja valorizada pelos empregados e reconhecida pelos clientes, por menor que seja a sua empresa, isso fará toda a diferença!

Estava me esquecendo, tem outra característica marcante que não é do empresário e sim da empresa que ele construiu:

Lucro líquido demais….

2 comentários 30 de Janeiro de 2007 às 22:20 Sergio Oliveira

Onde estão as melhores idéias para se administrar uma pequena empresa?

lampadinha - lampadinha

Na minha mente?
Na sua?
Nas revistas sobre negócios? (superficiais demais!)
Nos livros sobre gestão empresarial? (técnicos e extensos demais!)
Nas experiências vividas pelos empreendedores? (dispersas demais!)

Onde estarão então?

De forma isolada em nenhum deles!

Vejo boas idéias por toda parte, fragmentadas, desconexas, e dessa forma não produzem a sinergia necessária para provocar qualquer transformação positiva no ambiente empresarial.

Observe que, em gestão de pequenas empresas, os principais temas são reeditados ano após ano, colocam neles uma roupagem nova, mas os conceitos básicos são os mesmos.

Essa prática movimenta a indústria de edição de revistas, livros e palestras sobre gestão e negócios.

Somados todos os esforços, muito se diz, pouco se transforma. Na vida real posso afirmar que quase nada se evoluiu em termos de profissionalização nas pequenas empresas.

É como se os nossos empresários estivessem isolados numa ilha, náufragos, consumidos pelo instinto de sobrevivência, vivem apenas para garantir o hoje, como se o amanhã fosse algo tão incerto que não valeria a pena pensar nele.

O que fazer?

Essas boas ideais e melhores práticas precisam ser condensadas e ordenadas, seguindo a linha do bom senso, um roteiro, que seja simples, de fácil aplicação para o pequeno empresário, que no decorrer do dia representa diversos papéis nesse teatro que é a atividade empreendedora no nosso país.

Quem dará o primeiro passo?

Qual é o melhor modelo de gestão para fazer a sua pequena empresa crescer e dar lucros?

Construa o roteiro que mais se aplica ao seu negócio, não espere que alguém lhe entregue pronto ou venda sob forma de consultoria, isso não acontecerá!

5 comentários 21 de Janeiro de 2007 às 20:17 Sergio Oliveira

Férias do Empreendedor - você merece!

Se tem algo que fica extremamente comprometido quando iniciamos o nosso negócio próprio são as férias, principalmente nos primeiros anos, quando investimos tudo o que temos e ainda ficamos devendo. É assim com quase todos os empreendedores de primeira viagem. Sem férias e muitas contas para pagar.

Todo o esforço passa a ser direcionado para o incremento das vendas e a busca incessante de lucros que permitam manter o equilíbrio financeiro. Salvar a empresa das negras estatísticas de fechamento que assombram a todas as pequenas empresas brasileiras até o quinto ano de vida passa a ser prioridade total, só que esse instinto de sobrevivência cobra um preço muito alto se o negócio não foi corretamente planejado.

No meu primeiro negócio, foram sete anos de muita luta, atuavamos no setor de alimentação. Durante a semana a preparação da matéria prima e a produção ocupavam grande parte da nossa atenção, sendo que os nossos melhores dias de faturamento eram nos finais de semana e feriados.

Foram sete anos de muito aprendizado e apenas algumas semanas de folga. Hoje olho para o passado e vejo que, se não ganhamos o dinheiro que gostaríamos, recebemos sob a forma de experiência, que foi riquíssima e que nos credenciou para os passos seguintes.

Se tem algo que aprendi e que carrego comigo até hoje é que nós somos reféns das nossas escolhas, portanto, se você está acostumado com 30 dias de férias todos os anos, totalmente despreocupado, esse mundo não existe na vida dos empreendedores, pelo menos para a grande maioria.

Lançar-se na empreitada de um novo negócio é um desafio e tanto, que consumirá as economias financeiras, exigirá esforços e sacrifícios de toda a família, principalmente esposa (o) e filhos.

Converse bastante em casa, avalie. Uma garantia de equilíbrio na família é ter uma renda alternativa, de forma que não dependam de retiradas mensais do novo negócio para sobreviver. (Isso é dificílimo, poucos conseguem, o comum e misturar vida pessoal com o caixa da empresa).

Se você puder avaliar com calma a idéia de empreender, pare e pense:
- Sente-se completamente preparado?
- Sua família está plenamente convencida dos sacrifícios no presente em troca de benefícios futuros?

Se não, o melhor a fazer é adiar um pouco o sonho do negócio próprio, aumentar as economias, envolver a família no projeto e escolher um novo momento.

Já vi diversos casamentos acabarem a partir da abertura de negócios mal planejados. Um promete que dará tudo certo , o outro apesar de não acreditar, concorda para não desapontar, e ao final, os dois se enganaram e sobram os desentendimentos.

Outro dificultador são as famílias que querem manter o padrão de vida e de conforto que tinham quando o Pai/Mãe eram empregados de empresas que pagavam gordos salários. Isso pode ser desastroso quanto iniciamos os novos negócios e a palavra de ordem passa a ser economia.

Se empregado ou empreendedor, não importa, todas as pessoas merecem um descanso, precisam se desligar um pouco e não existem meses melhores para isso do que em dezembro/janeiro, quando avaliamos o ano que passou, analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, se estamos felizes, o que poderíamos melhorar e o que pretendemos para o ano que se inicia.

De alguma forma, mesmo que esteja consumido pelo seu negócio, tente sair pelo menos uma semana, faça uma boa reflexão, recupere o seu equilíbrio, curta sua família, afinal, vocês merecem e 2007 promete ser um grande ano.

Você precisará estar renovado para perceber e aproveitar as melhores oportunidades!!!

Bom descanso!!!

1 comentário 10 de Janeiro de 2007 às 14:40 Sergio Oliveira

Correndo riscos desnecessários

Nesta semana vivenciei uma experiência muito interessante, conheci uma empresa que tem um problema que muitas gostariam de ter, ganha dinheiro no que faz, não tem dívidas, acumula recursos e neste momento discute se deve ou não crescer em função da pressão que vem recebendo dos clientes por novos produtos.

Ela tem uma produção em série, que se desdobra em vários ítens e uma enorme vantagem competitiva na obtenção da matéria-prima, que entra com um custo muito baixo na sua linha de produção e permite que ela tenha uma margem de lucro excelente. O parque industrial é misto, lá encontrei máquinas modernas, de última geração e outras que já estão bastante ultrapassadas, mais apropriadas para uma pequena produção e com caráter artesanal, o que não era o caso.

Apesar do conflito na produção, que é por opção, a empresa possui recursos para se modernizar por total, ela tem um excelente posicionamento de mercado, ocupando uma fatia importante do mercado nacional, quando consideramos o nicho de mercado em que atua. Nicho este que está em desenvolvimento, mas deverá ser expandido nos próximos anos devido as tendências de mercado que já se confirmam.

Se está tudo equilibrado, por que se preocupar então?

Ocorre que conhecia a empresa através das propagandas que ela realiza e também por utilizar alguns dos seus produtos. A imagem que eu tinha era de uma empresa que faturasse dez vezes mais do que fatura atualmente. Isso me surpreendeu bastante. A imagem na mente do consumidor é maior que seu porte. Posso afirmar com tranqüilidade que a marca criada, hoje, vale mais do que a empresa, só que eles optaram por não crescer.

Encontrei algo inusitado, me recordei do caso do Requeijão Catupiry, que revolucionou a culinária brasileira, criado em 1911 ,na sua caixinha de madeira tradicional e insistindo em não expandir a produção e crescer, a quantidade que produzia passou a ser disputada por todos, uma novidade, enriquecia o sabor dos alimentos e ter Catupiry à mesa era chique. Isso a vinte anos atrás. Os concorrentes perceberam o espaço a ser ocupado e hoje basta visitar um supermercado e ver a infinidade de marcas produzindo requeijão cremo idêntico ao Catupiry. O preço de antes e a vantagem competitiva se foram, hoje a concorrência é voraz e a margem bastante apertada. São os novos tempos que sempre chegam.

Conversamos bastante sobre isso, ele tinha conseguido o mais difícil, desenvolver produtos com qualidade superior, preferidos pelas pessoas no momento da decisão da compra, num preço aceitável, uma margem de lucro acima da média do setor, uma capacidade instalada com possibilidade de dobrar a produção sem novos investimentos, enfim, faltava a decisão de ocupar uma fatia maior de mercado, até como forma de desestimular concorrentes que venham a se interessar em copiar seus produtos e passarem também a disputar esse nicho.

Creio que, como a empresa não tem dívidas e acumula recursos financeiros, isso gerou uma certa acomodação nos sócios, desestimulando a busca de novos desafios. Uma exposição desnecessária, pois, o produto desenvolvido por eles é de fácil cópia e produção, não tem barreiras tecnológicas protegidas por patentes, sendo a única barreira os investimentos exigidos em máquinas e equipamentos para se iniciar a produção que são elevados.

Sugeri algumas alternativas que ainda não tinha sido pensadas por eles e que acredito, permitirá o crescimento de forma sólida e ordenada. Se pude contribuir de alguma forma foi esclarecendo os pontos que acho que são fundamentais nesses raros casos:

- O crescimento e a ocupação de uma fatia maior de mercado é urgente e necessária, tem que ser tratada como uma necessidade e não como uma opção, é uma decisão estratégica e como tal deve ser tratada.

- Quando não se tem barreiras a entradas de novos concorrentes, a batalha a ser travada é no campo da consolidação da marca e da ocupação de fatias maiores de mercado. Isso pede decisões rápidas e acertadas.

- A chegada de novos concorrentes é inevitável, só que eles avaliarão com mais cautela antes de competir no mesmo nicho e disputando os mesmos clientes.

- Quando as pesquisas confirmam que já existe uma empresa lider num nicho de mercado, os novos concorrentes entrarem brigando num degrau abaixo ou acima, em função de já existir um relacionamento estreito e de confiança entre a lider o os seus clientes consumidores, alicerçado nos fatores subjetivos que compõe a decisão da compra, que costumam sobrepor as pequenas diferenças de preços.

É a tão sonhada identidade que pouquíssimas marcas conseguem construir, passando a habitar na mente e no coração dos seus consumidores por longos anos. Essa etapa a empresa já venceu.

Exemplos claros disso pode ser visto visitando a pesquisa Folha TOP of MIND 2006, ( veja no site o resultado clicando na opção “apresentação 2006”). Algumas empresas acabaram de ser eleitas como absolutas na preferência do consumidor, por quanto tempo elas irão permanecer dependerá bastante da forma como elas tratarão esse podium, a premiação e o reconhecimento podem ser um convite a acomodação ou um forte estímulo a busca de melhorias continuas e a conquistas de novas fatias de mercado. Vivo no mundo da segunda opção.

Adicionar comentário 25 de Novembro de 2006 às 10:27 Sergio Oliveira

Você é um empreendedor patrimonialista ou com visão de mercado?

Costumo classificar os empreendedores com relação a forma que realizam os seus investimentos em dois grupos: os que tem visão patrimonialista e os que tem visão de mercado.

Empreendedor com visão patrimonialista – é aquele que inicia a empresa já adquirindo o imóvel para a sede própria, veículos novos e todo o maquinário novo ( mesmo que fique ocioso), ele se sente seguro por poder entrar na sua empresa e visualizar os seus bens (patrimônio) ali, ao seu lado, isso lhe passa uma sensação de segurança e bem estar, mesmo que seu negócio não esteja gerando lucros suficientes para crescer, se estiver mantendo o patrimônio e melhorando um pouco por ano ele está satisfeito. Muitas vezes falta dinheiro para fechar a folha de pagamento e pagar fornecedores. Ele resolve a sua falta de dinheiro buscando empréstimos em bancos.

Empresário com visão de mercado:

· Aluga o imóvel para instalar a empresa e tem maior liberdade para mudar quando a empresa crescer sem ter que se preocupar com a venda e a compra de um novo imóvel. ( foco no negócio)

· As entregas são terceirizadas, com isso ele fica livre da responsabilidade de manter o veículo.

· Compra máquinas e equipamentos essenciais para o funcionamento da empresa, fabrica fora tudo o que for possível, desde que não comprometa a produtividade e competitividade da empresa.

· Mantém dinheiro em caixa. ( fundamental para não depender de bancos)

· Negocia duro com fornecedores e consegue excelentes descontos para pagamento a vista. ( isso permite preços de venda mais competitivos)

· Os financiamentos que utiliza de bancos são de longo prazo (investimentos) com isso se beneficia da carência e das taxas de juros subsidiados ( ex: linhas BNDES, FINAME, PROGER)

· Está sempre atento e a procura de oportunidades que permitam que seu negócio cresça e seja mais rentável.

· Sabe exatamente onde seu negócio está e onde quer chegar (aumenta o êxito nas decisões)

Ter visão patrimonialista é o padrão dos empreendedores brasileiros, é uma forma de comportamento empresarial que tem como premissa a manutenção do negócio.

Já a visão de mercado diria que é a ideal, o nosso país precisa de empreendedores com visão de mercado, uma visão acertada da gestão financeira com foco no negócio, prontos para crescer e gerar mais empregos, vêem o empregado como um parceiro e por isso remuneram melhor e buscam sempre o menor preço para o seu cliente sem comprometer a qualidade, enfim, fazem a roda da economia girar, meu voto de confiança é para esse time.

Adicionar comentário 10 de Novembro de 2006 às 07:17 Sergio Oliveira

Feche os olhos, imagine que sua pequena empresa cresceu bastante! E agora, o que fazer?

Esse é o maior sonho dos empreendedores que conheço, todos acham que sua empresa nasceu predestinada a triunfar e que o céu é o limite.

Pensar grande nunca foi um defeito, vejo como uma virtude, a capacidade de sonhar é que mantém vivo a maioria dos empreendedores.

Independente do estágio atual do seu negócio, pode ser no campo da imaginação ou já em funcionamento, alguns ensinamentos são valiosos.

Gosto de conhecer as histórias dos que conseguiram chegar ao podium, mas confesso que a minha maior busca é pelas entrelinhas, a grande sacada ou seja, o que levou o negócio ao patamar atual, quanto se errou para chegar ao sucesso e o preço que foi pago por esses erros.

Procuro depurar o que foi dito e escrito, empresas que desfilam como vencedoras e tem por trás esquemas de corrupção para ganhar licitações ou que trabalham alavancadas por sofisticadas teias de sonegação fiscal não me interessam, isso não são casos de sucesso e sim de polícia, são professores do que tem de pior no Brasil e só oneram os que lutam pelo seu espaço ao sol e pagam os impostos corretamente.

Coleciono matérias de jornais, revistas e entrevistas de grandes líderes, mesmo sabendo que eles não contam a “grande sacada”, por uma questão estratégica ou mesmo pelo fato dela não existir, alguns dos maiores segredos de sucesso que pude decifrar durante todos esses anos, conto a todos sem restrições: Acorde cedo, trabalhe bastante, conheça os números da sua empresa e do concorrente, economize cada centavo, saiba comprar, saiba vender, surpreenda o seu cliente, faça parcerias, valorize seus empregados, seja transparente, tenha uma empresa transparente, pague seus impostos, ajude uma comunidade carente e preserve o meio ambiente.

Fazendo um paralelo entre as grandes empresas que observo e as pequenas que participo no dia a dia, posso dizer que, guardadas as proporções, a forma de se administrar uma pequena empresa e levá-la ao sucesso não é muito diferente do que é feito nas grandes corporações. Muda um pouco a intensidade em cada ação.

Nas pequenas empresas brasileiras temos um sentimento muito forte de paternidade, é como o pai que criou o filho para ele e não para o mundo e acha que nunca chagará a hora dele partir.

O fundador sofre para passar o comando para a próxima geração da família, pessoas que ele mesmo preparou. Vide o caso da Cofap, a história de uma empresa brasileira de controle familiar onde não se teve a habilidade suficiente para transferir o comando, seja pela falta de confiança nos sucessores ou pelo apego excessivo a criação, uma empresa que nasceu pequena, tem uma história belíssima, atingiu padrões de classe mundial e foi comprada pelo capital internacional.

Se quisermos inserir o Brasil no mapa mundial de negócios precisamos preparar as nossas pequenas empresas como se grandes fossem, a gestão profissionalizada deixou de ser um modismo e passou a ser uma necessidade, carregue contigo o mérito de ter dado vida a um novo negócio, mas tenha a sensibilidade de perceber o momento que sua empresa roga por conhecimentos que você não possui, que gastaria um tempo para adquiri-los, e que a “sua empresa” não poderá esperar.

Busque o auxilio de uma empresa de contratação de executivos, entenda como eles trabalham. Os custos pelo serviço são aceitáveis e o cadastro que eles possuem permitem um alto índice de acerto.

A velocidade dos acontecimentos pode guardar surpresa.

E se ao abrir os olhos sua empresa realmente tiver crescido? Oito, dez anos se passaram e você nem percebeu que aquela pequena empresa já fatura hoje mais de 20 milhões/ano, alguns investidores batem a sua porta propondo parcerias ou sociedade, como tratá-los?

Você não se preparou para isso, não tem ao seu lado profissionais que possam te orientar, enfim, sua pequena empresa é uma ilha onde você reina soberano.

Alguns entendem o momento e aproveitam a oportunidade, outros se fecham e acham que isso é uma ameaça. Essa pode ser a diferença entre os que triunfam e os que fracassam.

O escritório paulista de advocacia *Tozzini, Freire, Teixeira e Silva e um exemplo vivo do que digo, fundado em 1976, tinha no ano de 1991 apenas 11 advogados, hoje, 15 anos depois, sua banca é a maior do país em quantidade de advogados, com 428 profissionais (sendo que 53 são sócios) e faturamento anual estimado em R$ 150 milhões de reais , o que os sócios fundadores viram que os demais concorrentes não viram?

Na década de 90, aproveitaram a abertura da economia, que trouxe consigo a globalização, além das privatizações realizadas pelo governo brasileiro, esses movimentos criaram um mar de oportunidades, para todos os escritórios de advocacia, apenas alguns aproveitaram.

Isso pode um dia acontecer com a sua pequena empresa?

Sem dúvidas, mas avalie seu desprendimento do poder e sua capacidade de percepção para identificar as novas oportunidades, isso poderá fazer toda a diferença.

Deixo algumas perguntas para reflexão:

- Você se sente preparado para liderar uma grande revolução na sua empresa?

- Partilhar o poder é motivo de sofrimento para você e para os seus sócios?

- Quantos profissionais você tem ao seu lado que poderiam gerir a empresa melhor que você?

- A empresa representa uma fonte de renda ou seu negócio tem vida própria?

- Se recebesse uma oferta de compra hoje, qual seria o preço que você estaria disposto a vender a sua empresa?

- Aceitaria a condição de ser um sócio cotista sem direito a interferir na gestão da empresa?

- Onde busca inspiração para inovar na sua empresa?

- Qual foi a última grande oportunidade que você percebeu antes dos demais e aproveitou?

- Qual será, na sua opinião as mudanças em curso que afetarão diretamente o seu negócio?

- O que você faz hoje se preparando para esses acontecimentos?

Realmente o céu é o limite, mas isso vale para aqueles que se propõe a transformar a realidade, saem do campo dos sonhos e criam, captam as oportunidades no ar e as convertem em resultados positivos!

Entre para esse seleto time dos que trocam 100% de propriedade por cotas de participação e poder por sabedoria.

*As informações sobre o Escritório de advocacia Tozzini, Freire, Teixeira e Silva foram extraídas da revista Veja São Paulo, edição 25/10/06.

2 comentários 3 de Novembro de 2006 às 23:07 Sergio Oliveira

Idéias Enlatadas

Como todo alimento enlatado vem acompanhado de conservantes que fazem mal para a saúde, as idéias que são vendidas prontas, pelos mais diversos canais de comunicação, como: “As 100 oportunidades exclusivas …..” ; , “Dez passos para o sucesso…”; também possuem contra-indicações, as vezes causam até o câncer empresarial.

A melhor idéia é aquela que foi desenvolvida, de maneira natural, sem ter sido forçada no seu amadurecimento, e que lhe foi permitido o tempo necessário para que todos os fatores envolvidos na decisão de investir tenham sido testados, através de estudos, pesquisas de mercado, visitas a empresas já estabelecidas no mesmo ramo de atividade, entidades de classe e entidades de apoio, como o Sebrae.

Esses procedimentos aumentam as chances de sua nova empresa nascer com saúde e evita o câncer empresarial, que é a quebradeira generalizada das Micro e Pequenas Empresas abertas no Brasil, cujos sócios não permitem que todas as etapas sejam cumpridas, se precipitando e por isso, engordam as pesquisas realizadas sobre insucesso empresarial.

Fuja das idéias enlatadas, busque uma idéia inovadora, mesmo que seja num ramo de atividade tradicional.

Um exemplo de idéia tradicional que foi modificada por uma inovação: quer um negócio mais comum do que uma livraria? Veja a transformação pela qual algumas delas passaram nos últimos anos: vendas pela internet para quem não quer sair de casa. Por outro lado as lojas físicas se transformaram em cafeterias, locais para leitura e ponto de encontro, conseguiram agregar um valor e se tornaram agradáveis. Essas livrarias são hoje excelentes locais para se conhecer pessoas, antes só vendiam livros.

Esse já é o modelo de livraria atual, a pergunta é: Qual será a próxima idéia inovadora no ramo de vendas de livro? E nos demais ramos de atividade?

Pense e chegue na frente!

Adicionar comentário 12 de Outubro de 2006 às 14:49 Sergio Oliveira

Por que não faço consultoria?

Não acredito em consultorias que vendem soluções prontas e acabadas.
Isso pode ser aplicável nas médias e grandes empresas.
Nas micro e pequenas a dinâmica é bem diferente, a começar pela ausência de recursos para custear uma consultoria “completa”.

Quando observo a infinidade de profissionais formados em administração de empresas, economia e contabilidade, a procura de um bom emprego, me pergunto?

- Por que eles não se capacitam e buscam uma especialização em gestão de pequenas empresas?

Para que isso?

Sempre falo para os pequenos empresários que a empresa deles crescerá até o limite das competências desenvolvidas por eles. Explico melhor:

- Numa industria, o gargalo na linha de produção pode ser uma máquina que funciona num ritmo mais lento que as demais, logo, não adianta adquirir uma máquina moderna que produz 100 unidades/hora se a máquina seguinte da linha de produção que empacota essas unidades só consegue realizar 50 pacotes/hora. A máquina de empacotar é quem determinará o ritmo de produção da fábrica.

Retornando a Pequena Empresa: de nada adianta sua empresa ter uma excelente oportunidade de mercado e atuar num nicho de mercado rentável, com pedidos crescentes se os conhecimentos do dono da empresa não permitem que ela cresça mais.

Quando falo de competências, me refiro às ligadas a gestão do negócio e não competências técnicas ( compras, produto, processos, produção..) essas geralmente vão bem, obrigado.

O que o pequeno empresário não percebe ou se nega a ver é que a sua empresa cresceu e a carteira de clientes ou a gestão das vendas pedem uma condução mais profissional, seguindo regras recomendáveis de administração.

Os pequenos erros de antes, podem agora colocar a empresa em sérios riscos. As decisões de investimento não devem mais ser fruto apenas da percepção do empresário, terão que ser projetadas e calculadas , do ponto de vista operacional e financeiro.

É nesse cenário que não vejo a figura do consultor tradicional e sim de um profissional formado em cursos voltados para negócios, (por exemplo, administração de empresas, economia e contabilidade) que se qualificou e entende desse momento tão especial da vida da pequena empresa, que esteja disposto a fazer um contrato de risco de 12, 24 meses, onde ele tenha uma remuneração mensal.

Ao final do prazo do contrato, quando a pequena empresa atingir as metas estabelecidas, o estágio de crescimento planejado e os gestores estiverem aptos a praticar os conhecimentos repassados, a empresa terá mudado de patamar, estará num novo estágio.

Chega então a hora de receber sua remuneração final, que deverá ser a maior parte do valor do contrato, como um prêmio pelos serviços prestados, uma participação justa e merecida.

Ganha a empresa, ganha o empresário, gera-se mais empregos, enfim, a roda gira e esse “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” seguirá sua peregrinação para salvar outras pequenas empresas que precisam de socorro.

Só acredito em apoio na gestão se nele estiver contido o compromisso da transferência do conhecimento, não pode haver, em hipótese alguma, uma dependência permanente da empresa para com o profissional.

A manutenção dessa dependência é desleal e significa que o trabalho não atingiu os seus objetivos.

Se o empresário se sentir seguro e preparado, a missão foi cumprida e o nosso “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” estará livre para se vincular numa nova parceria.

Pode ser que esse profissional ainda não exista, só agora as universidades e faculdades despertaram para a realidade de que formam legiões a busca de empregos que não existem mais.

Posso estar olhando para um futuro, mas gostaria mesmo de estar vivendo essa realidade, pois, hoje, as pequenas empresas rogam por ajuda para ontem.

A oportunidade está latente, quem irá aproveitar?

2 comentários 9 de Outubro de 2006 às 23:42 Sergio Oliveira

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