Publicações arquivadas sob Estratégia

Eu faria diferente, e você?

equilibrista - equilibrista

Por que alguns gestores parecem perder a razão em determinados momentos e conduzem suas empresas guiados por uma fé cega, em direção ao abismo?

Todas as vezes que presencio tais situações, o primeiro pensamento que me vem à mente é: “Alguém vai se machucar!”.

A princípio, são sempre os mesmos, os empregados. Na busca dos culpados pelos erros o dedo sempre aponta para baixo. Demite-se alguns e depois de perceber que os problemas não foram solucionados, partem a procura de outras vítimas. Raras foram às vezes que vi o comandante maior assumir, de primeira mão, que ele faz parte do problema.

A legitimidade no comando é testada a cada momento, os empregados percebem se o gestor tem a condição de estar onde está ou é mais um pedra no caminho da sobrevivência e crescimento da empresa.

Seria mais fácil se o gestor maior estivesse disposto a escutar, com o canal de comunicação aberto para captar as contribuições e processá-las de forma séria. A questão é que, na mesma caixa onde são postados os elogios ao modelo atual de gestão, também são colocadas as críticas e propostas que divergem do direcionamento atual do comando da empresa. É aí que começa o problema.

A grande realidade é que são raros os chefes que gostam de ser contrariados, e mais raros ainda os que estimulam isso. A controvérsia é um poderoso combustível no estímulo da criatividade. Só que ela precisa ser, no mínimo, tolerada.

Imagine uma empresa onde todos pensam exatamente igual.
Na realidade essa empresa não existe, o que existe sim, são empregados que se moldam para agradar o chefe, são excelentes camaleões. A cada chefe novo um comportamento novo.

Esse é um veneno distribuído em conta gotas, com o tempo os empregados abandonam o que possuem de mais valioso, sua opinião própria, sua capacidade de criar e por fim, a dignidade. Limitam-se apenas a cumprir o papel que lhe foi determinado. É o começo do fim. O cemitério é de longe o lugar mais seguro.

A grandiosidade de um líder é medida pela busca incessante de pessoas que trabalhem na sua equipe e que tenham um pré-requisito básico, sem o qual não se qualificam para ocupar a vaga:

Ser mais competente que o próprio chefe, mesmo que seja pensando diferente dele!!!

Adicionar comentário 7 de Junho de 2008 às 19:41 Sergio Oliveira

Afine o discurso!

violino - violino
Tudo na sua empresa transmite uma mensagem, desde a fachada, o cartão de visitas, a postura no atendimento, a roupa dos funcionários, a qualidade dos produtos, o pós-venda, dentre outras coisas. O conjunto de percepções, sensações e vibrações captadas pelo seu cliente é que formará a imagem que ele terá da sua empresa após se relacionar com ela.

Tornar o mais claro possível, decodificando o que se quer transmitir é o ponto de partida dessa caminhada, que é a criação de uma imagem vencedora na mente das pessoas.

Um bom plano de marketing deve partir de um eixo central, no qual algumas perguntas precisam ser respondidas:
- Quem é o meu público-alvo?
- Onde queremos chegar?
- Seremos reconhecidos por qual diferencial?
- Qual a melhor forma de comunicar as nossas intenções?

Verbalizar essa mensagem através de entrevistas em rádio e TV pode ser uma boa alternativa de construção da imagem e divulgação da empresa. Para isso é preciso estar com o discurso extremamente elaborado e alinhado com a real proposta do seu negócio.

É muito comum, até pela falta de experiência em conceder entrevistas, empreendedores se postarem de frente às câmeras e dispararem a falar, seja por nervosismo ou empolgação, abandonam o roteiro traçado para entrevista e dizem o que não deviam.

Quando você tiver a oportunidade de falar, em nome da sua empresa, seja mídia espontânea ou paga, entrevista para rádio, jornal ou TV, tente ser o mais objetivo possível, lembre-se que o tempo ou espaço disponível é limitado e custa caro, por isso é preciso que o discurso retrate a realidade dos fatos.

Dois erros fatais e bastante comuns: Apresentar a sua empresa melhor do que ela é ou perder a oportunidade de dizer o que ela realmente é, por isso, afine o discurso!

3 comentários 15 de Maio de 2008 às 08:04 Sergio Oliveira

Seja Prático!

A falta de definição clara dos rumos a seguir é como uma nuvem negra que paira nos céus das pequenas empresas e turva a mente e o cérebro de todos.

A praticidade nas ações diárias simplifica o discurso, torna mais fácil o entendimento da mensagem que precisa chegar à equipe, que é quem efetivamente constrói o resultado.

O empreendedor é o gestor maior e como tal deve se comportar. Negócios de sucesso têm a frente pessoas visionárias, acompanhadas de um forte senso prático.

A estruturação de uma empresa pode ser realizada de várias formas, um modelo de sucesso que vem ganhando força ultimamente é considerar as diferentes dimensões que se interelacionam no ambiente interno e externo.

Como sugestão, considere as dimensões Pessoas, Sócio-ambiental, Negócios e a Financeira. Abaixo desses tópicos encaixe tudo o que você faz e que tenha relevância, desça ao grau de detalhamento necessário, ou seja, aquele que permita o correto entendimento, por mais simples e básico que seja o nível de estudo dos seus colaboradores.

Mapeadas todas as ações desenvolvidas por dimensão e ajustadas às interligações entre elas, cada colaborador deverá conhecer o “quebra-cabeças” do negócio e saber qual peça ele é neste jogo, entender o que é esperado dele, quanto ele custa para a empresa e quanto ele pode e deve gerar de retorno.

De forma figurada, seria interessante que eles recebessem uma cartilha com o seguinte título: “COMO CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DA EMPRESA E CRESCER JUNTO”, ali estaria uma síntese do que é mais importante e diria até vital para a sobrevivência. Sou um adepto das regras claras. Isso gera obrigações para ambas as partes.

Estabeleça uma fatia interessante do lucro líquido (a partir de 25%) e a distribua entre os empregados, isso aumenta o comprometimento e muda a percepção da equipe com relação à valorização do time.

Estimule as sugestões, crie uma premiação em função da relevância da idéia. Torne público os vencedores, todos querem ser reconhecidos numa competição saudável.

Tome cuidado para esse exercício não ficar muito filosófico, recorde-se ao título desse artigo: “ SEJA PRÁTICO”, e para isso nada melhor do que começar a discussão pela última linha do DRE - Demonstrativo de Resultados do Exercício, ou seja, o Sr. Lucro Líquido!

1 comentário 2 de Maio de 2008 às 07:54 Sergio Oliveira

Responsabilidade Social - a bola da vez!

sustentabilidade - sustentabilidade
Se todas as empresas que afirmam, atualmente, que tem ações voltadas para a sustentabilidade, seja social ou da natureza, estiverem dizendo a verdade, boa parte dos problemas do mundo estão próximos de serem solucionados.

Responsabilidade social agora é assunto tratado na Diretoria de Marketing, as ações passaram a ser elaboradas sob a ótica de exposição na mídia, e também com a finalidade de tornar o balanço Social mais vistoso e que demonstre que a empresa realmente se preocupa com as pessoas e com o meio ambiente, (esse é o perigo).

Ações sociais e de preservação sob esse ponto de vista também contribuem, mas perdem a sua essência, pois, são tratadas como “meio” para se obter reconhecimento do mercado e não como “fim” de transformar efetivamente a realidade das comunidades locais (próximas as fábricas/na cidade) ou a preservação verdadeira da natureza.

Condeno práticas assim, esse novo modelo chamo de “SUSTENTABILIDADE DE FACHADA”, são ações conduzidas por indivíduos que, a última preocupação que tem é com a preservação ou com melhoria da condição de vida das pessoas.

Lucro e responsabilidade (no seu sentido mais amplo) caminham de mãos dadas. O crescimento da empresa sem a devida prática da responsabilidade que lhe compete, é omissão, negligência e tem um efeito danoso para toda comunidade.

Isso vale a mais de 100 anos, e só agora passa a ser debatido, mas no meu entendimento com um enfoque oportunista.

Responsabilidade social pode ser, a princípio, assinar a carteira de todos os seus empregados pelo valor do salário real ( melhora a condição de vida das famílias), separando o lixo da sua empresa (diminui o impacto causado no meio ambiente) e de preferência sem fazer proganda disso.

Praticar responsabilidade social é mais simples do que muitos imaginam, Comece certo!!

1 comentário 30 de Outubro de 2007 às 08:00 Sergio Oliveira

Falando de Estratégia

Comecei a escrever este artigo várias vezes e fiquei pelo caminho. O tema é de fundamental importância, a literatura sobre ele é vasta e da melhor qualidade, porém os livros não são de fácil leitura.

Uma das bíblias mundiais da estratégia é o livro “ Estratégia Competitiva” do Michael Porter”, sua primeira edição foi por volta de 1980 e desde então Porter se tornou uma referência no mundo dos negócios, quando o assunto é a definição de estratégias.

Mas antes de falar do que Porter propõe sobre estratégia é importante resgatar a origem do termo e desde quando temos registros de escritas sobre estratégia.

Quem arrisca dizer quem foi o primeiro a escrever sobre o assunto?:

Se você pensou no livro “ A arte da Guerra” de Sun Tzu, você acertou.

Sun Tzu foi um general Chinês, que viveu no estado de Wu no século VI a.C. Seus escritos datam, aproximadamente, do ano 400 a.C. Este sim foi o maior estrategista de todos os tempos.

Portanto, quando falamos de estratégia podemos afirmar que tudo começou a mais de dois mil anos e o que veio em seguida foram variações do mesmo tema, adaptados as novas realidades da sociedade e dos negócios que passam por transformações constantes.

Ocorre que essas transformações, por maiores que foram, não conseguiram desconfigurar as idéias de Sun Tzu. Quem tiver a oportunidade de ler a “A arte da Guerra” verá que tem muito de atual nas idéias dele.

É lógico que você não encontrará um texto elaborado com o rigor técnico atual, mas, dando um desconto a algumas afirmações genéricas e as máximas que compõe o livro, ele tem conteúdo e provoca reflexões, principalmente quando paramos para pensar que ele foi rascunhado a 2400 anos !!!!

Volto ao tema em breve!

1 comentário 17 de Outubro de 2007 às 06:54 Sergio Oliveira

Um dos pilares do sucesso

pilares1 - pilares1
É comum as pessoas confundirem sucesso com conquista de status.

Um empresário de extremo sucesso não necessariamente tem que estar nos eventos mais badalados da cidade e muito menos nas colunas sociais.

A decisão de participar desse “seleto grupo de pessoas muito importantes - VIP” é única e exclusiva do empreendedor.

Alguns tem a necessidade, para consumo próprio, de serem tratados como VIP. Isso acontece quando o ego se torna maior do que o Ser Humano.

A busca pelo status assume uma condição quase existencial e passa a ser alimento obrigatório para a sobrevivência de uma imagem forjada e que , na cabeça dele precisa ser trabalhada, melhorada e mantida pelo máximo de tempo possível, ideal seria que fosse eterno, como nas famílias reais.

Mas, como nada é eterno, se uma dia, por acaso, a empresa passar por dificuldades e ela não mais puder sustentar esses caprichos pessoais, o trajeto de volta dessa escalada artificial é muito doloroso, pois, o nosso nobre empreendedor de sangue azul irá perceber que ele é simplesmente de carne e osso como os demais mortais e que também está sujeito a crises.

Muitas famílias/empresas construídas sobre bases artificiais se dizimam quando passam por crises mais fortes.

O sucesso tem o poder de afastar as pessoas dos seus valores, a ponto de se tornarem irreconhecíveis.

Sou um grande admirador de empreendedores de sucesso, que independente da fortuna que conquistaram preservam e mantém firmes seus princípios e valores. E vão mais longe, pregam isso como uma prática saudável em suas empresas, o que pode ser um dos pilares do sucesso outrora conquistado e mantido!

4 comentários 4 de Outubro de 2007 às 23:17 Sergio Oliveira

De meio em meio não se faz um inteiro.

Conheço empresas que vivem no meio.

São meio organizadas,
Meio conservadoras,
Meio inovadoras,
Meio respeitadas pelas pessoas,
Oferecem produtos ou serviços com média qualidade,
Recolhem a metade dos impostos,
Registram os empregados pela metade do salário,
Meio éticas,
e meio sobreviventes…,

Na realidade, a soma de vários meios nem sempre garantem uma única parte inteira.

Corre-se o risco de valer menos que 1/2, ou seja 1/4, 1/8 ou simplesmente nada!

Ao invés de ser mais ou menos em várias coisas, defina uma posicionamento empresarial, veja no que sua empresa é realmente boa e tente se destacar nisso.

O que você escolher para ser por inteiro tem que ser algo que interesse ao seu cliente e que leve ele a se identificar com sua empresa e escolhê-la, dentre tantas outras!

Adicionar comentário 2 de Outubro de 2007 às 23:12 Sergio Oliveira

Um diagnóstico do diagnóstico

Na vida empresarial o diagnóstico tem a mesma utilidade que lhe é dada na medicina.

Quando o médico faz um exame no paciente e realiza um diagnóstico esse deve ser o mais preciso possível e seguido da prescrição de medicamentos que curem os males identificados. Durante o tratamento tem que haver um acompanhamento, de forma que o doente tenha a melhor recuperação.

No laboratório empresarial já encontrei pelo caminho diagnósticos ricos, detalhados e bem fundamentados, mas, com uma prescrição de ações que apontavam para para a direção errada e o pior, aplicadas sem o acompanhamento e o cuidado necessário.

Sempre que partir para algum processo de mudança na sua empresa dedique o tempo que for necessário para analisar e diagnosticar o que precisa ser melhorado.

Submeta essas premissas a empresários da sua confiança, colha opiniões dos empregados, fornecedores e clientes.

Quando chegar a hora da implantação, recursos serão gastos e dependendo da intensidade da mudança você estará colocando a sobrevivência da sua empresa em risco.

Atue com precisão cirúrgica, quem sabe assim ficará livre de ter que submeter a sua empresa a uma plástica para corrigir cicatrizes…

Adicionar comentário 1 de Outubro de 2007 às 23:27 Sergio Oliveira

A Crença no Comércio Tradicional

mercadores3 - mercadores3

Todo homem é um mercador em certa medida.
Adam Smith, 1776 - A riqueza das Nações.

A arte do comércio é milenar, por mais que a modernidade avance os fundamentos básicos serão mantidos. Ainda hoje as rotas comerciais da seda asiática, que foram a espinha dorsal das relações entre as nações do ocidente o do oriente, iniciando por volta de 119 a.C., são realizadas pelos camelôs em parte do norte da África.

Sempre haverá um comprador, um vendedor e uma mercadoria negociada. Quem vende visa o lucro e quem compra tem uma necessidade a ser satisfeita.

Sempre foi assim? Não!

Por mais que nos achemos lindos e maravilhosos, os Paleoarqueológicos calculam que o homem moderno existe a pelo menos 40 mil anos. Os homens das cavernas eram exatamente como nós, com pensamentos semelhantes.

Já a idéia do comércio, presume-se que tenha nascido da troca de presentes, apenas como forma de agradar, reconhecer. Esse comércio primitivo tinha características de rituais, e nada a ver com necessidades materiais.

O pensamento do comércio na forma de agregar valor aos bens e em função disso gerar lucros, só foi possível a partir da interlocução entre os povos.

O período Neolítico, também chamado de idade da pedra polida (12.000a.C. a 4.000 a.C) foi o que marcou o fim da pré-história, pois terminou com o surgimento da escrita.

Foi nessa época que o homem se fixou em aldeias, desenvolveu a agricultura, a criação de animais e passou a viver em sociedades, o que permitiu o avanço cultural e o aumento da população.

O surgimento dos excedentes de produção possibilitou o comércio de troca entre as aldeias, o que posteriormente foi facilitado com a invenção do dinheiro.

No final do terceiro milênio a.C. as pessoas da Mesopotâmia começaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos. Primeiramente foi a prata como forma de pagamento. Com a adoção do ouro e da prata nas trocas, o surgimento das moedas foi uma questão de muito pouco tempo e que se transformaram no sistema monetário global ancestral no qual vivemos e trabalhamos hoje.

Entramos na era do dinheiro virtual e do comércio eletrônico, observe que evoluímos na forma, mas estamos calcados em criações e idéias que datam de pelo menos 2.500 a.C.,

Por maior que seja a evolução que esteja por vir, as pessoas ainda necessitarão de contato humano, as relações virtuais como são pregadas hoje pela grande mídia é ilusória e tem interesses diversos.

O comércio tradicional sobreviverá e as pessoas terão cada dia mais, prazer em poder entrar numa loja, conversar, tocar o que está comprando, e decidir o que levar. Faz parte da natureza humana.

3 comentários 29 de Setembro de 2007 às 18:14 Sergio Oliveira

H20H - A consagração

O artigo “Um erro, um acerto e a concorrência” é o segundo mais lido de todos os que já foram publicados aqui no blog.

Sua edição foi em 08/04/07, antes mesmo da grande imprensa nacional perceber que a nova bebida cairia no gosto dos consumidores.

Um breve história do que aconteceu de lá para cá pode ser vista no artigo divulgado pela revista Exame, no link “Vende como Água”, o qual fala do surpreendente sucesso alcançado pela H2OH em 11 países.

Um belo exemplo de ousadia, que forçou a Coca-Cola a abaixar os preços de todos os seus produtos, coisa que a muito tempo não se via.

Adicionar comentário 9 de Setembro de 2007 às 21:15 Sergio Oliveira

Simpatia não se compra, conquista-se!

Simpatia é algo que não se materializa, é baseado em sentimento, por isso precisa ser expressado por quem sente e percebido por quem recebe.

O mais comum é acharmos uma pessoa simpática, agradável, mas não é loucura termos simpatia por uma empresa e seus produtos e serviços.

Como isso acontece?

A partir da imagem que essa empresa espelha e pelas experiências que ela proporciona aos seus clientes.

De forma empírica, as pessoas são conquistadas e passam a se sentir bem quando estão consumindo esses produtos que a conquistaram ou freqüentando as lojas que lhes transmitem boas vibrações. Tem o poder da magia. (para quem acredita)

Por exemplo, as lojas conceito da Apple, são mais de 180 ao redor do mundo, se transformaram em templos de adoração dos amantes da tecnologia aliada ao design inovador.

Já a rede de cafeterias Starbucks proporciona aos seus freqüentadores o prazer de consumir um bom café, servido de várias formas, num ambiente agradável, acompanhado de uma boa música e se propõe a ser “ o seu terceiro lugar favorito, entre a sua casa e seu trabalho”. Além dos Estados Unidos, onde nasceu, já está presente em 37 países, só no exterior são mais de 3000 lojas. (Sucesso absoluto)

Qual é a proposta da empresa pouco interessa, o que vale realmente é o quanto as pessoas acreditam nela, isso sim tem o poder tranformador e pavimenta o caminho rumo ao sucesso.

Papo maluco, pode parecer etéreo, mas tem ligação direta com o lucro que essa relação estabelecida com o cliente pode proporcionar para a sua empresa.

Voltando a falar da Apple, seu valor de mercado em 2001, ano do lançamento do iPood, era de U$ 7,7 Bi, atualmente, já com o impacto do lançamento do iPhone, supera os 107 bilhões de dólares.

Conquistar a simpatia das pessoas que possam consumir o que você produz, seja o que for, é o sonho de todo marketeiro e faz um bem danado para futuro da sua empresa.

Adicionar comentário 4 de Agosto de 2007 às 00:36 Sergio Oliveira

Qual foi o principal erro da TAM?

verdade - verdadeRodrigo Custódio, leitor do nosso blog, propôs o seguinte tema:
Gostaria de fazer uma sugestão de pauta para ser discutida. Após erros e acertos da companhia aérea TAM, será que ela escapará dessa queda do seu Airbus? Faço essa pergunta porque há vários relatos de problemas na Gestão dessa companhia. A começar com o apagão aéreo que dizem ter começado devido ao overbook iniciado pela TAM (a venda de passagens superaram a capacidade das aeronaves), após isso veio o acidente do vôo JJ 3054 ocorrido nesse ano (não se esquecendo de outro ocorrido em 1996). E para as explicações do acidente desse ano, seu presidente mentiu sobre problemas na aeronave em questão. Minha pergunta é: Será que a empresa TAM irá sobreviver a esses problemas? PS: Depois do acidente com o vôo JJ3054, a empresa já perdeu na Bovespa R$1,7 bilhão!”

Rodrigo, há poucos dias, antes do acidente, havia escrito um texto onde contava um pouco da história do Comandante Rolim, o fundador da Tam, empresário admirado e copiado no seu modelo de gestão, enquanto esteve a frente da empresa. O nome do artigo foi ” O legado do Comandante Rolim”, editado em 02/06/07, conclui o artigo com os seguintes parágrafos:

“Meus filhos não saberão quem foi o Comandante Rolim, podem até conhecer a sua história, mas não darão nenhum crédito a ela. Para eles a TAM será comparada de igual para igual com a Gol e outras que venham a surgir, por isso é importante que entre numa nova fase, recupere sua identidade e crie um novo motivo pelo qual as pessoas renovem a admiração pela empresa.
Esse é o desafio que caberá a Maria Cláudia Amaro, na condição de Presidente do Conselho de Administração da TAM.
Desejo-lhe sucesso!”

Poucos sabem que o Comandante Rolim tinha sete mandamentos na sua atuação, que passaram a ser da TAM, eram como credos proferidos por todos os empregados, carismático que sempre foi, ele conquistou a mente e o coração de todos os seus empregados e clientes fiéis ao “Jeito TAM de voar”.

O Comandante Rolim tinha como o seu principal mandamento o seguinte: ” Mais importante que o Cliente é a segurança”, no caso em questão da tragédia com o vôo JJ 3054 esse mandamento foi ferido de morte (também), pois, o que é uma viagem de avião?

Nada mais do que uma promessa de te tirar do chão num determinado local, voar e te entregar num outro local, também em solo firme e COM VIDA!. ( Condição básica)

A partir do momento que em a segurança é preterida em nome de qualquer motivo que seja, quebra-se a promessa, e mais grave ainda quando a manutenção que foi protelada se converte num dos fatores principais de uma tragédia como a que assistimos desde a semana passada.

Instá-la se o medo nas pessoas, que não mais confiam na empresa, por maior que seja a tentativa de reconstrução da imagem.

Uma empresa de prestação de serviços vive única e exclusivamente da sua imagem, e imagem é construída a partir de percepção, sentimentos, votos de confiança, que custarão bastante para serem reconquistados, se é que existirá espaço para isso.

Na minha opinião a TAM corre sérios riscos. Não tem um presidente a altura dos seus clientes e dos acionistas da empresa, não encarou o problema de frente, mentiu, se escondeu, foi insensível com os familiares das vítimas. Se apresentou como Presidente e não como Ser Humano, faltou humildade e compaixão.

Pode ser que ela seja salva pela falta de alternativas, como mais de 90% do mercado de aviação comercial nacional está nas mãos da TAM e da GOL, quem viaja a trabalho, tem compromissos a cumprir, acaba não tendo opção.

Em breve as velas se apagarão, os vôos continuarão lotados, Congonhas mesmo depois dos ajustes continuará embarcando milhares de pessoas por dia, o que parece um tanto quanto insano e que me faz relembrar um trecho da música ” O tempo não para” do nosso saudoso poeta Cazuza:

“Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára…
Eu vejo um futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára, não pára não, não pára…”

2 comentários 26 de Julho de 2007 às 23:39 Sergio Oliveira

Muita filosofia e pouco dinheiro no bolso!

filosofia - filosofia
Conheço empreendedores que iniciaram o seu negócio próprio, conhecem quase tudo na teoria, mas na prática, se perdem na condução do negócio.

Por mais que alguns críticos tentem relevar a segundo plano, a experiência acumulada na condução de negócios faz uma grande diferença.

Uma coisa é saber que um dia sua empresa terá uma crise financeira, a outra é viver uma crise financeira e passar várias noites sem dormir, e o pior, sem nenhuma solução a vista.

Treinar um empregado, investir no seu desenvolvimento, prepará-lo e depois perdê-lo para a concorrência, é dolorido, mas, muitas vezes você não tem nada a fazer naquele momento, um aumento de salário, para apenas um empregado pode contaminar toda a equipe. Logo, o termo reter talentos que você tanto estudou, volta para os livros e você vive então a dura realidade da limitação financeira imposta pelo porte do seu negócio.

Todos sabem que o lucro é fundamental, mas poucos conseguem chegar até ele e tocá-lo (dinheiro em caixa sobrando no final do mês). Para alguns isso parece até utópico. Já escutei depoimentos assim:

- “Estou a oito anos trabalhando, todos os dias arduamente e ainda não tirei nada da empresa. Tudo que ganho é reinvestido, quando chegará a minha hora?”
São angustias como essas que incomodam vários pequenos empresários, mas a trajetória é longa e os passos são lentos, é mais parecida com uma prova de resistência do que com uma prova de velocidade.

Algumas considerações e questionamentos podem te ajudar a encontrar uma luz no fim do túnel:

1) Seja prático e simples, passe a mão num lápis, papel e calculadora, faça você mesmo as contas e encontre as respostas:

- Sua empresa ganha ou perde dinheiro?
- Qual a sua margem de lucro por produto e total?
- Qual o faturamento mínimo mensal necessário para cobrir todas as despesas?
- Tem alguem ganhando dinheiro com negócios iguais ao seu?
- Se tem, o que você poderia copiar?

Feito as contas, conhecendo esses números básicos da empresa experimente implantar algo assim:

“NADA SUBSTITUI O LUCRO” (copiei do primeiro mandamento da TAM)

- Feche todos os ralos por onde vazam dinheiro, adquira fama de pão duro. ( Todos tem que ter esse sentimento e valorizá-lo).
- Gastos só para o que for essencial e tiver ligação direta com o cliente.
- Demita empregados ociosos, os que permanecerem tem que acumular funções. (Por que só você tem que viver no limite?)
- Crie metas mensais de resultado, de produtividade individual e envolva toda a equipe na busca destes desafios. Celebre ao conquistá-las.

As melhores soluções são sempre as mais simples e partem do óbvio.

Se depois de todas as tentativas, ainda não sobrar dinheiro no bolso….

… pare, respire fundo e não tem jeito, começe tudo de novo…

3 comentários 5 de Junho de 2007 às 07:48 Sergio Oliveira

Se você morresse neste momento, qual seria o seu legado?

Alguns empreendedores se atiram de forma tão intensa aos seus negócios a ponto de se esquecerem que, tudo, tudo mesmo pode acontecer, como por exemplo a morte.

Sendo assim, se você morresse agora, subitamente, sem poder deixar um único bilhete, sua empresa sobreviveria por quantos anos?

Teria pessoas prontas para conduzir o negócio na sua ausência?

Você deixaria algum legado, por menor que fosse?

E para finalizar:

Por quais motivos você seria lembrado?

Adicionar comentário 2 de Junho de 2007 às 18:25 Sergio Oliveira

O fundamento de todo negócio é o lucro III

lucro - lucro
Um bom começo para conhecer os caminhos da lucratividade é entender o que está sob seu controle e pode ser modificado para melhor. Falo dos fatores externos e internos que impactam no dia a dia da empresa.

Muitas vezes, a deterioração da saúde financeira da empresa é provocada por uma combinação desses fatores, que se alternam.

Os fatores externos, via de regra, são variáveis incontroláveis, estão fora da sua esfera de atuação. Você pode se prevenir, mas não alterá-las sozinho, geralmente são modificadas a partir de grandes mobilizações nacionais, como aconteceu recentemente com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

Os fatores internos, por sua vez, são totalmente gerenciáveis e representam quase que na totalidade a origem dos problemas financeiros (essa é uma informação valiosa).

É comum ver o empresário, no dia a dia, reclamando do governo, dos juros, do dólar alto (comércio), do dólar baixo (indústria), da economia, sem atentar para o fato de que se ele atuar firmemente para tornar sua empresa lucrativa, ele minimiza bastante os impactos desses fatores externos que não são gerenciáveis. (Já que os internos estão sob sua gestão)

A busca pela lucratividade passa pela definição da estratégia de atuação da empresa, que analisará os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças.

Se bem feita essa lição de casa, a atuação do negócio seguira uma linha de raciocínio que tentará aproveitar as oportunidades, desviando das ameaças, ressaltando os pontos fortes, minimizando os pontos fracos.

A sensibilidade para perceber onde os fatores externos poderão prejudicar o seu negócio, dependerá de muita observação e atenção aos sinais que muitas vezes vem codificados.

Só que para isso, é necessário que os fatores internos estejam domados e alinhados com as políticas e diretrizes da empresa, em suma, de nada adianta reclamar do que está errado lá fora se você não fez a lição de casa ainda, que é organizar da porta para dentro.

Nesse território quem manda é você e não adianta por a culpa nós outros, a responsabilidade pela falha será sua, assim como o mérito pelo acerto.

Lembrando que o ambiente de negócios é similar para todas as pequenas empresas, enquanto muitos erram, temos um bom número empreendimentos rentáveis e bem gerenciadas no mercado, essa amostragem é uma prova viva de que é possível ser pequena e rentável.

Adicionar comentário 21 de Maio de 2007 às 07:15 Sergio Oliveira

O fundamento de todo negócio é o lucro II

lucro3 - lucro3
Alguns mitos devem ser derrubados quando abordamos o tema lucro.

No Brasil prevalece o conceito de que ter lucro, sucesso empresarial e ganhar dinheiro é algo que deve ser buscado, mas deve ser ocultado. É como se o lucro fosse algo proibido, ilegal. Parte dessa cultura vem da natureza da nossa colonização, 500 anos se passaram e ainda lutamos contra esse legado.

Deixar em segundo plano a preocupação com o lucro e com o equilíbrio das contas (vale também para a nossa vida pessoal) nos mantem estacionados exatamente aonde estamos, é como se fosse um castigo severo. Isso é reforçado pela aceitação da situação atual, ignorando que nós somos os agentes de mudanças nas nossas empresas.

Isso é tão comum na maioria das famílias e pequenas empresas brasileiras, que uma das músicas que mais fizeram sucesso nos últimos tempos foi “ Deixa a vida me levar”, do Zeca Pagodinho, que ilustra bem como aceitamos o estado atual das coisas, vejam alguns alguns trechos: “Eu já passei por quase tudo nessa vida, em matéria de guarida espero ainda a minha vez…….Deixa a vida me levar, vida leva eu….agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu…”, é isso aí, pensando assim, não iremos a lugar algum.

Gastar menos do que ganha e fatura, equilibrar as contas e ter a noção exata de quanto vale, para sua empresa cada real ganho, é fundamental.

(volto ao assunto no próximo post)

Adicionar comentário 19 de Maio de 2007 às 10:16 Sergio Oliveira

O fundamento de todo negócio é o lucro I

lucro2 - lucro2
Desconheço um empreendedor que inicie seu novo negócio e que não queira que ele prospere e seja rentável.

Pense, se ao justificar os motivos que o levaram a empreender você afirmasse que sempre sonhou em abrir uma empresa para gerar empregos, ajudar a melhorar a vida dos seus empregados e pagar impostos para o governo desenvolver o nosso país.

A idéia é ótima, mas, quem irá financiar?

Lucro não é pecado, é condição básica para garantir a sua sobrevivência, da empresa e a realização dos itens listados acima, além de muitos outros.

Se a sua empresa não for lucrativa, por mais nobres que sejam as suas intenções a única coisa que você conseguirá fazer bem, de fato, é perder dinheiro.

Que me desculpem os filósofos, mas, o fundamento de todo negócio é o lucro.

Lucro é fonte de vida, é ponto de partida. É a partir dele que se delineia todas as demais implementações da empresa.

Sou um defensor dessa tese, principalmente para a pequena empresa que tem uma enorme dificuldade de acesso ao crédito, seja para crescimento ou para os momentos de estrangulamento financeiro.

A grande questão é que poucos empreendedores afirmam, sem pestanejar, que a sua empresa é lucrativa. Boa parte das pequenas empresas não resistem a uma verificação das suas contas, elas perdem dinheiro de fato, mas inconscientemente. Sendo assim, temos muito o que avançar nesse campo.

Quem encontrar a fórmula mágica pode patentear, terá achado o pote de ouro no fim do arco íris. Enquanto isso não aconteça, precisamos seguir em frente, pelos caminhos já conhecidos, porém, imbuídos de novas práticas e atitudes transformadoras da nossa cultura de gestão empresarial.

1 comentário 18 de Maio de 2007 às 23:50 Sergio Oliveira

Você é o principal cartão de visitas da sua empresa!

cart  o de visitas - cart  o de visitas
Um novo empreendimento tem como sua face mais exposta a figura do sócio fundador.

Quem deu vida a empresa, geralmente transfere seu DNA do CPF para o CNPJ do novo negócio

Explico melhor:

Toda empresa ao ser criada terá uma cultura implantada e seguirá princípios e valores que costumam derivar das crenças de seu fundador.

Quem acompanhou as reportagens, no final do mês de abril, sobre a morte do publisher do jornal Folha de São Paulo, o Sr. Otávio Frias de Oliveira, pode ver, em todas as entrevistas e depoimentos sobre seus feitos e traços marcantes da personalidade, com destaque para o espírito empreendedor e a obsessão que tinha com relação a independência do jornal.

Fundador desorganizado cria empresa desorganizada
Fundador empreendedor cria empresa com espírito empreendedor.

Quando uma nova empresa se apresenta ao mercado essas características logo são percebidas e passam a compor o pacote que será avaliado por parceiros, bancos, fornecedores, para saberem se aliam ou não a ela.

Quanto maior for a confiança conquistada nesse começo, maiores serão as chances de sucesso.

Esse é um degrau importante, mas, é lógico que isso é só o começo, como pano de fundo teremos toda estruturação objetiva do negócio, que vai da escolha de qual mercado atuar, qual produto vender, como enfrentar a concorrência sem bater de frente, qual será o perfil dos empegados, enfim, todos os fatores combinados, de forma inteligente, é que permitirão a empresa operar com lucros ou não.

Se está ao seu alcance, nada melhor do que se preparar para uma boa estréia, o sol brilha para todos, só que alguns se esquecem de abrir as janelas.

2 comentários 16 de Maio de 2007 às 07:09 Sergio Oliveira

A empresa familiar e a entrada de sócios capitalistas

Essa é a segunda pergunta do nosso Leitor Beto, postada aqui no blog, que julgo de interesse comum, por isso compartilho com todos o que penso sobre o assunto:

2) Abrimos o capital da empresa familiar para crescer e não ficar para trás ou ficamos restritos ao mesmo negócio e ficamos sem sócios ?

Vou considerar que quando você se refere a “abrir o capital”, significa a entrada de sócios capitalistas, pois, para realizar uma oferta inicial de ações na bolsa de valores sua empresa já não seria mais pequena, estaria inclusive saindo do porte médio para grande. (Faturamento superior a 60 milhões ano)

Por ser uma empresa familiar é muito importante reunir para conversar as pessoas que tem o poder de decidir. Digamos que seja o Pai o fundador e ainda esteja na primeira geração. Então, Pai, mãe e filhos que já trabalham no negócio têm que analisar o estágio atual da empresa e pensá-la no futuro, onde vocês pretendem chegar. A partir daí traçar um plano para os próximos anos, penso em algumas alternativas:

a) Manter o negócio sob o controle familiar, mas buscar uma profissionalização - Vejo esse processo em curso nas pequenas empresas de sucesso quando ultrapassam um faturamento entre 3 e 5 milhões/ano, o que exige mais controles e uma dinâmica profissional na empresa. É prudente, a partir daí, compartilhar a condução do negócio com profissionais contratados no mercado, para suprir as deficiências de gestão dos sócios.

b) Optar por maximizar a rentabilidade, modernizando e otimizando o negócio, sem crescer muito - Conheço empresas que fizeram a opção de ter uma taxa crescimento menor que a média do setor. Nem sempre o crescimento desmedido é sinal de sucesso. A medida de sucesso empresarial que tenho é uma trilogia:
- Lucro Liquido para remunerar os sócios e permitir a empresa se modernizar.
- Empregados satisfeitos e bem pagos.
- Clientes felizes com os produtos e serviços ofertados.

c) Admitir sócios no negócio – essa é uma decisão que deve ser calculada e muito bem pensada, principalmente se o seu negócio e rentável e está equilibrado. Faça na reunião do seu conselho familiar (aqueles que gerem o negócio hoje) três perguntas:
- Por que precisaríamos de um sócio?
- O que a empresa e nós ganhamos com uma chegada de um sócio?
- O que temos a perder com a chegada de um sócio?

Se a sua necessidade é de um sócio capitalista, para aportar dinheiro no negócio, ele exigirá uma Plano de Negócios ou um Projeto de Crescimento, indicando oportunidades de mercado, nichos futuros a serem atendidos, projeções financeiras, qualificações dos proprietários, em suma, qual a segurança que vocês oferecem como sócios e para onde pretendem levar a empresa. Se você tiver isso em mãos e for consistente, por que não conseguir esses recursos em bancos, via financiamentos BNDES?

Apresente suas idéias de crescimento a pelo menos três bancos, se nenhum se interessar pelo seu projeto, alguma coisa está errado nele, precisa ser melhorado. Fundamente melhor.

Com a queda da taxa selic os bancos estão com rios de dinheiro que estavam alocados em títulos públicos e que, a partir de agora terão que ser direcionados para o crédito, principalmente para o financiamento do crescimento das empresas, isso faz com que eles estejam mais receptivos.

Se a decisão final for realmente admitir na empresa um novo sócio, a família tem que estar conciente que terá que dividir o poder e passar a prestar contas a um estranho, coisa que até então não acontecia. Alguns fundadores não admitem tal situação.

E, como sugestão, esteja acompanhado de um excelente advogado. A redação do novo contrato social será de fundamental importância para que seus interesses sejam preservados na nova empresa que surgirá após a inclusão do sócio capitalista.

2 comentários 21 de Abril de 2007 às 22:21 Sergio Oliveira

Sala de Espera – sua empresa começa aqui (continuação)!

ayrtonsenna - ayrtonsenna

Falando em sala de espera e o que isso tem a ver com aproveitar oportunidades, me recordo de uma passagem relatada por André Ranschburg (a época presidente da Staroup Jeans), no seu livro “Quem não faz poeira come poeira”, escrito em 1991, onde ele conta que sempre apoiou os esportes, com diversos patrocínios, desde vela, kart, ciclismo, tênis, vôlei, MotoCross, Paris Dacar, dentre outros.

Por ser tão ligado aos esportes, em 1986 foi convidado por um amigo, para assistir o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, que teve em seu podium dois pilotos brasileiros, Nelson Piquet e Senna.

Ao final da prova, na saída do autódromo, logo a sua frente estava o Senna. Segundo seus relatos, ele correu feliz e sorridente, abordou o Senna e se apresentou (transcrição do livro):

“Sou o André Ranschburg, presidente da Staroup Jeans. O grande piloto nem esboçou simpatia. Me olhou de cima em baixo e decretou:
- Te conheço, quando eu pilotava Kart, você me deixou, na sala de espera, por mais de três horas, lá na tua fábrica do Brás…”

Conselho do André Ranschburg: “Sala de espera exige de quem recebe – habilidade, competência e sorte. Vale instalar-se nela uma bola de cristal…”

Será que ele deixou apenas o Senna, ainda desconhecido naquela época, a esperar por três horas e por fim o dispensou sem ao menos conhecê-lo ou isso era uma prática comum na sua empresa?

Seja qual for a resposta, o que aconteceu com a Staroup desde os seus tempos áureos de 1991?

Ela já não é mais a potência que era, e quem sabe se perdeu a partir da sua sala de espera!

Adicionar comentário 10 de Abril de 2007 às 07:54 Sergio Oliveira

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