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Qual é a medida do sucesso?

R  gua - R  gua
Sucesso é uma medida pessoal e intransferível.

Todas as vezes que vejo alguém discutindo sobre o sucesso observo que ele o considera a partir da sua régua pessoal, por isso é muito difícil de encontrar um meio termo quando este é o assunto em pauta.

O que seria a régua pessoal que mede o sucesso de cada um?

Seria uma ferramenta onde a graduação da medida, ao invés de centímetros ou polegadas, será uma medida subjetiva e expressará exatamente as expectativas e anseios daquele que a elaborou para medir o sucesso a partir da sua ótica, por exemplo:

Para um avarento, sucesso será medido em centavos de reais, de forma que a soma desses centavos lhe proporcionarão um patrimônio considerável, que será acumulado durante toda a sua existência para nunca ser gasto e se possível incinerado junto com o seu corpo quando ele morrer, para garantir que nenhum de seus familiares dilapide o que juntou durante toda a sua vida.

Para o Mega-Empresário Eike Baptista, um Midas dos setores de Petróleo, Gás e Siderurgia, sucesso é ser o maior bilionário do Brasil, figurar no ranking mundial de Bilionários da revista Forbes e um dia superar o Bill Gates (Microsoft) se tornando um dos homens mais ricos do mundo, mesmo que isso signifique ter a polícia federal investigando seus negócios.

Para um funcionário público pode ser conquistar a aposentadoria, após 35 anos de trabalho, e a partir de então ter a liberdade e poder desfrutar do seu garantido salário da forma que melhor lhe convier.

Já o empreendedor busca o sucesso na sua forma literal, ele almeja o bom resultado, o triunfo, a vitória, o êxito do seu negócio.

Sucesso empreendedor pode ser traduzido num negócio próspero e lucrativo, que propicie dinheiro para oferecer conforto para a família, educar os filhos, comprar casa, carro e permitir a realização de sonhos que um dia tenha habitado a mente empreendedora.

O sucesso na sua forma pura não tem limites.

Os limites habitam no empreendedor. São seus medos, fraquezas e muitas vezes as próprias ambições fora de medida.

Cada dia que passa acredito mais no sucesso oculto, invisível, aquele que não é divulgado, mas que acontece silenciosamente, transforma vidas, pessoas, cria oportunidades e abre caminhos.

A mídia nos conecta aos grandes sucessos (dentro do conceito dela), coloca em nossas mentes o inatingível, como se fosse uma forma de manter a todos numa constante insatisfação com aquilo que já conquistamos e nos provoca a fé cega de que o bom é sempre o que não temos.

Sucesso para a grande mídia está vinculado a consumo, desagregação.
Você só será feliz se tiver a casa do vizinho, o salário do chefe, a mulher do amigo e o carro da atriz principal da novela da oito.

Viver uma vida na busca deste tipo de sucesso é gastar o seu tempo a procura do incerto e não sabido, nada pode ser mais frustrante e vazio.

Empreender não pode ser uma ponte que você terá que construir para te conectar a um sucesso pré-fabricado ou seja, um suposto sucesso.

Escuto com freqüência: “Vou abrir meu negócio próprio, vou ganhar muito dinheiro e mudar de vida”.

Nem sempre é assim, ou melhor, não precisa ser assim!

Empreender é muito mais que isso!

E sucesso também não é só isso!

Na minha humilde opinião, empreender é se dedicar com paixão a um negócio que você acredita e sucesso é colher os bons frutos desta paixão.

Adicionar comentário 8 de Agosto de 2008 às 07:08 Sergio Oliveira

O Empreendedor do Futuro

futuro - futuro

Olho para a frente e tento imaginar como será o empreendedor do futuro. Vejo um profissional com bom domínio dos conceitos básicos de gestão e em condições de conduzir o seu negócio.

Alguns sinais me levam a pensar assim, os quais compartilho:

A) A pesquisa realizada em 2007, pelo Sebrae, com o título “Fatores Condicionantes e Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas no Brasil 2003-2005”, identificou que o percentual de sobrevivência, de pelo menos dois anos, saltou de 51% em 2002, para 78% em 2005, por uma série de fatores, dentre eles uma melhor qualificação e capacitação do empreendedor. Esse comportamento é crescente e tende a se consolidar, graças ao apoio de entidades como SEBRAE, FEDERAÇÕES ESTADUAIS (FIESP, FIERJ…), ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS…

B) As universidades já tratam o tema empreendedorismo como uma matéria essencial na preparação de administradores, contadores, economistas, engenheiros e advogados. Cursos de graduação em empreendedorismo, autorizados e reconhecidos pelo MEC já são 17, fora os demais que estão em processo de reconhecimento e centenas de pós-graduação. Essa popularização explica por que estamos migrando de empreendedores por necessidade para empreendedores por oportunidade. (ver pesquisa GEM 2007)

C) O desenvolvimento de planos de negócios é um exercício praticado por jovens conectados, que já perceberam que o emprego estará cada dia mais escasso. (2800 candidatos por vaga foi a média de inscritos para as vagas de trainee mais cobiças, ofertadas por multinacionais de 1ª linha neste ano, no Brasil.)

Mas, se o futuro será realmente com empreendedores mais capacitados, em qual arena será travado o duelo da competição empresarial, na busca por maiores fatias de mercado e clientes?

Em minha opinião, a vitória dependerá da habilidade em realizar as conexões corretas entre as diversas informações e comportamentos que estão em processo de formação/consolidação e que serão os vetores da nova era empresarial.

Num rápido exercício e sem a pretensão de esgotar o assunto, aponto cinco tendências para essa nova era:

1) A capacidade do empreendedor de estabelecer parcerias com colaboradores, fornecedores e clientes. Por incrível que pareça percebo as pessoas voltando a valorizar a confiança, a ética e o respeito nas relações comerciais e pessoais. Cumprir o combinado, sistematicamente, terá mais valor que um contrato assinado.

2) Os pequenos negócios se agruparão em forma de caravana, (para se fortalecer) onde a cada parada ela se reabastece, equipa, dispensa, contrata e segue viagem num formato adaptado às necessidades do novo trecho que será percorrido. Essa parada será adequada a cada grupo de empresas, seja por semana, mês, semestre, ano…, cada grupo de afinidade praticará um intervalo de tempo específico.

3) Cada dia que passa nós entramos mais na era das rupturas, reais, planejadas e também das forçadas (fictícias). Saber diferenciá-las será decisivo. Novas tecnologias, novas experiências, exercerão uma pressão muito grande nas decisões. Transitar no “novo” mundo exigirá muita cautela e precisão. As mudanças necessárias ao negócio do seu vizinho podem não se aplicar ao seu. Estar preparado para fugir das verdades absolutas e dizer não a algumas propostas será vital.

4) O nível de tolerância com empresas que poluem, devastam, contamina o solo, descartam resíduos não tratados, contratam trabalhadores informais, utilizam mão de obra infantil e que não garantam seus produtos e serviços, será próximo de zero.

5) Transformar a realidade a sua volta, para melhor, será o grande desafio de uma empresa. Assim que ela deverá ser percebida: Responsável, simples e útil para a construção de um futuro melhor, em todos os sentidos.

Qual o prazo que o empreendedor tem para se adequar?

- Depende, o futuro pode ser a partir de amanhã para alguns e daqui a dez anos para outros.

O que realmente importa é que seja dado o primeiro passo na direção de aproveitar cada ação diária para construir uma identidade, uma estratégia de sucesso, é que esta possa se converter no grande diferencial da sua empresa para os clientes.

Adicionar comentário 20 de Junho de 2008 às 00:44 Sergio Oliveira

Eu faria diferente, e você?

equilibrista - equilibrista

Por que alguns gestores parecem perder a razão em determinados momentos e conduzem suas empresas guiados por uma fé cega, em direção ao abismo?

Todas as vezes que presencio tais situações, o primeiro pensamento que me vem à mente é: “Alguém vai se machucar!”.

A princípio, são sempre os mesmos, os empregados. Na busca dos culpados pelos erros o dedo sempre aponta para baixo. Demite-se alguns e depois de perceber que os problemas não foram solucionados, partem a procura de outras vítimas. Raras foram às vezes que vi o comandante maior assumir, de primeira mão, que ele faz parte do problema.

A legitimidade no comando é testada a cada momento, os empregados percebem se o gestor tem a condição de estar onde está ou é mais um pedra no caminho da sobrevivência e crescimento da empresa.

Seria mais fácil se o gestor maior estivesse disposto a escutar, com o canal de comunicação aberto para captar as contribuições e processá-las de forma séria. A questão é que, na mesma caixa onde são postados os elogios ao modelo atual de gestão, também são colocadas as críticas e propostas que divergem do direcionamento atual do comando da empresa. É aí que começa o problema.

A grande realidade é que são raros os chefes que gostam de ser contrariados, e mais raros ainda os que estimulam isso. A controvérsia é um poderoso combustível no estímulo da criatividade. Só que ela precisa ser, no mínimo, tolerada.

Imagine uma empresa onde todos pensam exatamente igual.
Na realidade essa empresa não existe, o que existe sim, são empregados que se moldam para agradar o chefe, são excelentes camaleões. A cada chefe novo um comportamento novo.

Esse é um veneno distribuído em conta gotas, com o tempo os empregados abandonam o que possuem de mais valioso, sua opinião própria, sua capacidade de criar e por fim, a dignidade. Limitam-se apenas a cumprir o papel que lhe foi determinado. É o começo do fim. O cemitério é de longe o lugar mais seguro.

A grandiosidade de um líder é medida pela busca incessante de pessoas que trabalhem na sua equipe e que tenham um pré-requisito básico, sem o qual não se qualificam para ocupar a vaga:

Ser mais competente que o próprio chefe, mesmo que seja pensando diferente dele!!!

Adicionar comentário 7 de Junho de 2008 às 19:41 Sergio Oliveira

Grau de investimento e empreendedorismo

grau de investimento - grau de investimento

A forma como você observa tudo o que acontece a sua volta formará sua opinião, que influenciará as decisões que serão tomadas na condução do seu negócio e que, de alguma forma contribuirão para o sucesso ou o fracasso do seu empreendimento.

Estar atento as mudanças e realizar as leituras de cenário é ponto chave para um correto direcionamento da decisões. O momento atual pede isso, mais do que nunca.

Um fato extremamente relevante aconteceu na nossa economia nos últimos dias, o Brasil conquistou a nota “Grau de Investimento”, atribuída pelas agências internacionais de classificação de risco, que de forma simples, significa que o nosso país passa a ser considerado pelo mercado financeiro global uma nação capaz de honrar os seus compromissos e um local seguro para que os grandes investidores internacionais possam colocar os seus ativos sem o risco de sofrer um calote.

É lógico que isso não aconteceu por acaso, parte da lição de casa foi cumprida, como o controle da inflação, saneamento das contas públicas e fortalecimento da democracia.

Somos destaques no cenário mundial na produção de carne bovina, carne de frango, soja, minério de ferro, além do etanol e das recentes descobertas de reservas de petróleo na bacia de Santos, que projetam o Brasil como um dos grandes fornecedores de combustíveis da nova era.

A soma de todos esses fatores positivos concedeu ao Brasil uma credencial com a qual ele poderá construir a sua própria história nos próximos anos.

Quem serão os atores? NÓS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Algumas transformações importantes já estão presentes ou virão a partir desse reconhecimento do nosso país, em todos os aspectos:

- Os investimos externos em aplicações financeiras tendem a ser elevados. Considerando que apenas os fundos de pensão americanos e europeus, que só aplicam em países que tenham a nota de grau de investimento ou superior, administram recursos financeiros estimados em U$ 17 trilhões, dá para imaginar o que está por vir.

- Os investimentos diretos (atividades produtivas) em novas empresas e a ampliação das já existentes devem superar os U$ 50 bilhões em 2008. Somente as fabricantes de automóveis anunciaram, no mês de maio, investimentos superiores a U$ 5 milhões, para ampliação da capacidade produtiva nos próximos anos.

- A taxa de juros real da economia tende a se estabilizar no médio prazo, de dois a três anos, e sofrerá reduções que podem chegar a 50% da taxa atual. Isso aconteceu na Índia, por exemplo, após o grau de investimento.

- O valor total dos empréstimos contratados, para pessoa física e jurídica, atingiu na semana passada a marca de 36% do PIB, superando o valor de R$ 1 trilhão. Esse movimento será crescente, em direção aos percentuais praticados por economias desenvolvidas, que se situam na faixa de 90% do PIB. Esse dinheiro vai para empresas ampliarem a sua capacidade de produção e também é tomado por consumidores ávidos por gastar, que retroalimentam a cadeia da demanda por produtos e serviços.

- Quando o assunto é consumo, são 26 milhões de novos consumidores que emergiram das classes D e E e passaram a compor a nova classe C. Assistimos neste momento um novo movimento de parte da classe C em direção a classe B. Isso tem nome, é a tão sonhada mobilidade social que alavanca países em crescimento.

GARGALOS: Como nem tudo são flores, temos ainda grandes gargalos a serem corrigidos, como:

- melhoria do sistema educacional, saúde, segurança, estradas, portos, aeroportos e o risco de colapso no setor de energia que pode não suportar o crescimento previsto para os próximos anos. Tais problemas devem ser tratados com seriedade mas não apresentados como motivos para justificar que não conseguiremos superar essas barreiras.

FANTASMAS: O grande fantasma que assusta neste momento é a volta da inflação, que desta vez não é um fato isolado no Brasil, e que assombra as principais economias mundiais. Numa análise rápida, podemos dizer que lá fora foi impulsionada pela alta exagerada no preço dos alimentos e do petróleo, que já superou os U$ 130, o barril. Aqui tivemos um fato extra que foi o crescimento do consumo interno, possível a partir da estabilidade econômica, crescimento do emprego formal e aumento real da renda.

FORMULAS MÁGICAS:
A velha e discutível receita de aumento dos juros, todas as vezes que a economia dá sinais de recuperação, como forma de contê-la, agora está em cheque. Com o grau de investimento, tal prática provocará entrada acelerada de dólares em busca dos maiores juros reais pago no mundo, valorizando ainda mais o câmbio, que já compromete bastante a competitividade das nossas empresas exportadoras.

A opção é acreditar que as empresas brasileiras serão capazes de aumentar a produção para suprir a nossa demanda interna, a tempo de controlar a inflação.

Para isso o governo já se antecipou e lançou a nova política industrial, com redução de impostos para alguns setores e aumento nos prazos de financiamentos, como no caso do FINAME que teve seu prazo para pagamento ampliado de cinco para dez anos, além de outros incentivos. Sei que é insuficiente, mas é melhor do que nada.

A atenção agora se volta para a criação de ambiente favorável para a expansão dos negócios e o incentivo de novos projetos e inovação. O objetivo é dar essa importante passo agregando valor aos nossos produtos e serviços ao invés de nos consolidarmos como um importante exportador de comodities.

Abusos de preços podem e devem ser combatidos com importações, até que a nossa produção local seja ajustada. Segundo estudos divulgados pela revista Veja,de 28/05/08, pag. 53, o Brasil é um dos países mais fechados do mundo quando o assunto é a importação de bens e serviços, com relação ao PIB, apenas 9%, comparado com a Argentina 19%, México 32% e Chile 33%.

CONCLUSÃO:
Se para muitos éramos um pais desconhecido ou uma promessa de futuro que nunca se concretizaria, hoje somos destaque nos principais jornais do planeta como Wall street journal, The New York Times e Financial Times.

O mundo olha para o Brasil neste momento e o exercício do empreendedorismo se faz mais necessário do que nunca. As oportunidades estão a nossa frente e devem ser aproveitadas.

Os grandes investidores já chegaram e marcaram posições. Posso estar enganado, mais um movimento que está por vir é a chegada de empreendedores de médio porte, primeiro vindos de países com língua portuguesa e espanhola e em seguida de todas as partes do mundo.

Como um país hospitaleiro que é o Brasil, ele acolherá bem esses empreendedores e vale lembrar que a melhor forma de atuarem por aqui é buscando parcerias com empresas locais. Falo de negócios de médio porte com faturamento anual entre R$ 5 e R$ 60 milhões/ano, com forte base tecnológica e profundos conhecedores do nosso mercado. Negócios ainda desprezados pelos grandes investidores internacionais, mas com grande atratividade para investidores de porte médio que queiram participar deste momento único do nosso país.

A pergunta do dia é:

- Sua empresa está preparada para receber uma proposta de investimento? Se não,

Pare!

Prepare-se!

e Dispare!

Na direção de um novo tempo e das novas oportunidades. Esta é a nova ordem no Brasil!!!!!!

Adicionar comentário 1 de Junho de 2008 às 18:54 Sergio Oliveira

Afine o discurso!

violino - violino
Tudo na sua empresa transmite uma mensagem, desde a fachada, o cartão de visitas, a postura no atendimento, a roupa dos funcionários, a qualidade dos produtos, o pós-venda, dentre outras coisas. O conjunto de percepções, sensações e vibrações captadas pelo seu cliente é que formará a imagem que ele terá da sua empresa após se relacionar com ela.

Tornar o mais claro possível, decodificando o que se quer transmitir é o ponto de partida dessa caminhada, que é a criação de uma imagem vencedora na mente das pessoas.

Um bom plano de marketing deve partir de um eixo central, no qual algumas perguntas precisam ser respondidas:
- Quem é o meu público-alvo?
- Onde queremos chegar?
- Seremos reconhecidos por qual diferencial?
- Qual a melhor forma de comunicar as nossas intenções?

Verbalizar essa mensagem através de entrevistas em rádio e TV pode ser uma boa alternativa de construção da imagem e divulgação da empresa. Para isso é preciso estar com o discurso extremamente elaborado e alinhado com a real proposta do seu negócio.

É muito comum, até pela falta de experiência em conceder entrevistas, empreendedores se postarem de frente às câmeras e dispararem a falar, seja por nervosismo ou empolgação, abandonam o roteiro traçado para entrevista e dizem o que não deviam.

Quando você tiver a oportunidade de falar, em nome da sua empresa, seja mídia espontânea ou paga, entrevista para rádio, jornal ou TV, tente ser o mais objetivo possível, lembre-se que o tempo ou espaço disponível é limitado e custa caro, por isso é preciso que o discurso retrate a realidade dos fatos.

Dois erros fatais e bastante comuns: Apresentar a sua empresa melhor do que ela é ou perder a oportunidade de dizer o que ela realmente é, por isso, afine o discurso!

3 comentários 15 de Maio de 2008 às 08:04 Sergio Oliveira

Seja Prático!

A falta de definição clara dos rumos a seguir é como uma nuvem negra que paira nos céus das pequenas empresas e turva a mente e o cérebro de todos.

A praticidade nas ações diárias simplifica o discurso, torna mais fácil o entendimento da mensagem que precisa chegar à equipe, que é quem efetivamente constrói o resultado.

O empreendedor é o gestor maior e como tal deve se comportar. Negócios de sucesso têm a frente pessoas visionárias, acompanhadas de um forte senso prático.

A estruturação de uma empresa pode ser realizada de várias formas, um modelo de sucesso que vem ganhando força ultimamente é considerar as diferentes dimensões que se interelacionam no ambiente interno e externo.

Como sugestão, considere as dimensões Pessoas, Sócio-ambiental, Negócios e a Financeira. Abaixo desses tópicos encaixe tudo o que você faz e que tenha relevância, desça ao grau de detalhamento necessário, ou seja, aquele que permita o correto entendimento, por mais simples e básico que seja o nível de estudo dos seus colaboradores.

Mapeadas todas as ações desenvolvidas por dimensão e ajustadas às interligações entre elas, cada colaborador deverá conhecer o “quebra-cabeças” do negócio e saber qual peça ele é neste jogo, entender o que é esperado dele, quanto ele custa para a empresa e quanto ele pode e deve gerar de retorno.

De forma figurada, seria interessante que eles recebessem uma cartilha com o seguinte título: “COMO CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DA EMPRESA E CRESCER JUNTO”, ali estaria uma síntese do que é mais importante e diria até vital para a sobrevivência. Sou um adepto das regras claras. Isso gera obrigações para ambas as partes.

Estabeleça uma fatia interessante do lucro líquido (a partir de 25%) e a distribua entre os empregados, isso aumenta o comprometimento e muda a percepção da equipe com relação à valorização do time.

Estimule as sugestões, crie uma premiação em função da relevância da idéia. Torne público os vencedores, todos querem ser reconhecidos numa competição saudável.

Tome cuidado para esse exercício não ficar muito filosófico, recorde-se ao título desse artigo: “ SEJA PRÁTICO”, e para isso nada melhor do que começar a discussão pela última linha do DRE - Demonstrativo de Resultados do Exercício, ou seja, o Sr. Lucro Líquido!

Adicionar comentário 2 de Maio de 2008 às 07:54 Sergio Oliveira

Responsabilidade Social - a bola da vez!

sustentabilidade - sustentabilidade
Se todas as empresas que afirmam, atualmente, que tem ações voltadas para a sustentabilidade, seja social ou da natureza, estiverem dizendo a verdade, boa parte dos problemas do mundo estão próximos de serem solucionados.

Responsabilidade social agora é assunto tratado na Diretoria de Marketing, as ações passaram a ser elaboradas sob a ótica de exposição na mídia, e também com a finalidade de tornar o balanço Social mais vistoso e que demonstre que a empresa realmente se preocupa com as pessoas e com o meio ambiente, (esse é o perigo).

Ações sociais e de preservação sob esse ponto de vista também contribuem, mas perdem a sua essência, pois, são tratadas como “meio” para se obter reconhecimento do mercado e não como “fim” de transformar efetivamente a realidade das comunidades locais (próximas as fábricas/na cidade) ou a preservação verdadeira da natureza.

Condeno práticas assim, esse novo modelo chamo de “SUSTENTABILIDADE DE FACHADA”, são ações conduzidas por indivíduos que, a última preocupação que tem é com a preservação ou com melhoria da condição de vida das pessoas.

Lucro e responsabilidade (no seu sentido mais amplo) caminham de mãos dadas. O crescimento da empresa sem a devida prática da responsabilidade que lhe compete, é omissão, negligência e tem um efeito danoso para toda comunidade.

Isso vale a mais de 100 anos, e só agora passa a ser debatido, mas no meu entendimento com um enfoque oportunista.

Responsabilidade social pode ser, a princípio, assinar a carteira de todos os seus empregados pelo valor do salário real ( melhora a condição de vida das famílias), separando o lixo da sua empresa (diminui o impacto causado no meio ambiente) e de preferência sem fazer proganda disso.

Praticar responsabilidade social é mais simples do que muitos imaginam, Comece certo!!

Adicionar comentário 30 de Outubro de 2007 às 08:00 Sergio Oliveira

Falando de Estratégia

Comecei a escrever este artigo várias vezes e fiquei pelo caminho. O tema é de fundamental importância, a literatura sobre ele é vasta e da melhor qualidade, porém os livros não são de fácil leitura.

Uma das bíblias mundiais da estratégia é o livro “ Estratégia Competitiva” do Michael Porter”, sua primeira edição foi por volta de 1980 e desde então Porter se tornou uma referência no mundo dos negócios, quando o assunto é a definição de estratégias.

Mas antes de falar do que Porter propõe sobre estratégia é importante resgatar a origem do termo e desde quando temos registros de escritas sobre estratégia.

Quem arrisca dizer quem foi o primeiro a escrever sobre o assunto?:

Se você pensou no livro “ A arte da Guerra” de Sun Tzu, você acertou.

Sun Tzu foi um general Chinês, que viveu no estado de Wu no século VI a.C. Seus escritos datam, aproximadamente, do ano 400 a.C. Este sim foi o maior estrategista de todos os tempos.

Portanto, quando falamos de estratégia podemos afirmar que tudo começou a mais de dois mil anos e o que veio em seguida foram variações do mesmo tema, adaptados as novas realidades da sociedade e dos negócios que passam por transformações constantes.

Ocorre que essas transformações, por maiores que foram, não conseguiram desconfigurar as idéias de Sun Tzu. Quem tiver a oportunidade de ler a “A arte da Guerra” verá que tem muito de atual nas idéias dele.

É lógico que você não encontrará um texto elaborado com o rigor técnico atual, mas, dando um desconto a algumas afirmações genéricas e as máximas que compõe o livro, ele tem conteúdo e provoca reflexões, principalmente quando paramos para pensar que ele foi rascunhado a 2400 anos !!!!

Volto ao tema em breve!

1 comentário 17 de Outubro de 2007 às 06:54 Sergio Oliveira

Um dos pilares do sucesso

pilares1 - pilares1
É comum as pessoas confundirem sucesso com conquista de status.

Um empresário de extremo sucesso não necessariamente tem que estar nos eventos mais badalados da cidade e muito menos nas colunas sociais.

A decisão de participar desse “seleto grupo de pessoas muito importantes - VIP” é única e exclusiva do empreendedor.

Alguns tem a necessidade, para consumo próprio, de serem tratados como VIP. Isso acontece quando o ego se torna maior do que o Ser Humano.

A busca pelo status assume uma condição quase existencial e passa a ser alimento obrigatório para a sobrevivência de uma imagem forjada e que , na cabeça dele precisa ser trabalhada, melhorada e mantida pelo máximo de tempo possível, ideal seria que fosse eterno, como nas famílias reais.

Mas, como nada é eterno, se uma dia, por acaso, a empresa passar por dificuldades e ela não mais puder sustentar esses caprichos pessoais, o trajeto de volta dessa escalada artificial é muito doloroso, pois, o nosso nobre empreendedor de sangue azul irá perceber que ele é simplesmente de carne e osso como os demais mortais e que também está sujeito a crises.

Muitas famílias/empresas construídas sobre bases artificiais se dizimam quando passam por crises mais fortes.

O sucesso tem o poder de afastar as pessoas dos seus valores, a ponto de se tornarem irreconhecíveis.

Sou um grande admirador de empreendedores de sucesso, que independente da fortuna que conquistaram preservam e mantém firmes seus princípios e valores. E vão mais longe, pregam isso como uma prática saudável em suas empresas, o que pode ser um dos pilares do sucesso outrora conquistado e mantido!

4 comentários 4 de Outubro de 2007 às 23:17 Sergio Oliveira

De meio em meio não se faz um inteiro.

Conheço empresas que vivem no meio.

São meio organizadas,
Meio conservadoras,
Meio inovadoras,
Meio respeitadas pelas pessoas,
Oferecem produtos ou serviços com média qualidade,
Recolhem a metade dos impostos,
Registram os empregados pela metade do salário,
Meio éticas,
e meio sobreviventes…,

Na realidade, a soma de vários meios nem sempre garantem uma única parte inteira.

Corre-se o risco de valer menos que 1/2, ou seja 1/4, 1/8 ou simplesmente nada!

Ao invés de ser mais ou menos em várias coisas, defina uma posicionamento empresarial, veja no que sua empresa é realmente boa e tente se destacar nisso.

O que você escolher para ser por inteiro tem que ser algo que interesse ao seu cliente e que leve ele a se identificar com sua empresa e escolhê-la, dentre tantas outras!

Adicionar comentário 2 de Outubro de 2007 às 23:12 Sergio Oliveira

Um diagnóstico do diagnóstico

Na vida empresarial o diagnóstico tem a mesma utilidade que lhe é dada na medicina.

Quando o médico faz um exame no paciente e realiza um diagnóstico esse deve ser o mais preciso possível e seguido da prescrição de medicamentos que curem os males identificados. Durante o tratamento tem que haver um acompanhamento, de forma que o doente tenha a melhor recuperação.

No laboratório empresarial já encontrei pelo caminho diagnósticos ricos, detalhados e bem fundamentados, mas, com uma prescrição de ações que apontavam para para a direção errada e o pior, aplicadas sem o acompanhamento e o cuidado necessário.

Sempre que partir para algum processo de mudança na sua empresa dedique o tempo que for necessário para analisar e diagnosticar o que precisa ser melhorado.

Submeta essas premissas a empresários da sua confiança, colha opiniões dos empregados, fornecedores e clientes.

Quando chegar a hora da implantação, recursos serão gastos e dependendo da intensidade da mudança você estará colocando a sobrevivência da sua empresa em risco.

Atue com precisão cirúrgica, quem sabe assim ficará livre de ter que submeter a sua empresa a uma plástica para corrigir cicatrizes…

Adicionar comentário 1 de Outubro de 2007 às 23:27 Sergio Oliveira

A Crença no Comércio Tradicional

mercadores3 - mercadores3

Todo homem é um mercador em certa medida.
Adam Smith, 1776 - A riqueza das Nações.

A arte do comércio é milenar, por mais que a modernidade avance os fundamentos básicos serão mantidos. Ainda hoje as rotas comerciais da seda asiática, que foram a espinha dorsal das relações entre as nações do ocidente o do oriente, iniciando por volta de 119 a.C., são realizadas pelos camelôs em parte do norte da África.

Sempre haverá um comprador, um vendedor e uma mercadoria negociada. Quem vende visa o lucro e quem compra tem uma necessidade a ser satisfeita.

Sempre foi assim? Não!

Por mais que nos achemos lindos e maravilhosos, os Paleoarqueológicos calculam que o homem moderno existe a pelo menos 40 mil anos. Os homens das cavernas eram exatamente como nós, com pensamentos semelhantes.

Já a idéia do comércio, presume-se que tenha nascido da troca de presentes, apenas como forma de agradar, reconhecer. Esse comércio primitivo tinha características de rituais, e nada a ver com necessidades materiais.

O pensamento do comércio na forma de agregar valor aos bens e em função disso gerar lucros, só foi possível a partir da interlocução entre os povos.

O período Neolítico, também chamado de idade da pedra polida (12.000a.C. a 4.000 a.C) foi o que marcou o fim da pré-história, pois terminou com o surgimento da escrita.

Foi nessa época que o homem se fixou em aldeias, desenvolveu a agricultura, a criação de animais e passou a viver em sociedades, o que permitiu o avanço cultural e o aumento da população.

O surgimento dos excedentes de produção possibilitou o comércio de troca entre as aldeias, o que posteriormente foi facilitado com a invenção do dinheiro.

No final do terceiro milênio a.C. as pessoas da Mesopotâmia começaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos. Primeiramente foi a prata como forma de pagamento. Com a adoção do ouro e da prata nas trocas, o surgimento das moedas foi uma questão de muito pouco tempo e que se transformaram no sistema monetário global ancestral no qual vivemos e trabalhamos hoje.

Entramos na era do dinheiro virtual e do comércio eletrônico, observe que evoluímos na forma, mas estamos calcados em criações e idéias que datam de pelo menos 2.500 a.C.,

Por maior que seja a evolução que esteja por vir, as pessoas ainda necessitarão de contato humano, as relações virtuais como são pregadas hoje pela grande mídia é ilusória e tem interesses diversos.

O comércio tradicional sobreviverá e as pessoas terão cada dia mais, prazer em poder entrar numa loja, conversar, tocar o que está comprando, e decidir o que levar. Faz parte da natureza humana.

3 comentários 29 de Setembro de 2007 às 18:14 Sergio Oliveira

H20H - A consagração

O artigo “Um erro, um acerto e a concorrência” é o segundo mais lido de todos os que já foram publicados aqui no blog.

Sua edição foi em 08/04/07, antes mesmo da grande imprensa nacional perceber que a nova bebida cairia no gosto dos consumidores.

Um breve história do que aconteceu de lá para cá pode ser vista no artigo divulgado pela revista Exame, no link “Vende como Água”, o qual fala do surpreendente sucesso alcançado pela H2OH em 11 países.

Um belo exemplo de ousadia, que forçou a Coca-Cola a abaixar os preços de todos os seus produtos, coisa que a muito tempo não se via.

Adicionar comentário 9 de Setembro de 2007 às 21:15 Sergio Oliveira

Nas asas do tempo

tempo - tempo
“…foi a visão do dia e da noite,dos meses, das revoluções dos anos, que nos fez encontrar o número, que nos deu a noção de tempo.
Platão, Timeu (360 a.c.)

Medir o tempo como um padrão universal surgiu da observação, sobretudo das posições relativas dos corpos celestes, que são regulares, cíclicas e, portanto previsíveis.

Essa é uma das idéias mais antigas e duradouras do mundo, a ponto de ninguém arriscar uma data para a sua origem.

As observações celestes foram a base para o desenvolvimento de medidores de tempo, que se assemelhavam a calendários, que utilizavam registros das fases da lua e o movimento do sol.

A partir daí a idéia evolui e chegamos ao relógio que conhecemos hoje, desde então a vida nunca mais foi a mesma.

Passamos a ser regidos (para não dizermos controlados) pelo objeto que transformou nossas vidas.

Considero que nos tornamos uma legião de “escravos do tempo”, tamanha é a interferência que uma simples medição causou em nossas vidas.

Gosto de Santo Agostinho (397 d.c), que antecipou o pensamento mais moderno acerca do tempo, ao perceber, naquela época que o tempo não tem “existência” fora da mente.

Vivemos sob o conceito linear de tempo, onde temos um começo, e a partir daí delineia-se a trajetória.

O dia continuará sendo medido em horas, mais precisamente 24 horas, para você distribuir todos os seus compromissos e ainda buscar o tão sonhado equilíbrio entre trabalho, lazer e família.

Sem contar que, pessoas atarefadas não têm qualidade de vida, muito menos “tempo” para construir boas idéias.

Se forem as novas idéias as sementes que deram origem a negócios inovadores, um bom começo para se tornar um empreendedor de sucesso é rever seu conceito de tempo e a freqüência na qual você está conectado.

“O que é o tempo? Quando ninguém me pergunta eu sei. Quando tento responder, não sei.”
Sto. Agostinho, Confissões (397 d.c.)

3 comentários 2 de Setembro de 2007 às 10:37 Sergio Oliveira

Reuniões, se puder escolher, fuja delas!

BancoCanaju - BancoCanaju
Passei essa semana consumido por reuniões de negócios, ócios do ofício.

Se me perguntares se gosto de reuniões, digo que não!

Gosto de conhecer pessoas interessantes, com histórias de vida. Não necessáriamente isso precisa ser em salas de reuniões. Pode ser num banco de praça onde possamos desfrutar da sombra de uma árvore, saboreando um delicioso sorvete ou suco de frutas.

Tenho um necessidade vital de arejar meu cérebro, quer me enlouquecer e fechar numa sala e ficar falando, falando, falando,…. esse é o pior modelo que já inventaram, principalmente se o objetivo for a busca de soluções.

Por que não fazer diferente?

- Há, por que sempre foi feito assim!

Isso para mim não é resposta, sinto muito, vivo noutra freqüência.

Aliás, quero viver 100 anos, como Oscar Niemeyer, uma história de trabalho regada a muita paixão pelo que faz.

Intrigante, ele tem como o seu lema a afirmação: ” A vida é mais importante do que a arquitetura” . (Imaginem se ele tivesse priorizado a arquitetura….)

- Qual é o real significado dessa frase?

Não sei, mas olhando a sua trajetoria de vida e obra, cada um pode tirar suas próprias conclusões.

As minhas opções já fiz, quero mergulhar nas atividades que me dão prazer, sem que tenha que abrir mão da vida, ela sim é mais importante, é a fonte de toda a inspiração.

Neste momento vivo a fase de transição e você?

Adicionar comentário 1 de Setembro de 2007 às 09:49 Sergio Oliveira

Simpatia não se compra, conquista-se!

Simpatia é algo que não se materializa, é baseado em sentimento, por isso precisa ser expressado por quem sente e percebido por quem recebe.

O mais comum é acharmos uma pessoa simpática, agradável, mas não é loucura termos simpatia por uma empresa e seus produtos e serviços.

Como isso acontece?

A partir da imagem que essa empresa espelha e pelas experiências que ela proporciona aos seus clientes.

De forma empírica, as pessoas são conquistadas e passam a se sentir bem quando estão consumindo esses produtos que a conquistaram ou freqüentando as lojas que lhes transmitem boas vibrações. Tem o poder da magia. (para quem acredita)

Por exemplo, as lojas conceito da Apple, são mais de 180 ao redor do mundo, se transformaram em templos de adoração dos amantes da tecnologia aliada ao design inovador.

Já a rede de cafeterias Starbucks proporciona aos seus freqüentadores o prazer de consumir um bom café, servido de várias formas, num ambiente agradável, acompanhado de uma boa música e se propõe a ser “ o seu terceiro lugar favorito, entre a sua casa e seu trabalho”. Além dos Estados Unidos, onde nasceu, já está presente em 37 países, só no exterior são mais de 3000 lojas. (Sucesso absoluto)

Qual é a proposta da empresa pouco interessa, o que vale realmente é o quanto as pessoas acreditam nela, isso sim tem o poder tranformador e pavimenta o caminho rumo ao sucesso.

Papo maluco, pode parecer etéreo, mas tem ligação direta com o lucro que essa relação estabelecida com o cliente pode proporcionar para a sua empresa.

Voltando a falar da Apple, seu valor de mercado em 2001, ano do lançamento do iPood, era de U$ 7,7 Bi, atualmente, já com o impacto do lançamento do iPhone, supera os 107 bilhões de dólares.

Conquistar a simpatia das pessoas que possam consumir o que você produz, seja o que for, é o sonho de todo marketeiro e faz um bem danado para futuro da sua empresa.

Adicionar comentário 4 de Agosto de 2007 às 00:36 Sergio Oliveira

Qual foi o principal erro da TAM?

verdade - verdadeRodrigo Custódio, leitor do nosso blog, propôs o seguinte tema:
Gostaria de fazer uma sugestão de pauta para ser discutida. Após erros e acertos da companhia aérea TAM, será que ela escapará dessa queda do seu Airbus? Faço essa pergunta porque há vários relatos de problemas na Gestão dessa companhia. A começar com o apagão aéreo que dizem ter começado devido ao overbook iniciado pela TAM (a venda de passagens superaram a capacidade das aeronaves), após isso veio o acidente do vôo JJ 3054 ocorrido nesse ano (não se esquecendo de outro ocorrido em 1996). E para as explicações do acidente desse ano, seu presidente mentiu sobre problemas na aeronave em questão. Minha pergunta é: Será que a empresa TAM irá sobreviver a esses problemas? PS: Depois do acidente com o vôo JJ3054, a empresa já perdeu na Bovespa R$1,7 bilhão!”

Rodrigo, há poucos dias, antes do acidente, havia escrito um texto onde contava um pouco da história do Comandante Rolim, o fundador da Tam, empresário admirado e copiado no seu modelo de gestão, enquanto esteve a frente da empresa. O nome do artigo foi ” O legado do Comandante Rolim”, editado em 02/06/07, conclui o artigo com os seguintes parágrafos:

“Meus filhos não saberão quem foi o Comandante Rolim, podem até conhecer a sua história, mas não darão nenhum crédito a ela. Para eles a TAM será comparada de igual para igual com a Gol e outras que venham a surgir, por isso é importante que entre numa nova fase, recupere sua identidade e crie um novo motivo pelo qual as pessoas renovem a admiração pela empresa.
Esse é o desafio que caberá a Maria Cláudia Amaro, na condição de Presidente do Conselho de Administração da TAM.
Desejo-lhe sucesso!”

Poucos sabem que o Comandante Rolim tinha sete mandamentos na sua atuação, que passaram a ser da TAM, eram como credos proferidos por todos os empregados, carismático que sempre foi, ele conquistou a mente e o coração de todos os seus empregados e clientes fiéis ao “Jeito TAM de voar”.

O Comandante Rolim tinha como o seu principal mandamento o seguinte: ” Mais importante que o Cliente é a segurança”, no caso em questão da tragédia com o vôo JJ 3054 esse mandamento foi ferido de morte (também), pois, o que é uma viagem de avião?

Nada mais do que uma promessa de te tirar do chão num determinado local, voar e te entregar num outro local, também em solo firme e COM VIDA!. ( Condição básica)

A partir do momento que em a segurança é preterida em nome de qualquer motivo que seja, quebra-se a promessa, e mais grave ainda quando a manutenção que foi protelada se converte num dos fatores principais de uma tragédia como a que assistimos desde a semana passada.

Instá-la se o medo nas pessoas, que não mais confiam na empresa, por maior que seja a tentativa de reconstrução da imagem.

Uma empresa de prestação de serviços vive única e exclusivamente da sua imagem, e imagem é construída a partir de percepção, sentimentos, votos de confiança, que custarão bastante para serem reconquistados, se é que existirá espaço para isso.

Na minha opinião a TAM corre sérios riscos. Não tem um presidente a altura dos seus clientes e dos acionistas da empresa, não encarou o problema de frente, mentiu, se escondeu, foi insensível com os familiares das vítimas. Se apresentou como Presidente e não como Ser Humano, faltou humildade e compaixão.

Pode ser que ela seja salva pela falta de alternativas, como mais de 90% do mercado de aviação comercial nacional está nas mãos da TAM e da GOL, quem viaja a trabalho, tem compromissos a cumprir, acaba não tendo opção.

Em breve as velas se apagarão, os vôos continuarão lotados, Congonhas mesmo depois dos ajustes continuará embarcando milhares de pessoas por dia, o que parece um tanto quanto insano e que me faz relembrar um trecho da música ” O tempo não para” do nosso saudoso poeta Cazuza:

“Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára…
Eu vejo um futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára, não pára não, não pára…”

2 comentários 26 de Julho de 2007 às 23:39 Sergio Oliveira

Muita filosofia e pouco dinheiro no bolso!

filosofia - filosofia
Conheço empreendedores que iniciaram o seu negócio próprio, conhecem quase tudo na teoria, mas na prática, se perdem na condução do negócio.

Por mais que alguns críticos tentem relevar a segundo plano, a experiência acumulada na condução de negócios faz uma grande diferença.

Uma coisa é saber que um dia sua empresa terá uma crise financeira, a outra é viver uma crise financeira e passar várias noites sem dormir, e o pior, sem nenhuma solução a vista.

Treinar um empregado, investir no seu desenvolvimento, prepará-lo e depois perdê-lo para a concorrência, é dolorido, mas, muitas vezes você não tem nada a fazer naquele momento, um aumento de salário, para apenas um empregado pode contaminar toda a equipe. Logo, o termo reter talentos que você tanto estudou, volta para os livros e você vive então a dura realidade da limitação financeira imposta pelo porte do seu negócio.

Todos sabem que o lucro é fundamental, mas poucos conseguem chegar até ele e tocá-lo (dinheiro em caixa sobrando no final do mês). Para alguns isso parece até utópico. Já escutei depoimentos assim:

- “Estou a oito anos trabalhando, todos os dias arduamente e ainda não tirei nada da empresa. Tudo que ganho é reinvestido, quando chegará a minha hora?”
São angustias como essas que incomodam vários pequenos empresários, mas a trajetória é longa e os passos são lentos, é mais parecida com uma prova de resistência do que com uma prova de velocidade.

Algumas considerações e questionamentos podem te ajudar a encontrar uma luz no fim do túnel:

1) Seja prático e simples, passe a mão num lápis, papel e calculadora, faça você mesmo as contas e encontre as respostas:

- Sua empresa ganha ou perde dinheiro?
- Qual a sua margem de lucro por produto e total?
- Qual o faturamento mínimo mensal necessário para cobrir todas as despesas?
- Tem alguem ganhando dinheiro com negócios iguais ao seu?
- Se tem, o que você poderia copiar?

Feito as contas, conhecendo esses números básicos da empresa experimente implantar algo assim:

“NADA SUBSTITUI O LUCRO” (copiei do primeiro mandamento da TAM)

- Feche todos os ralos por onde vazam dinheiro, adquira fama de pão duro. ( Todos tem que ter esse sentimento e valorizá-lo).
- Gastos só para o que for essencial e tiver ligação direta com o cliente.
- Demita empregados ociosos, os que permanecerem tem que acumular funções. (Por que só você tem que viver no limite?)
- Crie metas mensais de resultado, de produtividade individual e envolva toda a equipe na busca destes desafios. Celebre ao conquistá-las.

As melhores soluções são sempre as mais simples e partem do óbvio.

Se depois de todas as tentativas, ainda não sobrar dinheiro no bolso….

… pare, respire fundo e não tem jeito, começe tudo de novo…

2 comentários 5 de Junho de 2007 às 07:48 Sergio Oliveira

Se você morresse neste momento, qual seria o seu legado?

Alguns empreendedores se atiram de forma tão intensa aos seus negócios a ponto de se esquecerem que, tudo, tudo mesmo pode acontecer, como por exemplo a morte.

Sendo assim, se você morresse agora, subitamente, sem poder deixar um único bilhete, sua empresa sobreviveria por quantos anos?

Teria pessoas prontas para conduzir o negócio na sua ausência?

Você deixaria algum legado, por menor que fosse?

E para finalizar:

Por quais motivos você seria lembrado?

Adicionar comentário 2 de Junho de 2007 às 18:25 Sergio Oliveira

O legado do Comandante Rolim

tapete vermelho - tapete vermelho
Quem não se lebra do lendário Rolim Adolfo Amaro, ou simplesmente Comandante Rolim, que a partir de um sonho construiu uma empresa de classe mundial e que, mesmo após a sua morte continua a ser líder no setor de aviação civil brasileiro, estou falando da TAM.

Em 1960, com 18 anos, ele vendeu uma lambreta para pagar o curso de piloto e tirar o seu primeiro brevê, após, foi contratado para pilotar numa empresa de Táxi-Aéreo em São José de Rio Preto/SP

Tabalhou na Táxi Aéreo Marília, muitos não sabem, mas antes de se tornar dono da TAM, Rolim foi seu piloto. Ao sair da TAM foi trabalhar na Amazônia como piloto particular, época em que comprou seu primeiro avião, um Cessna. Após dois anos já tinha dez aviões monomotores.

Foi co-piloto na VASP e comandante na Líder Táxi Aéreo.

Em 1976, portanto, 16 anos após tirar o seu brevê, Rolim adquire a totalidade das ações da TAM, que a época era uma pequena empresa de táxi aéreo.

Sua grande tacada foi em 1990, com a TAM já um pouco maior, quando o Comandante Rolim apostou todas as suas fichas na compra dos dois primeiros Fokker 100 (jatos com capacidade para 107 passageiros), acreditando na modernização da aviação regional e na sua expansão. Em 1996 já eram aproximadamente 30 aeronaves F- 100.

Acertou na mosca e isso permitiu um crescimento acelerado, em apenas uma década transformou-a em líder nacional no setor de aviação, recebendo vários prêmios nacionais e internacionais.

A TAM passou a ser uma empresa admirada e copiada nas suas práticas de gestão e no trato com o cliente.

A morte do Comandante Rolim, aos 58 anos, após a queda de um helicóptero, em 08/07/2001, interrompeu essa intensa trajetória de sucesso, marcada por inúmeros atos de ousadia.

Parei para imaginar, se ele estivesse vivo, como estaria enfrentando todos os fatos acorridos desde a sua morte, a atual crise dos controladores de vôo e principalmente a concorrência com a GOL.

Estudando a história da TAM você percebe as sacadas geniais desse empreendedor, que muitas vezes pôs em risco tudo o que tinha construído, tamanha era sua crença no futuro da empresa.

Um grande líder, um exímio estrategista, dentre as várias qualidades a de visionário era a que mais me impressionava.

A criação do slogan: “Jeito TAM de voar”, passando pela idéia de estender o tapete vermelho na porta das aeronaves e ficar ali, cumprimentando os passageiros, desde as primeiras horas da manhã, no aeroporto de Congonhas, demonstrava o profundo respeito que tinha pelo bem mais valioso da sua empresa, o cliente.

Outra criação sua foi a Carta do Comandante, onde Rolim, com a simplicidade de um bom contador de histórias dividia conosco suas idéias sobre a condução da empresa e como percebia seus clientes.

Sem falar do Museu “Asas de um sonho”, idealizado em vida, porém entrou em funcionamento após a sua morte.

Foi uma lição de empreendedorismo, pena que sua melhor fase foi tão breve. Tenho certeza que ele teria inovado em muitos outros fatos, que certamente seriam copiados pelos empresários brasileiros.

Vocês devem estar se perguntando por que me lembrei disso agora? Vou explicar.

Recentemente li uma entrevista no Jornal Valor, com Maria Claudia Amaro, filha do Comandante Rolim, que aos 40 anos, acaba de assumir o conselho de administração da TAM, com o firme propósito de “atualizar” a empresa, e deixar para trás a crise de identidade que a empresa entrou após a morte do seu Pai.

Prestes a completar seis anos da morte do Comandante Rolim, imagino o quanto foi duro manter a TAM como líder de mercado, com a GOL mordendo nos calcanhares.

A figura de Rolim era quase que um mito e se confundia com a imagem da TAM, tamanha era sua presença na mente do todos os empregados e clientes.

Este foi seu legado, as idéias se eternizam, mas esta imagem que antes era tão forte foi se enfraquecendo, e com o passar do tempo, é preciso que alguém preencha esse espaço deixado por ele e seja a nova cara da TAM.

Meus filhos não saberão quem foi o Comandante Rolim, podem até conhecer a sua história, mas não darão nenhum crédito a ela. Para eles a TAM será comparada de igual para igual com a Gol e outras que venham a surgir, por isso é importante que entre numa nova fase, recupere sua identidade e crie um novo motivo pelo qual as pessoas renovem a admiração pela empresa.

Esse é o desafio que caberá a Maria Cláudia Amaro, na condição de Presidente do Conselho de Administração da TAM.

Desejo-lhe sucesso!

1 comentário às 18:08 Sergio Oliveira

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