Publicações arquivadas sob Estratégia

O Empreendedor Revolucionário

revolucao - revolucao

Os grandes empreendedores que conheci sempre se posicionaram como agentes permanentes de mudança nas suas empresas, incansáveis estrategistas e realizadores.

Ser um astuto estrategista e um efetivo realizador de mudanças não exige diploma de curso superior, mestrado ou doutorado, precisa sim, no primeiro caso de sensibilidade para perceber a tempo os movimentos que irão interferir no futuro do seu negócio e no segundo, de garra e determinação para implantar as mudanças já definidas.

Uma constatação real é que, aqueles empreendedores que não conseguem fechar o ciclo da mudança foi por que ficaram perdidos pelo caminho, entre a definição da estratégia correta e sua implantação.

Fala se muito em revolução, mas qual é o verdadeiro significado de revolução no mundo dos negócios, senão a transformação de fato de uma realidade já consolidada e resistente a mudanças?

Quem é o verdadeiro agente de mudanças, senão aquele que revolucionou sua própria vida e expandiu os seus limites e horizontes ao máximo, colocando muitas vezes sua própria sobrevivência em risco?

A verdadeira revolução não é didática e muito menos poética, com é vendida na maioria das vezes, através de guias de auto-ajuda.

A revolução de verdade envolve dor, sofrimento, risco e o desconforto permanente de estar com a vida sempre em transformação, não existe porto seguro num ambiente de mudança.

Poucas pessoas conseguem suportar tais condições por muito tempo, por isso que a manutenção do estado de acomodação é a opção preferida, seja na esfera pessoal ou empresarial.

Depois de uma década de experiência, analisando casos de sucesso e de fracasso, afirmo com tranqüilidade, sem me considerar o dono da verdade, apenas uma singela opinião de um observador:

1) A verdadeira revolução é aquela que tem origem na alma do empreendedor e por ter transbordado alcança o seu negócio e contagia todos aqueles que estão sua volta, que passam a acreditar que aquele negócio é possível, apesar de todas as dificuldades que encontrarão pelo caminho.

2) As pessoas necessitam ter em quem acreditar e no que acreditar (regras claras, perspectivas reais) isso faz toda a diferença, esse é o motor da revolução, a verdadeira revolução, a que acontece de forma silenciosa.

4 comentários 20 de Fevereiro de 2010 às 10:00 Sergio Oliveira

Foco em que?

Ser objetivo nas conversas e ágil nas decisões é um atributo que tem grande valor no dia a dia dos negócios.

Aproveitar o tempo da melhor forma é o caminho para o aumento da produtividade, tão desejada por todos os gestores de negócios.

Partindo deste principio, torna-se prática comum exigir dos empregados que trabalhem atentos nas atividades que estão sob sua responsabilidade, que dispersem o mínimo e que mantenham o foco.

Tal prática não se aplica na integra quando subimos os degraus da escala hierárquica, onde a visão estratégica deve ser mesclada com o foco no negócio.

Quanto dedicar a cada um é uma química que tem que ser dimensionada por cada empresa, considerando suas características próprias, onde quer chegar e quando quer chegar.

Gerenciar com visão estratégica significa pensar em todas as alternativas possíveis e impossíveis, inclusive mudar de ramo de atividade, se isso for necessário para a sobrevivência da empresa.

A proposta de foco deve ser precedida do desenvolvimento e implantação de ferramentas de gestão que viabilizem esse trabalho focado, a partir daí é que entra o processo de acompanhamento e cobrança.

Tenho minhas dúvidas com os resultados práticos do excesso de foco, o que chamo de foco obsessivo, que se traduz em pressão desmedida sobre toda a equipe e que acaba produzindo efeito contrário do desejado, ou seja, a redução da produtividade.

Buscar o ponto de equilíbrio entre as dimensões que contribuem para o resultado é o grande desafio do gestor que se propõe a trabalhar pelo crescimento da empresa no longo prazo, gerando resultados positivos durante a pavimentação do trajeto, que significa manter a empresa viável também no curto prazo.

Adicionar comentário 12 de Fevereiro de 2010 às 22:02 Sergio Oliveira

Pão de Açúcar - a vitória do modelo de gestão

A compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar pode ser interpretada de várias formas, desde uma saída estratégica para a família Klein, que vinha com dificuldades para manter o crescimento da rede até a vitória da persistência de Abílio Diniz que tem demonstrado uma determinação impressionante tanto na condução do grupo Pão de Açúcar como na aquisição de novos negócios.

Em minha opinião os dois grupos saem fortalecidos do negócio, mas o grande sucesso é do modelo de gestão implantado por Abílio Diniz, que conseguiu superar todos os obstáculos, desde 1990 quando o Grupo beirou a falência, passou pela saída da família do negócio em 1994 e a longa reestruturação implantada a duras penas. Em seu livro, Caminhos e Escolhas, Abílio conta parte dessa saga, dentre outras histórias.

Em 1999 ele deu a tacada estratégica, vendendo parte do grupo Pão de Açúcar para a rede de supermercados francesa, o Grupo Cassino, antecipando o movimento que viria a ser seguido por grandes empresas brasileiras, de se associar a grupos internacionais e implantar uma gestão profissionalizada aproveitando a experiência do novo sócio.

Na negociação de compra da Casas Bahia Abílio aceitou compartilhar o poder com a família Klein na nova empresa que será criada, mais uma demonstração de sabedoria, pois, trocou poder absoluto por maiores perspectivas de crescimento e ganhos reais na soma de forças. Estima-se que seja possível obter ganhos de escala que atinjam até quatro bilhões de reais por ano, considerando as operações do Ponto Frio, recém adquirido também. Um valor nada desprezível.

Os novos números do Grupo Pão de Açúcar são impressionantes:

- 8º grupo privado brasileiro, atrás apenas de empresas como Vale, JBS, Gerdau,Votorantim, Oi, Odebrech e Ambev.

- Receita anual Bruta: 40 bilhões de reais

- Líder absoluto no varejo, o segundo lugar é ocupado pelo Carrefour com faturamento bruto anual de R$ 22,5 bilhões.

- 137.000 empregados, o maior empregador do Brasil

- Passou a ser o maior anunciante brasileiro.

E para coroar todos esses feitos, reportagem divulgada hoje, dia 15/01/10, no jornal Valor Econômico veio com a seguinte manchete: “Pão de Açúcar tem melhor desempenho em 10 anos”, onde o destaque fica para o crescimento real de 4,1% nas vendas brutas em 2009, considerando as lojas que já estavam em funcionamento em 2008. Analisando apenas o 4º trimestre de 2009 o crescimento real foi de 5,5%.

Neste momento Abílio Diniz se consolida como um dos grandes gestores empresarias brasileiros, um modelo de determinação e competência a ser admirado e seguido.

2 comentários 15 de Janeiro de 2010 às 23:01 Sergio Oliveira

Competitividade da China

xangai - xangai

Compreender a China e sua espetacular ascensão como potência mundial tem sido tarefa constante de mentes renomadas em todos os continentes.

Detentora de reservas econômicas que já superam os U$ 1,2 trilhões, sua condição financeira como nação é invejável e vem sendo utilizada pelo governo para apoiar a internacionalização da empresas daquele país.

No campo empresarial os chineses já foram vistos como produtores de bugigangas, mas, em uma década de evolução já ameaçam as mais inovadoras empresas ocidentais.

Eles investem pesadamente em aquisições estratégicas, desde a área de alimentos até produtoras de minério de ferro, o que lhes garantem matéria-prima para sustentar o crescimento acelerado seja via exportações, seja a partir da demanda interna.

Todos querem saber até onde vai essa expansão do poderio econômico e empresarial, um enigma a ser desvendado.

Um seminário realizado pela UFRJ, no dia 03/09/09, “Reposicionamentos Estratégicos, Políticas e Inovação em Tempos de Crise” teve como eixo central a discussão da ruptura histórica causada pela ascensão da China como grande potencia mundial, um debate travado por quem vive o meio empresarial brasileiro e conhece também a china em todos os aspectos.

Os trechos abaixo foram opiniões emitidas pelos palestrantes, extraídos de reportagens publicadas no Valor Econômico:

Professor Antonio Barros de Castro (UFRJ):

- Na China, há uma espécie de máquina armada em torno da competitividade. E eles são velozes. Quem fizer de conta que os chineses não existem vai morrer.

- A China é um desafio enorme para o Brasil, para avançarmos, por aqui, é preciso ações como deselitizar e multiplicar a pesquisa e desenvolvimento.

- Existe lá uma lógica econômica que não se dá por acidente.

- É ingênuo pensar que as empresas lá são competitivas apenas porque pagam salários baixos. Pelo contrário, há toda uma estratégia em torno do baixo custo.

- Os chineses não se preocupam em usar estados da arte da tecnologia, buscam unir soluções que garantam eficiência e competitividade.

- Eles, além do foco na exportação, desenvolvem estratégias para ampliar o poder de compra interno.

- No Brasil há amplas oportunidades de ampliar o mercado interno, aumentando a escala das empresas nacionais.

- Para isso é preciso também baratear os bens, tornando-os mais acessíveis para uma camada maior da população.

O consultor Mario Ripper, que atua de tecnologia da informação e telecomunicações, apresentou o exemplo da chinesa Hauwei, fabricante de equipamentos de telefonia, com faturamento de U$ 18 Bilhões, 100 mil empregados, sendo 37 mil atuando em pesquisa e desenvolvimento já é a sexta maior do mundo e tem 75% do seu faturamento fora do pais. Ele atribui esse espetacular desempenho ao:

- Foco ampliado no mercado interno.

- Disponibilidade de recursos financeiros oferecidos pelos bancos de desenvolvimento chineses.

- Estratégia de governo, que abriu o mercado para fabricantes estrangeiros, mas fixou obrigações de transferência de tecnologia e investimentos em segmentos estratégicos, como semicondutores, dentro da própria China.

Outro palestrante foi o Professor John Mathews, da Austrália, que escreveu o livro “Dragões multinacionais”:

- Eles conquistando espaço no mundo com competitividade, baixo custo e tecnologia de ponta.

- As multinacionais Chinesas se tornam cada vez mais competitivas por voltar-se para novas tecnologias.

- Tem foco no redesenho de produtos, processos, reorganização da produção.

- Tem como estratégia a compra de tecnologia, fazendo joint ventures, adquirindo participações minoritárias no exterior.

- Associam-se a empresas que já desenvolveram tecnologia, para não ter o custo de desenvolvimento.

- Investem pouco e tiram o máximo, quando se associam evitam o desenvolvimento do produto que tem custo elevado.

- Essas estratégias são antigas, já foram utilizadas pelo Japão e Coréia do Sul, mas o que surpreende é a velocidade com que as empresas chinesas estão atingindo esse nível de competitividade.

- O professor citou um estudo do Boston Consulting Group (BCG), que aponta as 100 empresas emergentes que estão mudando o mundo, das quais 41 são chinesas, incluindo a Chery, Lenovo e China Mobile. Neste estudo 13 empresas brasileiras foram incluídas: Braskem, Vale, Coteminas, Embraer, Gerdau, JBS-FRriboi, Marcopolo, Natura, Perdigão, Sadia, Petrobras, Votorantim e WEG.

Adicionar comentário 8 de Setembro de 2009 às 09:41 Sergio Oliveira

Estratégia focada em inovação

Laercio Consentino é o CEO da empresa TOTVS, lider no Brasil no segmento de software de gestão empresarial (ERP), foi o grande idealizador do negócio e também da abertura de capital realizada (IPO), o que permitiu a capitalização e sua acelerada expansão, via aquisições e abertura de novos mercados.

No período de 2003 a 2008, a TOTVS adquiriu 21 empresas concorrentes, se consolidando no mercado nacional, onde atuava antes com a marca Microsiga e o produto mais conhecido era o ERP Proteus.

Com essa agressividade nas aquisições, novas fatias de mercado também foram incorporadas. Já é a segunda maior empresa de software da America Latina e pretende atuar em todos os países de lingua portuguesa, considerando que já está presente em Portugal e Angola.

Segundo reportagem do Jornal Valor, que acompanhou o Seminário “Reposicionamentos Estratégicos, Políticas e Inovação em Tempos de Crise”, realizado pela UFRJ, no qual Consentino palestrou, as empresas preocupadas com o tema buscam investir em desenvolvimento para inovar em tecnologia e fazer com que a produção seja focada nas necessidades dos clientes, para evitar que sejam simples comodities.

A transformação da TOTVS, em uma empresa de tecnologia, de serviços de valor agregado e também de software foi o caminho escolhido por Consentino, segundo ele, ” Estamos nos transformando numa empresa de nível global e, para isso, é preciso personalizar o atendimento, conhecer a necessidade do cliente, onde ele estiver.”

Observe que a estratégia focada em inovação segue um roteiro, que pode ser ordenado em tópicos para melhor entendimento:

1) Investir em desenvolvimento de novos produtos
2) Inovar em tecnologia
3) Evitar que o produto se transforme em comodities
4) Diferenciar e agregar valor
3) Personalizar o atendimento
4) Conhecer a necessidade do cliente, onde ele estiver
5) Adquirir empresas concorrentes, que possam contribuir com novos produtos, novos clientes e novos mercados
6) Se possível, pensar em escala global (mesmo que sejam poucos países, a princípio)

Concluo o texto relembrando o tema do seminário: ” Reposicionamentos Estratégicos, Políticas e Inovação em Tempos de Crise” e deixando as seguintes questionamentos?

- Qual é a estratégia da sua empresa para inovar em tempos de crise?

- Ela existe?

- Foi colocada em prática?

- Em que intensidade?

Fonte: Valor Econômico, 03/09/09

Adicionar comentário 4 de Setembro de 2009 às 09:53 Sergio Oliveira

Diferenciar? Sempre! - Arriscar? Talvez!

diferente - diferente

O início de um novo empreendimento sempre será cercado por dúvidas, mesmo considerando que todo o planejamento foi baseado em estudos e pesquisas, observando negócios já em funcionamento, a partir dos quais se aplicou as devidas inovações, que em tese serão o diferencial competitivo deste novo negócio.

Até que as portas sejam abertas e os clientes possam experimentar a novidade que esteja sendo oferecida a ansiedade toma conta.

O sucesso ou fracasso será medido a partir do fluxo de clientes e de quanto sobrará no final do mês no caixa, após pagar todas as contas.

Só faz sentido iniciar um novo empreendimento se for para se diferenciar dos já existentes no mesmo ramo de atividade e para ter lucro, caso contrário a exposição ao risco será extrema e poderá comprometer todo o capital e desperdiçar horas de dedicação.

Essa tal diferenciação deverá ser buscada naquilo que possibilite agregar valor ao produto final, seja inovando através:

- do produto (O café da Starbucks e o Ipod )
- nos processos (atendimento diferenciado ou nova forma de fabricar)
- nos preços (a mais perigosa de todas as alternativas)

Diversos são os negócios que são iniciados sem uma única diferenciação, apenas copiam os demais e abrem as portas para competir naquilo que deveria ser a última opção em termos de estratégia, “a redução de preços”.

É pura repetição, mais do mesmo.

Inúmeros foram os empreendimentos que conheci que utilizavam essa como sendo a única estratégia que possuíam, desconhecendo por completo os cálculos de formação de preço de venda e concedendo descontos que chegavam a 20% do preço para pagamento a vista.

Uma loucura!

Quanto mais vendiam, mais perdiam dinheiro, consumiram todo o capital próprio, tomaram recursos de terceiros e se endividaram ao máximo, até comprometer o funcionamento da empresa.

A grande maioria desses negócios foi vendida ou tiveram suas atividades encerradas de forma traumática, empregados demitidos sem receber salários, impostos atrasados, calote nos fornecedores e um sonho destruído, o de se tornar um empreendedor de sucesso.

- Precisa ser assim ou poderia ser diferente?

Quando analiso a quantidade de negócios que fracassam, comparado com os riscos de se investir na bolsa de valores, arrisco dizer que, dependendo do negócio que se pretende abrir, aplicar na bolsa é mais seguro e uma opção infinitamente melhor.

- Como assim?

- Explico melhor:

A grande diferença entre um novato aplicador na bolsa de valores e um candidato a empreendedor é que o primeiro aceita como premissa básica que pouco sabe e que precisará de ajuda de um profissional experiente para aumentar suas chances de ter retorno financeiro, além de estudar o mercado de ações ele geralmente tem a humildade como ponto de partida.

Dente os empreendedores novatos que conheci poucos são aqueles que admitem que pouco ou nada sabem sobre a gestão de um pequeno negócio e que precisarão de ajuda e de novos conhecimentos.

Muitos dos novos empreendedores se amparam em experiências profissionais anteriores, como empregado, para justificar que já estão quase prontos.

Retornando ao investidor de primeira viagem, se bem orientado por uma corretora séria, e com uma carteira de ações equilibrada, apesar dos riscos, o capital estará relativamente seguro e os ganhos virão no médio e longo prazo.

A maturidade empresarial só é adquirida com a experiência e tempo, pena que alguns pagam um preço muito alto para conquistá-la.

Se você não se sente seguro para investir num novo negócio, trabalhe melhor a sua idéia e faça como o novato investidor em bolsa de valores, procure ajuda e novos conhecimentos, esse tempo dedicado ao aprendizado será valioso e contribuirá para um começo de empreendimento mais estruturado.

Enquanto isso, os seus recursos financeiros poderão estar em aplicações seguras, com baixo risco como CDB e fundos de renda fixa, protegidos e aguardando o momento correto para financiar o seu novo negócio.

Adicionar comentário 17 de Agosto de 2009 às 23:41 Sergio Oliveira

Empreendedorismo - os limites da competência!

alvo 1 - alvo 1

Empreendedores que conquistaram o sucesso através das suas empresas são merecedores de todas as honras e glórias, eles criaram e conduziram o negócio, superaram as dificuldades iniciais e venceram.

Estaria tudo perfeito se o declínio de um empreendimento não se iniciasse a partir do momento no qual os gestores estiverem convictos de que descobriram a fórmula mágica do sucesso naquele negócio.

Acreditar que um novo dia será uma repetição dos dias anteriores é oficializar a rotina e a percepção de que pouco precisará ser modificado, e que, mantidas as condições atuais o modelo de negócios vigente permanecerá rentável.

Uma constatação ao longo do tempo é de que uma trajetória de vitórias passadas não representa garantia de vitórias futuras.

O ambiente empresarial é dinâmico, para cada tipo e estágio do negócio as variáveis a serem consideradas podem se alterar.

Assim como o ambiente no qual a empresa está inserida é modificado em função do crescimento, as competências requeridas dos gestores também sofrem alterações.

Neste ponto está um dos principais limitadores do crescimento de negócios de médio porte que tem potencial para se tornarem grandes, mas ficam aprisionados pelas “verdades absolutas dos seus criadores”.

Costumo dizer aos empreendedores de sucesso que as competências que os trouxeram até aqui e lhes permitiram as vitórias já consolidadas podem não ser as mesmas que eles necessitarão para gerir os seus negócios daqui para frente.

O criador do negócio nem sempre aceita a constatação de que as suas competências também são colocadas a prova e que chegará um determinado momento da vida do empreendimento que ele terá que delegar parte das tarefas que antes executava para se concentrar em atividades mais nobres e exporar mais a sua visão empreendedora, que pode ser o seu grande trunfo.

Em minha opinião, não existe um meio termo neste caso, ou o criador do negócio permite o seu crescimento ou restringe, como forma de se sentir mais seguro centralizando as decisões e submetendo o negócio aos limites das suas competências.

Se afastar do operacional e concentrar na definição das macro estratégias, para alguns pode significar perda de poder, para outros sinônimos de sabedoria e uma crença na perpetuidade do negócio.

2 comentários 29 de Julho de 2009 às 20:07 Sergio Oliveira

Banco JBS - uma experiência positiva

apoio - apoio

A família Batista, controladora do JBS Friboi, o maior frigorífico de carne bovina do mundo, fundou em julho do ano passado o Banco JBS no qual tem adotado uma estratégia de atuação que considero vencedora e que certamente trará clientela cativa e bons lucros.

O banco financia o pecuarista com a finalidade específica de engorda dos bois, que ao estarem prontos para o abate serão vendidos ao frigorífico JBS, que em seguida paga o banco.

O sucesso da operação estará calcado na correta construção da operação, seja prazo, taxa de juros e as exigências que serão feitas do agropecuarista, o desenho é bom e tudo para dar certo.

O pecuarista poderia obter esses recursos através de outros bancos e outras linhas de crédito, mas, quando a operação de crédito é construída envolvendo o produtor da matéria-prima e a empresa que utilizará essa matéria-prima fecha-se um ciclo positivo.

O banco parceiro precisa ser especialista no segmento de atuação e conhecer o comportamento do mercado consumidor ao qual será destinado o produto final, com isso realiza-se a avaliação de risco de crédito de ambas as empresas, e monta uma operação de crédito específica, direcionada a cadeia produtiva daquela grande corporação, que, em alguns casos, suporta o risco do financiamento, melhorando a avaliação do seu fornecedor e minimizando o risco de inadimplência o que permite a redução da taxa de juros e a exigência de garantias adicionais.

O sonho de todo banco é emprestar e ter a certeza de que o capital retornará para os seus cofres. Se não existisse inadimplência o mercado financeiro seria perfeito do ponto de vista de disponibilidade ilimitada de recursos, com prazo a sumir de vista, mas não é o caso, o risco existe e o grande trabalho é tentar minimizá-lo.

A exigência de garantias que hoje é o principal gargalo para os empreendedores quando procuram um financiamento é uma das formas encontrada pelo banco de tentar controlar o retorno do dinheiro emprestado. O problema é que os pequenos e médios negócios nem sempre dispõem dessas garantias para oferecê-las.

Práticas desta natureza, como a do Banco JBS, fortalecem as empresas que recebem o apoio, com reflexos positivos na produtividade e redução de custos financeiros, a roda gira e todos ganham.

O empreendedor poderá se planejar, com a segurança de que terá os recursos necessários para incrementar o seu negócio, o frigorífico garante a matéria-prima e o banco cumpre o seu papel de realizar lucros através da intermediação de operações financeiras, remunerando seus acionistas.

Louvável a iniciativa, que poderia servir de exemplo para outros bancos e grandes corporações que poderiam compor e apoiar seus fornecedores vinculados a cadeia produtiva, facilitando o acesso ao crédito e dinamizando a economia.

1 comentário 11 de Junho de 2009 às 09:59 Sergio Oliveira

Gestão, responsabilidade e transparência

O Presidente Lula em pronunciamento no encerramento do Seminário Empresarial Brasil – Turquia, na sexta passada, bateu forte nos empresários brasileiros que operaram com derivativos e tiveram perdas pesadas em função da variação do dólar em 2008.

O termo utilizado por ele para classificar esses empresários foi de “Trambiqueiros” e sua crítica foi aos que ganham muito dinheiro sem produzir nada e especulando.

Lembrando que dentre as nossas empresas que perderam bilhões de reais nessas condições estão o grupo Votorantim, a Aracruz e a Sadia. A Votorantim teve que vender banco BV para o Banco do Brasil, a Aracruz foi incorporada pela VCP e a Sadia após perdas de R$ 2,6 bilhões sucumbiu e teve que se curvar a Perdigão que a comprou formando a partir de agora a Brasil Foods.

Ironia do destino ou não, em julho de 2006 a Sadia foi a mercado e fez uma oferta pública pelas ações da Perdigão, uma transação que recebe o nome de oferta hostil por ser lançada sem uma negociação prévia com a empresa que se pretendia adquirir, que no caso era a Perdigão.

Através da oferta hostil a idéia era adquirir 50% mais uma ação do capital da Perdigão, assumir o seu controle e anexá-la a Sadia, a operação não obteve êxito e ficou tudo como estava.

Trambiqueiros ou não apostar em derivativos especulativos é como pegar uma mala cheia de dinheiro e ir para Las Vegas, de cassino em cassino apostando na sorte, você tanto pode voltar com duas ou dez malas cheias de dinheiro como também pode perder até as meias e voltar nu.

Gostar de jogo é uma divertida forma de viver a vida e quem aposta seu próprio dinheiro não deve satisfação a ninguém, nem mesmo ao presidente da república.

Quando falamos de empresas que possuem capital aberto em bolsa o assunto muda, elas devem satisfação a todos os acionistas que investiram na empresa por acreditar na seriedade da gestão, nos conselhos de administração atuantes e todo o aparato que essas companhias possuem de suporte a decisão e mesmo assim foram surpreendidos com tamanho prejuízo.

Transparência na gestão, com responsabilidade esse é o ponto que fica como aprendizado após esse triste episódio que ficará marcado na história empresarial brasileira.

1 comentário 27 de Maio de 2009 às 08:20 Sergio Oliveira

Usina de Idéias

Quando o capital encontra a oportunidade está desenhado o casamento perfeito e nada mais poderia atrapalhar o surgimento de um novo negócio.

Que bom se assim fosse, mas as grandes idéias muitas vezes estão no estado bruto e até chegarem ao ponto de se transformarem num negócio de verdade passam por um longo período de lapidação.

A lapidação nada mais é do que um processo de refinamento da idéia, para que ela apresente seu verdadeiro brilho a ponto de encantar e despertar o real interesse dos detentores do capital em apoiar esse novo negócio.

O que observo no dia a dia é que o empreendedor que tem a capacidade de criar novas propostas de negócios e identificar oportunidades não tem a mesma habilidade para traduzir essas idéias de forma que elas convençam.

Geralmente o criador costuma estar a “mil por hora” nas suas idéias e isso dificulta que ele se concentre numa única proposta. É como o pintor de quadros habilidoso que tem toda a sua energia voltada para a arte, ele não consegue identificar o real valor de suas pinturas, sua vida é transpirar a criação de novos temas e seu dom é artístico. Quando ele encontra um bom marchand sua arte se transforma num negócio lucrativo.

Conheço empreendedores que são uma usina de idéias, só que com a torneira do tanque aberta, não conseguem represar nada, criam, jogam no ar, a idéia se perde e partem para outras viagens, assim vivem sem nada concretizar…

A habilidade para identificar uma oportunidade está mais relacionada a percepção aguçada e sensibilidade a flor da pele, já o detalhamento de uma proposta e sua tradução em números é uma habilidade essencialmente técnica, pede senso crítico apurado e capacidade de fechar o foco.

Raros são os caso onde a sensibilidade extrema para identificar oportunidades habita no mesmo corpo humano que também sabe fazer um detalhamento técnico de qualidade.

Já uma habilidade fundamental a todos nesse processo de criação de um novo negócio, seja em vôo solo ou com parcerias é a capacidade de relacionar e saber ouvir, sem elas não se vai a lugar algum.

Cresci escutando o dito popular: “ Deus não da asas para cobra” e isso apesar de simples e banal é uma grande verdade, imagine se o criador das idéias tivesse a capacidade técnica de refinar essas idéias e torná-las aplicáveis e ainda por cima detivesse capital de sobra para colocá-las em prática.

Acredito cada dia mais que essa necessidade das pessoas dependerem uma das outras para a criação de negócios vitoriosos é que torna tão fascinante e desafiadora a prática do empreendedorismo.

1 comentário 3 de Abril de 2009 às 08:07 Sergio Oliveira

Olhando por dentro das oportunidades

As dificuldades pelas quais passam as empresas neste momento são uma prova de fogo e um verdadeiro teste de resistência.

Ocorre que, se investigado mais a fundo encontraremos empresas vitoriosas, que contrataram bastante nos últimos anos, em virtude do crescimento e necessitam realmente de ajustes em função da queda nas vendas.

Por outro lado encontraremos empresas que já vinham com problemas, principalmente financeiros e de mercado e que aproveitaram a crise atual para embalar esses problemas e não mais pagar fornecedores, empregados e demais parceiros, numa clara manobra de oportunismo, que se transforma ao final num pedido de recuperação judicial.

Tem inclusive empresas que já se utilizaram deste recurso no passado e agora, novamente, recorrem à alternativa da recuperação judicial como último suspiro, bsta ver os relatos nos jornais diários.

Diria que, algumas empresas são uma grande aventura, onde os gestores se aproveitam de bons momentos do mercado como o que acabamos de assistir e criam negócios com bases frágeis, estruturas artificiais e que acabam ruindo quando as condições do mercado se tornam mais áridas e exigem mais dos modelos de negócios implantados e de um correto gerenciamento.

Seremos espectadores, neste ano de 2009, de uma quantidade acima do normal de aquisições de empresas em dificuldades por concorrentes em melhores condições e também da saída do mercado de competidores que não estavam preparados para o jogo real que teremos pela frente.

Isso representará uma perda para os que saem, mas deixará um sem número de oportunidades para aqueles que estiverem atentos, isto significa:

- Pode ser a sua chance!!!

1 comentário 5 de Março de 2009 às 01:40 Sergio Oliveira

Alternativas na crise, quais?

Após a crise de 1929, enquanto muitos lamentavam, o pai de Warren Buffet (o bilionário n.1 do mundo atualmente), após perder o emprego, abriu uma corretora de ações, com dois outros amigos e foi de porta em porta oferecer investimentos em títulos e ações para aqueles raros investidores que salvaram parte do patrimônio.

Sua corretora cresceu, prosperou e ele se tornou uma pessoa influente na sua cidade Omaha, estado de Nebraska, nos Estados Unidos.

Considerando a crise econômica mundial atual e seus reflexos no Brasil, podemos afirmar que o setor automobilístico e toda a sua cadeia produtiva foi um dos mais afetados com a retração das vendas e a escassez de financiamentos bancários.

Interessante que há poucos dias conheci um empreendedor que fornece um tipo de componente para veículos, tendo como clientes principais duas montadoras.

Uma delas tinha 2500 fornecedores cadastrados, resolveu cortar 1000 e ficar com 1500, os que foram mantidos assumiram o total dos pedidos.

Qual a lógica?

Excluíram os fornecedores que, por algum motivo não apresentavam as melhores condições, sejam técnicas, financeiras ou não realizaram os investimentos em modernização recomendados.

Dentre os que ficaram um seleto grupo recebeu a proposta de celebração de um contrato de garantia de compra por um prazo de 36 meses, com o compromisso de que novos investimentos fossem realizados, para garantir ganhos de eficiência e produtividade.

Para esse empreendedor, em especial, a proposta recebida da montadora significa ter que aumentar a sua produção em 70% até dezembro de 2010, com escala crescente até 2011, prazo final do contrato.

Realmente não sei se é sorte ou competência, mas o que vejo é que, por maior que seja o problema de alguns, outros encontram os caminhos para sobreviver e prosperar.

Como chegar a este estágio?

No caso da corretora de ações fundada no auge da crise de 1929 e que deu certo o sucesso pode ter sido fruto de muita crença, dedicação e competência.

Já no caso da empresa atual que vende para as montadoras, acredito que no processo de escolha para decidir quais fornecedores permaneceriam e os que seriam prestigiados com pedidos maiores, certamente os critérios técnicos prevaleceram.

Sendo assim, investigar e entender como esses poucos fazem para sobreviver e triunfam pode ser um interessante dever de casa, em seguida, copiar e tentar ser melhor do que eles.

Essa é uma das formas através das quais o capitalismo se reinventa a cada ciclo de baixa quando se apressam em decretar a sua morte prematura.

Como disse hoje o comentarista Mauro Halfeld, na rádio CBN, :

“O sol nasce para todos, mas a sombra é para poucos”

Adicionar comentário 12 de Fevereiro de 2009 às 22:15 Sergio Oliveira

Crise Mundial, entre a ficção e a realidade!

fic    o - fic    o

Durante o primeiro semestre de 2008 quase que a totalidade dos analistas econômico-financeiros defendiam com fervor a tese de que o mundo realmente era plano, que não existiam mais fronteiras e que o PIB mundial cresceria a taxas entre 4 e 5% ao ano, indefinidamente.

A grande pergunta que não foi respondida de forma clara, naquele momento, era de onde vinha toda essa geração de riquezas e qual era o segredo de tamanha prosperidade mundial, uns diziam que era o fator China outros afirmavam que o mundo teria encontrado a fórmula para crescer e se transformar como antes nunca visto.

Hoje sabemos que o mundo não era tão plano assim e que o consumo desenfreado, baseado na crença de que alguns teriam atingido o estágio da fartura plena estava com o fim mais próximo do que imaginávamos.

Como ator principal neste filme, que migrou rapidamente do gênero de aventura para terror e pânico, o sistema financeiro mundial, capitaneado pelos bancos de investimento (livres, leves e soltos ate então), eram as grandes vedetes da economia globalizada, na realidade viviam do ofício de fabricar dinheiro, irrigando de forma farta, porém irreal as economias dos países nos quais atuavam.

Os mecanismos eram os mais criativos possíveis, seja fomentando o mercado empresarial através de contratos de derivativos exóticos, seja vendendo cotas de fundos de investimento lastreados em financiamentos habitacionais americanos, onde o imóvel objeto da garantia tinha seu valor superestimando e do tomador do crédito era exigido apenas que estivesse vivo para assinar o contrato, não precisava ter idoneidade cadastral, muito menos emprego, podendo até ser um imigrante ilegal.

Nada realmente importava além de efetivar mais um contrato e manter a roda da fortuna girando.

Para quem assistiu no passado o seriado “Ilha da Fantasia”, onde tudo era lindo e maravilhoso e não existiam problemas que tivessem o poder de estragar a festa, sabe exatamente do que estou falando, na realidade, foi criado um mundo irreal onde muitos sonhavam em viver e não perderam a oportunidade de comprar o ingresso quando a oportunidade bateu a sua porta.

Hoje conhecendo um pouco mais dos bastidores desta grande lambança mundial, que tem mais odor de chiqueiro de porco do que perfume francês como foi vendido, posso afirmar que realmente não teria como dar certo.

Tamanha era a desordem, descontrole e ousadia, que o golpe do administrador de fundos americano, o Sr. Bernard Madoff, entrará para a história financeira mundial. Ele conseguiu captar de investidores a cifra nada desprezível de U$ 50 bilhões de dólares, e como num passe de mágica evaporou com todo esse dinheiro.

Ficamos sabendo que ele nunca havia prestado contas aos investidores, isso mesmo, os bilionários que investiam com ele tinham vergonha de pedir extratos ou qualquer outro tipo de prestação de contas.

Diligencias e auditorias, nem pensar, Sr. Madoff estava acima de qualquer suspeita, ex-presidente da bolsa de empresas de tecnologia- Nasdaq e com amigos investidores ilustes como Steven Spielberg, o famoso cineasta, era um luxo investir nos fundos administrados por ele.

Bastou alguém precisar de dinheiro e pedir um resgate um pouco mais expressivo para que toda a farsa fosse desvendada.

O que assusta é que as cotas desse fundo (sem fundos) foi comercializada em 17 países, por bancos como Santander, Fortis, UBS, Cajá Madrid e Banco Espírito Santo e foram ofertados para os seus clientes afortunados como sendo uma opção de investimento rentável…

Sendo tamanha a confusão na economia mundial, como fica o Brasil nesta história?

Como as minhas análises são de um simples mortal, pelo pouco que entendi, penso assim:

1) Por mais que digam contrário, o mundo não irá acabar, continuarão a existir pessoas, consumo, comércio, indústria e prestação de serviços, mesmo que em escala nacional, considerando uma situação extrema.

2) Depois de toda bebedeira vem a ressaca, segundo os grandes líderes mundiais, reunidos em Davos na Suíça nesta semana, a crise mundial deverá durar pelo menos três anos (não acreditem muito, são os mesmos que falaram que a festa não tinha hora para acabar e que tinha vinho a vontade para todos)

3) O Brasil também esteve presente na festa, bebeu do vinho santo e também sofrerá com a ressaca, como bebemos menos a dor de cabeça será menor, mas existirá.

4) Não acredite em salvação divina, faça a sua parte, o seu dever de casa, por maior que seja a boa vontade do governo o cobertor é curto e pode não alcançar a sua empresa.

5) Para os que sucumbirem ficará a experiência, aos que sobreviverem terão a chance de consolidar o seu negócio a partir de novas premissas e perspectivas, já ajustadas para um cenário de recomeço.

Como quisemos acreditar, na bolha da internet em 1999, que o mundo a partir de então seria virtual, o que não aconteceu, na crise atual acreditamos numa nova proposta, um novo mundo econômico plano e pleno, o que também não se confirmou.

Voltemos então para as nossas tribos com a promessa de recomeçar, de não mais acreditar nestes causos e fazer o que sempre fizemos bem, trabalhar para solidificar e modernizar as nossas empresas cada dia mais, sem fórmulas mágicas.

2 comentários 29 de Janeiro de 2009 às 06:45 Sergio Oliveira

Empresas à venda!

O atual momento econômico onde a crise de liquidez associada à redução das vendas castiga, sem piedade, desde as pequenas até as grandes corporações, trás no seu bojo uma grande oportunidade para aquisição de empresas que encontram dificuldades para manter o seu negócio em pleno funcionamento.

Vários fatores têm levado empresários a analisarem a possibilidade de venderem suas empresas, hipótese que antes nem era considerada.

A restrição ao crédito de uma forma geral, aliada ao alto grau de alavancagem de algumas empresas formou uma química explosiva que foi potencializada pelo vencimento de compromissos junto a fornecedores, impostos e a necessidade de honrar a folha de pagamento mensalmente, uma pressão descomunal sobre o caixa dos negócios que financiavam as suas atividades e projetos de crescimento com recursos de terceiros e concentrados no curto prazo.

Uma estratégia financeira que nada tinha de errado, aliás, era a mais usual dentre as empresas de pequeno e médio porte, o que ninguém contava era que o cenário sofreria uma mudança tão drástica e de forma tão rápida, a ponto de não permitir a transição para uma posição financeira mais confortável.

Fato é que o problema está instalado e a busca de alternativa é urgente e necessária. Cada empresa se socorre da forma que pode, seja buscando novas fontes de financiamento com prazos mais longos, seja liquidando ativos ou implantando um rigoroso programa de corte nos custos.

Ocorre nem todas as empresas possuem ativos para serem vendidos ou já esgotaram essas possibilidades, o aperto ainda persiste e seus sócios já vêem na venda no negócio uma alternativa para recuperarem parte do dinheiro investido.

Ideal que não estivesse ocorrendo tal situação, mas já que se trata de uma realidade, é importante relatar, as oportunidades de compra de empresas nunca estiveram tão favoráveis, tanto para aqueles que pretendem ampliar seus negócios via aquisições de concorrentes, quanto para quem se prepara para abrir um negócio próprio e poderá garimpar uma boa oportunidade de compra e já iniciar alguns passos à frente.

Importante observar que por estar com um preço de compra interessante não significa que todos os negócios serão lucrativos quando forem assumidos pelo novo empreendedor, investigue ao máximo o modelo do negócio e sua viabilidade, busque auxílio de contadores e advogados e muito cuidado para não comprar gato por lebre.

No mais, boas compras!

1 comentário 8 de Janeiro de 2009 às 22:11 Sergio Oliveira

Empreendedor de verdade!

precisao - precisao

Em momentos de crise que conhecemos realmente as pessoas, assim também acontece com os verdadeiros empreendedores.

As decisões precisam ser tomadas, breves e certeiras, apesar das indecisões, quanto mais precisa melhor.

É uma questão de sensibilidade revestida por conhecimento e coragem.

Se tiver que demitir, demita, mas fale a verdade, olhando nos olhos de quem está sendo despedido.

Se tiver que cortar fonecedores, faça, mas deixe as portas abertas, num futuro próximo você poderá precisar dele novamente.

Aos empregados e demais parceiros que permanecerem com vínculos com sua empresa explique que a sobrevivência de ambos dependerá de um algo mais de cada um.

Do empregado, mais dedicação.

Do fornecedor, mais qualidade, pontualidade e preço.

Dos demais parceiros o comprometimento com o seu negócio, dentro de um conceito “ganha - ganha”.

Em momentos de dificuldades é que paramos para avaliar o que fizemos de certo e de errado, não conheço oportunidade melhor para discutir processos, custos e produtividade.

O medo de perder o emprego, o cliente, as vendas, faz com que as pessoas abram os canais de comunicação e fiquem atentos as propostas que serão feitas.

Ninguém quer perder, o que acontece é que acabamos nos acomodando quando vivemos longos períodos de calmaria.

Não que eu defenda a crise, mas sem dúvida que ela nos deixa mais alerta.

Os periodos de dificuldade se encarregam de fazer a seleção natural das espécies e os empreendedores também não escapam de ser colocados a prova a todo momento.

Mais adrenalina, mais criatividade, sempre existirão oportunidades,

Que todos consigam superar esse período de tubulência e saiam fortalecido pelas experiências.

Os empreendedores mais preparados estarão a frente do processo de mudança e das suas mãos acabam se materializando as oportunidades mais lucrativas e prósperas, que serão os motores do novo ciclo de crescimento que está por vir.

5 comentários 1 de Dezembro de 2008 às 23:37 Sergio Oliveira

De volta as origens, práticas básicas de gestão empreendedora

Tubar  o empreendedor - Tubar  o empreendedor

Nestes tempos malucos onde empresas centenárias, admiradas, idolatradas quebram como se fossem um frágil junco alguns empreendedores param e se perguntam:

a) Se quero realmente fazer certo na gestão do meu negócio, por onde devo começar?

b) Qual caminho devo seguir?

Se fosse escrever um livro hoje adotaria o seguinte título:

“DE VOLTA AS ORIGENS – PRÁTICAS BÁSICAS DE GESTÃO EMPREENDEDORA”

Seria uma tentativa de afirmar o óbvio, mas creio que valeria a pena.

Quando tudo está tão confuso, como parece estar, precisamos parar e recomeçar, e nada melhor do que se concentrar no básico e garantir a sobrevivência da empresa.

Avalie com está o seu conhecimento com relação a conceitos elementares e ferramentas de gestão, coisas simples que tem um efeito prático imediato:

a) Na gestão financeira é preciso dominar fluxo de caixa, ciclo operacional, ciclo financeiro, apuração de custos, formação de preço de venda, ponto de equilíbrio e margem de lucro

b) Na Gestão estratégica avalie pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Em seguida revise o seu planejamento estratégico deixando bem claro o posicionamento da empresa com relação ao mercado de atuação. Uma boa prática aqui é partir para um plano de ação definindo o que fazer, quem fará, como fará e quando será feito. Estabeleça metas, avalie mensalmente se os resultados foram alcançados. Repita o procedimento mês a mês.

c) Na Gestão tributária é preciso ter um bom contador, o que não dispensa o empreendedor de conhecer os regimes de tributação para saber o que melhor enquadra para sua empresa. Liste os tributos que sua empresa paga regularmente, alíquotas, periodicidade, se tem algum tipo de compensação, defina qual o melhor planejamento tributário que se encaixa a atividade desenvolvida no seu negócio.

d) Na Gestão de Pessoas conheça o custo real da sua folha de pagamento, considerando salários, encargos (FGTS, INSS), 13º salário, férias, licença médica, licença maternidade, ações/indenizações trabalhistas, transporte, alimentação. Saiba como contratar e demitir de acordo com a lei, isso minimiza impactos futuros, como por exemplo, indenizações por dano moral.

e) Na Gestão de Riscos mantenha em dia o seguro da empresa, dos sócios e dos empregados, identifique tudo o que pode dar errado e expor a empresa, cuide para que esses fatores sejam minimizados ou controlados.

Teria outros aspectos para relatar, mas até aqui está bom, se o empreendedor tiver domínio desses e outros pontos considerados básicos, com certeza ele estará mais bem preparado para atravessar períodos de turbulência e colocar sua empresa na rota de crescimento.

2 comentários 21 de Novembro de 2008 às 22:23 Sergio Oliveira

Valor da Empresa - Vale quanto entrega

Gestor Espelho - Gestor Espelho
Uma situação emblemática que vivemos neste momento no Brasil é o fato de algumas empresas consideradas exemplos nos setores que atuam, cobiçadas por grandes grupos internacionais e que optaram por abrir capital através da bolsa de valores terem sofrido desvalorização, quando consideramos o preço de suas ações listadas em bolsa.

Elas prepararam as suas ofertas iniciais de ações, foram vitoriosas na maioria dos casos, conquistaram a confiança de centenas de investidores, um casamento perfeito, dinheiro barato e de longo prazo em troca de ações, mas o que aconteceu nos anos seguintes não foi tão espetacular assim, vejam:

A) Analisando o universo das empresas que abriram capital nos últimos quatro anos, através de oferta inicial de ações, segundo reportagem da revista Exame, edição 923, de 30/07/08, (portanto antes do pico da crise financeira mundial), cerca de 70% dessas empresas valiam, naquela data, menos do que no momento da abertura de capital.

Por que isso aconteceu?

Você encontrará várias explicações, principalmente por parte dos bancos que coordenaram a oferta e gestores das empresas, mas tenho a minha opinião pessoal:

- Para se chegar ao preço que a ação será ofertada na sua estréia, de uma forma bem simplista, é analisada a condição atual da empresa (estrutura de ativos e passivos) acrescida das oportunidades de crescimento, como se fosse realizada uma precificação da empresa para venda naquele momento.

- Os projetos futuros irão gerar um fluxo de caixa, que incorporado aos resultados já recorrentes permitirá uma rentabilidade tal, que justifica o valor proposto por ação para a oferta inicial.

- Só compra a ação quem acreditou nas propostas.

- Ocorre que tudo não passa de projeções e expectativas, que passam a incorporar o prospecto da oferta inicial registrado na CVM, se transformando num compromisso formal a ser cumprido pela empresa.

- Caso esses compromissos e expectativas de geração de resultados não se confirmem, os resultados reais serão inferiores, reduzindo assim o valor projetado para empresa naquele momento, o que, automaticamente, provocará uma desvalorização no preço ação.

- A conta é matemática, se o resultado compromissado não se confirmar, a empresa valerá menos do que foi avaliada e o preço da ação cairá, mas quem perde efetivamente são aqueles tem ações dessas empresas na sua carteira de investimentos.

- Vale lembrar que uma parte considerável do dinheiro arrecadado nestas ofertas iniciais foi para o bolso dos acionistas majoritários e sócios controladores, que se transformaram em novos milionários e bilionários, como foi amplamente propagado pela imprensa.

- Dinheiro em espécie que esses controladores podem fazer o que quiserem e que nada sofre com a queda das ações, o que acabou acontecendo nos anos seguintes à abertura de capital. Isso sem falar das polpudas comissões que os agentes que prepararam as empresas para a abertura de capital receberam a título de comissão pelos serviços prestados.

- Se todas as empresas que abriram o capital através de oferta inicial de ações tivessem sofrido com desvalorização das ações poderíamos dizer que estávamos vivenciando uma tragédia financeira e que o mercado de ações no Brasil não funcionaria nestes novos tempos, mas não foi isso que aconteceu.

- Como explicar que empresas como a GP Investimentos, dentre outras na data da publicação da reportagem (30/07/08) acumulavam rentabilidade superior a 100%?

Considerando as empresas que perderam valor ficam alguns questionamentos:

Quantas delas entregaram o que foi prometido em termos de resultados?

- Será que seus projetos futuros foram superestimados?

- Será que os prazos de retorno desses projetos foram encurtados para antecipar geração de fluxo de caixa e com isso ter uma ação no lançamento com um preço melhor?

- De quem é a responsabilidade pelo cumprimento das metas que foram estabelecidas?

- As metas de resultados eram irreais?

- Onde estão os gestores que prometeram e não entregaram?

- Além do acionista minoritário, quem mais perdeu dinheiro com isso?

Guardadas as proporções a regra da entrega de resultados vale tanto para as grandes como para as pequenas empresas, a diferença é que uma grande empresa com capital aberto e ações listadas em bolsa é obrigada a tornar público os seus resultados e assim os acionistas e analistas conseguem verificar se ela está conquistando resultados e crescendo, já na pequena empresa a ausência de controles e a dificuldade na apuração de resultados dificultam as conclusões.

É lógico que essa análise crítica só faz sentido balizando pelo comportamento das bolsas até o mês de julho de 2008, onde ainda estávamos numa condição de normalidade, o que veio depois, nem Freud explica…

Adicionar comentário 6 de Novembro de 2008 às 08:19 Sergio Oliveira

Crise Econômica Mundial x Gerenciamento de Riscos

Quando você está no meio de um grande problema, que parece impossível de ser resolvido, um primeiro passo a ser dado é tentar identificar o problema, de forma clara, isso já servirá de base para a busca de soluções.

O passo seguinte é saber se o tal problema foi criado dentro da sua empresa ou sua origem se deu no ambiente externo.

Se for criado no ambiente interno da empresa, a solução deverá ser caseira, meticulosamente elaborada para tratá-lo e eliminá-lo o mais rápido possível, pois, como foi dito, trata-se de um grande problema e isso pode expor a empresa a riscos.

Se for um problema que vem do ambiente externo, você não terá nenhum controle sobre ele, o máximo que conseguirá fazer é se preparar para não sofrer tanto os efeitos negativos que ele poderá causar a sua pequena empresa.

A sua ação é muito mais para neutralizar os impactos desse grande problema do que efetivamente para solucioná-lo, já que ele está fora do seu controle e gestão.

Gerenciamento de riscos, de uma forma bastante simples é listar tudo o que pode dar errado, em todas as áreas da sua empresa, eleger os mais relevantes e pensar em quais ações seriam executadas caso eles viessem a se tornar realidade.

De forma complementar, é importante a construção de pelo menos três cenários, um otimista, um de normalidade e um de catástrofe, vinculando a cada um deles os riscos relevantes selecionados e que tenham a possibilidade de ocorrer caso aquele cenário se confirme.

A construção da proteção contra os riscos deve ser elaborada pensando sempre no cenário mais pessimista, na maior exposição imaginável.

Se sua empresa estiver preparada para enfrentar o cenário mais pessimista estará teoricamente preparada para enfrentar as adversidades nos demais, onde os problemas seriam mais brandos.

O que é comum acontecer quando temos longos períodos de bonança é que as pessoas tendem a achar que investir tempo e dinheiro na preparação para enfrentar as adversidades é desperdício de recursos, quando na realidade isso se refere ao que a empresa tem de mais precioso a ser preservado, a sua sobrevivência.

É como achar que uma fábrica de papel por nunca ter pegado fogo fica desobrigada de contratar um seguro contra incêndio.

A crise econômica mundial atual deixa evidente a realidade, empresas centenárias, com faturamentos de bilhões de dólares não se prepararam para a crise que estava por vir e mais do que isso, realizaram operações financeiras de risco (apostas em derivativos) que nada tinham a ver com a sua atividade principal, aumentando mais ainda a sua exposição aos riscos e fragilizando sua capacidade de suportar crises.

O preço pelo descuido, para algumas, foi ter que vender parte ou toda a empresa pelo preço de liquidação, a 20, 30, 50% do valor real.

Fatos que ficarão marcados na história empresarial para sempre.

E nas nossas modestas pequenas empresas, o que fazer?

O fato de ser modesta não significa que tem que ser mal gerenciada.

Negligenciar o que acontece debaixo do seu nariz ou a sua volta é cometer os mesmos erros que essas grandes corporações cometeram.

Nos Estados Unidos o FED já admite a recessão, prevendo a recuperação da atividade econômica apenas em 2010.

Fatalmente teremos por aqui reflexos na nossa economia, o que pedirá de cada empresário bastante atenção e preparação.

Esteja pronto para tomar decisões rápidas, e de preferência as mais apropriadas para cada situação, isso poderá criar um ambiente favorável para sua empresa, o que permitirá que ela enfrente essa fase de turbulência sofrendo o mínimo possível.

O Produto Interno Bruto do Brasil crescerá este ano, segundo as previsões do Banco Central, algo em torno 5%, já para 2009 as provisões são da ordem de 4%. Isso é uma notícia extremamente importante é que traz segurança, significa que a crise por aqui será menos intensa e que podemos sair dela melhor do que entramos.

Se o crescimento será mantido, o fim do mundo ainda não será desta vez para o Brasil e as oportunidades estarão aí, bem a sua frente, mas antes precisam ser desvendadas e é fundamental que a sua empresa esteja em condições de identificar a aproveitar tais oportunidades.

Agilidade e Vitalidade são as palavras de ordem!

Adicionar comentário 15 de Outubro de 2008 às 21:13 Sergio Oliveira

Aumentar os preços, como?

Olhe para a sua prateleira de produtos a venda e identifique se nela tem itens cujo o preço está atrelado a cotação do dólar, mesmo que parcialmente.

Se sim, dê uma avaliada no seu estoque e veja o quanto ainda tem para ser vendido.

Calcule o quanto o faturamento desses produtos representa do total das suas vendas mensais, se for bastante, se prepare para aumentar preços, isso será inevitável.

Ontem tivemos o dólar fechando o dia com a cotação em R$ 2,29. Era para ser maior, só não foi graças ao Banco Central que vendeu dólares para acalmar o mercado, já que em determinados momentos a cotação ultrapassou a barreira dos R$ 2,50.

Várias negociações de importação e exportação foram suspensas pelo fato de ninguém saber qual seria o valor do dólar para fechamento dos contratos, tamanha foi à oscilação.

Se considerarmos que o dólar em 1/08/08 era comercializado pelo valor de R$ 1,55 e ontem fechou o dia sendo vendido por R$ 2,29, faça as contas, a diferença de R$ 0,74 representa um aumento real no custo das mercadorias vendidas de 47,74%, se elas forem importadas e conseqüentemente seguirem a variação do dólar.

Dá pra subir 47% de um dia para outro? Impossível!

Algumas alternativas:

1) Se tem estoques, e já estão pagos, absorva parte destes ganhos, aumente um pouco os preços, coloque dinheiro em caixa, e passe a cotar diariamente seus fornecedores, faça compras menores, pois a tendência são as vendas diminuírem.

2) Se não tem estoques tente dividir o prejuízo com o seu fornecedor, pois, ele pode ter estoques comprados e pagos quando o dólar era R$ 1,55, com isso você repassa menos para os preços.

3) Se tiver que comprar e pagar com o valor do dólar do dia, e ele se mantiver neste patamar ou acima de R$ 2,29, calcule o seu preço de venda, veja se é possível uma redução de margem de lucro, se for possível faça.

4) Uma alternativa importante, mas que nem sempre é viável é a substituição por produtos que não tenham tanta dependência do dólar, mesmo que você fuja um pouco da sua proposta de negócios, se conseguir manter as vendas será válida como medida emergencial.

5) Esteja atento ao comportamento dos consumidores, se as vendas caírem muito, avalie a necessidade de realizar ajustes de estrutura como forma de reduzir despesas fixas.

6) Fique de olho no ponto de equilíbrio do seu negócio, se as vendas não atingirem o patamar mínimo necessário significa que naquele mês você terá prejuízo, isso sim é sinal de problemas pela frente.

Se você estiver preparado para gerenciar o seu negócio saberá o momento correto de tomar as decisões e isso fará toda a diferença perante os concorrentes.

O momento é de estar a postos e bastante bem informado!

Adicionar comentário 9 de Outubro de 2008 às 08:02 Sergio Oliveira

Acerte a direção e aumente a velocidade!

formula 1 - formula 1

Setembro é um mês propicio para avaliar o desempenho da sua empresa no ano em curso, oito meses já se passaram e dá para prever com certa margem de segurança como será outubro, novembro e dezembro.

Comece resgatando o que foi planejado para 2008 e comparando com o que foi cumprido.

Veja o que faltou ser realizado e se será executado até 31/12/08.

Atribua um nota a assertividade das ações que foram realizadas, baseado na contribuição para o atingimento dos objetivos propostos.

Liste os principais acertos.

Não minimize ou ignore os principais erros.

Avalie seus concorrentes:

- Eles cresceram mais do que sua empresa?

- Conquistaram mais clientes?

- Lançaram novos produtos?

- Reformaram a loja?

- Contrataram mais empregados?

Enfim, a distância entre a sua empresa e os principais concorrentes foi diminuída ou aumentada?

Sempre que penso num ambiente competitivo me lembro da Fórmula 1, onde tudo acontece de verdade a mais de 300 Km por hora.

Lá a contratação dos pilotos para a temporada de 2009 já está quase concluída e o projeto do carro que irá para as pistas no próximo ano encontra-se em estágio bem adiantado.

Se o modelo de gestão de resultados que você adotou este ano foi vitorioso, faça pequenos ajustes e acelere desde já.

por outro lado, se além de não propiciar os resultados esperados a gestão vigente ainda necessitar de muitos remendos é melhor começar a pensar num novo modelo de condução do seu negócio para 2009.

Para acelerar é preciso que a direção esteja correta!

Adicionar comentário 19 de Setembro de 2008 às 22:00 Sergio Oliveira

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