Arquivo de Fevereiro de 2010

O Empreendedor Revolucionário

revolucao - revolucao

Os grandes empreendedores que conheci sempre se posicionaram como agentes permanentes de mudança nas suas empresas, incansáveis estrategistas e realizadores.

Ser um astuto estrategista e um efetivo realizador de mudanças não exige diploma de curso superior, mestrado ou doutorado, precisa sim, no primeiro caso de sensibilidade para perceber a tempo os movimentos que irão interferir no futuro do seu negócio e no segundo, de garra e determinação para implantar as mudanças já definidas.

Uma constatação real é que, aqueles empreendedores que não conseguem fechar o ciclo da mudança foi por que ficaram perdidos pelo caminho, entre a definição da estratégia correta e sua implantação.

Fala se muito em revolução, mas qual é o verdadeiro significado de revolução no mundo dos negócios, senão a transformação de fato de uma realidade já consolidada e resistente a mudanças?

Quem é o verdadeiro agente de mudanças, senão aquele que revolucionou sua própria vida e expandiu os seus limites e horizontes ao máximo, colocando muitas vezes sua própria sobrevivência em risco?

A verdadeira revolução não é didática e muito menos poética, com é vendida na maioria das vezes, através de guias de auto-ajuda.

A revolução de verdade envolve dor, sofrimento, risco e o desconforto permanente de estar com a vida sempre em transformação, não existe porto seguro num ambiente de mudança.

Poucas pessoas conseguem suportar tais condições por muito tempo, por isso que a manutenção do estado de acomodação é a opção preferida, seja na esfera pessoal ou empresarial.

Depois de uma década de experiência, analisando casos de sucesso e de fracasso, afirmo com tranqüilidade, sem me considerar o dono da verdade, apenas uma singela opinião de um observador:

1) A verdadeira revolução é aquela que tem origem na alma do empreendedor e por ter transbordado alcança o seu negócio e contagia todos aqueles que estão sua volta, que passam a acreditar que aquele negócio é possível, apesar de todas as dificuldades que encontrarão pelo caminho.

2) As pessoas necessitam ter em quem acreditar e no que acreditar (regras claras, perspectivas reais) isso faz toda a diferença, esse é o motor da revolução, a verdadeira revolução, a que acontece de forma silenciosa.

4 comentários 20 de Fevereiro de 2010 às 10:00 Sergio Oliveira

Quando tudo dá certo, qual é o passo seguinte?

Ao iniciar a sua jornada o empreendedor traça seus planos profissionais e pessoais, passado algum tempo faz uma pausa a fim de avaliar se aquilo que planejou aconteceu de fato.

Imaginem que para sua grata surpresa a empresa criada outrora vai muito bem, seus planos foram todos realizados, uma bela casa, carros do ano, viagens de férias, filhos bem formados, imóveis alugados e uma razoável economia financeira que garantirá a aposentadoria.

E agora, quais seriam as motivações seguintes?

Vejo dois caminhos:

- O primeiro é a opção de poucos, mas vem ganhando adeptos dentre os empreendedores atuais, que é diminuir o ritmo e usufruir do que foi conquistado, profissionalizando a empresa e dedicando mais tempo a família e para si próprio. Se possível dedicar algumas horas semanais numa entidade assistencial que vise à melhoria da sua comunidade.

- Já o segundo caminho, que é a opção da maioria, é quando a ambição saudável é trocada pela ganância e o nosso nobre empreendedor refaz os planos, e passa a desejar o poder eterno na empresa, uma coleção de carros importados, quem sabe um barco e até um avião, afinal, sonhar não paga pedágio e ele está livre para desejar.

E a família? Os planos pessoais? Onde foram parar?

Quando a segunda opção é a vencedora, eles acabam ficando para trás, não conseguem ou não querem acompanhar, sentem que são meros coadjuvantes neste filme que não tem definido ao certo seu gênero, se terminará como suspense ou drama.

Para o empreendedor obcecado pelo sucesso, as justificativas servem para acobertar tanto o certo como o errado, cada um usa como melhor lhe convier.

A visão de mundo que nos é vendida hoje é justamente a segunda, do poder, da cobiça, da traição e da ganância, são contra-valores que só afastam a nossa sociedade do melhor caminho.

Vendo o ambiente se comportar dessa forma me pergunto se os nossos filhos terão essa mesma visão de lista de desejos amparada basicamente no materialismo ou se migrarão para uma ambição mais comedida e saudável.

Será que estarão mais preocupados em reconstruir o que devastamos do que acumular indefinidamente, só pelo prazer de acumular?

Percebo alguns sinais positivos nesta direção e a minha esperança é que eles se frutifiquem.

1 comentário 16 de Fevereiro de 2010 às 18:10 Sergio Oliveira

O empreendedor tolerante

Crer - Crer

Acreditar num Deus, seja ele qual for, faz parte da natureza humana.

Tal crença ajuda a explicar o inexplicável, a aceitar o inaceitável e dá forças para superar os mais intransponíveis obstáculos, isso sob a ótica de quem crê.

Para aqueles que entendem que tudo isso é uma grande bobagem, vale dizer que, 99% da população mundial faz parte de algum tipo de religião e professa sua crença, isso é milenar, e o descrente faz parte de míseros 1% que não crêem em algo ou alguém.

Nada de errado em não acreditar em Deus ou não crer, mas tudo de errado em não ser tolerante com as crenças e opções daqueles que estão a sua volta.

Uma empresa será sempre composta de pessoas, que tem suas particularidades, e que são tolerantes com seus pares e subordinados em prol de uma convivência harmônica e pacifica.

Ser empreendedor significa, também, respeitar as opções pessoais de cada um, ser tolerante com as diferenças e mais do que isso, ter a sensibilidade de aproveitar o melhor de cada um em prol do sucesso da empresa e por conseqüência, daqueles que nela trabalham.

São atitudes simples como o exercício da tolerância que dão solidez as empresas.

É na soma das diferenças que encontramos as soluções para os problemas do dia a dia no ambiente empresarial e fomentamos a criação de novos produtos e serviços.

Num ambiente com visões diferentes de mundo, afloram as ideias. Algumas empresas costumam chamar isso de equipes multidisciplinares, dê o nome que você quiser, mas pratique.

Adicionar comentário 14 de Fevereiro de 2010 às 16:06 Sergio Oliveira

Foco em que?

Ser objetivo nas conversas e ágil nas decisões é um atributo que tem grande valor no dia a dia dos negócios.

Aproveitar o tempo da melhor forma é o caminho para o aumento da produtividade, tão desejada por todos os gestores de negócios.

Partindo deste principio, torna-se prática comum exigir dos empregados que trabalhem atentos nas atividades que estão sob sua responsabilidade, que dispersem o mínimo e que mantenham o foco.

Tal prática não se aplica na integra quando subimos os degraus da escala hierárquica, onde a visão estratégica deve ser mesclada com o foco no negócio.

Quanto dedicar a cada um é uma química que tem que ser dimensionada por cada empresa, considerando suas características próprias, onde quer chegar e quando quer chegar.

Gerenciar com visão estratégica significa pensar em todas as alternativas possíveis e impossíveis, inclusive mudar de ramo de atividade, se isso for necessário para a sobrevivência da empresa.

A proposta de foco deve ser precedida do desenvolvimento e implantação de ferramentas de gestão que viabilizem esse trabalho focado, a partir daí é que entra o processo de acompanhamento e cobrança.

Tenho minhas dúvidas com os resultados práticos do excesso de foco, o que chamo de foco obsessivo, que se traduz em pressão desmedida sobre toda a equipe e que acaba produzindo efeito contrário do desejado, ou seja, a redução da produtividade.

Buscar o ponto de equilíbrio entre as dimensões que contribuem para o resultado é o grande desafio do gestor que se propõe a trabalhar pelo crescimento da empresa no longo prazo, gerando resultados positivos durante a pavimentação do trajeto, que significa manter a empresa viável também no curto prazo.

Adicionar comentário 12 de Fevereiro de 2010 às 22:02 Sergio Oliveira

O empresário e o empreendedor

Quanto mais convivo com empresários e empreendedores vejo o quanto eles estão distantes em termos de objetivos e propósitos.

A minha opinião é baseada em experiências vividas ao longo dos anos, por isso pode divergir das teorias, mas não vejo problemas nisso, é apenas um ponto de vista.

O empresário é o profissional que mantém o estado das coisas, é tradicional, sofre bastante até para mudar uma vitrine da loja, pois, entende que , se daquele jeito as vendas estão satisfatórias, por que mudar?

Até certo ponto ele está certo, dentro das verdades e convicções que povoam sua mente.

Já o empreendedor é o ser que todos os dias têm idéias novas, quer fazer algo diferente, mal termina uma etapa e já iniciou duas outras.

Está sempre conectado em alta voltagem e contagia todos a sua volta, o grande desafio para o empreendedor e conseguir terminar algo com qualidade e atingir suas metas, o que nem sempre acontece.

O empresário por ser mais cauteloso acerta mais, mas raramente fará fortuna a partir do seu negócio.

O empreendedor sonha o tempo todo com fortuna, quebra e começa novamente como se nada tivesse acontecido. Com a disposição e ânimo de um recém-formado.

Quando o empreendedor acerta é uma loteria, mas ele dá pouco valor no dinheiro e na manutenção do negócio, a vida dele é seguir em frente…. sempre em frente, no mundo das idéias e do novo.

Isso é o que é a vida para o empreendedor!

3 comentários 6 de Fevereiro de 2010 às 14:27 Sergio Oliveira


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