De herdeiro a sucessor vitorioso!
7 de Janeiro de 2010 às 01:13 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2427

O Brasil é um celebre celeiro de herdeiros e uma fracassada fábrica de sucessores, basta analisar a história dos grandes grupos empresariais nacionais e das grandes fortunas pessoais para observar quantas delas permaneceram no grupo familiar ao longo dos últimos cinqüenta anos.
Exemplos como das famílias controladoras do Banco Itaú e do grupo Votorantim são exceções a regra e merecem um estudo de caso, pelo modelo vitorioso que implantaram na partilha do patrimônio, na sucessão de comando nas empresas e pela forma como os familiares se comportam com discrição e baixa exposição pessoal. Valoriza-se o CNPJ do grupo e não os CPFs.
Num processo de sucessão empresarial e partilha de patrimônio poucos são as famílias que resistem aos conflitos e intrigas, disputas que saem do ambiente familiar, ganham as páginas dos jornais, sobem para os tribunais e ninguém sabe como termina.
Quando o assunto for dinheiro e sentarem a mesa para partilhar irmãos, maridos, esposas, cunhados, genros, noras, filhos, sobrinhos e netos estará armada a confusão, não a laços familiares que resistam a algumas dezenas de milhões de reais e ao desejo de assumir o controle de uma grande empresa familiar.
Se você reside em alguma metrópole centenária como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife ou mesmo na sua cidade se ela tiver mais de 100 anos, poderá comprovar o que digo. Várias são as famílias ex-milionárias para as quais restaram apenas o sobrenome famoso e a nostalgia das histórias de um passado de riquezas.
De quem seria a culpa, se é que ela existe?
É difícil de atribuir, prefiro ressaltar o fato de que cada dia mais esses herdeiros podem e devem buscar apoio junto a consultores financeiros e áreas de gestão de grandes fortunas que existem nos bancos, onde encontrarão uma orientação adequada ao seu perfil e aos seus objetivos pessoais, contando com apoio de administradores, contadores, advogados e até psicólogos para se aconselharem, se necessário.
Em minha opinião pode ser uma alternativa interessante para manter e fazer crescer o patrimônio herdado quando se sentir inseguro para tomar as decisões necessárias, pois, a partir da partilha o herdeiro deixa de ser herdeiro e passa a ser o gestor do seu próprio futuro.
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4 Comentários Faça seu próprio
1. Janaina Pereira | 11 de Janeiro de 2010 às 09:57
Isso mesmo a palavra do momento é ser GESTOR.
Sou formada em Gestão de RH. mas leciono empreendedorismo , se alguém souber de algo me avise por favor, janaina_pneves@itelefonica.com.br
Ótimo Ano à todos .Obrigada
2. Chicko | 11 de Janeiro de 2010 às 12:26
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Herdar o “trono” é muito complicado. Todos esperam a mesma genialidade e sagacidade vistas outrora. Muitos fogem mesmo tendo o tino pros negócios.
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Que seja grande quem deve ser.
3. Flavio | 15 de Janeiro de 2010 às 09:05
Geralmente os herdeiros só se preocupam com o mais importante para eles, o dinheiro e se esquecem do maior dos capitais, o humano.
4. Sérgio - Digital Brands | 29 de Janeiro de 2010 às 16:23
O problema dos sucessores é que a maiorias deles não estão preocupados em administrar o patrimônio herdado e sim em gastar o dinheiro.
http://www.digitalbrands.com.br
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