Arquivo de Janeiro de 2010

Quem quer ser um visionário?

quem quer ser um milionario - quem quer ser um milionario

O que é realmente um visionário? Alguém que enxerga a frente do seu tempo? Aquele consegue ver o que poucos vêem? Um superdotado? Um ser abençoado pelos deuses empresariais?

Fique a vontade para classificar da forma que você entender que seja a melhor. Em gestão de negócios todas as perguntas possuem múltiplas respostas. Várias são as interpretações e os caminhos que temos para chegar ao mesmo entendimento.

Se o visionário para você é aquele que tem todas as respostas uma boa pedida é assistir o filme “Quem quer ser um milionário”, um dos melhores filmes de entretenimento dos últimos tempos.

No longa metragem o personagem Jamal Malik, nascido numa favela de Mumbai na Índia, participa de um programa de auditório, bem no estilo Sílvio Santos, onde as perguntas sobre cultura geral são realizadas e as respostas certas vão aumentando o valor do prêmio em dinheiro, que pode chegar a 20 milhões de rupias.

Bem próximo do final da competição Jamal é preso pela polícia, com suspeita de que está fraudando o programa, pois, no entendimento deles seria impossível que alguém conseguisse responder todas aquelas perguntas tão específicas.

Como forma de provar a inocência ele relata a sua história de vida e consegue convencer de que as respostas que ele havia acertado, até aquele momento nada mais eram do que experiências de vida que marcaram sua memória.

Voltando ao visionário, acredito muito nessa hipótese de que a experiência de vida, vivida ou estudada em profundidade deixa marcas no subconsciente.

Esse acumulado de experiências, conhecimentos adquiridos neste misto de vida real e estudos dos mais diversos temas transformam as pessoas e lhes dão a sabedoria de interpretar fatos e acontecimentos, permitindo decidir de forma segura, mas nunca infalível.

2 comentários 29 de Janeiro de 2010 às 08:20 Sergio Oliveira

O simples e o Complexo no empreendedorismo

Tornar simples o que é complexo é o grande desafio do empreendedor.

Onde muitos encontram problemas o empreendedor enxerga solução e oportunidade. É como se a mente fosse treinada para ver por outros ângulos, utilizando uma lente diferenciada que permite a tradução dos sinais que ali se encontram.

Um negócio na vida real é a soma de múltiplas variáveis desordenadas, de difícil controle e conexão.

Mas, há de se considerar que o conceito de simples e complexo é mais subjetivo e pessoal do que se possa imaginar.

Para um financista uma montanha de cálculos de um projeto de investimento é como se fosse um passeio no parque, esse é o mundo dele, ele se preparou para isso, sua dedicação é para entender e elaborar o melhor e mais preciso de projeto, por isso parece tão fácil.

Pense neste mesmo financista com a tarefa de pintar um quadro ou fazer uma escultura? Como seria?

Quem nunca encontrou pelos bares aquele caricaturista, que olha para você discretamente algumas vezes e ao final chega até a sua mesa e oferece por poucos reais um retrato seu de alta qualidade, com todos os seus traços bem definidos, uma verdadeira obra de arte, feita em minutos.

Agora pense neste artista trabalhando na planilha de investimentos do financista, daria para confiar e realizar o investimento?

Realizar cálculos para o financista é simples, mas fazer um retrato é complexo, já para o artista fazer o retrato é um prazer e enfrentar uma planilha de cálculos será um sofrimento eterno.

O empreendedor entra neste contexto com o mesmo papel de um maestro, conhecendo todos os instrumentos, mas não necessariamente tocando todos com alta performance.

O que ele realmente precisa é conseguir realizar as melhores combinações com os estímulos que tem a sua disposição.

Assim acontece no mundo das idéias. O complexo pode e deve se tornar simples, a todo momento, permitindo o surgimento de novos negócios.

Se você é um candidato a empreendedor, experimente trocar a sua lente o observar tudo o que te cerca por novos ângulos.

3 comentários 26 de Janeiro de 2010 às 07:53 Sergio Oliveira

Pão de Açúcar - a vitória do modelo de gestão

A compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar pode ser interpretada de várias formas, desde uma saída estratégica para a família Klein, que vinha com dificuldades para manter o crescimento da rede até a vitória da persistência de Abílio Diniz que tem demonstrado uma determinação impressionante tanto na condução do grupo Pão de Açúcar como na aquisição de novos negócios.

Em minha opinião os dois grupos saem fortalecidos do negócio, mas o grande sucesso é do modelo de gestão implantado por Abílio Diniz, que conseguiu superar todos os obstáculos, desde 1990 quando o Grupo beirou a falência, passou pela saída da família do negócio em 1994 e a longa reestruturação implantada a duras penas. Em seu livro, Caminhos e Escolhas, Abílio conta parte dessa saga, dentre outras histórias.

Em 1999 ele deu a tacada estratégica, vendendo parte do grupo Pão de Açúcar para a rede de supermercados francesa, o Grupo Cassino, antecipando o movimento que viria a ser seguido por grandes empresas brasileiras, de se associar a grupos internacionais e implantar uma gestão profissionalizada aproveitando a experiência do novo sócio.

Na negociação de compra da Casas Bahia Abílio aceitou compartilhar o poder com a família Klein na nova empresa que será criada, mais uma demonstração de sabedoria, pois, trocou poder absoluto por maiores perspectivas de crescimento e ganhos reais na soma de forças. Estima-se que seja possível obter ganhos de escala que atinjam até quatro bilhões de reais por ano, considerando as operações do Ponto Frio, recém adquirido também. Um valor nada desprezível.

Os novos números do Grupo Pão de Açúcar são impressionantes:

- 8º grupo privado brasileiro, atrás apenas de empresas como Vale, JBS, Gerdau,Votorantim, Oi, Odebrech e Ambev.

- Receita anual Bruta: 40 bilhões de reais

- Líder absoluto no varejo, o segundo lugar é ocupado pelo Carrefour com faturamento bruto anual de R$ 22,5 bilhões.

- 137.000 empregados, o maior empregador do Brasil

- Passou a ser o maior anunciante brasileiro.

E para coroar todos esses feitos, reportagem divulgada hoje, dia 15/01/10, no jornal Valor Econômico veio com a seguinte manchete: “Pão de Açúcar tem melhor desempenho em 10 anos”, onde o destaque fica para o crescimento real de 4,1% nas vendas brutas em 2009, considerando as lojas que já estavam em funcionamento em 2008. Analisando apenas o 4º trimestre de 2009 o crescimento real foi de 5,5%.

Neste momento Abílio Diniz se consolida como um dos grandes gestores empresarias brasileiros, um modelo de determinação e competência a ser admirado e seguido.

2 comentários 15 de Janeiro de 2010 às 23:01 Sergio Oliveira

De herdeiro a sucessor vitorioso!

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O Brasil é um celebre celeiro de herdeiros e uma fracassada fábrica de sucessores, basta analisar a história dos grandes grupos empresariais nacionais e das grandes fortunas pessoais para observar quantas delas permaneceram no grupo familiar ao longo dos últimos cinqüenta anos.

Exemplos como das famílias controladoras do Banco Itaú e do grupo Votorantim são exceções a regra e merecem um estudo de caso, pelo modelo vitorioso que implantaram na partilha do patrimônio, na sucessão de comando nas empresas e pela forma como os familiares se comportam com discrição e baixa exposição pessoal. Valoriza-se o CNPJ do grupo e não os CPFs.

Num processo de sucessão empresarial e partilha de patrimônio poucos são as famílias que resistem aos conflitos e intrigas, disputas que saem do ambiente familiar, ganham as páginas dos jornais, sobem para os tribunais e ninguém sabe como termina.

Quando o assunto for dinheiro e sentarem a mesa para partilhar irmãos, maridos, esposas, cunhados, genros, noras, filhos, sobrinhos e netos estará armada a confusão, não a laços familiares que resistam a algumas dezenas de milhões de reais e ao desejo de assumir o controle de uma grande empresa familiar.

Se você reside em alguma metrópole centenária como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife ou mesmo na sua cidade se ela tiver mais de 100 anos, poderá comprovar o que digo. Várias são as famílias ex-milionárias para as quais restaram apenas o sobrenome famoso e a nostalgia das histórias de um passado de riquezas.

De quem seria a culpa, se é que ela existe?

É difícil de atribuir, prefiro ressaltar o fato de que cada dia mais esses herdeiros podem e devem buscar apoio junto a consultores financeiros e áreas de gestão de grandes fortunas que existem nos bancos, onde encontrarão uma orientação adequada ao seu perfil e aos seus objetivos pessoais, contando com apoio de administradores, contadores, advogados e até psicólogos para se aconselharem, se necessário.

Em minha opinião pode ser uma alternativa interessante para manter e fazer crescer o patrimônio herdado quando se sentir inseguro para tomar as decisões necessárias, pois, a partir da partilha o herdeiro deixa de ser herdeiro e passa a ser o gestor do seu próprio futuro.

4 comentários 7 de Janeiro de 2010 às 01:13 Sergio Oliveira


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