Arquivo de Novembro de 2009
Prever o futuro e como será o comportamento dos consumidores é o grande sonho de todo profissional de marketing, uma busca incessante e ingrata.
A grande massa de pessoas que ascenderam de classe social nos últimos anos trazem consigo novos comportamentos, novos anseios e uma nova visão de mundo.
Uma visão de quem esteve excluído do consumo de bens supérfluos, que mal conseguia garantir a sobrevivência e hoje pode se dar ao luxo de ter celular, roupas novas, TV de LCD e um carro.
Isso muda tudo.
Como as novas classes C e D representam um poder incomparável de compra, um público ávido por realizar seus desejos mais imediatos, mesmo que sejam em parcelas a sumir de vista, todas as empresas estão atentas a esse novo público consumidor e buscando uma forma de atendê-los.
Já no topo da pirâmide os trabalhadores das classes A e B perceberam que estão dedicando muito tempo ao trabalho, já acumularam recursos financeiros suficientes para levar um vida tranqüila, mas não estão conseguindo aproveitar o melhor dela. Estão infelizes.
Se os marketeiros olham para os consumidores da classe C e D e sabem que eles querem consumir os produtos que antes eram exclusivos das classes mais abastadas, o que fazer quando olham para as classes A e B e percebem que eles estão cansados do que está sendo oferecido para eles.
Com dinheiro no bolso, trabalhando muito, infelizes e abertos a novas experiências os consumidores das classes A e B esperam as novas propostas, por enquanto vão se entediando com mais do mesmo.
Quem arrisca uma aposta de qual será a nova tendência de comportamento daqueles que podem gastar?
23 de Novembro de 2009 às 00:27
Sergio Oliveira
O estudo realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado na Revista Época Negócios de nov/09, estima que:
- No próximo ano, 59 cidades do mundo terão mais de 5 milhões de habitantes.
- No Brasil, São Paulo já conta com 11 milhões de habitantes e no Rio de Janeiro são 6,2 milhões.
- Belo Horizonte e Porto Alegre estão a caminho de ser tornarem Megacidades também, o prazo previsto é de 12 anos para que isso aconteça.
- R$ 26,6 bilhões é o valor das perdas provocadas pelos congestionamentos em São Paulo no ano passado.
- 40% da produção brasileira de alimentos vai para o lixo devido a problemas de manuseio e no transporte.
- Em 2050, 70% da população mundial viverá nas cidades, apenas 30% no campo.
Tudo isso asusta, abre um mar de oportunidades e só nos dá uma certeza:
Precisamos repensar e o nosso conceito de cidade, o quanto antes melhor!
22 de Novembro de 2009 às 11:34
Sergio Oliveira
A população mundial cresce a cada dia, já somos 6,8 bilhões de pessoas a vagar pelo planeta, a parte que detém renda e recursos financeiros segue consumindo em larga escala, desejando cada dia mais o que não tem, mesmo que não vá usar, mas, compra.
Outra parte sobrevive abaixo da linha da pobreza e sem nenhuma expectativa de sair desta condição, um grande contra-senso. De um lado o desperdício absoluto e do outro a ausência total de recursos básicos para a sobrevivência.
O sinal de alerta já está acionado, neste ritmo desenfreado de consumo e descaso colocaremos em risco a sobrevivência dos nossos descendentes, assim apontam todos os estudos divulgados nos últimos anos, pelos cientistas mais renomados, sobre isso todos concordam, a dúvida é apenas, quando entraremos em colapso permanente.
Recursos naturais são finitos, muitos países já importam água potável, a produção de alimentos será o maior dos desafios, além de energia, combustível e remédios.
Se já sofremos as conseqüências dos nossos atos, o que mais esperamos para agir?
Por que continuamos a viver exatamente como vivemos nos últimos 100 anos?
O que poderia ser feito de diferente?
Acredito que essa ansiedade coletiva traduzida em consumo irracional é o alvo principal e deve ser atacado de imediato, por todos, indistintamente.
Em minha opinião, as grandes oportunidades de novos negócios deste século, estarão baseados no eixo da sobrevivência e da sustentabilidade, apoiados em idéias inteligentes, que possam ser colocadas em prática utilizando o mínimo de recursos naturais, reciclando o que for possível e que minimizem o impacto avassalador do aumento populacional e a concentração nas cidades.
O sonho de uma sociedade igualitária é utópico, mas a construção de uma população mais consciente, menos consumista e mais humana no apoio ao próximo é desejável, necessária e urgente.
20 de Novembro de 2009 às 19:27
Sergio Oliveira
O mundo empresarial se divide entre os que comandam e os comandados, em termos salariais as diferenças, no Brasil, chegam a 40 vezes, isto é, se um trabalhador na base da pirâmide recebe R$ 1.000,00 por mês o seu vice-presidente receberá em torno de R$ 40.000,00.
Considerando o nível de qualificação dos que comandam e dos comandados, a trilha do conhecimento que os separam vem se encurtando ao longo do tempo. Nunca houve tanta facilidade para estudar, seja presencial ou à distância. Isso é uma boa notícia para todos e principalmente para as empresas que prezam seus talentos.
Os comandados já perceberam que, se no seu planejamento da carreira o objetivo for atingir o topo da pirâmide salarial, além de ter o melhor desempenho individual eles terão que investir em qualificação e buscar o aprendizado de forma continua, seja através de cursos de curta duração, graduação, mestrado ou doutorado, neste ponto eles estão fazendo bem o dever de casa.
Por outro lado, os comandantes atentos tem apoiado seus comandados na busca de novos conhecimentos e competências, através de incentivos financeiros e disponibilização de cursos “in company”.
Quando o eixo da gestão da empresa gira em torno da busca do conhecimento como uma vantagem competitiva, comandantes ascendem a líderes e comandados passam a almejar um posto de liderança, caminho natural para aqueles que adquirem conteúdo e conhecimentos de qualidade e já comandam o seu próprio destino profissional.
Convencer cada empregado a liderar sua carreira é um passo importante para que ele se integre ao grupo, seja respeitado por suas próprias opiniões e tenha interesse em compor uma equipe com objetivos comuns.
Os ganhos são em escala, a empresa cresce, o profissional ascende profissional e socialmente e com isso tem melhores condições de educar seus filhos, que por sua vez integrarão o mercado de trabalho em condições melhores que seu pai e a evolução da nossa sociedade agradece.
12 de Novembro de 2009 às 07:42
Sergio Oliveira