Investir na India ou no Brasil? A distância é enorme!
12 de Setembro de 2009 às 01:41 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1487
Sempre que vejo comparações do Brasil com demais países emergentes, principalmente a Índia, os argumentos apresentados realmente convencem e acabo aceitando a idéia de que em alguns aspectos eles estão a nossa frente, principalmente no campo educacional onde tem colhido bons frutos, considerando a quantidade de cientistas e PHDs indianos renomados, distribuídos por todo o mundo.
Quando penso no país como um todo para o ambiente empresarial, tenho algumas ressalvas com relação a Índia, apesar de admirá-la, principalmente pela bravura do seu povo.
Fatos como o divulgado hoje no jornal Valor Econômico, de que um agricultor indiano endividado pelo fracasso de sua lavoura, vendeu a esposa e filha para saldar dividas e ter dinheiro para comprar alimentos, para mim é o extremo do absurdo. O mais assustador é que a esposa que foi vendida aceitou a condição é afirmou que a família dela não tinha outra alternativa. Um problema cultural de difícil solução.
Num país que tem uma população estimada em 1,2 bilhões de pessoas, dos quais 70% vivem na área rural e sobrevivem da produção agrícola, a ausência de chuvas é uma verdadeira catástrofe, em todos os sentidos. Segundo dados do governo indiano, desde 2001, quase 90 mil agricultores suicidaram em função de dívidas.
Por coincidência, esta semana escutei o comentário do Sérgio Abranches, na rádio CBN e ele falava sobre um relatório divulgado pelo governo indiano, sobre o clima, informando que dobrará a emissão de gás carbônico até 2020 e até 2030 aumentará mais 80% sobre os volumes de 2020.
Considerando que a Índia está entre os cinco países mais poluentes do planeta, relatou Abranches que, os especialistas temem pelo fim das monções, temporada de fortes ventos acompanhada de chuvas, que viabilizam toda a agricultura por lá.
O rareamento dessas chuvas podem assumir uma dimensão catastrófica. Serão mais de 840 milhões de pessoas sem renda e até sem alimentos.
Por essas e outras que, apesar de todos os nossos problemas ainda aposto no Brasil como o País emergente em melhores condições, no conjunto, para receber recursos financeiros de investidores internacionais, que não sejam especulativos e sim alocados em novas fábricas e novos negócios, gerando valorosas cadeias produtivas que muito beneficiam as pequenas e médias empresas, oportunizando empregos e a melhoria na condição de vida da nossa população.
Aos indianos desejo bastante sorte, o futuro para eles está repleto de grandes desafios estruturais, ainda na linha da sobrevivência.
Publicação arquivada em: Novos Negócios, Minuto de Reflexão
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3 Comentários Faça seu próprio
1. Carlos Meneguetti | 17 de Setembro de 2009 às 22:34
De todos os paises do BRIC, realmente o melhor para investir á curtíssimo prazo é a China. Pois sua mão de obra barata, e seu planejamento de governo estático, o ganho fica imediato, mas á longo prazo e de forma mais estruturada e continua, o Brasil é a melhor opção. Investir na Ïndia é como investir no seu cunhado, só a sua mulher e sua sogra confiam, mas a possibilidade de retorno do investimento é nula.
Abraços á todos
2. Paulo Souza | 18 de Setembro de 2009 às 16:43
O Brasil dos paises emergentes é bom para um invesitmento.
A china seria mais para um investimento a curto prazo porém o brasil a longo prazo torna o investimento viável.
India ainda não seria um bom investimento pelo risco país.
3. Paulo | 20 de Setembro de 2009 às 03:19
Você quer mudar de vida…….
….a hora é agora!
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