Arquivo de Agosto de 2009

Nação Empreendedora

Uma nação empreendedora aflora quando conjugamos investimentos em educação, poupança interna e acesso as oportunidades de empreender, indistintamente.

O futuro de um país passa pela qualidade dos seus governantes, que influenciam diretamente e indiretamente todos os pontos fundamentais para a construção de uma nação respeitada e de um povo conhecedor dos seus direitos e deveres.

Governantes fracos tendem a desvirtuar os valores e conceitos básicos tão necessários para um país, como a ética e o compromisso com a verdade.

Com relação ao nosso presidente atual sempre me perguntei o que as pessoas acham de seus posicionamentos em defesa de indivíduos que comprovadamente estão do lado contrário quando pensamos nas contribuições individuais para a construção de uma nação séria.

Em recente artigo no Jornal Valor Econômico, com o título “A sorte de Lula desde o início” o autor explora o fato de que muitos dizem que o presidente fala o que o povo quer ouvir e apresenta dois episódios nos quais, através de uma pesquisa realizada chega-se a conclusão que não é bem assim.

A pesquisa foi realizada um julho/09, com mil entrevistados adultos, e as perguntas abordaram dois temas polêmicos:

A) Com relação a afirmação de Lula de que o ex-presidente Sarney era uma pessoa especial e por isso não deveria ser tratado como uma pessoa comum, devido a sua história, 78% dos entrevistados discordam da afirmação de Lula e entendem que Sarney deveria ser tratado com qualquer outro cidadão.

B) A segunda abordagem da pesquisa diz respeito aos programas sociais, recentemente Lula afirmou que era necessário aumentar os impostos para custear programas sociais como o Bolsa Família. Na entrevista 67% da população também não concorda com a afirmação e entende que o melhor para população pobre é que o governo reduza os impostos e tenha menos funcionários públicos. Como isso o preço dos produtos diminui.

Fico feliz ao saber que as pessoas estão mais críticas com toda a onda de escândalos e espero que isso reflita nas urnas, nas próximas eleições, precisamos decididamente iniciar um processo de depuração dos nossos representantes e buscar pessoas que tenham o mínimo de compromisso com seus eleitores.

Uma fórmula a ser praticada seria:

• Investimento maciço em educação, principalmente no fundamental e médio

• Menos impostos = maior crescimento das empresas = mais empregos

• Mais dinheiro no bolso das pessoas = maior liberdade para gastar ou poupar

• Mais poupança = segurança para investir num negócio próprio, se for o caso.

• Quanto mais iniciativas empreendedoras = menos necessidade de assistencialismo por parte do governo.

4 comentários 24 de Agosto de 2009 às 08:26 Sergio Oliveira

Assistencialismo, Oportunidades e Empreendedorismo

Ensinar1 - Ensinar1

Quando o governo do Presidente FHC implantou a Bolsa Escola em 2001, a idéia era por em prática um programa educacional que garantisse uma assistência financeira as famílias de jovens e crianças de baixa renda como estímulo para que elas freqüentassem a escola regularmente.

O programa Bolsa Escola chegou a beneficiar 5 milhões de famílias em todo o Brasil, sendo remodelado e incorporado em 2003 à Bolsa Família, adaptado pelo Presidente Lula.

O Programa Bolsa família é o programa de transferência de renda em funcionamento hoje no Brasil, implantado com o objetivo de integrar e unificar todos os programas de auxilio e transferência de renda criados no Governo FHC (Bolsa Escola, Auxílio Gás e o Cartão Alimentação) com o programa do Governo Lula, o Fome Zero.

A proposta da Bolsa Família é fornecer uma ajuda financeira as famílias pobres, desde que elas mantenham seus filhos na escola. O programa visa reduzir a pobreza, propiciando o mínimo necessário de condição de vida para essas famílias.

Em minha opinião, o maior ganho foi a permanência dos filhos na escola, que levará a um nível de instrução melhor do que o dos seus pais, isso muda por completo a perspectiva de futuro dessas crianças.

Se ele representa uma solução parcial para os filhos, por outro lado ele não resolve o problema dos pais, correndo o risco de gerar acomodação para esses.

Em 2003 foram beneficiadas algo em torno de 5 milhões de famílias, hoje já são mais de 11 milhões, sendo reajustado regulamente, chegando hoje a um valor mensal máximo de R$ 182,00.

Se existem vantagens visíveis para um programa de assistencialismo desta natureza, como a redução imediata da fome, o grande risco é criar, ao longo do tempo uma população viciada em auxílios, sem o mínimo de interesse em procurar um bom emprego e crescer profissionalmente, basta ter filhos que o mínimo estará sempre garantido.

O assistencialismo permanente gera acomodação e por si só não traz nenhum estímulo a busca da melhoria do padrão de vida dos pais contemplados.

O que pode ser feito para mudar esse quadro?

Se já temos uma rede de proteção nacional com caráter assistencialista, por que não criar uma rede de qualificação nacional e vincular o recebimento daquele benefício à freqüência também dos pais?

A bolsa família deveria ser temporária, mesmo que a família continuasse enquadrada, com os filhos na escola, os pais teriam que cumprir metas de qualificação profissional, a cada seis meses, para revalidar o benefício.

Essas qualificações seriam de curta duração e poderiam acontecer nos finais de semana, ministradas nas próprias escolas dos filhos gerando integração dos pais com os alunos, num ambiente compartilhado e em busca de um objetivo comum: conquistar melhores condições de vida.

Se assim fosse teríamos uma melhoria na qualificação da mão de obra, aumentando as chances dos pais conseguirem um bom emprego.

Neste programa de qualificação, um estágio seguinte seria preparar essas famílias para o exercício do empreendedorismo, por mais longínqua que seja a cidade que eles morem sempre terá uma atividade que poderá ser exercida, seja artesanato, marcenaria, produtos naturais, doces, artefatos de madeira, reciclagem, confecções em geral, dentre outras atividades, a lista não tem fim.

Tenho acompanhado experiências de sucesso e posso afirmar que, temos dezenas de modelos de empreendedorismo em grupo já testadas que poderiam ser copiadas a custo zero.

O empreendedorismo é uma via certeira, principalmente quando for monitorado via Sebrae, Associações Comerciais ou mesmo ONG sérias.

Às vezes me pergunto se isso realmente interessa.

Caminhar rumo a uma solução definitiva e permitir as pessoas a liberdade de decidir seu próprio destino.

Creio que tal alternativa incomoda muita gente que vê nessas pobres famílias eleitorado cativo e na alienação total delas uma liberdade para transgredir livremente.

Essa rede de qualificação nacional teria como objetivo resgatar a dignidade desses pais e construir a transição de um modelo assistencialista para um modelo que tenha como objetivo principal permitir para essas famílias a melhoria no padrão de vida, o quanto antes melhor, para que eles possam decidir o seu destino ao invés de ficar como um filhote de passarinho, totalmente dependente, de boca aberta no ninho, a espera do alimento que virá.

5 comentários 22 de Agosto de 2009 às 01:31 Sergio Oliveira

Diferenciar? Sempre! - Arriscar? Talvez!

diferente - diferente

O início de um novo empreendimento sempre será cercado por dúvidas, mesmo considerando que todo o planejamento foi baseado em estudos e pesquisas, observando negócios já em funcionamento, a partir dos quais se aplicou as devidas inovações, que em tese serão o diferencial competitivo deste novo negócio.

Até que as portas sejam abertas e os clientes possam experimentar a novidade que esteja sendo oferecida a ansiedade toma conta.

O sucesso ou fracasso será medido a partir do fluxo de clientes e de quanto sobrará no final do mês no caixa, após pagar todas as contas.

Só faz sentido iniciar um novo empreendimento se for para se diferenciar dos já existentes no mesmo ramo de atividade e para ter lucro, caso contrário a exposição ao risco será extrema e poderá comprometer todo o capital e desperdiçar horas de dedicação.

Essa tal diferenciação deverá ser buscada naquilo que possibilite agregar valor ao produto final, seja inovando através:

- do produto (O café da Starbucks e o Ipod )
- nos processos (atendimento diferenciado ou nova forma de fabricar)
- nos preços (a mais perigosa de todas as alternativas)

Diversos são os negócios que são iniciados sem uma única diferenciação, apenas copiam os demais e abrem as portas para competir naquilo que deveria ser a última opção em termos de estratégia, “a redução de preços”.

É pura repetição, mais do mesmo.

Inúmeros foram os empreendimentos que conheci que utilizavam essa como sendo a única estratégia que possuíam, desconhecendo por completo os cálculos de formação de preço de venda e concedendo descontos que chegavam a 20% do preço para pagamento a vista.

Uma loucura!

Quanto mais vendiam, mais perdiam dinheiro, consumiram todo o capital próprio, tomaram recursos de terceiros e se endividaram ao máximo, até comprometer o funcionamento da empresa.

A grande maioria desses negócios foi vendida ou tiveram suas atividades encerradas de forma traumática, empregados demitidos sem receber salários, impostos atrasados, calote nos fornecedores e um sonho destruído, o de se tornar um empreendedor de sucesso.

- Precisa ser assim ou poderia ser diferente?

Quando analiso a quantidade de negócios que fracassam, comparado com os riscos de se investir na bolsa de valores, arrisco dizer que, dependendo do negócio que se pretende abrir, aplicar na bolsa é mais seguro e uma opção infinitamente melhor.

- Como assim?

- Explico melhor:

A grande diferença entre um novato aplicador na bolsa de valores e um candidato a empreendedor é que o primeiro aceita como premissa básica que pouco sabe e que precisará de ajuda de um profissional experiente para aumentar suas chances de ter retorno financeiro, além de estudar o mercado de ações ele geralmente tem a humildade como ponto de partida.

Dente os empreendedores novatos que conheci poucos são aqueles que admitem que pouco ou nada sabem sobre a gestão de um pequeno negócio e que precisarão de ajuda e de novos conhecimentos.

Muitos dos novos empreendedores se amparam em experiências profissionais anteriores, como empregado, para justificar que já estão quase prontos.

Retornando ao investidor de primeira viagem, se bem orientado por uma corretora séria, e com uma carteira de ações equilibrada, apesar dos riscos, o capital estará relativamente seguro e os ganhos virão no médio e longo prazo.

A maturidade empresarial só é adquirida com a experiência e tempo, pena que alguns pagam um preço muito alto para conquistá-la.

Se você não se sente seguro para investir num novo negócio, trabalhe melhor a sua idéia e faça como o novato investidor em bolsa de valores, procure ajuda e novos conhecimentos, esse tempo dedicado ao aprendizado será valioso e contribuirá para um começo de empreendimento mais estruturado.

Enquanto isso, os seus recursos financeiros poderão estar em aplicações seguras, com baixo risco como CDB e fundos de renda fixa, protegidos e aguardando o momento correto para financiar o seu novo negócio.

Adicionar comentário 17 de Agosto de 2009 às 23:41 Sergio Oliveira


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