Empreendedorismo - os limites da competência!
29 de Julho de 2009 às 20:07 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2716

Empreendedores que conquistaram o sucesso através das suas empresas são merecedores de todas as honras e glórias, eles criaram e conduziram o negócio, superaram as dificuldades iniciais e venceram.
Estaria tudo perfeito se o declínio de um empreendimento não se iniciasse a partir do momento no qual os gestores estiverem convictos de que descobriram a fórmula mágica do sucesso naquele negócio.
Acreditar que um novo dia será uma repetição dos dias anteriores é oficializar a rotina e a percepção de que pouco precisará ser modificado, e que, mantidas as condições atuais o modelo de negócios vigente permanecerá rentável.
Uma constatação ao longo do tempo é de que uma trajetória de vitórias passadas não representa garantia de vitórias futuras.
O ambiente empresarial é dinâmico, para cada tipo e estágio do negócio as variáveis a serem consideradas podem se alterar.
Assim como o ambiente no qual a empresa está inserida é modificado em função do crescimento, as competências requeridas dos gestores também sofrem alterações.
Neste ponto está um dos principais limitadores do crescimento de negócios de médio porte que tem potencial para se tornarem grandes, mas ficam aprisionados pelas “verdades absolutas dos seus criadores”.
Costumo dizer aos empreendedores de sucesso que as competências que os trouxeram até aqui e lhes permitiram as vitórias já consolidadas podem não ser as mesmas que eles necessitarão para gerir os seus negócios daqui para frente.
O criador do negócio nem sempre aceita a constatação de que as suas competências também são colocadas a prova e que chegará um determinado momento da vida do empreendimento que ele terá que delegar parte das tarefas que antes executava para se concentrar em atividades mais nobres e exporar mais a sua visão empreendedora, que pode ser o seu grande trunfo.
Em minha opinião, não existe um meio termo neste caso, ou o criador do negócio permite o seu crescimento ou restringe, como forma de se sentir mais seguro centralizando as decisões e submetendo o negócio aos limites das suas competências.
Se afastar do operacional e concentrar na definição das macro estratégias, para alguns pode significar perda de poder, para outros sinônimos de sabedoria e uma crença na perpetuidade do negócio.
Publicação arquivada em: Novos Negócios, Estratégia
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2 Comentários Faça seu próprio
1. Madalena Carvalho | 14 de Agosto de 2009 às 20:52
Sérgio, muito bem colocado por você, inclusive o próprio Ken Blanchard disse: “O tipo de pensamento que conduziu ao sucesso passado não vai conduzir ao sucesso futuro”. Os pequenos empresários principalmente devem acordar para uma nova visão de negócios.
2. maxwell cavalini | 27 de Agosto de 2009 às 12:03
concordo plenamente com sua visão, mais eu vejo que hoje o que impede muitas vezes o crescimento satisfatório, é exatamente delegar poderes, pois hoje as pequenas e medias empresas não possuem capital suficiente para empregar os melhores profissionais no seu ramo, então acabam ficando a merce dos colaboradores improvisados, que a mesma consegue no mercado, pois os melhores são caros e seus custos não condizem com a realidade das pequenas empresas, como uma pequena empresa pode hoje colocar custos de funcionarios maiores que 10% do seu lucro, não da pois fica inviavél, então acabam sendo sempre regidas pelos seus maestros, pois não conseguem o crescimento que almejam, devido a mão de obra ineficas, hoje os deveres de uma empresa são muito maiores que as obrigações de seus funcionarios, pois não a meio de mudar a lei trabalhista que impede o crescimento do pequeno e medio empresario, haja visto que as grandes empresas conseguem driblar as dificuldades interpostas por meio de capital, e o pequeno o que fazer, se o empreendedor pequeno forçar o seus subalternos a trabalharem mais e fazerem tarefas de outos o que acaba acontecendo é que, eles se revoltaram e acabaram destruindo o que ja foi conquistado, tendo em vista que uma empresa pequena possui poucos clientes e pouca saude financeira e acaba a merce de seus subalternos, pois hoje nos pequenos somos vistos como lixo economico pelos grandes e pelos funcionarios que por via acabam trabalhando para nós, ex: se um funcionario for trabaçhar em uma grande empresa e for ganhar 500 reais ele fica feliz pois tem um otimo emprego,ele enche a boca qando fala aos seus aonde trabalha, ja se o mesmo vier a trabalhar em uma pequena empresa o mesmo não tera a mesma alegria e satisfação, pois não tera orgulho de dizer o nome da empresa que trabalha, haja visto que se na empresa grande ele tiver que trabalhar como um escravo ele aceita pois trabalha em uma grande empresa, diz aos seus eles precisam de mim, ja na pequena ele diz acham que eu sou escravo o dono quer inrriquecer as minhas custas, la eu não fico mais, são essas coisas que me deixam indignado, por via eu tento sempre valorizar os meus colaboradores, deixando com que eles tenha a mesma impresão de que trabalhem em uma empresa grande, mais isso é muito dificil e como eu devo fazer para a minha pequena empresa chegar a um patamar distante de uma realidade infima aonde só o grande cresce e o pequeno é esterminado a cada dia, tendo em vista as diferenças economicas e sociais de um pais sem critérios
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