Arquivo de Junho de 2009

Banco JBS - uma experiência positiva

apoio - apoio

A família Batista, controladora do JBS Friboi, o maior frigorífico de carne bovina do mundo, fundou em julho do ano passado o Banco JBS no qual tem adotado uma estratégia de atuação que considero vencedora e que certamente trará clientela cativa e bons lucros.

O banco financia o pecuarista com a finalidade específica de engorda dos bois, que ao estarem prontos para o abate serão vendidos ao frigorífico JBS, que em seguida paga o banco.

O sucesso da operação estará calcado na correta construção da operação, seja prazo, taxa de juros e as exigências que serão feitas do agropecuarista, o desenho é bom e tudo para dar certo.

O pecuarista poderia obter esses recursos através de outros bancos e outras linhas de crédito, mas, quando a operação de crédito é construída envolvendo o produtor da matéria-prima e a empresa que utilizará essa matéria-prima fecha-se um ciclo positivo.

O banco parceiro precisa ser especialista no segmento de atuação e conhecer o comportamento do mercado consumidor ao qual será destinado o produto final, com isso realiza-se a avaliação de risco de crédito de ambas as empresas, e monta uma operação de crédito específica, direcionada a cadeia produtiva daquela grande corporação, que, em alguns casos, suporta o risco do financiamento, melhorando a avaliação do seu fornecedor e minimizando o risco de inadimplência o que permite a redução da taxa de juros e a exigência de garantias adicionais.

O sonho de todo banco é emprestar e ter a certeza de que o capital retornará para os seus cofres. Se não existisse inadimplência o mercado financeiro seria perfeito do ponto de vista de disponibilidade ilimitada de recursos, com prazo a sumir de vista, mas não é o caso, o risco existe e o grande trabalho é tentar minimizá-lo.

A exigência de garantias que hoje é o principal gargalo para os empreendedores quando procuram um financiamento é uma das formas encontrada pelo banco de tentar controlar o retorno do dinheiro emprestado. O problema é que os pequenos e médios negócios nem sempre dispõem dessas garantias para oferecê-las.

Práticas desta natureza, como a do Banco JBS, fortalecem as empresas que recebem o apoio, com reflexos positivos na produtividade e redução de custos financeiros, a roda gira e todos ganham.

O empreendedor poderá se planejar, com a segurança de que terá os recursos necessários para incrementar o seu negócio, o frigorífico garante a matéria-prima e o banco cumpre o seu papel de realizar lucros através da intermediação de operações financeiras, remunerando seus acionistas.

Louvável a iniciativa, que poderia servir de exemplo para outros bancos e grandes corporações que poderiam compor e apoiar seus fornecedores vinculados a cadeia produtiva, facilitando o acesso ao crédito e dinamizando a economia.

1 comentário 11 de Junho de 2009 às 09:59 Sergio Oliveira

O tecnológico x O tradicional

kindle2 - kindle2

A Amazon.com lançou a 2ª versão do leitor digital de livros e jornais, o Kidle 2, sem dúvida nenhuma que será um equipamento útil e cobiçado, prova disso que a primeira versão esgotou rapidamente e a segunda está com fila de espera de várias semanas.

Para quem gosta de explorar lançamentos tecnológicos esta é uma boa pedida, para os mais conservadores o que vem a mente é que, apesar da utilidade será mais uma parafernália eletrônica para carregar.

No mundo atual é comum ter no bolso um Smartphone e na pasta um notebook com conexão via celular para termos a certeza de que independente de onde estivermos seremos localizados.

A partir de agora você poderá sacar o seu Kidle e começar a ler o seu livro preferido, espero que a nova ferramenta incentive o hábito da leitura, mas a característica principal que ela deverá assumir num primeiro momento é a de “brinquedinho de adulto”.

Cada dia que passa a inovação tecnológica sai da categoria do essencial e indispensável e avança para a linha do supérfluo tecnológico, uma inovação marginal, que pouco ou quase nada melhora a vida das pessoas, cujo papel principal é alimentar a indústria da obsolescência planejada, reforçando a cultura do consumismo pelo consumismo, deixando o consumo em função da utilidade em segundo plano.

Tenho alguns desses itens como smartphone e notebook, mas quando vou para uma reunião de trabalho carrego o clássico e tradicional caderno de anotações, na minha mochila sempre haverá um espaço para um jornal, uma revista e um bom livro, nostálgico ou não, esses centenários meios de comunicação nunca acabam a bateria e dispensam manual de instruções para serem utilizados, basta abrir e ler.

2 comentários 9 de Junho de 2009 às 09:06 Sergio Oliveira


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