O Brasil sai antes da crise? Por qual valor poderia vender a minha empresa?

Gestão, responsabilidade e transparência

27 de Maio de 2009 às 08:20 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 916

O Presidente Lula em pronunciamento no encerramento do Seminário Empresarial Brasil – Turquia, na sexta passada, bateu forte nos empresários brasileiros que operaram com derivativos e tiveram perdas pesadas em função da variação do dólar em 2008.

O termo utilizado por ele para classificar esses empresários foi de “Trambiqueiros” e sua crítica foi aos que ganham muito dinheiro sem produzir nada e especulando.

Lembrando que dentre as nossas empresas que perderam bilhões de reais nessas condições estão o grupo Votorantim, a Aracruz e a Sadia. A Votorantim teve que vender banco BV para o Banco do Brasil, a Aracruz foi incorporada pela VCP e a Sadia após perdas de R$ 2,6 bilhões sucumbiu e teve que se curvar a Perdigão que a comprou formando a partir de agora a Brasil Foods.

Ironia do destino ou não, em julho de 2006 a Sadia foi a mercado e fez uma oferta pública pelas ações da Perdigão, uma transação que recebe o nome de oferta hostil por ser lançada sem uma negociação prévia com a empresa que se pretendia adquirir, que no caso era a Perdigão.

Através da oferta hostil a idéia era adquirir 50% mais uma ação do capital da Perdigão, assumir o seu controle e anexá-la a Sadia, a operação não obteve êxito e ficou tudo como estava.

Trambiqueiros ou não apostar em derivativos especulativos é como pegar uma mala cheia de dinheiro e ir para Las Vegas, de cassino em cassino apostando na sorte, você tanto pode voltar com duas ou dez malas cheias de dinheiro como também pode perder até as meias e voltar nu.

Gostar de jogo é uma divertida forma de viver a vida e quem aposta seu próprio dinheiro não deve satisfação a ninguém, nem mesmo ao presidente da república.

Quando falamos de empresas que possuem capital aberto em bolsa o assunto muda, elas devem satisfação a todos os acionistas que investiram na empresa por acreditar na seriedade da gestão, nos conselhos de administração atuantes e todo o aparato que essas companhias possuem de suporte a decisão e mesmo assim foram surpreendidos com tamanho prejuízo.

Transparência na gestão, com responsabilidade esse é o ponto que fica como aprendizado após esse triste episódio que ficará marcado na história empresarial brasileira.

Publicação arquivada em: Estratégia, Gestão Financeira

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Tiago  |  6 de Junho de 2009 às 14:03

    Acho que tudo se resume ao risco e a quantidade do capital que você quer arriscar.

    QUal o risco que se assume ? QUal a garantia que seus colaboradores realmente estão atuando a seu favor ?

    Afinal, correr risco é preciso, agora é preciso também ter visão crítica para saber quando parar para evitar de perder as cuecas e as meias :-)

    Tiago Carvalho
    Sócio Comunica Geral
    www.comunicageral.com.br

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