Liderança forçada x Liderança pelo exemplo
15 de Maio de 2009 às 08:35 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1536
Quais notas receberiam os gestores da sua empresa (incluindo você), se todos os colaboradores pudessem dizer a verdade ao avaliar os chefes, sem que fossem identificados e sem que isso representasse a menor ameaça ao emprego deles.
Por maior que seja o esforço de quem é pago para liderar, resta saber se ele consegue realmente assumir o papel que lhe foi confiado.
Conheço vários gestores que eram muito bons no que faziam, mas ao serem promovidos e se depararem com uma enorme equipe sob sua responsabilidade pouco puderam fazer para levá-los adiante. Ser um bom fazedor não é garantia de que este gestor será um líder de qualidade.
Tal fato é muito comum em empresas familiares onde o filho assume um determinado cargo de comando, que por mérito seria de um funcionário de carreira, mesmo que seja para destruir a empresa.
Chamo esse comportamento da “Síndrome da Miopia Paternalista”. É raro encontrar um pai que ache o seu filho feio ou admita que ele não tenha perfil para trabalhar na empresa da família.
Melhor seria combinar uma participação mensal nos lucros, preservar o futuro da empresa e liberar o filho para um vôo solo. O Abílio Diniz fez isso com os três filhos no Pão de Açucar, depois de testá-los em diversas funções, optou por afastá-los da gestão direta da empresa e colocá-los como acionistas. A princípio está dando certo, cada um seguiu seu caminho e a empresa se mantem firme e forte.
Às vezes tenho a sensação de que o mundo corporativo é um verdadeiro circo, onde os chefes são uns palhaços sem graça alguma, mas como são os donos da tenda, ocupam o picadeiro, com platéia garantida, disposta a aplaudir e parabenizar as toscas performances em troca da manutenção do emprego. Uma combinação medíocre, mas conveniente para ambas as partes.
Os que ousam falar a verdade são atirados aos leões.
Culturas empresariais montadas na base do pão e circo tendem a criar empresas frágeis, desacreditadas e pouco competitivas, pois o cérebro das pessoas não está a serviço da empresa, divagam enquanto as horas passam até que soe a sirene do final do expediente.
Compreender a essência do negócio, ir direto ao ponto, sem rodeios e transmitir a mensagem de forma clara leva a conquista da confiança dos colaboradores e ao fortalecimento das equipes.
Conquistar a crença de todos em prol dos objetivos da empresa, por maior que sejam as dificuldades e os sacrifícios é um desafio a ser buscado.
Se no balanço final a empresa for vitoriosa, apresentar lucros, esta será a constatação de que houve acerto no direcionamento e no exercício da liderança.
Se parte deste lucro for convertido em melhores condições de trabalho e participação nos resultados, maior será o acerto na gestão e estará criado um círculo virtuoso de crescimento da empresa.
A verdadeira liderança está desvinculada do poder, ela caminha de mãos dadas com o exemplo a ser seguido e a inspiração que o líder provoca nos seus seguidores, que um dia sonham em se igualar a ele ou até mesmo superá-lo, por que não?
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1 Comentário Faça seu próprio
1. Como gerimos nossos Recur&hellip | 21 de Outubro de 2009 às 18:13
[…] Como eu disse na entrevista, acredito que o líder deve ser educador, aquele que consegue auxiliar seus colaboradores a vencer suas dificuldades, criando desafios significativos para a vida deles. Assim, eles estarão colaborando com os resultados daquilo em que acreditam – ou seja, que correspondem à sua própria missão de vida, que está atrelada a da empresa. O bom líder é um dos maiores catalisadores de sua equipe (tanto na vida profissional quanto na pessoal). […]
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