Arquivo de Maio de 2009

Por qual valor poderia vender a minha empresa?

“Temos uma indústria com 4 anos de vida, que vem crescendo bastante, nosso imobilizado gira em torno de R$ 350mil e temos uns R$ 150mil em estoque.
Faturamos em média R$100mil/mês, e considerada a sazonalidade e o aumento da capacidade produtiva que tivemos recentemente, poderemos faturar até R$200mil/mês. A rentabilidade liquida fica em torno de 25%.
Devemos aproximadamente R$250mil em operações de Longo prazo e R$100mil no curto prazo.
Meu sócio quer vender sua parte, mas como não tenho dinheiro para comprar, precisaremos vender o negócio com um todo e cada um sair com a sua parte.
Por qual valor poderia vender, considerando todas essas informações?”

Prezado Leitor,

Para calcular o preço de venda da sua empresa seria necessário maior detalhamento das informações, mas podemos elaborar algumas considerações que podem ajudá-lo, vamos aos fatos:

- A empresa tem 4 anos de vida e fatura hoje R$ 100.000,00 por mês, sua capacidade de produção foi ampliada e conta agora com possibilidades de suportar vendas de até R$ 200.000,00/mês.

- A rentabilidade líquida é de 25%.

- Imobilizado de R$ 350.000,00 e estoques de R$ 150.000,00

- Dívidas de R$ 350.000,00, sendo R$ 250.000, no longo prazo e R$ R$ 100.000, no curto prazo.

Qual seria o valor de venda deste negócio?

O cálculo do valor de venda de um negócio é simples, mas é preciso muito cuidado para não colocar a venda por um preço maior do que vale e também para não vender por menos que se pode alcançar com essa venda.

Já vi muitas empresas serem vendidas utilizando o método mais fácil, que seria somar os bens mais estoques (350 mil+150 mil) e subtrair dele o total das dívidas (350 mil), o que daria um valor líquido, neste caso, a ser pago pela empresa de R$ 150 mil , considerando que os passivos trabalhistas, tributários e outros que houver ficarão vinculados ao CNPJ atual e que um novo CNPJ será aberto para abrigar os novos sócios.

Esse é o sonho de todo comprador de empresas, pagar o valor de liquidação, se possível em suaves parcelas, que serão amortizadas a partir do lucro que o próprio negócio irá propiciar.

Para os sócios que colocam a empresa a venda é natural que considerem o método acima como ponto de partida, mas também agreguem todos os pontos positivos da empresa, é o que chamamos de ativos intangíveis, que são a carteira de clientes já formada, os produtos desenvolvidos, a rentabilidade líquida oferecida pela empresa, o ponto comercial, os recursos humanos já treinados, o modelo de gestão do negócio, tudo isso consumiu tempo, dinheiro e sem dúvida nenhuma faz parte do sucesso do empreendimento e deverá fazer parte da precificação da empresa.

Considerando que são os dois extremos no cálculo do preço de uma empresa, o de liquidação e um completo contemplando todos os ativos intangíveis possíveis, o valor de venda estará, na maioria dos casos entre estes dois valores.

No artigo “Quanto Vale a sua empresa” falo um pouco das metodologias utilizadas, mas o fundamental é difinir esses limites mínimo e máximo e sair em busca dos interessados.

Hoje existem empresas especializadas em avaliação e venda de empresas, sites onde você pode cadastrar a empresa a venda, avalie se vale a pena ir por esse caminho ou buscar dentro da sua rede de relacionamento, fornecedores ou concorrentes um eventual interessado.

Diria que encontrar o comprador certo é o grande desafio, o preço será uma conseqüência da negociação.

Segundo Warrem Buffett, considerado o maior investidor do mundo, “Se você precisar de uma calculadora para saber se vale ou não a pena comprar um negócio, não deve comprá-lo. Quando um investimento é bom salta aos olhos”

O momento favorece a venda de empresas inovadoras e rentáveis, pois, muitos investidores capitalistas estão perdendo o sono só de pensar que ainda este ano a taxa de juros selic será menor que 10% ao ano e que as aplicações financeiras terão rendimento líquido em torno de 8% ao ano.

É razoável pensar que alguns deles sairão em busca de investimentos que lhes permitam rentabilidade maior do que isso e ao encontrarem pela frente um negócio que lhes salte aos olhos como disse Buffett, com baixo risco e rentabilidade líquida em torno de 25% ao ano considero que será bastante atraente e tentador.

6 comentários 31 de Maio de 2009 às 11:18 Sergio Oliveira

Gestão, responsabilidade e transparência

O Presidente Lula em pronunciamento no encerramento do Seminário Empresarial Brasil – Turquia, na sexta passada, bateu forte nos empresários brasileiros que operaram com derivativos e tiveram perdas pesadas em função da variação do dólar em 2008.

O termo utilizado por ele para classificar esses empresários foi de “Trambiqueiros” e sua crítica foi aos que ganham muito dinheiro sem produzir nada e especulando.

Lembrando que dentre as nossas empresas que perderam bilhões de reais nessas condições estão o grupo Votorantim, a Aracruz e a Sadia. A Votorantim teve que vender banco BV para o Banco do Brasil, a Aracruz foi incorporada pela VCP e a Sadia após perdas de R$ 2,6 bilhões sucumbiu e teve que se curvar a Perdigão que a comprou formando a partir de agora a Brasil Foods.

Ironia do destino ou não, em julho de 2006 a Sadia foi a mercado e fez uma oferta pública pelas ações da Perdigão, uma transação que recebe o nome de oferta hostil por ser lançada sem uma negociação prévia com a empresa que se pretendia adquirir, que no caso era a Perdigão.

Através da oferta hostil a idéia era adquirir 50% mais uma ação do capital da Perdigão, assumir o seu controle e anexá-la a Sadia, a operação não obteve êxito e ficou tudo como estava.

Trambiqueiros ou não apostar em derivativos especulativos é como pegar uma mala cheia de dinheiro e ir para Las Vegas, de cassino em cassino apostando na sorte, você tanto pode voltar com duas ou dez malas cheias de dinheiro como também pode perder até as meias e voltar nu.

Gostar de jogo é uma divertida forma de viver a vida e quem aposta seu próprio dinheiro não deve satisfação a ninguém, nem mesmo ao presidente da república.

Quando falamos de empresas que possuem capital aberto em bolsa o assunto muda, elas devem satisfação a todos os acionistas que investiram na empresa por acreditar na seriedade da gestão, nos conselhos de administração atuantes e todo o aparato que essas companhias possuem de suporte a decisão e mesmo assim foram surpreendidos com tamanho prejuízo.

Transparência na gestão, com responsabilidade esse é o ponto que fica como aprendizado após esse triste episódio que ficará marcado na história empresarial brasileira.

1 comentário 27 de Maio de 2009 às 08:20 Sergio Oliveira

O Brasil sai antes da crise?

Há um clima de otimismo no ar entre os economistas e analistas brasileiros e também entre os investidores estrangeiros que já aplicaram, este ano na Bovespa, mais de U$ 8 bilhões, é lógico que movidos pela alta rentabilidade, mas também pela desejo de terem o dinheiro de volta quando precisarem, isso é confiança.

A agência de avaliação de crédito e risco, Moody’s já trabalha com a possibilidade de elevação na nota de risco do Brasil, haja vista que o grau de investimento conquistado no 1º semestre de 2008 foi mantido e o país resistiu bem as turbulências da crise mudial.

Esses primeiros sinais são fruto da resistência do sistema financeiro brasileiro a crise e também aos resultados positivos das medidas de combate que foram adotadas por aqui, que aliado ao nosso forte mercado consumidor interno, disponibilidade de recursos naturais e reservas de petróleo, colocou o Brasil numa posição privilegiada diante dos demais países em desenvolvimento, com possibilidades reais de ser um dos primeiros a retomar o crescimento positivo do PIB interno

Prova dessa confiança foi o reconhecimento do presidente do Banco Central Brasileiro, Henrique Meirelles, que ao chegar a reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS), no último dia 12/05, foi aplaudido de pé por cerca de 30 presidentes de bancos centrais presentes, motivados pelo fato da economia brasileira dar sinais claros de que o país sai antes da crise. Estava lá os Presidentes do Federal Reserve, dos BC da Grã-Bretanha, do Banco Central Europeu, da China, dentre outros.

Na mesma reunião o BC do Brasil foi convidado a compor o conselho de governança do BIS, como membro permanente, onde até então era apenas convidado para momentos específicos.

A euforia precisa ser contida e combatida com muito trabalho, são sinais frágeis, mas positivos.

1 comentário 25 de Maio de 2009 às 09:00 Sergio Oliveira

Aperto nos fornecedores

Segundo reportagem divulgada no Jornal Valor Econômico, de 22/05/09, a Sony anunciou que, nos próximos três anos, irá reduzir pela metade o número de fornecedores, que hoje são aproximadamente 2,5 mil, serão 1,2 mil.

Essa seleção de fornecedores terá como objetivo comprar em volumes maiores, a preços menores, com uma redução de custos de até 20%.

Esse procedimento é padrão em mega corporações como a Sony, foi utilizado na Nissan quando o brasileiro Carlos Ghosn assumiu sua presidencia mundial e está no pacote de reestruturação esperadas de um CEO, em momentos de crise e queda nas vendas, sendo bem recebido por acionistas, que desejam dos gestores atitudes proativas para manutenção da lucratividade da empresa.

Na minha opinião, desenvolver fornecedores, buscar redução nos preços de insumos e matéria-prima, conseguir o menor preço possível na compra é condição básica da gestão de um negócio e não uma ação a ser desencadeada apenas em momentos de dificuldade.

A pergunta que fica é:

- Se será possível tocar o negócio com apenas 50% dos fornecedores atuais, manter a qualidade e ainda conseguir reduzir o preço em até 20%, por que não foi feito antes? Se tivesse sido implementado a três anos qual teria sido a economia e o contribuição para o lucro da empresa?

A reflexão vale para todos, desde o pequeno ao grande, comprar bem, a todo momento, ter o melhor insumo, ao menor preço possível, reflete diretamete no preço final dos produtos vendidos, pequenas diferenças de preço ao consumidor podem ser determinantes para a conquista de maiores fatias de mercado e consolidação da empresa.

2 comentários 23 de Maio de 2009 às 09:13 Sergio Oliveira

Linha de Pobreza

O IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou no dia 19/05/09, última terça-feira, resultado de pesquisa realizada que constatou que 316 mil brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza, conseguiram sair desta condição e agora tem rendimento domiciliar per capta maior que meio salário mínimo, (indicador utilizado para classificar a linha de pobreza)

Segundo Márcio Pochmann, Presidente do Ipea, a pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre,Recife, Salvador.

Considerando que estamos no meio de uma crise econômica mundial e que segundo o próprio Ipea, na crise de 1998 e 1999 o numero do pobres aumentou em 1,9 milhões, não deixa de ser um boa notícia. Desta vez estamos na direção certa.

Se queremos realmente nos tornar uma nação desenvolvida uma das primeiras providências a serem tomadas e melhorar a condição de vida dos brasileiros carentes, isso significa devolver a eles a cidadania e o direito de usufruir da melhoria das condições do nosso país.

1 comentário 22 de Maio de 2009 às 08:04 Sergio Oliveira

Geração Y, Geração Canguru ou Geração em Crise?

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Nunca houve tantos conceitos para explicar o comportamento dos nossos jovens atuais, pode ser Geração Canguru - que são aqueles que preferem permanecer na casa dos pais mesmo tendo independência financeira; Geração Y - como são intitulados os jovens com alto nível de formação, decididos e senhores do seu destino ou mesmo Geração em crise, que são os jovens entre 25 e 30 anos que apesar de toda a preparação que tiveram não conseguem decidir o que fazer da vida.

Independente de qual seja a classificação, para que a abordagem fique completa precisamos incluir nela os nossos Jovens Excluídos – pertencentes às classes C, D e E, cujo aprendizado e formação se deram em escolas públicas, geralmente no período noturno, orientados por professores mal remunerados e em meio a traficantes e bandidos que fazem destas uma fonte de recrutamento de novos soldados.

Falar dos jovens que compõe as classe A e B tem algo de poético, pois, a indecisão vem do excesso em tudo que os cerca, seja computadores, celulares, I Pod, vídeo game, TV de LCD e quartos que mais parecem ilhas tecnológicas.

Criado entre muros de condomínios e corredores de Shopping, vigiado 24 horas por dia, resta muito pouco sobre o que decidir, assim eles crescem e tornam-se……quase nada.

A capa da revista Veja, de 18/02/09, trouxe o seguinte título: “ELES É QUE MANDAM”, a reportagem abordava o comportamento do adolescente de hoje e apresentou o resultado de uma pesquisa do Instituto INVENT na qual estimou-se que um adolescente da classe A, dos 13 aos 19 anos custa aos pais a nada desprezível quantia de R$ 727.000,00, considerando todos os gastos desde alimentação, roupas, escola aos mimos tecnológicos.

Suas vidas não conhecem a palavra desafio nem dificuldades. Tem a impressão ou pior, a certeza que o mundo esperava o nascimento deles.

Já os “Jovens Excluídos”, quase ninguém gosta de falar sobre eles, às vezes são lembrados por programas de jornalismo sensacionalista, focados mais no drama do que nas soluções que poderíamos apresentar para aqueles que representam mais de 85% do total dos nossos jovens.

Os nascidos nas classes C, D e E continuam nas mesmas condições de abandono de décadas atrás, trabalho forçado desde a infância e situação precária de ensino, na última década pouco se fez para melhorar as condições de aprendizado e oportunidade do jovem de baixa renda.

O sentimento que tenho é que estamos criando no nosso país um vácuo que será sentido nas próximas décadas, um período onde teremos ausência de talentos, sejam nas artes, política ou negócios.

Dos jovens excluídos, que são a grande maioria, pouco se pode esperar, até por que quase nada foi investido na formação dos mesmos, os raros que sobressaírem serão fruto de muito esforço próprio e não de um planejamento e apoio na formação desses valores.

Empreender o próprio destino seria o mínimo desejável para os nossos jovens nascidos em famílias que puderam proporcionar uma correta formação de personalidade seguindo princípios éticos e também uma formação educacional de qualidade, mas o que observamos em alguns casos são jovens sem rumo e sem direção. Tiveram tudo do bom e do melhor e pouco terão como contribuir para a evolução da nossa sociedade, cresceram sem um propósito firme.

Esta aí uma boa equação para ser resolvida, desviar o foco do quanto custa para o quanto conseguimos incentivar os nossos jovens, independente da classe social e se o pai investiu zero ou um milhão de reais na sua formação, pouco importa, temos que identificar o melhor de cada um deles.

Não se trata de um paralelo entre ricos e pobres, e sim de como e quanto estamos produzindo novos talentos e quais as oportunidades são oferecidas a eles para que se tornem produtivos.

Quando falamos em geração de talentos, independente da classe social, os Estados Unidos é um excelente exemplo, considerado a Meca do empreendedorismo, saíram de lá gênios das mais variadas espécies, dois em especial participaram da revolução do mundo moderno:

Bill Gates nasceu em família rica, estudou em Harvard, fundou a Microsoft, criou o Windows, o pacote Oficce e revolucionou a informática.
Já Steve Jobs, foi oferecido à adoção com uma semana de vida, seus pais não queriam o filho, foi adotado e criado por um casal de operários, segundo declarações do próprio Jobs, ele por pouco não virou delinqüente, sendo seduzido pelos mistérios da eletrônica, sua vida tomou novos rumos. Fundadou a Aplle, criou o Aplle II o Mac (computadores), Ipod, Itunes e de quebra os estúdios Pixar que engoliu a Disney Filmes.

São dois exemplos vivos, de jovens americanos de outrora que revolucionaram a informática, a tecnologia da informação, o celular, a forma como escutamos música, assistimos filmes infantis e outras novidades que ainda esperamos ser surpreendido por eles.

E por aqui, em terras brasileiras, em que estágio estamos na formação e geração de novos talentos?

A discussão está aberta!

1 comentário 21 de Maio de 2009 às 22:46 Sergio Oliveira

Liderança forçada x Liderança pelo exemplo

Quais notas receberiam os gestores da sua empresa (incluindo você), se todos os colaboradores pudessem dizer a verdade ao avaliar os chefes, sem que fossem identificados e sem que isso representasse a menor ameaça ao emprego deles.

Por maior que seja o esforço de quem é pago para liderar, resta saber se ele consegue realmente assumir o papel que lhe foi confiado.

Conheço vários gestores que eram muito bons no que faziam, mas ao serem promovidos e se depararem com uma enorme equipe sob sua responsabilidade pouco puderam fazer para levá-los adiante. Ser um bom fazedor não é garantia de que este gestor será um líder de qualidade.

Tal fato é muito comum em empresas familiares onde o filho assume um determinado cargo de comando, que por mérito seria de um funcionário de carreira, mesmo que seja para destruir a empresa.

Chamo esse comportamento da “Síndrome da Miopia Paternalista”. É raro encontrar um pai que ache o seu filho feio ou admita que ele não tenha perfil para trabalhar na empresa da família.

Melhor seria combinar uma participação mensal nos lucros, preservar o futuro da empresa e liberar o filho para um vôo solo. O Abílio Diniz fez isso com os três filhos no Pão de Açucar, depois de testá-los em diversas funções, optou por afastá-los da gestão direta da empresa e colocá-los como acionistas. A princípio está dando certo, cada um seguiu seu caminho e a empresa se mantem firme e forte.

Às vezes tenho a sensação de que o mundo corporativo é um verdadeiro circo, onde os chefes são uns palhaços sem graça alguma, mas como são os donos da tenda, ocupam o picadeiro, com platéia garantida, disposta a aplaudir e parabenizar as toscas performances em troca da manutenção do emprego. Uma combinação medíocre, mas conveniente para ambas as partes.

Os que ousam falar a verdade são atirados aos leões.

Culturas empresariais montadas na base do pão e circo tendem a criar empresas frágeis, desacreditadas e pouco competitivas, pois o cérebro das pessoas não está a serviço da empresa, divagam enquanto as horas passam até que soe a sirene do final do expediente.

Compreender a essência do negócio, ir direto ao ponto, sem rodeios e transmitir a mensagem de forma clara leva a conquista da confiança dos colaboradores e ao fortalecimento das equipes.

Conquistar a crença de todos em prol dos objetivos da empresa, por maior que sejam as dificuldades e os sacrifícios é um desafio a ser buscado.

Se no balanço final a empresa for vitoriosa, apresentar lucros, esta será a constatação de que houve acerto no direcionamento e no exercício da liderança.

Se parte deste lucro for convertido em melhores condições de trabalho e participação nos resultados, maior será o acerto na gestão e estará criado um círculo virtuoso de crescimento da empresa.

A verdadeira liderança está desvinculada do poder, ela caminha de mãos dadas com o exemplo a ser seguido e a inspiração que o líder provoca nos seus seguidores, que um dia sonham em se igualar a ele ou até mesmo superá-lo, por que não?

1 comentário 15 de Maio de 2009 às 08:35 Sergio Oliveira

Liderança e Propriedade

Ser o dono de uma empresa confere ao proprietário o poder para decidir os caminhos pelos quais o empreendimento irá seguir.

Ter 100% do capital de uma empresa e ser o último a opinar nas decisões estratégicas nada tem a ver com o exercício da liderança, está ligado diretamente com o poder que a propriedade das cotas da empresa lhe confere.

O empreendedor sempre estará revestido do poder, na proporção da sua participação acionária, mas não necessáriamente reconhecido como um lider que inspira seus colaboradores.

Exercer o poder é necessário, uma atribuição indelegavel do gestor, suavizar o exercicio do poder através da prática da liderança seria o mais recomendável, mas nem todos conseguem atingir este estágio na gestão empresarial e de pessoas.

1 comentário 5 de Maio de 2009 às 08:05 Sergio Oliveira


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