Arquivo de Abril de 2009

O poder das idéias

“ Você pode resistir a um exercito de invasor, mas não pode resistir a uma idéia que amadureceu”
Victor Hugo, Escritor e Poeta Francês, (1802-1885)

Autor de “Os miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, entre outros. A produção dele, que se estendeu por 70 anos ininterruptos, até quase a sua morte em 1885, foi impressionante. Dizem que escreveu mais de “um milhão de versos”, além de engajar-se de corpo e alma nas lutas políticas e ideológicas do século XIX

O período 1829-1843 foi o mais produtivo da carreira do escritor. Seu grande romance histórico, “Notre Dame de Paris” - mundialmente conhecido como “O Corcunda de Notre Dame” - (1831), o conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841.

A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra à política, à religião e à filosofia humana e social. Reformista, desejava mudar a sociedade mas não mudar de sociedade.

1 comentário 21 de Abril de 2009 às 12:33 Sergio Oliveira

Entre o Empreendedorismo e o Emprego!

profissoes - profissoes

A poucos dias conversava com um grupo de estudantes que estão no último ano do ensino médio e se preparam para o vestibular, o papo era sobre a importante decisão ao escolher qual caminho seguir na escalada profissional, muitas dúvidas, poucas respostas concretas, quase nenhuma certeza.

Num determinado momento surgiram às seguintes perguntas:

- O que aprendi até agora e o que aprenderei na universidade servirá para que?
- Onde poderá me levar?
- Quais serão os limites?

Minutos de reflexão….

Realmente o que se aprende hoje nas escolas tem cheiro de mofo, pouco servirá para o futuro desses estudantes, principalmente se eles estiverem sendo condicionado a decorar para conseguir uma boa colocação no vestibular (sorte que o nosso iluminado ministro da educação propôs, recentemente, mudanças neste arcaico modelo de seleção).

Todas essas dúvidas estão dentro de um mesmo contexto e o esclarecimento delas seria como abrir uma cortina e desvendar uma nova paisagem para olhos que procuram um novo mundo.

Falamos também sobre as alternativas do empreendedorismo e como se prepararem para ele durante um curso na universidade.

Emprego ou empreendedorismo, qual caminho seguir ao se formar?

Quando analisamos a pesquisa divulgada este ano pelo IPEA, sobre a taxa de desemprego entre os jovens no Brasil, identificamos que ela foi de 19% em 2005. Os jovens entre 17 e 24 anos representam 46,6% do total de desempregados do país e esse índice tem subido ano a ano. O cenário não é nada animador.

Fica a pergunta: vale a pena preparar os nossos jovens apenas para o emprego?

Acredito que não, precisamos urgentemente de vias alternativas que abram a mente desses jovens e desvendem um mundo além do emprego tradicional.

Segundo trecho do artigo divulgado no site do educador Gilberto Demenstein, “Surgem rapidamente novas profissões ou novas habilidades em velhas profissões. A FIA (Fundação Instituto de Administração), ligada à USP, fez um levantamento com especialistas sobre as atividades do futuro. Nenhuma delas tem cursos específicos nas universidades; seus conhecimentos estão espalhados. Isso significa a necessidade de uma visão multidisciplinar. Uma das profissões, segundo a FIA, é “gerente de ecorrelações”.

Se a preferência será por novos cursos que ainda nem foram regulamentados e preparamos os nossos jovens para os cursos tradicionais, ensinando-os a decorar, o que podemos esperar de espírito criativo, inovação e ousadia?

Quem tem filhos no ensino médio sabe do que estou falando, temos no nosso país um imenso vácuo onde habitam a dúvida, a incerteza e também a falta de iniciativa daqueles que são os responsáveis por pavimentar esses caminhos.

Nossas escolas e universidades ainda estão presas em grades curriculares que cumprem o necessário, baseadas no século passado e formando profissionais indecisos e sem direção.

Falar em empreendedorismo significa falar em formação de base, temos que começar lá no ensino fundamental, passar pelo ensino médio e chegar à universidade com o propósito de formar empreendedores, independente do curso que irão se graduar, aplicar conceitos básicos do empreendedorismo como ciência.

Hoje o empreendedorismo ainda é tratado como uma alternativa ao desemprego quando imagino que deveria ser uma alternativa antes do emprego, principalmente para aqueles que têm condições educacionais e financeiras para partir de imediato para essa alternativa.

O emprego sempre será a ocupação profissional da grande parcela dos trabalhadores, porém, não deveria ser a única, desenvolver alternativas além do emprego é fundamental para manter a mente viva e a nossa sociedade em evolução.

Tratar empreendedores de sucesso como heróis de gerra não é a melhor opção, precisamos mirar nos melhores e aprender com eles, neste quesito os americanos dão aula, apesar da imensa crise em que estão metidos a confiança no empreendedorismo permanece inalterada, esse é o caminho. O que faltou nos EUA e na europa foi regulamentação e ética, basta corrigir.

Precisamos de profissionais inconformados com a manutenção das coisas como elas são, pessoas conectadas na busca do novo, de novos processos, de empresas mais produtivas, da solução de problemas básicos como racionalizar os recursos naturais existentes, aproveitar os milhares de toneladas de lixos que geramos diariamente, novas soluções de moradia para a população de baixa renda, alternativas de transportes para uma população crescente, dentre tantos outros problemas que escondem oportunidades maravilhosas.

O novo mundo será habitado pelos empreendedores, os empregados apenas manterão o estado das coisas, como já fazem hoje.

9 comentários 10 de Abril de 2009 às 01:54 Sergio Oliveira

Trem de Alta Velocidade, oportunidade a mil!

TAV - TAV

O Trem Bala que ligará a cidade de São Paulo/SP ao Rio de Janeiro/RJ está cada dia mais próximo de se tornar realidade.

Desde o anuncio da idéia em 2008 várias etapas já foram cumpridas. A mais recente foi a conclusão de estudo realizado por uma empresa inglesa especializada no assunto, sob encomenda do governo federal, o qual comprova a viabilidade econômico-financeira do projeto, que estima transportar até 31 milhões de pessoas por ano.

A estação principal deverá ser no Campo de Marte em São Paulo, com dois eixos regionais, São Paulo - Campinas e São Paulo - Rio de Janeiro, trajetos estes que devem concentram a maior parte do fluxo de passageiro.

Estão previstas oito estações ao longo dos dois trajetos, no eixo São Paulo - Rio de janeiro está prevista uma parada em São Jose dos Campos/SP, talves em Aparecida do Norte/SP e numa cidade do interior do estado do RJ (a definir Volta Redonda ou Barra Mansa), chegando ao Rio de Janeiro/RJ,

O investimento total previsto é de US$ 15 bilhões e a expectativa de conclusão é para 2014, antes da abertura da copa do mundo no Brasil.

Serão algo em torno de 60 mil pessoas por dia que utilizarão os serviços de transporte, é muita gente em trânsito, com dinheiro no bolso, consumidores em potencial.

Pensemos juntos algumas em situações que poderão ocorrer:

Qualquer paulistano que hoje gaste mais do que 30 minutos no trajeto de casa ao trabalho no centro da cidade de São Paulo, poderá se mudar com sua família para as cidades de São José dos Campos ou Campinas e ir trabalhar no centro da capital paulista consumindo os mesmos 30 minutos no trajeto cidade - capital utilizando o trem bala.

Qualidade de vida, com um custo de moradia menor, deixando para traz o stress do trânsito.

Se considerarmos, por exemplo, que a região metropolitana de Campinas é composta por 19 cidades, esse imigrante da capital paulista poderá residir numa dessas 19 cidades e curtir uma pacata vida interiorana, se juntando a uma população estimada em 2.633.523 habitantes, segundo IBGE 2007 com um PIB de R$ 58 bilhões/ano.

Na via inversa, essa mesma população da região metropolitana de Campinas/SP que receberá os imigrantes paulistanos poderá nos finais de semana ir à cidade de São Paulo, em 20 ou 30 minutos, fazer compras, assistir a uma boa peça de teatro e jantar, tomar um bom vinho e ao final retornar sem se preocupar com a lei seca.

Outra hipótese seria sair de Campinas/SP no sábado de manhã, e ir curtir uma passeio cultural na cidade do Rio de Janeiro, com direito a uma praia, se for no verão.

São Paulo e Rio de Janeiro já são grandes metrópoles, estão com suas economias consolidadas, mas nem por isso deixarão de ser beneficiadas, no mínimo serão menos carros nas ruas e mais turistas para apreciar beleza das duas grandes metropoles.

Já as demais cidades, diria que, a cada estação teremos pelo menos mil oportunidades de negócios a espera de novos empreendedores.

Para quem se habilitar, o tempo estará a favor, serão de três a cinco anos para estudar, pesquisar e se preparar para se tornar um empreendedor de verdade!

3 comentários 7 de Abril de 2009 às 07:26 Sergio Oliveira

Usina de Idéias

Quando o capital encontra a oportunidade está desenhado o casamento perfeito e nada mais poderia atrapalhar o surgimento de um novo negócio.

Que bom se assim fosse, mas as grandes idéias muitas vezes estão no estado bruto e até chegarem ao ponto de se transformarem num negócio de verdade passam por um longo período de lapidação.

A lapidação nada mais é do que um processo de refinamento da idéia, para que ela apresente seu verdadeiro brilho a ponto de encantar e despertar o real interesse dos detentores do capital em apoiar esse novo negócio.

O que observo no dia a dia é que o empreendedor que tem a capacidade de criar novas propostas de negócios e identificar oportunidades não tem a mesma habilidade para traduzir essas idéias de forma que elas convençam.

Geralmente o criador costuma estar a “mil por hora” nas suas idéias e isso dificulta que ele se concentre numa única proposta. É como o pintor de quadros habilidoso que tem toda a sua energia voltada para a arte, ele não consegue identificar o real valor de suas pinturas, sua vida é transpirar a criação de novos temas e seu dom é artístico. Quando ele encontra um bom marchand sua arte se transforma num negócio lucrativo.

Conheço empreendedores que são uma usina de idéias, só que com a torneira do tanque aberta, não conseguem represar nada, criam, jogam no ar, a idéia se perde e partem para outras viagens, assim vivem sem nada concretizar…

A habilidade para identificar uma oportunidade está mais relacionada a percepção aguçada e sensibilidade a flor da pele, já o detalhamento de uma proposta e sua tradução em números é uma habilidade essencialmente técnica, pede senso crítico apurado e capacidade de fechar o foco.

Raros são os caso onde a sensibilidade extrema para identificar oportunidades habita no mesmo corpo humano que também sabe fazer um detalhamento técnico de qualidade.

Já uma habilidade fundamental a todos nesse processo de criação de um novo negócio, seja em vôo solo ou com parcerias é a capacidade de relacionar e saber ouvir, sem elas não se vai a lugar algum.

Cresci escutando o dito popular: “ Deus não da asas para cobra” e isso apesar de simples e banal é uma grande verdade, imagine se o criador das idéias tivesse a capacidade técnica de refinar essas idéias e torná-las aplicáveis e ainda por cima detivesse capital de sobra para colocá-las em prática.

Acredito cada dia mais que essa necessidade das pessoas dependerem uma das outras para a criação de negócios vitoriosos é que torna tão fascinante e desafiadora a prática do empreendedorismo.

1 comentário 3 de Abril de 2009 às 08:07 Sergio Oliveira


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