E o Brasil como fica?
15 de Fevereiro de 2009 às 07:34 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 585
Aqui no Brasil as projeções de crescimento para o PIB para 2009 já giram na casa de 1% ao ano, que, diga-se de passagem, é melhor do que recessão.
O governo se esforça com o PAC e aumenta a oferta de crédito principalmente através dos bancos públicos, liderados pelo BNDES, pode ser uma saída, mas, dependerá muito do tamanho do estrago lá fora.
A nossa situação realmente é um pouco diferente, inclusive neste final de semana, quem leu os jornais, se deparou com várias entrevistas com economistas que apresentaram sinais positivos de retomada da nossa economia, seja através da recuperação da venda de veículos, seja no aumento do consumo de bens não duráveis.
Interessante observar que parte das receitas que estão sendo sugeridas para resolver os problemas mundo afora, já eram realidade no Brasil:
1) Ter bancos públicos que possam agir como agentes de governo, sempre que necessário, irrigando o mercado com emprestimos a juros aceitáveis. ( No varejo o BB fez 200 anos, a Caixa 148 anos, além do BNDES que atua no investimento, se fossem um só estaria entre os dez maiores do mundo)
2) Gastar tudo o que ganha, não poupar, isso ajudará a recuperar a economia mais rápida. (Somos mestres em gastar, nossa poupança interna é uma das mais baixas do mundo)
3) Bancos saneados (Nosso Proer, implantado na gestão FHC é um dos raros modelos de sucesso a ser copiado por todo o mundo)
4) Regulamentação do sistema financeiro (já em perfeito funcionamento, com bastante rigor)
- Vantagem inconteste:
5) Mercado interno forte (O Brasil está entre os dez maiores mercados consumidores do mundo)
- Variáveis incontroláveis:
6) Retomada do preço das comoditties. (aço, soja, carne, petróleo….)
7) A manutenção das exportações, como forma de sustentar o crescimento das nossas empresas.
8) O fluxo de investimento através de capital externo, já que não temos poupança interna representativa dependemos de dinheiro de fora para executar as obras de infra-estrutura e para as empresas multinacionais se financiarem.
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