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Empreender com sócios

13 de Setembro de 2008 às 17:35 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1521

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Sociedade sempre será uma incógnita, traz consigo o benefício da soma de forças e de recursos e por outro lado expõe a nova empresa aos riscos das decisões compartilhadas.

Se for estruturada com regras claras de conduta, divisão de responsabilidades e fundamentada num compromisso muito forte entre as partes, as chances de dar certo são grandes.

Considero esses pontos fundamentais, eles funcionarão como um óleo lubrificante no relacionamento entre os novos empreendedores que resolveram tocar seus negócios em sociedade.

O que definirá o quanto irá durar e se irá triunfar será a química entre os sócios, que resulta de uma mistura de sonhos, ideais, valores e competências.

Por melhor que sejam os planos da nova sociedade, por maior que seja a oportunidade de mercado e por mais afinado que estejam os parceiros, as turbulências aparecerão com o tempo, elas são inevitáveis, só não conseguimos prever a intensidade.

Tanto é realidade que todo bom Plano de Negócios aborda as “Contingências internas e externas”, que nada mais são do um nome bonito e moderno para dizer:
- SIM, teremos problemas, e quando eles surgirem, serão tratados da seguinte forma….. (e aí fica a cargo da criatividade de cada empreendedor)

Ter habilidade para administrá-las será o grande segredo que permitirá que sigam em frente juntos.

No mundo das sociedades empresariais, as turbulências internas de relacionamento entre sócios são provocadas por diversos motivos, sendo que, em minha opinião os principais são:

1) Dificuldades financeiras para implantar o negócio da maneira correta e completa.

2) Retorno esperado não se confirma, o que coloca em posição oposta sócios otimistas e conservadores.

3) Expectativa de remuneração dos sócios superior a condição da empresa de suportar tais retiradas mensais.

4) Opiniões contrárias sobre decisões de investimento e direcionamento da empresa (novos produtos, novos mercados de atuação, contratação de empregados…)

5) Interferência de parentes e amigos nas decisões. (Pais, irmãos, esposas, maridos, filhos…)

Teria muitas outras para listar, mas todas as vezes que encontro pela frente um conflito entre sócios, pelo menos três da cinco situações listadas acima estão presentes e são suficientes para destruir a sociedade e se nada for feito para solucioná-las podem comprometer até o negócio.

Ao entrar numa nova sociedade ou mesmo numa já existente, o melhor momento para elaborar uma cartilha que será consultada em momentos de crise, que pode até ser intitulada de ” Regras de Relacionamento Entre Sócios”, é quando está tudo dando certo, deixar essas discussões para os momentos de instabilidade torna incerto e não sabido o futuro da empresa.

Aos que se interessam pelo tema recomendo a leitura do artigo ” Sociedades, uma questão de Equiliíbrio”, editado em 02/07/07.

Publicação arquivada em: Novos Negócios

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