Arquivo de Março de 2008

Salvadores da pátria, Duendes, Gênios da Lâmpada e outros seres.

Genio da L  mpada - Genio da L  mpada
Fico muito assustado quando chego numa empresa e sou apresentado a um novo gestor contratado para “salvar a empresa”.

A recepção geralmente é assim:

- Passamos por alguns problemas internos e/ou de mercado e contratamos tal profissional para solucionar. A partir de agora a empresa entrará num novo ciclo e reverteremos os resultados negativos e blá, blá, blá, blá, blá……

Caro leitor, se realmente existisse um profissional que detivesse a fórmula mágica salvadora de empresa em dificuldade, quanto ele cobraria pelos serviços prestados?

Alguém vindo de fora poderá ter tal assertividade?
Na medida esperada?
No tempo necessário?
Como o orçamento disponível?
Será aceito pela equipe?
A transformação proposta será sólida?

Na realidade os resultados nada mais são que o produto final de uma conjugação de diversos fatores, que vão desde o comportamento do mercado (visão externa) a forma como o proprietário da empresa é percebido pelos seus empregados (visão interna).

Uma nova gestão poderá representar uma etapa importante no trajeto, mas nada trará de efeito se estiver desacompanhada dos exemplos necessários para se reestabelecer a crença de todos os parceiros no futuro da empresa.

Recordo-me sempre de um trecho do filme de Cristóvão Colombo que retrata a viagem na busca de uma rota marítima para o oriente, com o título “1942, A conquista do Paraíso”.

A tripulação, já descrente da possibilidade de estar na direção correta para encontrar terra firme, tinham no comandante Cristóvão Colombo a única figura capaz de salvá-los, já que era ele o responsável pela direção da Nau e das Caravelas.

Tal direção nada mais era do que o divisor entre a vida ou morte. Se estivessem no rumo certo encontrariam terra firme e estariam salvos, se a direção estivesse errada significaria o fim, não teriam mais água e nem alimentos para testar uma nova rota.

Nas pequenas empresas várias situações se assemelham a uma expedição rumo ao desconhecido. Os recursos são escassos e nem sempre as condições são favoráveis.

Caro empreendedor o melhor caminho é se preparar para gerir sua empresa, a viagem será emocionante e guardará diversas surpresas agradáveis e desagradáveis, a vida é assim. Caberá apenas a você tornar essa expedição o mais previsível possível.

Quem for por esta rota não precisa recorrer a santos milagreiros e muito menos acreditar em Duendes e Gênios da Lâmpada.

5 comentários 8 de Março de 2008 às 15:45 Sergio Oliveira

Pirataria e Plágio – dois lados da mesma moeda

O filme “Tropa de Elite” chegou às bancas da Rua 25 de Março em São Paulo muito antes de estrear nas telas do cinema, obteve um sucesso sem igual e passou a ser comentado por todos que compraram por R$ 5,00 a cópia ilegal e assitiram.

Tal fato provocou a antecipação da exibição do filme nos cinemas como forma de aproveitar a onda favorável e a expectativa criada a partir do ato de pirataria. Nas telinhas, sucesso absoluto e recorde de público.

Neste caso a pirataria provocou uma perda de receita aos produtores do filme, mas manteve os créditos da autoria. Eles não mudaram o nome do filme, muito menos disseram que foram eles que produziram.

Quando o assunto é a pirataria a grande discussão é que, se a roupa, CD, DVD, seja lá o que for, tivesse um preço justo não faria sentido econômico para o falsário copiá-la para vender, já que as pessoas prefeririam o original.

Outro ponto também é saber, por exemplo, no caso de quem comprou a cópia pirata do filme se eles freqüentam o cinema ou se tem o hábito (ou renda disponível) para comprar um DVD por algo em torno de R$ 45,00, preço médio no lançamento. Aí entramos na discussão do custo do acesso a cultura no Brasil, os livros são caros e uma entrada de cinema chega a custar R$ 25,00.

Em momento algum apoio a pirataria ou o plágio, ambos são crimes, são condenáveis e devem ser combatidos, mas a discussão é longa quando esses dois temas são abordados.

Falando do plágio, ele me entristece mais do que me preocupa. O plágio é a apropriação das idéias, criações artísticas, seja uma música ou um simples texto.

Para quem cópia e apresenta como sendo sua a criação de terceiros, da forma a um ato de pobreza intelectual e mediocridade, acima de qualquer coisa.

Quando descoberto e provado, para quem cópia, fica apenas o vexame de não ter a sua mente posicionada para a criação e sim para o furto da produção alheia.

Recentemente, um artigo escrito por mim, com o título de “Quanto vale a sua empresa“, foi literalmente copiado e colocado como de autoria do plagiador, num importante veículo de comunicação escrita. Como nada passa impune, foi identificado por acaso por um leitor do blog, que me enviou uma mensagem denunciando.

O que fiz? Escrevi este artigo. Não como desabafo e sim pelo prazer de escrever.

Para cada texto plagiado terei escrito pelo menos mais dez.

O artigo plageado, “Quanto vale a sua empresa” já foi lido por mais de 1100 pessoas e ocupa hoje a terceira colocação no GOOGLE, quando pesquisamos pelo titulo do mesmo.

Essa é a minha recompensa, saber que as pessoas tiveram acesso a um artigo sem pagar nada por isso e que ele está sendo útil para alguém.

Aliás, quando decidi iniciar o blog foi para escrever um pouco da experiência vivida na área empresarial, sem querer nada em troca, apenas compartilhar o pouco que aprendi.

A internet é uma poderosa ferramenta a serviço do conhecimento e ninguem conseguirá mudar essa trajetória.

Adicionar comentário 5 de Março de 2008 às 23:30 Sergio Oliveira

Jogos de Sedução

O poder seduz a quem ocupa o cargo e também atrai pessoas interessadas em se beneficiar dos que o detém, isso é regra geral desde a Grécia antiga.

Conheço vários casais que se conheceram como colegas de trabalho, se apaixonaram, constituíram famílias e vivem muito bem obrigado.

Posso também contar alguns casos onde o empreendedor confundiu a utilidade do seu negócio e o transformou numa ferramenta de busca de novas namoradas, sejam suas próprias empregadas, algumas já contratadas com segundas intenções, sejam suas clientes.

O final dessa segunda história nem preciso contar: Um desastre empresarial.

Aventuras amorosas tendo como ponto de partida o ambiente interno do seu negócio é um péssimo exemplo e poderá levá-lo para o buraco.

Arrisco até a dizer que, se praticado com muita freqüência passa a ser desvio de conduta e como tal se assemelha a doença, motivo pelo qual deve ser tratado por um especialista.

Não que eu não acredite que um relacionamento saudável possa existir entre o (a) empreendedor (a) e uma empregada, mas se isso acontecer o melhor a fazer e sua empregada pedir as contas e passar a condição de namorada oficial, podendo mais tarde retornar na condição de sócia, se o relacionamento virar casamento.

Mantê-la dentro da empresa, apenas na condição de namorada pode ser uma mensagem um tanto quanto confusa, não contribuirá em nada para o sucesso do seu negócio, é melhor evitar.

1 comentário 3 de Março de 2008 às 22:34 Sergio Oliveira


Calendário

Março 2008
S T Q Q S S D
« Fev   Abr »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta