Vale quanto gera
Teorias a parte, defendo a idéia de que o empregado deve levar parte dos lucros que ele ajudou a gerar para empresa. Como o empresário irá calcular a distribuição é uma simples questão matemática.
O que não pode acontecer é tentar enrolar no cálculo de forma que o lucro seja minimizado e o que sobrar ainda seja distribuído entre os que não ajudaram a criá-lo. É uma meritocracia as avessas que só desanima quem trabalha de verdade pela empresa.
Conto a vocês um caso real: Tenho um amigo que trabalha para uma grande corporação, no ano de 2007 coordenou um projeto que gerou uma receita líquida estimado em R$ 50 milhões de reais, ele levou como reconhecimento do sucesso do projeto um “ DIPLOMA” de participação que constará no seu currículo e será considerado nas promoções futuras.
- Excelente?
- Só para a empresa.
Ele ficou louco da vida!
Está na empresa a dez anos, ocupa um cargo interessante, porém a renda não é suficiente para manter o padrão mínimo de vida que seria o adequado considerando as responsabilidade que assume e as funções que desempenha.
Casado, pai de três filhos, já mudou de cidade/estado várias vezes por interesse da empresa, e com isso até hoje não tem casa para morar. Vive no aperto. Está insatisfeito com a empresa.
Estuda em 2008 algumas propostas de emprego e também analisa a possibilidade de iniciar o seu negócio próprio.
Tem procurado não se envolver mais em projetos que lhe custam horas-extras nem sempre remuneradas além de consumir os finais de semana. Tem se mantido calado na empresa e parou de contribuir com idéias, apesar de ainda ter várias que poderiam ser viáveis.
Voltando ao caso do projeto que rendeu R$ 50 milhões a empresa, se ele tivesse recebido um bônus de 1% da receita líquida gerada, teria levado para casa, além do salário anual em 2007, o valor de R$ 500.000,00. Daria para ele comprar um excelente apartamento em qualquer uma das capitais brasileiras e ainda guardar uma boa reserva financeira.
Se isso tivesse acontecido ao invés de planejar sua saída da empresa em 2008 estaria desenvolvendo um novo projeto que poderia torná-la maior ainda.
Quem perde com essa visão obtusa de remuneração as antigas?
Ambos, a empresa que desenvolve os talentos e os expele para o mercado e o empregado que acreditou nas propostas da empresa e se frustra ao ponto de se demitir.
2 comentários 17 de Fevereiro de 2008 às 21:38 Sergio Oliveira