Arquivo de Janeiro de 2008

Vitalidade e sabedoria nunca sobem juntas na mesma embarcação, principalmente se o destino almejado for a criação de um negócio de sucesso.
Quando a vitalidade está a bordo assume os remos e aplica toda a sua força, mesmo que a missão seja vencer grandes ondas, custe o que custar.
Já a sabedoria, quando está embarcada despreza o remo, pois, já usou bastante quando era jovem. Hoje prefere observar o sentido dos ventos e içar velas.
O veneno da vitalidade é a vaidade, por ter músculos vistosos chega a acreditar que ter força é ter poder e que a partir dela pode transformar o mundo.
O mérito da sabedoria é perceber que ela é apenas mais uma num conjunto composto por diversos elementos, que sua contribuição é importante, mas que o que vale realmente são as conquistas e o compartilhamento dos louros da vitória, ninguém tranforma o mundo sozinho.
A química a ser elaborada numa empreitada empreendedora é a simbiose da vitalidade com a sabedoria, cujo objetivo principal deva ser a busca do equilíbrio perfeito, que leva ao sucesso.
Posso afirmar que entendemos muito de vitalidade e pouco ou quase nada de sabedoria.
Sabedoria exige paciência, dar tempo ao tempo, plantar, regar e colher.
Uma definição simples de Sabedoria pode ser:
” O fruto da soma de pequenos momentos vividos, mais as experiências que marcaram durante toda a vida, que juntas se transformam numa preciosa bagagem, um verdadeiro diamante, que por se tornar valiosa demais, só faz sentido se for compartilhada.”
Identifique dentre as pessoas com as quais você convive as que tenham algo a contribuir para os seus propósitos.
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29 de Janeiro de 2008 às 23:04
Sergio Oliveira
As promessas de empréstimos e financiamentos a juros zero podem ser uma realidade se forem subsidiados por entidades governamentais, como a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP.
Essa é uma das propostas da Agência de fomento INVESTE RIO, que recentemente divulgou à imprensa que pretende implementar, em conjunto com a FINEP, uma modalidade de financiamento nestas condições, como forma de estimular o crescimento das micro e pequenas empresas no estado do Rio de Janeiro. A condição básica para acessar os recursos será que as empresas apresentem propostas inovadoras.
Segundo reportagem publicada no jornal Valor Econômico, em 21/01/08, a INVESTE RIO atuará também, a partir de 2008, apoiando as micro e pequenas empresas que compõe a cadeia produtiva de grandes corporações já instaladas no estado e das que estão por vir.
A idéia das pequenas empresas se tornarem fornecedoras dessas grandes empresas já é uma realidade, porém, como os volumes demandados são expressivos e envolvem altos investimentos, seja em expansão da capacidade produtiva, seja em matéria prima, a carência de apoio é latente.
Muitos negócios naufragam quando aproveitam essas oportunidades, fato que ocorre por não terem se preparado adequadamente, em todos os aspectos.
A existência de uma Agência de Fomento que apoie esses pequenos negócios é fundamental, melhor ainda quando ela dispõe de condições diferenciadas e tenha uma visão completa das necessidades desses empreendedores.
Tal apoio deve mapear desde a demanda por crédito até a deficiência de capacitação gerencial.
O fortalecimento do gestor da empresa aumenta a chance de sucesso do negócio e diminui a taxa de risco de perda do recurso investido pela agência de fomento.
Conceder apenas o dinheiro para financiar o projeto, sem acompanhá-lo, é acreditar que o empreendedor está totalmente qualificado para tocá-lo adiante.
A grande realidade é que um projeto viável parte da premissa básica de que a empresa irá aumentar a produção, as vendas, o lucro, o recolhimento de impostos, dentre outros fatores.
O grau de complexidade para gerenciar o dia a dia da empresa também será aumentado e o empreendedor passará a se deparar com situações até então desconhecidas, por um motivo simples: sua empresa crescerá.
Os recursos financeiros previstos para o capital da Investe Rio possibilitarão, nos próximos quatro anos, empréstimos e financiamento num valor total estimado de R$ 2 bilhões, uma cifra nada desprezível.
Os riscos de tal iniciativa não se tornar realidade são sempre os mesmos, o uso político da instituição, o que desvirtua a finalidade e gera favorecimentos e a burocracia na análise e liberação dos empréstimos, o que afeta a credibilidade e a confiança nas propostas.
Para que isso não aconteça a transparência é fundamental, uma boa iniciativa é a divulgação mensal dos projetos aprovados e dos recursos liberados, além da participação de representantes dos empresários validando as decisões estratégicas quando essas forem afetas as empresas do estado.
27 de Janeiro de 2008 às 22:20
Sergio Oliveira

Recentemente li um artigo com o título ” O Empreendedor Multitarefa”,onde o autor defendia a tese que diante da evolução atual dos negócios, da globalização, das novas tecnológias existentes e da extrema competição entre as empresas por maiores fatias de mercado surge a necessidade de um “Novo Empreendedor”.
Este ser deverá estar conectado 24 horas por dia, ser capaz de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, coordenar vários projetos simultâneos e só então estará pronta uma versão 2010 de um Empreendedor Competitivo, ou seja, o “Empreendedor Multitarefa”.
Confesso que o texto não me convenceu muito, pelo contrário, me causou um certo repúdio.
A descrição que ele fez mais parece um novo computador que comprei, esse sim, traz dentre as suas principais capacidades a de ser Multitarefa, responde aos comandos em frações de segundos, está sempre operante e não erra nunca, foi concebido para essa finalidade, e quando forem criados novos programas que ele não seja capaz de processar estará obsoleto e fatalmente será trocado.
Na minha opinião entramos nos últimos anos numa espiral negativa, onde o que está no ar é um forte apelo para vender novas e frágeis teorias, através de livros, cursos e palestras que só servem para nos confundir.
Que me desculpe o nosso nobre autor, mas quero continuar a ser um Empreendedor Monotarefa, realizar uma atividade de cada vez, me concentrar no meu negócio, quando uma pessoa vier conversar comigo estarei atento ao que ela disser, dirigir sem me preocupar os mail que apitam a todo instante no celular (mais essa!).
Enfim, uma versão inacabada de um Empreendedor, com todos os seus erros e acertos, porém, livre para decidir o que quer fazer com a sua vida, com seu negócio, sem ficar refém dessas cobranças descabidas de que tenho que ser o melhor a todo momento, seguindo padrões e regras nas quais não creio.
Em evolução? Sempre!
Em busca de novos conhecimentos? A todo instante!
Mas me reservando o direito de apertar a tecla OFF quando julgar necessário!
6 de Janeiro de 2008 às 21:02
Sergio Oliveira