Arquivo de Outubro de 2007

Responsabilidade Social - a bola da vez!

sustentabilidade - sustentabilidade
Se todas as empresas que afirmam, atualmente, que tem ações voltadas para a sustentabilidade, seja social ou da natureza, estiverem dizendo a verdade, boa parte dos problemas do mundo estão próximos de serem solucionados.

Responsabilidade social agora é assunto tratado na Diretoria de Marketing, as ações passaram a ser elaboradas sob a ótica de exposição na mídia, e também com a finalidade de tornar o balanço Social mais vistoso e que demonstre que a empresa realmente se preocupa com as pessoas e com o meio ambiente, (esse é o perigo).

Ações sociais e de preservação sob esse ponto de vista também contribuem, mas perdem a sua essência, pois, são tratadas como “meio” para se obter reconhecimento do mercado e não como “fim” de transformar efetivamente a realidade das comunidades locais (próximas as fábricas/na cidade) ou a preservação verdadeira da natureza.

Condeno práticas assim, esse novo modelo chamo de “SUSTENTABILIDADE DE FACHADA”, são ações conduzidas por indivíduos que, a última preocupação que tem é com a preservação ou com melhoria da condição de vida das pessoas.

Lucro e responsabilidade (no seu sentido mais amplo) caminham de mãos dadas. O crescimento da empresa sem a devida prática da responsabilidade que lhe compete, é omissão, negligência e tem um efeito danoso para toda comunidade.

Isso vale a mais de 100 anos, e só agora passa a ser debatido, mas no meu entendimento com um enfoque oportunista.

Responsabilidade social pode ser, a princípio, assinar a carteira de todos os seus empregados pelo valor do salário real ( melhora a condição de vida das famílias), separando o lixo da sua empresa (diminui o impacto causado no meio ambiente) e de preferência sem fazer proganda disso.

Praticar responsabilidade social é mais simples do que muitos imaginam, Comece certo!!

Adicionar comentário 30 de Outubro de 2007 às 08:00 Sergio Oliveira

Falando de Estratégia

Comecei a escrever este artigo várias vezes e fiquei pelo caminho. O tema é de fundamental importância, a literatura sobre ele é vasta e da melhor qualidade, porém os livros não são de fácil leitura.

Uma das bíblias mundiais da estratégia é o livro “ Estratégia Competitiva” do Michael Porter”, sua primeira edição foi por volta de 1980 e desde então Porter se tornou uma referência no mundo dos negócios, quando o assunto é a definição de estratégias.

Mas antes de falar do que Porter propõe sobre estratégia é importante resgatar a origem do termo e desde quando temos registros de escritas sobre estratégia.

Quem arrisca dizer quem foi o primeiro a escrever sobre o assunto?:

Se você pensou no livro “ A arte da Guerra” de Sun Tzu, você acertou.

Sun Tzu foi um general Chinês, que viveu no estado de Wu no século VI a.C. Seus escritos datam, aproximadamente, do ano 400 a.C. Este sim foi o maior estrategista de todos os tempos.

Portanto, quando falamos de estratégia podemos afirmar que tudo começou a mais de dois mil anos e o que veio em seguida foram variações do mesmo tema, adaptados as novas realidades da sociedade e dos negócios que passam por transformações constantes.

Ocorre que essas transformações, por maiores que foram, não conseguiram desconfigurar as idéias de Sun Tzu. Quem tiver a oportunidade de ler a “A arte da Guerra” verá que tem muito de atual nas idéias dele.

É lógico que você não encontrará um texto elaborado com o rigor técnico atual, mas, dando um desconto a algumas afirmações genéricas e as máximas que compõe o livro, ele tem conteúdo e provoca reflexões, principalmente quando paramos para pensar que ele foi rascunhado a 2400 anos !!!!

Volto ao tema em breve!

1 comentário 17 de Outubro de 2007 às 06:54 Sergio Oliveira

o Melhor momento dos últimos 500 anos

Uma das condições básicas para quem pretende empreender de forma séria é conhecer a dinâmica que move o nosso País.

O Brasil passa por um processo de profunda transformação, iniciado em 1994, com o lançamento do Plano Real, que domou a hiperinflação e trouxe a tão sonhada estabilidade da economia.

Vivemos num mundo que não conhecíamos até então. Considero 13 anos muito pouco tempo, e mesmo assim já colhemos os frutos da reestruturação pela qual o nosso país passou, parte ajudado pelo crescimento da economia mundial, mas muito de mérito dos nossos empresários e líderes sérios (que são poucos…):

- Projeção de crescimento do PIB próximo a 5% ao ano.

- Recordes de produção na industria nacional, segundo a CNI, em agosto o indice de utilização da capacidade da indústria chegou a 83,6%.

- Investimento estrangeiro direto no País (estimativa BC p/ 2007): U$ 32 Bilhões.

- Empresas Brasileiras que abriram o capital e lançaram ações via Bovespa, desde de 2004, já captaram mais de R$ 50 bilhões.

- Ascensão das classes C e D, que a partir do aumento da renda nos últimos anos se transformaram em consumidores vorazes e disputados por todo o comércio.

Poderia listar aqui diversos outros fatores positivos que são divulgados diariamente na nossa imprensa nacional, que só reforçam as constatações.

A discussão a meu ver passa a ser: “ De que forma aproveitar o mar de oportunidades que já estão presentes no nosso dia a dia, e não mais se elas existem.”

Uma contribuição valiosa para entender melhor tudo o que aconteceu no nosso País, nos últimos 40 anos, está na edição especial da Revista Exame, nº 903, que está nas bancas, com o título: “ A CONSTRUÇÃO DE UMA PAÍS MODERNO”. Vale a leitura.
exame - exame

Adicionar comentário 9 de Outubro de 2007 às 23:41 Sergio Oliveira

Um dos pilares do sucesso

pilares1 - pilares1
É comum as pessoas confundirem sucesso com conquista de status.

Um empresário de extremo sucesso não necessariamente tem que estar nos eventos mais badalados da cidade e muito menos nas colunas sociais.

A decisão de participar desse “seleto grupo de pessoas muito importantes - VIP” é única e exclusiva do empreendedor.

Alguns tem a necessidade, para consumo próprio, de serem tratados como VIP. Isso acontece quando o ego se torna maior do que o Ser Humano.

A busca pelo status assume uma condição quase existencial e passa a ser alimento obrigatório para a sobrevivência de uma imagem forjada e que , na cabeça dele precisa ser trabalhada, melhorada e mantida pelo máximo de tempo possível, ideal seria que fosse eterno, como nas famílias reais.

Mas, como nada é eterno, se uma dia, por acaso, a empresa passar por dificuldades e ela não mais puder sustentar esses caprichos pessoais, o trajeto de volta dessa escalada artificial é muito doloroso, pois, o nosso nobre empreendedor de sangue azul irá perceber que ele é simplesmente de carne e osso como os demais mortais e que também está sujeito a crises.

Muitas famílias/empresas construídas sobre bases artificiais se dizimam quando passam por crises mais fortes.

O sucesso tem o poder de afastar as pessoas dos seus valores, a ponto de se tornarem irreconhecíveis.

Sou um grande admirador de empreendedores de sucesso, que independente da fortuna que conquistaram preservam e mantém firmes seus princípios e valores. E vão mais longe, pregam isso como uma prática saudável em suas empresas, o que pode ser um dos pilares do sucesso outrora conquistado e mantido!

4 comentários 4 de Outubro de 2007 às 23:17 Sergio Oliveira

De meio em meio não se faz um inteiro.

Conheço empresas que vivem no meio.

São meio organizadas,
Meio conservadoras,
Meio inovadoras,
Meio respeitadas pelas pessoas,
Oferecem produtos ou serviços com média qualidade,
Recolhem a metade dos impostos,
Registram os empregados pela metade do salário,
Meio éticas,
e meio sobreviventes…,

Na realidade, a soma de vários meios nem sempre garantem uma única parte inteira.

Corre-se o risco de valer menos que 1/2, ou seja 1/4, 1/8 ou simplesmente nada!

Ao invés de ser mais ou menos em várias coisas, defina uma posicionamento empresarial, veja no que sua empresa é realmente boa e tente se destacar nisso.

O que você escolher para ser por inteiro tem que ser algo que interesse ao seu cliente e que leve ele a se identificar com sua empresa e escolhê-la, dentre tantas outras!

Adicionar comentário 2 de Outubro de 2007 às 23:12 Sergio Oliveira

Um diagnóstico do diagnóstico

Na vida empresarial o diagnóstico tem a mesma utilidade que lhe é dada na medicina.

Quando o médico faz um exame no paciente e realiza um diagnóstico esse deve ser o mais preciso possível e seguido da prescrição de medicamentos que curem os males identificados. Durante o tratamento tem que haver um acompanhamento, de forma que o doente tenha a melhor recuperação.

No laboratório empresarial já encontrei pelo caminho diagnósticos ricos, detalhados e bem fundamentados, mas, com uma prescrição de ações que apontavam para para a direção errada e o pior, aplicadas sem o acompanhamento e o cuidado necessário.

Sempre que partir para algum processo de mudança na sua empresa dedique o tempo que for necessário para analisar e diagnosticar o que precisa ser melhorado.

Submeta essas premissas a empresários da sua confiança, colha opiniões dos empregados, fornecedores e clientes.

Quando chegar a hora da implantação, recursos serão gastos e dependendo da intensidade da mudança você estará colocando a sobrevivência da sua empresa em risco.

Atue com precisão cirúrgica, quem sabe assim ficará livre de ter que submeter a sua empresa a uma plástica para corrigir cicatrizes…

Adicionar comentário 1 de Outubro de 2007 às 23:27 Sergio Oliveira


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