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A Crença no Comércio Tradicional

29 de Setembro de 2007 às 18:14 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1689

mercadores3 - mercadores3

Todo homem é um mercador em certa medida.
Adam Smith, 1776 - A riqueza das Nações.

A arte do comércio é milenar, por mais que a modernidade avance os fundamentos básicos serão mantidos. Ainda hoje as rotas comerciais da seda asiática, que foram a espinha dorsal das relações entre as nações do ocidente o do oriente, iniciando por volta de 119 a.C., são realizadas pelos camelôs em parte do norte da África.

Sempre haverá um comprador, um vendedor e uma mercadoria negociada. Quem vende visa o lucro e quem compra tem uma necessidade a ser satisfeita.

Sempre foi assim? Não!

Por mais que nos achemos lindos e maravilhosos, os Paleoarqueológicos calculam que o homem moderno existe a pelo menos 40 mil anos. Os homens das cavernas eram exatamente como nós, com pensamentos semelhantes.

Já a idéia do comércio, presume-se que tenha nascido da troca de presentes, apenas como forma de agradar, reconhecer. Esse comércio primitivo tinha características de rituais, e nada a ver com necessidades materiais.

O pensamento do comércio na forma de agregar valor aos bens e em função disso gerar lucros, só foi possível a partir da interlocução entre os povos.

O período Neolítico, também chamado de idade da pedra polida (12.000a.C. a 4.000 a.C) foi o que marcou o fim da pré-história, pois terminou com o surgimento da escrita.

Foi nessa época que o homem se fixou em aldeias, desenvolveu a agricultura, a criação de animais e passou a viver em sociedades, o que permitiu o avanço cultural e o aumento da população.

O surgimento dos excedentes de produção possibilitou o comércio de troca entre as aldeias, o que posteriormente foi facilitado com a invenção do dinheiro.

No final do terceiro milênio a.C. as pessoas da Mesopotâmia começaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos. Primeiramente foi a prata como forma de pagamento. Com a adoção do ouro e da prata nas trocas, o surgimento das moedas foi uma questão de muito pouco tempo e que se transformaram no sistema monetário global ancestral no qual vivemos e trabalhamos hoje.

Entramos na era do dinheiro virtual e do comércio eletrônico, observe que evoluímos na forma, mas estamos calcados em criações e idéias que datam de pelo menos 2.500 a.C.,

Por maior que seja a evolução que esteja por vir, as pessoas ainda necessitarão de contato humano, as relações virtuais como são pregadas hoje pela grande mídia é ilusória e tem interesses diversos.

O comércio tradicional sobreviverá e as pessoas terão cada dia mais, prazer em poder entrar numa loja, conversar, tocar o que está comprando, e decidir o que levar. Faz parte da natureza humana.

Publicação arquivada em: Estratégia, Gestão de clientes

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3 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Marcelo  |  29 de Setembro de 2007 às 21:47

    É verdade precisamos mesmo sentir-se valorizado quando esntramos numa empresa para comprar alguma coisa, mesmo que seja uma coisa sem importância, mas quando entramos num lugar e nos sentimos valorizados, além de sairmos felizes ainda falaremos para outras pessoas como foi o atendimento, não podemos esquecer o nosso tradicional, né. Marcelo - Terra Brasil

  • 2. Luiz Edmundo  |  4 de Dezembro de 2007 às 16:01

    Sérgio,

    Concordo com voce em partes, acredito que, em determinados momentos, o contato pessoal pode ser susbtituido pelo virtual.

    Porem isso não significa que não precisa haver um relacionamento, uma troca, não epnas de mercadorias mas de informações…

    Por isso criei esse blog, para discutiresse relacionamento, discutir as formas de usar a tecnologia para seres humanos que, na excencia, continua o mesmo.

    Talvez não o mesmo do tempo das cavernas, ou da idade média, mas certamente o mesmo de 15 anos atrás, antes do surgimento da Internet.

    Vou postar minha visão sobre isso no meu blog e te convido a comentar.

  • 3. Tecnologia Aplicada a Neg&hellip  |  4 de Dezembro de 2007 às 16:17

    […] Link relacionado: http://blog.blogdoempreendedor.com/2007/09/29/a-crenca-no-comercio-tradicional […]

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