A Crença no Comércio Tradicional
Todo homem é um mercador em certa medida.
Adam Smith, 1776 - A riqueza das Nações.
A arte do comércio é milenar, por mais que a modernidade avance os fundamentos básicos serão mantidos. Ainda hoje as rotas comerciais da seda asiática, que foram a espinha dorsal das relações entre as nações do ocidente o do oriente, iniciando por volta de 119 a.C., são realizadas pelos camelôs em parte do norte da África.
Sempre haverá um comprador, um vendedor e uma mercadoria negociada. Quem vende visa o lucro e quem compra tem uma necessidade a ser satisfeita.
Sempre foi assim? Não!
Por mais que nos achemos lindos e maravilhosos, os Paleoarqueológicos calculam que o homem moderno existe a pelo menos 40 mil anos. Os homens das cavernas eram exatamente como nós, com pensamentos semelhantes.
Já a idéia do comércio, presume-se que tenha nascido da troca de presentes, apenas como forma de agradar, reconhecer. Esse comércio primitivo tinha características de rituais, e nada a ver com necessidades materiais.
O pensamento do comércio na forma de agregar valor aos bens e em função disso gerar lucros, só foi possível a partir da interlocução entre os povos.
O período Neolítico, também chamado de idade da pedra polida (12.000a.C. a 4.000 a.C) foi o que marcou o fim da pré-história, pois terminou com o surgimento da escrita.
Foi nessa época que o homem se fixou em aldeias, desenvolveu a agricultura, a criação de animais e passou a viver em sociedades, o que permitiu o avanço cultural e o aumento da população.
O surgimento dos excedentes de produção possibilitou o comércio de troca entre as aldeias, o que posteriormente foi facilitado com a invenção do dinheiro.
No final do terceiro milênio a.C. as pessoas da Mesopotâmia começaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos. Primeiramente foi a prata como forma de pagamento. Com a adoção do ouro e da prata nas trocas, o surgimento das moedas foi uma questão de muito pouco tempo e que se transformaram no sistema monetário global ancestral no qual vivemos e trabalhamos hoje.
Entramos na era do dinheiro virtual e do comércio eletrônico, observe que evoluímos na forma, mas estamos calcados em criações e idéias que datam de pelo menos 2.500 a.C.,
Por maior que seja a evolução que esteja por vir, as pessoas ainda necessitarão de contato humano, as relações virtuais como são pregadas hoje pela grande mídia é ilusória e tem interesses diversos.
O comércio tradicional sobreviverá e as pessoas terão cada dia mais, prazer em poder entrar numa loja, conversar, tocar o que está comprando, e decidir o que levar. Faz parte da natureza humana.
3 comentários 29 de Setembro de 2007 às 18:14 Sergio Oliveira
