Reuniões, se puder escolher, fuja delas! O tempo que escoa pelas mãos…

Nas asas do tempo

2 de Setembro de 2007 às 10:37 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 655

tempo - tempo
“…foi a visão do dia e da noite,dos meses, das revoluções dos anos, que nos fez encontrar o número, que nos deu a noção de tempo.
Platão, Timeu (360 a.c.)

Medir o tempo como um padrão universal surgiu da observação, sobretudo das posições relativas dos corpos celestes, que são regulares, cíclicas e, portanto previsíveis.

Essa é uma das idéias mais antigas e duradouras do mundo, a ponto de ninguém arriscar uma data para a sua origem.

As observações celestes foram a base para o desenvolvimento de medidores de tempo, que se assemelhavam a calendários, que utilizavam registros das fases da lua e o movimento do sol.

A partir daí a idéia evolui e chegamos ao relógio que conhecemos hoje, desde então a vida nunca mais foi a mesma.

Passamos a ser regidos (para não dizermos controlados) pelo objeto que transformou nossas vidas.

Considero que nos tornamos uma legião de “escravos do tempo”, tamanha é a interferência que uma simples medição causou em nossas vidas.

Gosto de Santo Agostinho (397 d.c), que antecipou o pensamento mais moderno acerca do tempo, ao perceber, naquela época que o tempo não tem “existência” fora da mente.

Vivemos sob o conceito linear de tempo, onde temos um começo, e a partir daí delineia-se a trajetória.

O dia continuará sendo medido em horas, mais precisamente 24 horas, para você distribuir todos os seus compromissos e ainda buscar o tão sonhado equilíbrio entre trabalho, lazer e família.

Sem contar que, pessoas atarefadas não têm qualidade de vida, muito menos “tempo” para construir boas idéias.

Se forem as novas idéias as sementes que deram origem a negócios inovadores, um bom começo para se tornar um empreendedor de sucesso é rever seu conceito de tempo e a freqüência na qual você está conectado.

“O que é o tempo? Quando ninguém me pergunta eu sei. Quando tento responder, não sei.”
Sto. Agostinho, Confissões (397 d.c.)

Publicação arquivada em: Novos Negócios, Estratégia

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3 Comentários Faça seu próprio

  • 1. alcides de macedo  |  16 de Outubro de 2007 às 10:01

    O tempo, só temos capacidade de mensurá-lo, superficialmente, o futuro. Temos uma leve impressão do quanto vai demorar chegar a tal hora, dia, semana, mês e tal ou tais anos; não mensuramos o passado. Quando nos reportamos ao passado, dizemos quase sempre: - parece que isso aconteceu ontem, lembro-me perfeitamente, como se agora fosse.

    Quanto aos empresários necessários faz-se saber administrar o tempo, o seu tempo. Respeitar horário marcado, tais como reuniões, atendimento a fornecedores, clientes, eventos. Discernir os tempos de trabalho, lazer (principalmente com a família), reuniões sociais, viagens, e um para si próprio. Nem pensar em levar serviço para. Das duas, uma ou ambas: ou é incompetente ou quer papo com a mulher!? (”se liga cabeçom”)

    Gostei muito desse artigo.

  • 2. alcides de macedo  |  16 de Outubro de 2007 às 10:05

    retificando o texto anterior:..levar serviço para casa. Das duas…
    … ou não quer papo…

    Desculpem-me a falha. Tá vendo, é a pressa.

    A de Macedo

  • 3. Charles Schaefer  |  29 de Outubro de 2007 às 03:55

    Hoje o tempo tem peso de ouro. Mal sabe-se que o tempo, em toda sua complexidade, não é algo passível de consumo. Algo que melhor aproveita quem mais aproveita.
    Pelo contrário, feliz aquele que conseguir aproveitar seu tempo, deixando-o escoar pelos dedos da ociosidade.

    Podemos atribuir à falta de tempo dois fatores: trabalho (emprego, condução do próprio negócio, freelas, etc) e estudo. Você se apega ao fato de que quanto mais trabalhar/estudar, maior a recompensa (financeira, sempre).
    De certo sua mente capitalista não estará satisfeita quando essa recompensa chegar e mais trabalhos e estudos serão adicionados no seu dia. Ao fim da sua jornada, você se percebe como um velho rico, poderoso talvez, mas personagem da bíblica “ganharás o mundo e perderás a alma”. E sua alma, neste caso, serão seus familiares e seus amigos, que morreram sem que você pudesse aproveitá-los; seus filhos, que não nasceram por que sua mulher não os teve; e ela só não os teve com você, pois você estava ocupado demais para conhecê-la e desperdiçar com ela seu precioso tempo (e o atual marido dela não pensou dessa forma); e pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ, que morrerá sem ter tido o prazer de se desfrutar, de descobrir todo o seu potencial como pessoa.

    Não sei como consegui tempo pra comentar aqui, mas sinto que precisava me dizer isso. Mas até que tenha tempo para refletir nestas questões, vou me indo pois apesar do horário, ainda tenho muito trabalho pela frente, antes e depois do (curto) sono.
    Abraços,

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