Nas asas do tempo

“…foi a visão do dia e da noite,dos meses, das revoluções dos anos, que nos fez encontrar o número, que nos deu a noção de tempo.
Platão, Timeu (360 a.c.)
Medir o tempo como um padrão universal surgiu da observação, sobretudo das posições relativas dos corpos celestes, que são regulares, cíclicas e, portanto previsíveis.
Essa é uma das idéias mais antigas e duradouras do mundo, a ponto de ninguém arriscar uma data para a sua origem.
As observações celestes foram a base para o desenvolvimento de medidores de tempo, que se assemelhavam a calendários, que utilizavam registros das fases da lua e o movimento do sol.
A partir daí a idéia evolui e chegamos ao relógio que conhecemos hoje, desde então a vida nunca mais foi a mesma.
Passamos a ser regidos (para não dizermos controlados) pelo objeto que transformou nossas vidas.
Considero que nos tornamos uma legião de “escravos do tempo”, tamanha é a interferência que uma simples medição causou em nossas vidas.
Gosto de Santo Agostinho (397 d.c), que antecipou o pensamento mais moderno acerca do tempo, ao perceber, naquela época que o tempo não tem “existência” fora da mente.
Vivemos sob o conceito linear de tempo, onde temos um começo, e a partir daí delineia-se a trajetória.
O dia continuará sendo medido em horas, mais precisamente 24 horas, para você distribuir todos os seus compromissos e ainda buscar o tão sonhado equilíbrio entre trabalho, lazer e família.
Sem contar que, pessoas atarefadas não têm qualidade de vida, muito menos “tempo” para construir boas idéias.
Se forem as novas idéias as sementes que deram origem a negócios inovadores, um bom começo para se tornar um empreendedor de sucesso é rever seu conceito de tempo e a freqüência na qual você está conectado.
“O que é o tempo? Quando ninguém me pergunta eu sei. Quando tento responder, não sei.”
Sto. Agostinho, Confissões (397 d.c.)
3 comentários 2 de Setembro de 2007 às 10:37 Sergio Oliveira