Arquivo de Julho de 2007
Rodrigo Custódio, leitor do nosso blog, propôs o seguinte tema:
Gostaria de fazer uma sugestão de pauta para ser discutida. Após erros e acertos da companhia aérea TAM, será que ela escapará dessa queda do seu Airbus? Faço essa pergunta porque há vários relatos de problemas na Gestão dessa companhia. A começar com o apagão aéreo que dizem ter começado devido ao overbook iniciado pela TAM (a venda de passagens superaram a capacidade das aeronaves), após isso veio o acidente do vôo JJ 3054 ocorrido nesse ano (não se esquecendo de outro ocorrido em 1996). E para as explicações do acidente desse ano, seu presidente mentiu sobre problemas na aeronave em questão. Minha pergunta é: Será que a empresa TAM irá sobreviver a esses problemas? PS: Depois do acidente com o vôo JJ3054, a empresa já perdeu na Bovespa R$1,7 bilhão!”
Rodrigo, há poucos dias, antes do acidente, havia escrito um texto onde contava um pouco da história do Comandante Rolim, o fundador da Tam, empresário admirado e copiado no seu modelo de gestão, enquanto esteve a frente da empresa. O nome do artigo foi ” O legado do Comandante Rolim”, editado em 02/06/07, conclui o artigo com os seguintes parágrafos:
“Meus filhos não saberão quem foi o Comandante Rolim, podem até conhecer a sua história, mas não darão nenhum crédito a ela. Para eles a TAM será comparada de igual para igual com a Gol e outras que venham a surgir, por isso é importante que entre numa nova fase, recupere sua identidade e crie um novo motivo pelo qual as pessoas renovem a admiração pela empresa.
Esse é o desafio que caberá a Maria Cláudia Amaro, na condição de Presidente do Conselho de Administração da TAM.
Desejo-lhe sucesso!”
Poucos sabem que o Comandante Rolim tinha sete mandamentos na sua atuação, que passaram a ser da TAM, eram como credos proferidos por todos os empregados, carismático que sempre foi, ele conquistou a mente e o coração de todos os seus empregados e clientes fiéis ao “Jeito TAM de voar”.
O Comandante Rolim tinha como o seu principal mandamento o seguinte: ” Mais importante que o Cliente é a segurança”, no caso em questão da tragédia com o vôo JJ 3054 esse mandamento foi ferido de morte (também), pois, o que é uma viagem de avião?
Nada mais do que uma promessa de te tirar do chão num determinado local, voar e te entregar num outro local, também em solo firme e COM VIDA!. ( Condição básica)
A partir do momento que em a segurança é preterida em nome de qualquer motivo que seja, quebra-se a promessa, e mais grave ainda quando a manutenção que foi protelada se converte num dos fatores principais de uma tragédia como a que assistimos desde a semana passada.
Instá-la se o medo nas pessoas, que não mais confiam na empresa, por maior que seja a tentativa de reconstrução da imagem.
Uma empresa de prestação de serviços vive única e exclusivamente da sua imagem, e imagem é construída a partir de percepção, sentimentos, votos de confiança, que custarão bastante para serem reconquistados, se é que existirá espaço para isso.
Na minha opinião a TAM corre sérios riscos. Não tem um presidente a altura dos seus clientes e dos acionistas da empresa, não encarou o problema de frente, mentiu, se escondeu, foi insensível com os familiares das vítimas. Se apresentou como Presidente e não como Ser Humano, faltou humildade e compaixão.
Pode ser que ela seja salva pela falta de alternativas, como mais de 90% do mercado de aviação comercial nacional está nas mãos da TAM e da GOL, quem viaja a trabalho, tem compromissos a cumprir, acaba não tendo opção.
Em breve as velas se apagarão, os vôos continuarão lotados, Congonhas mesmo depois dos ajustes continuará embarcando milhares de pessoas por dia, o que parece um tanto quanto insano e que me faz relembrar um trecho da música ” O tempo não para” do nosso saudoso poeta Cazuza:
“Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára…
Eu vejo um futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára, não pára não, não pára…”
26 de Julho de 2007 às 23:39
Sergio Oliveira
Para quem gosta de histórias inspiradoras, o filme “A procura da felicidade”, recém chegado as locadoras é de tirar o fôlego. Foi baseado na biografia Chris Gardner, que saiu da condição sem-teto para a de milionário.
Do começo ao fim o filme é pura emoção e nos faz repensar como encaramos os obstáculos que surgem a nossa frente e que muitas vezes nos fazem desistir antes mesmo de começar.
Com apenas U$ 25,00 no bolso, desempregado, filho pequeno para cuidar, abandonado pela mulher, despejado de sua casa por não ter dinheiro para pagar o aluguel, obrigado a dormir em abrigos para sem-teto ele superou tudo isso e se transformou num milionário americano respeitado por sua brilhante história de resistência e conquistas, trajetória que o levou a uma fortuna pessoal estimada em mais de U$ 600 milhões de dólares.
Apesar de todas as adversidades manteve firme o propósito de se tornar corretor da bolsa de valores, conseguiu uma vaga no programa de treinamento da corretora Dean Witter Reynolds, como estagiário, sem remuneração, após um duro processo de seleção conquistou a vaga e iniciou sua trajetória rumo ao sucesso.
Filho de um padrastro alcoólatra, fracassado e violento, que o abandonou quando criança, via no seu filho Cris Jr a principal motivação para insistir e nunca perder a fé. Cris Gardner, nos momentos mais difíceis de sua vida lutou pela sobrevivência sua e de seu filho, foi a expressão viva da crença na perspectiva de dias melhores, por mais distantes que parecessem estar.
Força de vontade, caráter, senso de oportunidade e espírito empreendedor, transformaram um estado de pobreza num de riqueza, não só de bens materiais, mas principalmente de defesa dos valores e da ética. Uma grande demonstração de que a verdadeira terra das oportunidades habita dentro da mente de cada um e precisa ser descoberta.
Às vezes somos levados a pensar que inteligência é privilegio dos ricos e abastados, mas, todos os dias temos provas, mais do que suficientes, de que os ambientes mais inóspitos são o celeiro ideal para grandes idéias, que tem o poder de transformar realidades e para o surgimento de brilhantes empreendedores, que se tornam fontes de inspiração.
Termino o texto com uma frase dita pelo Chris Gardner ao seu filho:
“Se você tem um sonho, você tem de protegê-lo. As pessoas não podem fazer nada, elas querem te dizer o que você não pode fazer. Você quer algo? Corra atrás. Ponto final”.
22 de Julho de 2007 às 15:12
Sergio Oliveira
Sou um consumidor do Milkshake de Ovomaltine do Bob´s há bastante tempo, por isso me sinto a vontade para fazer críticas e elogios, meramente na condição de consumidor.
Recentemente tive duas experiências negativas, em lojas de cidades diferentes.
Na primeira, comprei um Milkshake e recebi só Milk o Shake ficou pelo caminho, praticamente não havia sorvete no copo, era um frapê de leite achocolatado.
Na segunda o atendente foi bastante enfático ao perguntar: “ O senhor gostaria de acrescentar uma porção a mais de Ovomaltine no seu pedido?” e como sempre disse que não, pois gosto do sabor suave na fórmula original.
Ocorre que, quase como uma penalização por eu não ter pedido a porção adicional, percebi que eles reduziram a quantidade original de flocos de Ovomaltine, de forma que o Milkshake veio praticamente só o sorvete, com uma vaga lembrança do Ovomaltine.
A porção adicional custa R$ 0,70. Se considerarmos o copo de Milk Shake de 300 ml, que tem o preço de R$ 4,20, a venda estaria sendo acrescida em 17%.
Oferecer aos clientes novos produtos e alternativas é recomendável, a falha está em diminuir a quantidade da primeira porção que é colocada, como forma de forçá-lo a pagar a segunda porção para sentir o sabor e ter realmente o tal do Ovomaltine que já deveria ter sido entregue junto com o pedido original.
A padronização é um dos pilares do sistema de franquias, e isso é a garantia de que encontraremos os mesmos produtos em qualquer lugar do mundo, desde que procuremos uma loja da mesma rede.
O crescimento acelerado das redes de franquias tem feito com que algumas aceitem franqueados despreparados, outros que só vão ao final da noite fechar o caixa, tudo isso compromete a qualidade dos produtos ofertados.
Buscar o aumento de receitas, agregar valor em cada venda, ter uma faturamento maior por cliente, é mais que legítimo, desde que não faça o seu produto ter sabor de trapaça, por mais simples que sejam as pessoas, ninguém gosta de ser enganado.
Enfim, as pessoas quando saem para gastar o seu precioso dinheiro, fazem disso um momento de lazer, gostam de ser bem atendidas, receber aquilo que pediram e pelo qual pagaram, mesmo que seja um simples milkshake.
17 de Julho de 2007 às 07:25
Sergio Oliveira

A alguns dias explicava a um grupo de empreendedores como via o processo de empreender e comecei a rabiscar num quadro um gráfico como forma de facilitar o entendimento.
O produto final desta conversa acabou se transformando na ” MATRIZ DAS OPORTUNIDADES”, confesso nunca ter visto algo igual antes, mas gostei da demonstração e resolvi arriscar e trazê-la para o blog.
Apresentava na ocasião o exemplo de quatro empreendedores, com motivações diferentes para empreender e por isso cada um tinha as suas limitações próprias, que pesariam na hora da decisão.
Dividi essas limitações pessoais em quatro quadrantes, de forma que no quadrante UM temos as maiores restrições e no quadrante QUATRO teremos quase que a ausência de restrições.
Para valer a idéia, é preciso considerar algumas hipóteses:
a) Que os quatro empreendedores residem na mesma cidade.
b) Todos tem a mesma quantia em dinheiro disponível.
c) O negócio a ser aberto será no mesmo setor de atividade, no caso do exemplo usei o comércio, por ser o mais comum, dentre os três.
Daí para a frente vem as diferenças que podem ser visualizadas no quadro e suas implicações que detalho um pouco mais:
1) Quer investir num negócio específico na sua cidade - Este empreendedor é aquele que se preparou e sente-se seguro para investir num tipo de negócio específico, muitas vezes está relacionado com a atividade que desempenhava no seu emprego anterior. Também tem motivos fortes o bastante para não querer sair da sua cidade.
Não tem nada de errado nisso, desde que sua cidade comporte mais uma empresa atuando no nicho que ele quer atuar e que ela tenha algo de diferente para oferecer, senão será uma repetição do que já existe, o que não seduzirá os futuros clientes. Ele ganha por conhecer bastante a cidade, mas arrisca se o negócio escolhido já estiver saturado.
2) Aceita investir em outros negócios, desde que seja na sua cidade - Neste caso o leque já se abre um pouco mais, ele continua restrito a sua cidade, mas se preparou para gerir alguns tipos de negócios, o que o torna aberto a diversas oportunidades e facilita a busca. Tem a seu favor o ponto forte de viver na cidade, o que ajudará na identificação de necessidades não atendidas, qualquer que seja o nicho de mercado.
3) Quer investir num negócio específico, podendo ser em outras cidades - No quadrante três, as chances de sucesso aumentam bastante, pois este empreendedor tem um negócio específico já definido e quer implantá-lo numa cidade que tenha essa necessidade não atendida.
Me recordo quando foi fundada a cidade de Palmas no Tocantins, em 1989, não tinha nada além da pedra fundamental, tudo estava por fazer. Hoje com 160 mil habitantes ainda guarda inúmeras oportunidades. Este é apenas um exemplo.
Algumas revistas e jornais especializados, como Exame, Gazeta Mercantil e Valor Econômico divulgam anualmente edições especiais ressaltando as melhores cidades para morar, investir, trabalhar…., trazem dados interessantes e que podem ser um ponto de partida para uma pesquisa mais aprofundada.
4) Busca uma oportunidade de negócio, em qualquer cidade - Se risco e oportunidade andam de mãos dadas é no quadrante quatro que eles se encontram e formam a dupla perfeita. O empreendedor que se posiciona aqui corre o risco de ser confundido com um aventureiro, que de certa forma não deixa de ser, mas com responsabilidade.
Vale ressaltar que na minha análise considero que para ser classificado como empreendedor tem que se ter o mínimo de preparação para a gestão do negócio. E para estar apto a ser um empreendedor classificado no quadrante quatro, não basta querer, ele certamente já estará num estágio superior, deverá ter no seu currículo alguma experiência de sucesso e de fracasso empresarial, enfim, ter vivência no mundo dos negócios e certamente muitas histórias para contar.
Ele aceita empreender em outras cidades e está preparado para gerir vários tipos de negócios.
Estar aqui é como pescar no oceano. Uma infinidade de oportunidades e riscos também!
11 de Julho de 2007 às 01:03
Sergio Oliveira
” Empreender, na plenitude, é estar aberto a todas as alternativas e propostas, em qualquer que seja o lugar, desde que satisfaçam as condições básicas definidas pelo empreendedor, que deve ter o mínimo de preparação.”
Essa é a minha definição pessoal de empreendedorismo, e ela está intimamente ligada as verdades de cada um, não existindo o certo ou o errado, apenas um processo em evolução.
10 de Julho de 2007 às 23:50
Sergio Oliveira
Um leitor do nosso blog enviou o seguinte questionamento:
“- Pretendo montar meu próprio negócio.
Sou Analista de Sistemas, com anos de experiência em Assistência Técnica em computadores, portanto, penso em abrir um negócio neste ramo. Meu sócio, não tem conhecimento em informática, mas tem amplo conhecimento em gestão empresarial. Lendo o artigo SOCIEDADES – UMA QUESTÃO DE EQUILÍBRIO, cheguei à conclusão que temos até então, dois dos três pilares: Conhecimento Técnico e Capacidade Gerencial. Mas ainda não temos totalmente o primeiro pilar: recursos financeiros.
O que você sugere para que possamos obter este último, porém, importante pilar para esta nossa nova empreitada?“
Caro Empreendedor,
Quando o recurso financeiro é o que falta para iniciar o negócio, estando os dois outros pilares fundamentais já atendidos, diria que vocês já trilharam boa parte do caminho a ser percorrido antes de abrir as portas.
A quantidade de empreendedores com recursos financeiros suficientes, mas sem uma boa idéia é muito maior do que o inverso, até por que boas idéias não são vendidas nas esquinas.
Veja que seu negócio nasce a partir de uma experiência adquirida na sua profissão atual. Isso é bastante interessante, imagino que você identificou uma necessidade não atendida neste nicho de mercado e implantará seu negócio oferecendo diferenciais que seus futuros concorrentes ainda não despertaram para eles.
Onde então buscar os recursos financeiros para complementar o valor necessário para abrir o negócio?
Antes de dizer onde, é preciso esclarecer qual o tipo de dinheiro que seria o mais recomendado para complementar o que falta e viabilizar a idéia:
- Tem que ser dinheiro de longo prazo, de preferência de alguém que se interesse em tornar-se sócio do negócio. Se não encontrar esse sócio e tiver que ser financiamento/empréstimo, atente para o prazo, o ideal que seja sempre maior que 24 meses, com carência (no mínimo seis meses) e juros menores que 1,5% ao mês.
Quaisquer condições menos favoráveis que essas poderão deixar seu negócio em dificuldades para honrar os compromissos das parcelas mensais.
Vamos às alternativas, vou listar algumas, das menos para a mais prováveis fontes de financiamentos que podem ser acessadas por novos empreendedores, isso não significa que são as únicas:
a) Bancos – A maioria dos bancos exigem que as empresas tenham pelo menos um ano de faturamento para terem acesso às linhas de crédito disponíveis. O máximo que você conseguirá de bancos, antes dos doze meses de faturamento comprovado será linhas de curto prazo, geralmente para antecipar os cheques pré-datados recebidos dos seus clientes. Desconheço algum banco que tenha linhas de crédito específicas para financiar a abertura de pequenos negócios.
b) Empresas de Capital de Risco (Venture Capital) – Você terá que elaborar um plano de negócios, esboçando a sua idéia, de forma detalhada e submetê-lo as empresas de Venture Capital, para análise. Sem querer desanimá-lo, o índice de aprovação é menor que 1% do total dos planos analisados. Eles buscam características específicas como negócios em setores com alto potencial de crescimento, baseado em inovações tecnológicas, ineditismo, dentre outras. No Brasil já temos a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), pode ser o ponto de partida para conhecer melhor do que se trata. Tem também um artigo escrito por mim, aqui no blog, no ano passado: A VORACIDADE DO CAPITAL DE RISCO.
c) Fundos de investimentos em empresas (Private Equity) – Você já deve ter lido ou visto alguém falando sobre a possibilidade de financiamentos via fundos de Private Equity, porém, esta é uma alternativa que não se aplica aos pequenos negócios. Eles se interessam por negócios que já faturam algumas dezenas de milhões de reais. Para conhecer um pouco mais sobre o tema veja o artigo da revista Amanhã, edição Junho/07, que fala da origem do Private Equity.
d) Anjos Investidores (Angel Investor) – Trata-se de Pessoas Físicas, endinheiradas (se é que existe este termo) com disposição para investirem em empresas, entrando como sócios no contrato social e auxiliando na gestão. Condição básica: Que os fundadores sejam preparados para tocar o negócio, que ele tenha alto potencial de crescimento, seja inovador, garanta margem de lucro esperada e ofereça uma boa liquidez quando chegar a hora de ir embora. Ao entrar, os anjos já definem o prazo máximo que irão permanecer. Quer conhecer um pouco mais, leia o artigo do Sebrae/SC sobre Anjos Investidores e acesse o site do Gavea Angels.
e) Dinheiro de parentes e amigos – por incrível que pareça, estes são os principais investidores em novos negócios no Brasil e no mundo, nove entre cada dez negócios que estréiam por aqui, tiveram injeção de recursos financeiros de uma destas duas fontes.
Não que eu desacredite nas demais, em momentos específicos e para empresas específicas elas serão úteis, ocorre que as exigências são tantas que o novo empreendedor fica pelo caminho e volta para os parentes e amigos, onde acaba se financiando. Aí você entende por que 99% das empresas brasileiras têm origem familiar.
Imaginemos que todas as fontes citadas não se tornaram realidade, resta então ver o quanto você e seu sócio têm no bolso e avaliar se vale a pena arriscar. Simplificar ao máximo, sem perder a essência da idéia. Se for possível, siga em frente.
A boa notícia é que após o primeiro ano de faturamento as portas dos bancos se abrem, inclusive para acesso a recursos do BNDES, os quais possuem, hoje, os menores juros disponíveis no mercado.
2 de Julho de 2007 às 22:26
Sergio Oliveira