Arquivo de Abril de 2007

Website da sua empresa – se colocar no ar, cuide!

website - website
O acesso a informação abundante, de forma irrestrita, seja via Internet, jornais, revistas, livros ou outros canais, tem provocado uma intoxicação nas pessoas.

Todo esse amontoado de informações e estímulos conduziram os clientes a uma nova era, a era da percepção.

Considero como sendo uma nova habilidade, desenvolvida como forma de defesa, que é utilizada muitas vezes inconscientemente pelas pessoas ao selecionar o que querem assistir, ler ou ouvir.

Observe a facilidade com que você muda o canal de televisão quando o programa não lhe agrada ou abandona um site quando ele não consegue te passar nenhuma mensagem que lhe interesse, diria que é numa fração de segundos.

Sabendo dessa luta pela conquista do precioso tempo do cliente me chama a atenção à quantidade de website de empresas que precisam ser melhorados, reformulados ou simplesmente retirados do ar.

O boom da Internet foi em 1999, quando o mundo tentou vender a idéia de que, se sua empresa não estivesse na web ela estaria morta. Oito anos depois, vimos que a bolha da Internet passou e o mundo continuou. A web segue sua evolução, nos surpreendendo a cada dia, e a grande maioria das pessoas já aceitam a idéia que o mundo virtual veio para complementar o mundo real e não substituí-lo, como muitos profetas previam.

A grande realidade é que nem toda pequena empresa precisa de um website, algumas podem viver muito bem e ser lucrativas sem se preocuparem com isso, pelo menos por enquanto.

Sempre que recebo um cartão de visitas, com site da empresa, na primeira oportunidade acesso-o para ver qual é a mensagem que ele passa.

Experimente fazer isso, ira se decepcionar, muitas empresas colocaram sites na Internet e os abandonaram, literalmente. As falhas são gritantes e vão desde telefones desatualizados até produtos expostos e que a empresa nem vende mais.

Pense num novo cliente encontrando a sua empresa na Internet e tentando te contatar. O telefone não atende e o fale conosco@sua empresa não responde aos e-mail recebidos.

Se sua empresa tem um site, acesse-o com uma visão bem crítica, tente ver com os olhos de um cliente que o visita pela primeira vez e questione se:

- As informações são úteis e surpreendem pela clareza, qualidade e utilidade?
- O que ele tem de diferente dos demais sites dos seus concorrentes?
- O quanto ele agrega de valor para o seu cliente ?
- Qual atrativo faria ele retornar ao site da sua empresa pela segunda vez?

Reveja-o também sob o ponto de vista da empresa:

- Qual foi o motivo que te levou a colocar o site da empresa no ar?
- Hoje ele cumpre o papel que você esperava dele?
- Podemos dizer que ele é um facilitador, uma porta de entrada de novos clientes?
- Qual é a freqüência de atualização?

O que importa hoje não é o que você quer passar de mensagem para o seu cliente e sim a forma como ele percebe a sua empresa e como pretende se relacionar com ela.

O website é uma ferramenta poderosa de comunicação, para o bem e para o mal.

Pode ser que sua empresa não precise de um, não tem nada de errado nisso, mas se for para ter um site tem que ser o melhor possível.

Tente inovar, surpreender, sair do lugar comum. Quem disse que todos os sites tem que ter esse formato padronizado?

De asas a sua imaginação, crie um website diferente para sua empresa, ele pode ser uma grande avenida que aproximará de seus clientes atuais e dos novos que serão conquistados.

Mas lembre-se, essa avenida é uma via de mão dupla, da mesma forma que eles podem vir, eles também irão. Portanto, capriche na forma e no conteúdo.

3 comentários 28 de Abril de 2007 às 16:31 Sergio Oliveira

A empresa familiar e a entrada de sócios capitalistas

Essa é a segunda pergunta do nosso Leitor Beto, postada aqui no blog, que julgo de interesse comum, por isso compartilho com todos o que penso sobre o assunto:

2) Abrimos o capital da empresa familiar para crescer e não ficar para trás ou ficamos restritos ao mesmo negócio e ficamos sem sócios ?

Vou considerar que quando você se refere a “abrir o capital”, significa a entrada de sócios capitalistas, pois, para realizar uma oferta inicial de ações na bolsa de valores sua empresa já não seria mais pequena, estaria inclusive saindo do porte médio para grande. (Faturamento superior a 60 milhões ano)

Por ser uma empresa familiar é muito importante reunir para conversar as pessoas que tem o poder de decidir. Digamos que seja o Pai o fundador e ainda esteja na primeira geração. Então, Pai, mãe e filhos que já trabalham no negócio têm que analisar o estágio atual da empresa e pensá-la no futuro, onde vocês pretendem chegar. A partir daí traçar um plano para os próximos anos, penso em algumas alternativas:

a) Manter o negócio sob o controle familiar, mas buscar uma profissionalização - Vejo esse processo em curso nas pequenas empresas de sucesso quando ultrapassam um faturamento entre 3 e 5 milhões/ano, o que exige mais controles e uma dinâmica profissional na empresa. É prudente, a partir daí, compartilhar a condução do negócio com profissionais contratados no mercado, para suprir as deficiências de gestão dos sócios.

b) Optar por maximizar a rentabilidade, modernizando e otimizando o negócio, sem crescer muito - Conheço empresas que fizeram a opção de ter uma taxa crescimento menor que a média do setor. Nem sempre o crescimento desmedido é sinal de sucesso. A medida de sucesso empresarial que tenho é uma trilogia:
- Lucro Liquido para remunerar os sócios e permitir a empresa se modernizar.
- Empregados satisfeitos e bem pagos.
- Clientes felizes com os produtos e serviços ofertados.

c) Admitir sócios no negócio – essa é uma decisão que deve ser calculada e muito bem pensada, principalmente se o seu negócio e rentável e está equilibrado. Faça na reunião do seu conselho familiar (aqueles que gerem o negócio hoje) três perguntas:
- Por que precisaríamos de um sócio?
- O que a empresa e nós ganhamos com uma chegada de um sócio?
- O que temos a perder com a chegada de um sócio?

Se a sua necessidade é de um sócio capitalista, para aportar dinheiro no negócio, ele exigirá uma Plano de Negócios ou um Projeto de Crescimento, indicando oportunidades de mercado, nichos futuros a serem atendidos, projeções financeiras, qualificações dos proprietários, em suma, qual a segurança que vocês oferecem como sócios e para onde pretendem levar a empresa. Se você tiver isso em mãos e for consistente, por que não conseguir esses recursos em bancos, via financiamentos BNDES?

Apresente suas idéias de crescimento a pelo menos três bancos, se nenhum se interessar pelo seu projeto, alguma coisa está errado nele, precisa ser melhorado. Fundamente melhor.

Com a queda da taxa selic os bancos estão com rios de dinheiro que estavam alocados em títulos públicos e que, a partir de agora terão que ser direcionados para o crédito, principalmente para o financiamento do crescimento das empresas, isso faz com que eles estejam mais receptivos.

Se a decisão final for realmente admitir na empresa um novo sócio, a família tem que estar conciente que terá que dividir o poder e passar a prestar contas a um estranho, coisa que até então não acontecia. Alguns fundadores não admitem tal situação.

E, como sugestão, esteja acompanhado de um excelente advogado. A redação do novo contrato social será de fundamental importância para que seus interesses sejam preservados na nova empresa que surgirá após a inclusão do sócio capitalista.

2 comentários 21 de Abril de 2007 às 22:21 Sergio Oliveira

Quanto vale a sua empresa?

empresa - empresa
Beto, leitor do nosso blog postou alguns questionamentos, vou tentar responder um por vez para facilitar o entendimento:

1) Caso, queira “adotar”um sócio, como faço para avaliar o valor da nossa empresa?

Calcular o valor de uma pequena empresa é uma tarefa que não é considerada das mais fáceis, pois, temos vários fatores a serem avaliados e que podem provocar erros de entendimento. Se não for feito de maneira criteriosa as chances de vender a empresa por um valor inferior são grandes. Se errar para mais na precificação o negócio pode não acontecer. As duas situações devem ser evitadas.

Quando você pretende avaliar um imóvel chama um perito em avaliação de imóveis ou solicita a uma imobiliária uma avaliação comercial, e quando você precisa avaliar a sua empresa quem você chama? Começam aí as confusões.

Se fosse uma grande empresa seria fácil, elas têm acessos as grandes consultorias que realizam esse trabalho com confiabilidade e precisão.

E a pequena, por onde começar?

Você precisa conhecer conceitos de avaliação de projetos de investimento, que, com algumas adaptações são utilizados para avaliar empresas já em funcionamento. Estou falando de métodos como Fluxo de Caixa Descontado (FDC), Taxa Interna de Retorno (TIR), Payback, Multiplos, dentre outros.

Quem já leu um Guia de Franquias qualquer deve ter visto que toda oferta de um negócio é acompanhado por um quadro explicativo com várias informações como: investimento inicial, taxa de franquia, faturamento médio mensal por loja e prazo médio de retorno do investimento, pois bem, esse prazo médio de retorno nada mais é do que o tempo, em meses, que o empreendedor demorará para recuperar todo o capital investido na compra e implantação da franquia, uma das formas de calculá-lo é através do fluxo de caixa descontado.

Agregue a isso o conceito de custo de oportunidade. O investimento que será realizado no negócio tem que oferecer uma rentabilidade superior a uma aplicação financeira tradicional, considerando um fundo de renda fixa ou CDB, que oferecem risco próximo de zero.

Quais seriam os motivos que levariam alguém a sacar sua aplicação financeira e investir num negócio exposto a uma série de riscos? Isso só acontecerá se esse negócio oferecer rentabilidades maiores sobre o seu capital e que compensem a exposição aos riscos existentes e as horas trabalhadas, caso contrário o dinheiro permanecerá aplicado.

Logo, não existe uma forma única para se avaliar uma empresa, dentre as diversas metodologias, a escolha recairá sob aquela que for possível em termos de praticidade no cálculo, custo de elaboração e aceitação por parte dos negociadores.

Tal escolha será bastante influenciada pelo ramo de atividade e faturamento da empresa em negociação.

Então qual é o mais correto?

Cada caso é um caso, por isso sugiro que tente chegar a três preços, independente da metodologia:

a) Preço mínimo – A soma dos preços dos bens que a empresa possui, imóveis, veículos, máquinas, computadores, móveis, utensílios e estoques, seria quase que um preço de liquidação, caso você precisasse vender a empresa em partes, fatias. (isso geralmente acontece quando não se encontra um comprador)

b) Preço médio – Seria o preço mínimo acrescido de uma adicional que pode ser calculado em função do lucro líquido mensal que a empresa oferece. Imagine que na sua empresa esse lucro seja de 10 mil/mês, você pode multiplicar esse valor por um fator que vai de 12 a 36 meses e acrescentá-lo ao valor final da empresa. Considere aqui o conceito de prazo médio de retorno que será utilizado pelo investidor – tem que ser interessante para ele sob o ponto de vista do custo de oportunidade. (Isso tem que ser validado por uma das técnicas de avaliação)

c) Preço máximo – Esse seria o valor que estaria acima das suas expectativas, levaria em consideração o valor dos bens da empresa, o fluxo de caixa descontado ou Multiplos e um acréscimo de valor/prêmio que vem em decorrência da sua empresa oferecer um alto potencial de faturamento e lucro, que pode ser baseado em patentes registradas ou contratos de longo prazo firmados, situações específicas que garantam receitas atuais e futuras, além de uma rentabilidade superior a média do setor.

Se existirem bens e imóveis, em nome da empresa, mas que nada tem a haver com a atividade operacional, é recomendado que eles seja excluido da precificação.

Do valor encontrado, em quaisquer das alternativas anteriores deve ser deduzido a soma das dívidas em bancos, com fornecedores, fiscais e trabalhistas.

Concluindo, não existe uma única regra, nem uma única formula, terá que ser feita um composição de critérios para que se chegue num preço justo de valor da empresa, que mesmo assim estará carregado de uma boa carga de subjetividade.

O importante é que o negócio seja interessante para quem compra e para quem vende. É comum o vendedor achar que vendeu barato e o comprador que pagou mais do que deveria pela empresa.

Encontrar o meio termo na avaliação do negócio, que equilibre as expectativas de ambas as partes é o grande desafio da precificação da empresa.

Se este assunto for do seu interesse sugiro que entre no Google e digite a frase: “Avaliação de Empresas - metodos”, selecione textos e artigos de fontes seguras.

Existem também uma dezena de livros escritos, em português, sobre o tema e que muito podem agregar aos seus estudos.

11 comentários 18 de Abril de 2007 às 23:01 Sergio Oliveira

Compartilhe – Ensine e Aprenda!

sabio - sabio
Quando decidi iniciar o blog tinha uma dúvida, para qual público iria escrever?

Hoje, sete meses depois, 60 artigos já editados e mais de 6 mil acessos, posso dizer que não tenho mais dúvida.

De que adianta ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências, ricas na forma e no conteúdo, histórias empresariais tristes e alegres, de fracasso e de sucesso e guardar isso para mim?

Temos uma parcela de nossa população empreendedora que não precisam da minha ajuda, tem recursos e acesso ao que tem de melhor, podem assinar revistas, jornais, participarem de palestras, cursarem as melhores Universidades, MBA e intercâmbios no exterior, conhecem o mundo e quando resolverem iniciar o seu negócio terão apoio irrestrito e recursos financeiros abundantes.

Creio que o que escrevo não tem muito a agregar para eles.

Tento escrever numa linguagem simples e uma abordagem que possibilite a qualquer um que leia o blog, pela primeira vez, possa se interessar pelo tema. Seja ele dono de um negócio próprio ou ainda um sonhador.

Acredito ser essa a melhor forma de desmistificar que ser empreendedor é dom nato, e que a pessoa que o recebeu está predestinada ao sucesso.

O conhecimento sobre empreendedorismo e gestão de um pequeno negócio está à disposição de todos, o que é preciso é que apareça alguém que esteja disposto a organizá-lo, separar o joio do trigo, neste imenso oceano de informações livres que virou a internet.

Não sei se é muita pretensão da minha parte, mas, me proponho a iniciar esse movimento, através dos textos, dicas e respostas aos e-mails que recebo, os quais tenho publicado aqui no blog.

Digo iniciar o movimento por que o assunto é denso e vasto, e todos que estiverem dispostos a contribuir são muito bem vindos, o Blog do Empreendedor está aberto e franqueado a quem tem seu negócio próprio, sonha em ter, estuda o tema, enfim, acredita que compartilhando os seus conhecimentos estará ajudando alguém e certamente aprendendo também.

8 comentários 15 de Abril de 2007 às 02:05 Sergio Oliveira

O submundo do empreendedorismo

underground - underground
O Brasil se vangloria de ser o 7º país mais empreendedor do mundo, segundo a pesquisa GEM 2005- Pesquisa Global sobre Empreendedorismo , porém, 65% desses novos negócios são abertos com até R$ 10 mil e esmagadora maioria desses empreendedores afirmam que iniciaram o negócio sem a preparação adequada para empreender, e o que é pior, sem identificar uma nova oportunidade ou uma necessidade não atendida, num nicho qualquer de mercado.

Motivos para celebrar ou para chorar?

O empreendedorismo por necessidade impera no Brasil, essa é a grande verdade, por maior que seja o esforço das entidades como o Sebrae, ainda estamos longe de atingirmos o mínimo necessário para dar sustentabilidade a esses negócios.

Um tema bastante discutido ultimamente é a inclusão digital, como forma de possibilitar ao jovem carente o acesso a computadores, conhecer informática e utilizar a internet, através de iniciativas como as salas de Telecentro implantadas em comunidades carentes e a informatização das escolas públicas.

Deveríamos pensar também na inclusão empresarial, inserir no currículo dessas escolas públicas o tema empreendedorismo, de forma que, desde cedo o jovem já tenha contato com os conceitos básicos e saiba qual destino queira dar a sua vida, já existem algumas experiências na rede pública, porém, isso precisa ser multiplicado.

Isso fará com que ele saiba qual é caminho correto para conquistar sua liberdade. Plantar a semente, ensinar a melhor forma desde a primeira vez, nas bases da formação da personalidade desse jovem, por mais carente que ele seja e desprovido de condição financeira, podem acreditar, ele é inteligente o bastante para compreender os fundamentos do empreendedorismo e optar por esse caminho, se for o caso.

Sabendo que não tem os recursos necessários, terá que arranjar um emprego, se dedicar bastante, mudar para um emprego melhor, economizar cada centavo, que seja por dez, vinte anos, até conseguir dar início ao seu empreendimento e realizar seu sonho

Essa consciência é fundamental e tem o poder de transformar a vida das pessoas.

Adicionar comentário 14 de Abril de 2007 às 23:50 Sergio Oliveira

Blog do Empreendedor na vanguarda!

Quem leu o artigo ” Um erro, um acerto e a concorrência” editado aqui no blog, no dia 08/04/2007?

Nele abordei o sucesso do refrigerante H2OH, fabricado pela Pepsi e o lançamento pela Refrigentes Xereta do similar H2X, aproveitando o erro de dimensionamento da Pepsi que não se preparou para o sucesso que foi alcançado pela H2OH, deixando aberto o flanco para entrada dos concorrentes que agiram rápido.

Queria ressaltar como as pequenas e médias empresas podem triunfar no embate contra os grandes.

Vocês tiveram acesso a informação antes mesmo que o fato fosse percebido pelos meios de comunicação tradicional.

Saiu hoje na capa do jornal Valor Econômico um artigo sobre o assunto, ficou tão semelhante com o texto editado aqui que até parece que eles leram o blog.

Confiram a reportagem no site www.valoronline.com.br.

1 comentário 11 de Abril de 2007 às 21:36 Sergio Oliveira

Sala de Espera – sua empresa começa aqui (continuação)!

ayrtonsenna - ayrtonsenna

Falando em sala de espera e o que isso tem a ver com aproveitar oportunidades, me recordo de uma passagem relatada por André Ranschburg (a época presidente da Staroup Jeans), no seu livro “Quem não faz poeira come poeira”, escrito em 1991, onde ele conta que sempre apoiou os esportes, com diversos patrocínios, desde vela, kart, ciclismo, tênis, vôlei, MotoCross, Paris Dacar, dentre outros.

Por ser tão ligado aos esportes, em 1986 foi convidado por um amigo, para assistir o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, que teve em seu podium dois pilotos brasileiros, Nelson Piquet e Senna.

Ao final da prova, na saída do autódromo, logo a sua frente estava o Senna. Segundo seus relatos, ele correu feliz e sorridente, abordou o Senna e se apresentou (transcrição do livro):

“Sou o André Ranschburg, presidente da Staroup Jeans. O grande piloto nem esboçou simpatia. Me olhou de cima em baixo e decretou:
- Te conheço, quando eu pilotava Kart, você me deixou, na sala de espera, por mais de três horas, lá na tua fábrica do Brás…”

Conselho do André Ranschburg: “Sala de espera exige de quem recebe – habilidade, competência e sorte. Vale instalar-se nela uma bola de cristal…”

Será que ele deixou apenas o Senna, ainda desconhecido naquela época, a esperar por três horas e por fim o dispensou sem ao menos conhecê-lo ou isso era uma prática comum na sua empresa?

Seja qual for a resposta, o que aconteceu com a Staroup desde os seus tempos áureos de 1991?

Ela já não é mais a potência que era, e quem sabe se perdeu a partir da sua sala de espera!

Adicionar comentário 10 de Abril de 2007 às 07:54 Sergio Oliveira

Um erro, um acerto e a concorrência.

skollemon - skollemon
Um erro - a nova cerveja Skol lemon, lançada em outubro de 2006, foi uma aposta ousada da Ambev. A primeira cerveja com composto de frutas do país, seguindo uma forte tendência mundial. A decisão de lançá-la foi fundamentada em pesquisas que sinalizaram que na Alemanha essa categoria de cerveja é a que mais cresce e equivale atualmente a 5% do mercado germânico, um dos maiores do mundo.

Ocorre que Alemanha é diferente do Brasil, principalmente no clima e nos hábitos de consumo.

Se você bebe cerveja, com certeza já experimentou, e tem a sua opinião formada. Converse com bons bebedores de cerveja e veja o que dizem, a opinião é unânime, o sabor não agradou e virou motivo de piadas.

Pesquise no Google e comprove, digite Skol lemon e veja os comentários em diversos sites e blogs. Extrai apenas um deles e anexei abaixo, vejam:
“O sabor da cerveja com a suavidade do limão! - “Foi com esse slogan decorado e sorriso falso que uma promoter no hipermercado Extra da Brigadeiro Luiz Antônio tentou promover a nova cartada da Ambev para conquistar mais fatias de mercado na eterna guerra pelo fígado tupiniquim. Dado que estamos às portas do verão, essa situação vai se tornar bastante comum nos próximos meses.Quando isso acontecer, fuja. Se algum convidado levar no seu churrasco, expulse. E se encontrar um bar que só tenha isso, vá pra casa e durma mais cedo.”

Se a voz do povo é a voz de Deus, a Skol lemon tem tudo para virar um novo mico.

H20H - H20H

Um acerto – H20H – “ Bebida levemente gaseificada, zero de açúcar e com suco de limão”. Esse foi slogan da Pepsi, utilizado no lançamento, também em outubro de 2006, baseado em pesquisas que indicaram que nos EUA, as águas saborizadas cresceram mais de 200% em 2005 e movimentam US$ 455 milhões ou 14% do mercado de água mineral.

Seu público alvo foi definido como pessoas entre 25 e 40 anos, ocorre que a H2OH caiu no gosto das pessoas dos 8 aos 80 e foi aí que a Pepsi subestimou o alcance do produto, não estava preparada para atender a demanda que foi gerada. A H2OH não é encontrada nos pontos de venda, nem nos supermercados, quando chega, acaba antes da entrega da próxima remessa. Podemos considerar um sucesso absoluto.

h2x 1 - h2x 1

A Concorrência – Sempre atenta aos movimentos do mercado, mais do que depressa, a concorrência, neste caso a refrigentes Xereta, dona da marca de água mineral Vittal, lançou o refrigerante H2X, com embalagem, rótulo, tampa, logotipo, sabor e apelo similares ao da H2OH, pode ser uma mera coincidência ou cópia mesmo, o que importa é que, custa menos (30% a menos), e tem a pronta entrega em todos os supermercados e bares, ela esta ocupando o espaço deixado pela Pepsi.

Observe que até agora nenhuma outra marca de cerveja se movimentou para lançar, por exemplo, a Skin Lemon ou Kaiser Lemon, por que será? Pelo simples fato de que não agradou.
Já a H2OH despertou a ira dos fabricantes de água mineral, que estão com ação na justiça contra a marca, que usa o símbolo universal da água e aguçou o senso de oportunidade da concorrência que já lançou a H2X, que disputa espaço nos pontos de venda.

É isso aí, nem sempre quem inova e cria a nova sensação da temporada é quem aproveita e desfruta dos lucros. (Acompanhem a briga H2OH x H2X).

E quem lança um mico não tem problemas com a concorrência, dorme em berço explendido, abraçado com ele (Skol lemon).

3 comentários 8 de Abril de 2007 às 17:12 Sergio Oliveira

Click – acorde para a vida!

click poster01 - click poster01
Se você vive o eterno conflito entre quanto tempo dedicar ao trabalho (seja como empregado ou como empreendedor) e quanto tem que ficar reservado para a família e você, vale a pena assistir ao filme “CLICK”, que já está disponível nas locadoras.

De forma leve e divertida ele aborda o tema, com muita sutileza, vai fundo quando retrata a vida do ator principal que desejava, acima de tudo, o sucesso profissional e considerava que isso era a única chave para abrir as portas da felicidade, o que aconteceu com ele?

Você terá que descobrir!

Uma boa pedida para o feriado, assista o filme e aproveite a mensagem, ele provoca algumas reflexões, principalmente para quem é casado e tem filhos.

1 comentário 6 de Abril de 2007 às 23:18 Sergio Oliveira

Você está disposto a ajudar as pessoas?

coopertivas - coopertivas
Onirio S. Onofre Lazón, visitante do nosso blog, postou um comentário e alguns questionamentos sobre como ajudar pessoas:

Mais que comentario gostaria de informações. Conheco grande número de pessoas que están desempregadas, não ten estudo e poucas possibilidades de progredir na vida. Gostaria de organiza-las numa cooperativa ou empresa. Gostaria de dicas sobre novos negocios de artesania, mercado, contatos, etc. o onde encontrar informações relativas a essa atividade. Sou peruano e administrador de empresas (Por esso os erros de portugués), e meu desejo é ver essas pessoas com as vidas transformadas com dignidade.

Prezado Onirio,

Sua iniciativa é nobre, é a cada dia está mais difícil encontrar alguém que esteja disposto a ajudar as pessoas, o que vejo são seres individualistas, numa competição extrema, onde o mais importante é vencer o próximo, derotá-lo, pois ele é um concorrente e se for mais qualificado representa uma ameaça, poderá querer o seu lugar na empresa ou disputar contigo a próxima oportunidade de promoção.

É uma grande inversão de valores, fruto da nossa sociedade moderna baseada na destruição de tudo, até do Ser Humano, a partir de uma ausência total de princípios.

Um dia veremos isso mudado, quem sabe uma volta as origens. Uma forma para que isso aconteça mais rápido é cada um fazer a sua parte, sem esperar que os outros façam primeiro. Acredito ser esse o príncipio da transformação silenciosa.

Vejamos se posso contribuir de alguma forma, com relação aos questionamentos:

a) Conheco grande numero de pessoas que están desempregadas, não ten estudo e poucas possibilidades de progredir na vida. Gostaria de organiza-las numa cooperativa ou empresa, como fazer?

R: O ponto de partida da sua iniciativa tem a ver com o quanto você tem dinheiro para começar, vou considerar que você tenha pouco e trabalharia com contribuições.

Organizá-las numa cooperativa é uma boa saída, pois, além de trabalhar a qualificação delas, após algum tempo vocês podem buscar recursos via instituições de micro-crédito, são pequenos empréstimos, mas que fazem uma enorme diferença, seria interessante que você se informasse um pouco mais sobre o assunto. Em todos os estados já temos instituições de micro-crédito operando, veja por exemplo o Banco do Povo da sua cidade. Falando em Banco do Povo uma leitura obrigatória é o livro O Banqueiro dos Pobres – Muhammad Yunus. O livro relata uma experiência em Bangladesh. O autor ganhou em 2006 o Prêmio Nobel da Paz.

b) Gostaria de dicas sobre novos negocios de artesania, mercado, contatos, etc. o onde encontrar informações relativas a essa atividade

R: O fato de estarem desempregadas e com baixa escolaridade não significa que não tenham aprendido uma profissão. O ideal montar o grupo inicial e identificar quais são as experiências de vida de cada um deles e partir daí montar uma oficina artesanal ou mais, de forma que possam fabricar produtos ou prestar serviços.

Para as mulheres é muito comum terem habilidades em corte costura, o que, com poucas máquinas de costura possibilitaria a montagem de uma facção de roupas e trabalhar como terceirizada de grandes fábricas.

No caso dos homens uma atividade comum é a marcenaria, o que possibilitaria a fabricação de móveis, vassouras, brinquedos educativos, objetos de decoração, enfim, tudo o que for possível de ser fabricado a partir da madeira e de sobras de madeira.

Para aqueles não tem nenhuma qualificação a reciclagem de qualquer sub-produto pode ser uma alternativa interessante.

E para concluir, estude a possibildade de montar uma ONG (Organização Não Governamental), isso possibilitaria que você recebesse doações de pessoas físicas, empresas e repasses governamentais. Só para você ter uma idéia do volume de recursos que gira no terceiro setor, a poucos dias foi divulgado nos jornais que foram direcionados para as ONG, em 2006, o total de R$ 50 bilhões de reais de doações, quem sabe pode ser também um caminho para obter recursos. Monte um bom projeto e saia a busca de patrocinadores.

Gosto bastante de um site que pode ser o ponto de partida dos seus estudos, é o www.terceirosetor.org.br.

Desejo-lhe bastante sorte e mande notícias!!

Abraços,

Sérgio Oliveira

Adicionar comentário 5 de Abril de 2007 às 07:10 Sergio Oliveira

Sala de espera – sua empresa começa aqui!

Quem já tomou um belo chá de cadeira?
Ficou mais de uma hora na sala de espera?
Qual foi a sua reação?

Já me irritei mais em ficar plantado numa sala de espera. Hoje criei as minhas próprias defesas, sempre carrego na minha mochila um livro, uma revista, um mp3 com alguns podcast/músicas e um inseparável bloco de anotações para registrar os lampejos da mente (idéias).

Quem começa um novo negócio, se pequeno no tamanho e por natureza, sabe que não terá facilidades e que nem todas as portas estarão abertas, muitas vezes, conseguir marcar o horário num contato comercial e sentar na sala de espera já pode ser considerado uma grande vitória.

Numa dessas esperas fiquei a pensar, quais seriam os motivos para um profissional marcar um horário para uma reunião de negócios e fazer com que as visitas fiquem a esperar, escolhi três hipóteses:

a) Como forma de demonstrar poder
b) Desinteresse em receber o contato (então por que marcou?)
c) A empresa é desorganizada mesmo

Independente de qual será a mais votada e recorrente, posso afirmar que o empresário ou profissional que se comporta dessa forma necessita, no mínimo, de uma aulas de etiqueta corporativa, e num extremo, tal comportamento pode ser a ponta de uma iceberg que esconde uma empresa desorganizada, gerida por pessoas arrogantes e que pode ter o seu crescimento limitado se esse passar a ser um comportamento dominante.

Esse risco existe, pois, os empregados sempre olham para cima (gestores da empresa), em busca de exemplos a seguir, e se encontram passam a praticá-los, mesmo que sejam maus exemplos, esse é o perigo.

Já pensou se a telefonista gosta da idéia e passe a atender ao telefone, pedir um momento e deixar o cliente esperando só uns dez minutos? Se comparado com o que os chefes fazem, ela ainda pode achar que esta sendo eficiente, já que “eles” deixam os clientes que vão lá pessoalmente esperando por mais de uma hora…

1 comentário 4 de Abril de 2007 às 22:03 Sergio Oliveira


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