O preço da liberdade é R$ 8,00. Quem está na chuva tem que se molhar!

Foco ou Diversificação, eis a questão!

29 de Março de 2007 às 08:22 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 755

Beto, leitor do nosso blog, postou o seguinte comentário no artigo : “A todo vapor? Percepção Pura!” :

“Também estou com uma dúvida positiva. Gostaria de saber sua opinião à respeito. Tenho uma farmácia de manipulação no interior do estado do Paraná e, quero agregar valor, aumentando e colocando uma drogaria junto. Você acredita que seria uma boa opção agregar valor ao negócio ou estaria fugindo do foco principal que é manipulação?”

Caro Beto, vou desdobrar o seu questionamento em duas partes,as quais irei comentar:

1) Agregar valor a Farmácia de Manipulação, ampliando e colocando uma drogaria junto.

A farmácia de manipulação tem um apelo próprio e um público bem definido, quando comparado com uma drogaria tradicional.

Quando vamos numa drogaria tradicional levamos a receita e esperamos que ela tenha todos os remédios que pretendemos comprar, se não tem, já ficamos chateados, teremos que procurar outra e rodar até encontrar. O atendente também tem um comportamento diferente, é treinado para atender rápido, com cortesia, saber onde estão os principais remédios e suas prescrições. Ele atua como um papa-filas.

Já na farmácia de manipulação o atendimento é qualificado, o fluxo de clientes e menor, e o atendente pergunta para qual tratamento a fórmula a ser manipulada será utilizada, qual a quantidade desejada (se não tiver especificado), enfim, ele se envolve com a necessidade do cliente, que por sua vez, já vai sabendo que nem sempre fica pronto no mesmo dia, isso faz parte da regra e todos aceitam bem.

Quando você pensa em agregar valor, a idéia está correta, as drogarias tradicionais se transformaram em lojas de conveniência, além de remédios e produtos de higiene, vendem picolé, sorvetes, refrigerantes, chicletes, balas, bolachas, energéticos e outras coisas mais, o que favorece bastante o incremento do faturamento. É um novo conceito e que vem sendo difundido em larga escala.

A idéia é boa desde que sejam observados alguns detalhes:

a) Como você já tem uma clientela formada, uma bom ponto de partida seria criar um formulário com algumas perguntas ( no máximo dez) e consultá-los sobre a intenção de incorporar ao negócio uma drogaria tradicional, dar a eles a oportunidade de ajudar a decidir quais outros produtos que gostariam de encontrar na Drogaria (dentro do conceito de conveniência). Os clientes se sentem valorizados e criam vínculos com os negócios quando são chamados a participar das mudanças nas empresas.

b) Contrate um bom arquiteto e faça um estudo de layout, avalie se o seu espaço atual comporta a implantação de um segundo ambiente, de forma que o cliente, quando entrar, saiba identificar a farmácia de manipulação e o novo ambiente que será a drogaria. Se você embolar os dois negócios estará abaixando a guarda para que alguém abra próximo do seu negócio uma nova farmácia de manipulação, com o apelo de exclusividade na manipulação. (abordagem que você já utiliza hoje estará se afastando)

c) Caso o espaço atual não permita a adaptação, veja se é possível alugar as salas ao lado, de forma que você possa implantar a drogaria independente, porém, faça uma abertura na parede para que os clientes possam transitar entre as duas lojas (é uma opção interessante). Diferencie a decoração, os uniformes e tudo o mais que for possível.

2) Estaria fugindo do foco principal que é manipulação?

Foco ou diversificação é uma polêmica que já rendeu muita discussão e debates acalorados. Em minha opinião, não existe o certo ou o errado entre as duas alternativas, considero que elas não sejam excludentes. Dependerá muito da sua capacidade de gerenciar dois negócios afins, porém com características diferentes.

Só para reforçar o que digo, um dos Papas no assunto Marketing é o escritor Al Ries, co-autor do bestseller “Marketing de Gerra”, autor do livro “ As 22 Consagradas Leis do Marketing” e em 1996 lançou o livro “ Foco – uma questão de vida ou morte para sua empresa”. Ocorre que após o livro “Foco” ele editou artigos e que se não me engano, também viraram um novo livro, onde ele dizia que a bola da vez era a diversificação. Portanto, estamos livres para transitar entre as duas alternativas, com os devidos cuidados.

Qualquer que seja a decisão desejo-lhe sucesso.

Publicação arquivada em: Novos Negócios, Estratégia

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2 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Marcelo Ferreira Gonçalves  |  30 de Março de 2007 às 08:02

    Sergio, voce tocou num assunto que esta nos queimando as orelhas, sabe porque como vc sabe tenho a escola, e como ainda sou pequeno tento ficar na minha, mas acontece que temos alunos no pré III que ja sai lendo da nossa escola e eu e minha esposa não estavamos querendo entrar na educação fundamental, pois nessa etapa tem os tubarões, fico pensando entro ou não entro, apesar que nosso foco era fazer uma educação infantil com qualidade, com sabedoria, com um diferencial, que se vc olha a marca “TERRA BRASIL”, vc vai se lembrar de uma escola que tem qualidade, é complicado, mas como eu ouvi de um empresario amigo meu: Quem esta na agua tem que3 se molhar>

  • 2. fernanda briao  |  18 de Novembro de 2007 às 12:18

    olá , tenho farmácia no RS, coloquei minha drogaria faz uns 3 anos e consegui agregar valor, sem concorrer com os manipulados, deixando bem claro, que temos as 2 opções.

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