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Empreendedores do amanhã

8 de Fevereiro de 2007 às 11:38 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1431

Se você tem filhos com idade entre 5 e 10 anos, acompanha as tarefas escolares e participa das reuniões de pais e mestres saberá do que estou falando.

Para qual mundo nossos filhos estão sendo preparados?

As matérias que eles aprendem terão qual utilidade na vida adulta e profissional?

Se for verdade que a personalidade de uma criança é formada até os 9 anos de idade estamos com um sério problema para resolver.

Os modelos educacionais predominantes nas escolas do ensino fundamental e médio no nosso país estão muito distantes do que seria necessário para educadores que tem a responsabilidade de preparar os futuros cidadãos do nosso país, quem dirá para desenvolver neles um espírito empreendedor.

Culpa de quem?

Preparar para, primeiro passar no vestibular e depois garantir um bom emprego é retrógrado, arcaico e até certo ponto irresponsável, pois não saberemos se existirão empregos para todos na aldeia global que se configura para o futuro.

Como serão as relações de trabalho daqui a 30 anos, quando eles estão no auge da capacidade produtiva?

Desempregados? Talvez!

Emprendedores? Só se forem autodidatas, pois não estão sendo preparados para isso.

Não vejo essa preocupação nas reuniões de pais e mestres. Recentemente sugeri que esse tema fosse colocado em debate e todos olharam para mim como se eu fosse um lunático.

Talvez seja e não saiba, mas estou convencido de que temos que começar certo, desde a infância, dentro de casa. A educação dos filhos não pode ser terceirizada para a escola, não compete só a eles essa tarefa.

Da educação dos meus filhos cuido eu, digo a eles que a escola é um local importante para aprender, conhecer amigos e se divertir. Falar de futuro é um papo nosso. No modelo de ensino atual veremos os nossos filhos muito bem educados e sem nenhuma perspectiva de futuro.

Portanto, enquanto não vemos ares de mudança nas escolas tradicionais, cabe a cada um, na condição de quem trouxe essas criaturas ao mundo o dever de capacitá-lo para essa nova realidade.

Para isso teremos que abrir não das nossas horas de Big Brother, Faustão e Gugu para a difícil tarefa de brincarmos com os nossos filhos e ensiná-los, saborosamente, de forma lúdica, conceitos sobre empreendedorismo e finanças pessoais, que lhes sejam úteis e os preparem para se sentirem seguros o bastante para trilharem seus próprios caminhos quando chegar a hora.

Publicação arquivada em: Capital Humano

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3 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Marcelo Ferreira Gonçalves  |  9 de Fevereiro de 2007 às 11:48

    Eu achei muito interessante a sua opinião e o nosso maior cuidado com as crianças é ensinar a elas como ser um cidadão e como saber resolver os nossos dilemas em nosso mundo e não ensinar ela ser um empregado, mas sim um empreendedor, uma pessoa que saiba resolver qualquer tipo de problema que aparecer em sua vida, temos uma escola de educação infantil e o nosso objetivo é fazer que quando essas crianças crescerem saibam encarar todos tipos de problemas sem nenhum sacrificio para resolver. visite o nosso site www.escolabrasil.com.br, abraços Marcelo

  • 2. Ismael Prado  |  9 de Fevereiro de 2007 às 11:52

    Aí, uma boa oportunidade de negocios, uma escola que desenvolva além das atividades academicas tradicionais insira em seu programa atividades que desenvolvam o empreendorismo dos mais jovens.

  • 3. Maria Gabriela (Bia)  |  9 de Fevereiro de 2007 às 20:00

    Concordo que temos de ensinar as novas gerações a lidar melhor com dinheiro, ter noções financeiras.

    Minha mãe teve aula de contabilidade no colegial (década de 60). Infelizmente isso sumiu do currículo. O sistema de ensino não é mais o mesmo.

    Também devemos atentar para o fato de que é preciso mudar a cultura de que ensinar sobre dinheiro é ser capitalista demais, como já ouvi profissionais de ensino dizerem (professores, psicólogos, pedagogos), afinal de contas, aulas de finanças para crianças podem ser dadas numa escola, mas fora do horário normal, pois o MEC precisa mudar de mentalidade também.

    Eu vejo muito minha geração sendo consumista, ficando endividada e tendo uma enorme preguiça de falar em dinheiro como se deve. Parece preguiça de pensar.

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