Empreendedores do amanhã
Se você tem filhos com idade entre 5 e 10 anos, acompanha as tarefas escolares e participa das reuniões de pais e mestres saberá do que estou falando.
Para qual mundo nossos filhos estão sendo preparados?
As matérias que eles aprendem terão qual utilidade na vida adulta e profissional?
Se for verdade que a personalidade de uma criança é formada até os 9 anos de idade estamos com um sério problema para resolver.
Os modelos educacionais predominantes nas escolas do ensino fundamental e médio no nosso país estão muito distantes do que seria necessário para educadores que tem a responsabilidade de preparar os futuros cidadãos do nosso país, quem dirá para desenvolver neles um espírito empreendedor.
Culpa de quem?
Preparar para, primeiro passar no vestibular e depois garantir um bom emprego é retrógrado, arcaico e até certo ponto irresponsável, pois não saberemos se existirão empregos para todos na aldeia global que se configura para o futuro.
Como serão as relações de trabalho daqui a 30 anos, quando eles estão no auge da capacidade produtiva?
Desempregados? Talvez!
Emprendedores? Só se forem autodidatas, pois não estão sendo preparados para isso.
Não vejo essa preocupação nas reuniões de pais e mestres. Recentemente sugeri que esse tema fosse colocado em debate e todos olharam para mim como se eu fosse um lunático.
Talvez seja e não saiba, mas estou convencido de que temos que começar certo, desde a infância, dentro de casa. A educação dos filhos não pode ser terceirizada para a escola, não compete só a eles essa tarefa.
Da educação dos meus filhos cuido eu, digo a eles que a escola é um local importante para aprender, conhecer amigos e se divertir. Falar de futuro é um papo nosso. No modelo de ensino atual veremos os nossos filhos muito bem educados e sem nenhuma perspectiva de futuro.
Portanto, enquanto não vemos ares de mudança nas escolas tradicionais, cabe a cada um, na condição de quem trouxe essas criaturas ao mundo o dever de capacitá-lo para essa nova realidade.
Para isso teremos que abrir não das nossas horas de Big Brother, Faustão e Gugu para a difícil tarefa de brincarmos com os nossos filhos e ensiná-los, saborosamente, de forma lúdica, conceitos sobre empreendedorismo e finanças pessoais, que lhes sejam úteis e os preparem para se sentirem seguros o bastante para trilharem seus próprios caminhos quando chegar a hora.
3 comentários 8 de Fevereiro de 2007 às 11:38 Sergio Oliveira