Férias do Empreendedor - você merece!
Se tem algo que fica extremamente comprometido quando iniciamos o nosso negócio próprio são as férias, principalmente nos primeiros anos, quando investimos tudo o que temos e ainda ficamos devendo. É assim com quase todos os empreendedores de primeira viagem. Sem férias e muitas contas para pagar.
Todo o esforço passa a ser direcionado para o incremento das vendas e a busca incessante de lucros que permitam manter o equilíbrio financeiro. Salvar a empresa das negras estatísticas de fechamento que assombram a todas as pequenas empresas brasileiras até o quinto ano de vida passa a ser prioridade total, só que esse instinto de sobrevivência cobra um preço muito alto se o negócio não foi corretamente planejado.
No meu primeiro negócio, foram sete anos de muita luta, atuavamos no setor de alimentação. Durante a semana a preparação da matéria prima e a produção ocupavam grande parte da nossa atenção, sendo que os nossos melhores dias de faturamento eram nos finais de semana e feriados.
Foram sete anos de muito aprendizado e apenas algumas semanas de folga. Hoje olho para o passado e vejo que, se não ganhamos o dinheiro que gostaríamos, recebemos sob a forma de experiência, que foi riquíssima e que nos credenciou para os passos seguintes.
Se tem algo que aprendi e que carrego comigo até hoje é que nós somos reféns das nossas escolhas, portanto, se você está acostumado com 30 dias de férias todos os anos, totalmente despreocupado, esse mundo não existe na vida dos empreendedores, pelo menos para a grande maioria.
Lançar-se na empreitada de um novo negócio é um desafio e tanto, que consumirá as economias financeiras, exigirá esforços e sacrifícios de toda a família, principalmente esposa (o) e filhos.
Converse bastante em casa, avalie. Uma garantia de equilíbrio na família é ter uma renda alternativa, de forma que não dependam de retiradas mensais do novo negócio para sobreviver. (Isso é dificílimo, poucos conseguem, o comum e misturar vida pessoal com o caixa da empresa).
Se você puder avaliar com calma a idéia de empreender, pare e pense:
- Sente-se completamente preparado?
- Sua família está plenamente convencida dos sacrifícios no presente em troca de benefícios futuros?
Se não, o melhor a fazer é adiar um pouco o sonho do negócio próprio, aumentar as economias, envolver a família no projeto e escolher um novo momento.
Já vi diversos casamentos acabarem a partir da abertura de negócios mal planejados. Um promete que dará tudo certo , o outro apesar de não acreditar, concorda para não desapontar, e ao final, os dois se enganaram e sobram os desentendimentos.
Outro dificultador são as famílias que querem manter o padrão de vida e de conforto que tinham quando o Pai/Mãe eram empregados de empresas que pagavam gordos salários. Isso pode ser desastroso quanto iniciamos os novos negócios e a palavra de ordem passa a ser economia.
Se empregado ou empreendedor, não importa, todas as pessoas merecem um descanso, precisam se desligar um pouco e não existem meses melhores para isso do que em dezembro/janeiro, quando avaliamos o ano que passou, analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, se estamos felizes, o que poderíamos melhorar e o que pretendemos para o ano que se inicia.
De alguma forma, mesmo que esteja consumido pelo seu negócio, tente sair pelo menos uma semana, faça uma boa reflexão, recupere o seu equilíbrio, curta sua família, afinal, vocês merecem e 2007 promete ser um grande ano.
Você precisará estar renovado para perceber e aproveitar as melhores oportunidades!!!
Bom descanso!!!
1 comentário 10 de Janeiro de 2007 às 14:40 Sergio Oliveira