Arquivo de 14 de Dezembro de 2006

Seu sábio saber pode estar equivocado.

Quando o assunto é gestão de pessoas, observo que alguns gestores se tornam confiantes demais e se julgam exímios conhecedores do comportamento dos empregados, pois, acham que já vivenciaram muitas experiências e isso lhes credenciam a parar no tempo e começar a dar pareceres sobre a alma humana e a realizar julgamentos.

Permita-me decepcioná-los ao recordar que o ser humano é uma espécie em evolução e por isso não existe linha de chegada em gestão de pessoas. É uma corrida que recomeça a cada instante.

Considere o dia seguinte sempre como um novo ponto de partida. Análise a sua própria vida e veja a imensidão de fatos que ocorrem a partir do momento que você deixa a empresa ao final do expediente, até o seu retorno no dia seguinte.

O seu empregado irá para casa e poderá encontrar sua esposa/marido feliz ou triste, receber uma ligação dos familiares dando uma notícia alegre ou trágica, seu filho pode ser aprovado na escola com honras ou reprovado, ele pode ter tido uma noite tranqüila ou passado em claro refletindo sobre os rumos que a sua vida tomou.

No dia seguinte, ao retornar a empresa, ele será uma pessoa um pouco diferente do dia anterior, pode ter tomado a decisão de pedir desculpas por um ato impensado, parar de fumar, iniciar na academia de ginástica ou se dedicar mais à empresa e isso passará a nortear as suas ações a partir de então.

Imagine que você chegou na empresa pela manhã e resolveu dar um feedback para esse empregado, fixado no que conhecia dele até o dia anterior, você poderá cometer um grande erro.

Desconheço pessoas que abram a sua vida por completo, portanto, o que sabemos das pessoas que conhecemos e das quais trabalham na nossa empresa é uma parte muito pequena das suas vidas, a qual estão dispostas a revelar. Digamos, uns 10%. Os demais 90% ficam armazenados em seus cérebros, pensamentos que os tranqüilizam ou infernizam a cada momento. Vale o ditado popular: “Cada cabeça uma sentença”.

O equilíbrio, que passou ser objeto de desejo de muitos parece estar cada dia mais distante das pessoas. É privilégio de poucos monges budistas. Seres comuns que habitam o mundo real não encontram a senha para entrar nesse plano espiritual.

Observe a sua volta, na sua empresa e veja que, a quantidade de pessoas equilibradas e com um senso de direção da própria vida tem sido cada dia menor.

Os empreendedores, empresários, gestores ou líderes, dê o nome que você quiser dar, prefiro me referir as “pessoas que comandam pessoas”, esses são os principais responsáveis pela construção do equilíbrio no ambiente de trabalho, o que guardadas as proporções, provocará imensos reflexos na vida pessoal de cada um deles, com extensão nas famílias.

Pessoas desequilibradas são sinônimas de perda de produtividade, baixa criatividade e ausência de compromisso com a empresa.

Pessoas felizes dão a vida por uma causa justa e, defender a empresa na qual trabalham, que lhes respeita, permite a troca de idéias, remunera corretamente e oferece oportunidades de crescimento pode ser a causa que tanto procuram para se agarrarem e darem sentido as suas vidas.

Faça suas apostas!!!

1 comentário 14 de Dezembro de 2006 às 22:00 Sergio Oliveira


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