Arquivo de Novembro de 2006
Se você já começou o seu negócio ou pretende começar, algumas perguntas são fundamentais e devem ser pontos de reflexão:
- Você tem um fluxo de caixa das suas finanças pessoais?
- Sua empresa tem um acompanhamento de Fluxo de Caixa diário?
- Se pedir para que você me explique em 5 minutos como está a condição financeira da sua empresa hoje, você consegue?
Organização financeira começa em casa. Nunca conheci um empresário que tenha as suas contas pessoais desorganizadas e que tenha uma empresa exemplar e que dê lucro.
A correlação é direta, empresário descontrolado na sua vida financeira pessoal é dono de empresa também descontrolada financeiramente.
Empresário organizado na sua vida pessoal é sinônimo de empresa organizada, o que aumenta as chances de lucro.
Conhecer as suas finanças e as da sua empresa é ponto de partida para fundamentar as decisões futuras que envolvam gastos e investimentos.
Se pretende iniciar o seu negócio ou organizar um já existente, comece estudando o fluxo de caixa. Sem dinheiro e pendurada de dívidas sua empresa não irá para lugar nenhum.
Uma oportunidade ímpar para aprender esses conceitos e como utilizá-los está agora disponível, através do site do SEBRAE/SP, na Academia Virtual do Empreendedor, faça já a sua inscrição. Esta é uma chance para aqueles que não tem tempo de freqüentar cursos presenciais, e acima de tudo é grátis.
30 de Novembro de 2006 às 23:11
Sergio Oliveira
Nesta semana vivenciei uma experiência muito interessante, conheci uma empresa que tem um problema que muitas gostariam de ter, ganha dinheiro no que faz, não tem dívidas, acumula recursos e neste momento discute se deve ou não crescer em função da pressão que vem recebendo dos clientes por novos produtos.
Ela tem uma produção em série, que se desdobra em vários ítens e uma enorme vantagem competitiva na obtenção da matéria-prima, que entra com um custo muito baixo na sua linha de produção e permite que ela tenha uma margem de lucro excelente. O parque industrial é misto, lá encontrei máquinas modernas, de última geração e outras que já estão bastante ultrapassadas, mais apropriadas para uma pequena produção e com caráter artesanal, o que não era o caso.
Apesar do conflito na produção, que é por opção, a empresa possui recursos para se modernizar por total, ela tem um excelente posicionamento de mercado, ocupando uma fatia importante do mercado nacional, quando consideramos o nicho de mercado em que atua. Nicho este que está em desenvolvimento, mas deverá ser expandido nos próximos anos devido as tendências de mercado que já se confirmam.
Se está tudo equilibrado, por que se preocupar então?
Ocorre que conhecia a empresa através das propagandas que ela realiza e também por utilizar alguns dos seus produtos. A imagem que eu tinha era de uma empresa que faturasse dez vezes mais do que fatura atualmente. Isso me surpreendeu bastante. A imagem na mente do consumidor é maior que seu porte. Posso afirmar com tranqüilidade que a marca criada, hoje, vale mais do que a empresa, só que eles optaram por não crescer.
Encontrei algo inusitado, me recordei do caso do Requeijão Catupiry, que revolucionou a culinária brasileira, criado em 1911 ,na sua caixinha de madeira tradicional e insistindo em não expandir a produção e crescer, a quantidade que produzia passou a ser disputada por todos, uma novidade, enriquecia o sabor dos alimentos e ter Catupiry à mesa era chique. Isso a vinte anos atrás. Os concorrentes perceberam o espaço a ser ocupado e hoje basta visitar um supermercado e ver a infinidade de marcas produzindo requeijão cremo idêntico ao Catupiry. O preço de antes e a vantagem competitiva se foram, hoje a concorrência é voraz e a margem bastante apertada. São os novos tempos que sempre chegam.
Conversamos bastante sobre isso, ele tinha conseguido o mais difícil, desenvolver produtos com qualidade superior, preferidos pelas pessoas no momento da decisão da compra, num preço aceitável, uma margem de lucro acima da média do setor, uma capacidade instalada com possibilidade de dobrar a produção sem novos investimentos, enfim, faltava a decisão de ocupar uma fatia maior de mercado, até como forma de desestimular concorrentes que venham a se interessar em copiar seus produtos e passarem também a disputar esse nicho.
Creio que, como a empresa não tem dívidas e acumula recursos financeiros, isso gerou uma certa acomodação nos sócios, desestimulando a busca de novos desafios. Uma exposição desnecessária, pois, o produto desenvolvido por eles é de fácil cópia e produção, não tem barreiras tecnológicas protegidas por patentes, sendo a única barreira os investimentos exigidos em máquinas e equipamentos para se iniciar a produção que são elevados.
Sugeri algumas alternativas que ainda não tinha sido pensadas por eles e que acredito, permitirá o crescimento de forma sólida e ordenada. Se pude contribuir de alguma forma foi esclarecendo os pontos que acho que são fundamentais nesses raros casos:
- O crescimento e a ocupação de uma fatia maior de mercado é urgente e necessária, tem que ser tratada como uma necessidade e não como uma opção, é uma decisão estratégica e como tal deve ser tratada.
- Quando não se tem barreiras a entradas de novos concorrentes, a batalha a ser travada é no campo da consolidação da marca e da ocupação de fatias maiores de mercado. Isso pede decisões rápidas e acertadas.
- A chegada de novos concorrentes é inevitável, só que eles avaliarão com mais cautela antes de competir no mesmo nicho e disputando os mesmos clientes.
- Quando as pesquisas confirmam que já existe uma empresa lider num nicho de mercado, os novos concorrentes entrarem brigando num degrau abaixo ou acima, em função de já existir um relacionamento estreito e de confiança entre a lider o os seus clientes consumidores, alicerçado nos fatores subjetivos que compõe a decisão da compra, que costumam sobrepor as pequenas diferenças de preços.
É a tão sonhada identidade que pouquíssimas marcas conseguem construir, passando a habitar na mente e no coração dos seus consumidores por longos anos. Essa etapa a empresa já venceu.
Exemplos claros disso pode ser visto visitando a pesquisa Folha TOP of MIND 2006, ( veja no site o resultado clicando na opção “apresentação 2006”). Algumas empresas acabaram de ser eleitas como absolutas na preferência do consumidor, por quanto tempo elas irão permanecer dependerá bastante da forma como elas tratarão esse podium, a premiação e o reconhecimento podem ser um convite a acomodação ou um forte estímulo a busca de melhorias continuas e a conquistas de novas fatias de mercado. Vivo no mundo da segunda opção.
25 de Novembro de 2006 às 10:27
Sergio Oliveira
A paralização das atividades da fábrica de calçados Samello, na cidade de Franca/SP, mostra que grandeza nem sempre é sinônimo de solidez.
Fundada em 1924 por Miguel Sábio de Mello, teve o seu auge na década de 90, quando chegou a empregar 2,7 mil pessoas. Hoje possui menos que 100 funcionários. Só em outubro foram demitidos 340 empregados após acordo com o Sindicato local.
Segundo reportagens divulgadas nos jornais Valor Econômico ( 16/11/06) e O Estado de São Paulo (17/11/06), a empresa entrou com pedido de recuperação judicial (concordata) justificando que encontra-se em série crise econômico-financeira motivada pelos seguintes fatores:
- Valorização do real
- Mais de 60% da produção voltada para a exportação
- Inadequada estrutura de financiamentos
- Concorrência chinesa
A falta de caixa para manter a produção levou a paralisação das atividades a mais de um mês. Para ser retomada a empresa estima necessitar de 5 milhões de reais de aporte financeiro.
Com o pedido de recuperação judicial a empresa se afasta da pressão dos credores, bancos e fornecedores e passa a ter condições de repensar o negócio.
O total da dívida foi apurada em 55 milhões de reais, já considerando salários e encargos financeiros.
Uma notícia boa é que o patrimônio da família é bem superior ao total da dívida. Apenas uma fazenda no Mato Grosso está avaliada em 60 milhões.
O processo de profissionalização foi iniciado em 2003/2004, com a criação de um conselho familiar e a contratação de profissionais do mercado para gerir a empresa. Naquele momento a empresa já se encontrava com a necessidade de saneamento financeiro.
O que o caso da Samello nos explicita?
Do ponto de vista gerencial:
- Que os problemas enfrentados no dia a dia pelas pequenas empresas também afligem as grandes. Muitas vezes achamos que algumas empresas são sólidas e grandes demais para quebrar, o que nem sempre é verdade.
- Algumas regras básicas se aplicam a todas as empresas, independente do porte. Cuidados como estar atento aos cenários prováveis, as mudanças de rota dos mercados, preferências dos clientes, os passos da concorrência e o principal, juntar tudo isso e tomar decisões rápidas. Nessa hora a empresa pede ajuda e um mês a mais pode significar sérias complicações.
Mas, de nada adianta colocar dinheiro novo em empresa que está perdendo dinheiro. O dreno tem que ser fechado e a empresa reposicionada. Caso contrário, mais dinheiro só amplia o problema.
Do ponto de vista Operacional, dentre os fatores citados gostaria de ressaltar dois:
- Inadequada estrutura de financiamento – Quando olhamos para uma empresa como a Samello, como meros observadores, imaginamos que ela tenha a possibilidade de negociar as melhores condições de financiamentos junto a bancos, conseguindo taxas mais baixas e prazos adequados ao tipo de necessidade financeira. O que também não é uma verdade, pois a própria declaração da empresa ressalta que o mix de recursos de bancos está concentrado no curto prazo e sufocando o caixa de empresa.
- Fluxo de Caixa negativo – As atividades foram paralisadas por falta de R$ 5 milhões de reais. De nada adianta ter um patrimônio em nome dos sócios superior a R$ 100 milhões de reais e não ter a liquidez mínima necessária para mantê-la funcionando.
Sou admirador da Samello, da sua história, da sua tradição, da qualidade dos seus produtos, da estratégia de abertura de lojas próprias e do seu reconhecimento no exterior como uma empresa 100% brasileira que tem condições de competir mundialmente e levar o nome do nosso País fronteiras afora, por isso, neste momento estou na torcida para que a empresa tenha êxito na sua recuperação judicial e volte a funcionar.
Desejo-lhes sorte!!!
21 de Novembro de 2006 às 21:57
Sergio Oliveira
Recentemente precisei trocar os pneus do meu carro, fiz a pesquisa de preços durante uma semana, os pneus deveriam ser goodyear, como os originais que vieram de fábrica.
Optei pela empresa… DPASCHOAL (com lojas em vários estados) que ofereceu o menor preço e a proposta de garantia dos pneus.
Recebi um certificado de garantia através do qual devo seguir uma rotina de rodízio dos pneus, revisão do alinhamento e balanceamento , a cada 5.000 km, sendo que se cumprir todo o ritual os pneus deverão durar 60.000 km ( os anteriores duraram apenas 45 mil km).
Caso não resistam até a quilometragem prevista terei desconto na compra dos pneus novos proporcionalmente ao que faltou de quilômetros a serem rodados.
Já fiz dois retornos e foi muito bem atendido, cortesia e presteza imperaram, a previsão de horário foi cumprida e os serviços executados com qualidade, sendo que na primeira visita a checagem foi realizada, o rodízio de pneus efetuado, sem custos.
Todos procuram empresas em que possam confiar, principalmente quando o produto que você compra vem associado a uma prestação de serviços.
Observe o seu negócio e veja se os seus clientes saem da sua empresa com a sensação de que realizaram um bom negócio, se os seus empregados entendem a filosofia da sua empresa e a praticam no dia a dia.
Sugiro uma visita ao site da empresa e que conheçam um pouco da história, missão e valores da DPASCHOAL, pelo pouco que vi posso dizer que é um bom exemplo de atendimento e gestão a ser seguido.
Eles estão de parabéns!
15 de Novembro de 2006 às 08:09
Sergio Oliveira
A mesma pessoa assume comportamentos diversos, dependendo do local que frequenta e das atividades que está desenvolvendo.
Quando estou no trabalho, pontualidade é fundamental.
De férias na praia, meu relógio é o sol.
Quando vou a um almoço de negócios sou exigente com o atendimento.
Comendo pastel no Mercado Municipal relevo a organização.
No teatro quero silêncio e apreciar o show.
Já no carnaval, barulho e descontração.
Na livraria procuro as novidades,
No sebo garimpo as preciosidades.
Portanto, não tente entender o seu cliente por completo, dará muito trabalho, procure identificar onde sua empresa se encaixa nos vários papéis que ele representa no dia a dia.
Cada dia mais as pessoas procuram um atendimento que seja cortez e vendedores que saibam se relacionar. Aposte nisso!
13 de Novembro de 2006 às 20:52
Sergio Oliveira
Tentar mapear os hábitos de consumo dos seus clientes e analisar o comportamento deles é o sonho de toda empresa que se propõe a ser íntima dos seus clientes.
O que fazer com isso poucas sabem, mas tem um belo banco de dados que permitem várias ações.
Banco de dados não geram negócios, idéias simples e agradáveis conquistam as pessoas e aumentam a simpatia que elas tem com a sua empresa.
Daí para frente é só cumprir as promessas que foram feitas, de ter excelência no atendimento, preço atrativo, produtos de qualidade…
Tome o cuidado quando for realizar qualquer ação de telemarketing, principalmente se as ligações forem nos horários prováveis que o seu cliente estará em casa:
- Horário de almoço ( O tempo geralmente é cronometrado, mal dá para almoçar)
- Após as 20:00 hs ( As pessoas podem estar cansadas e não estão afim de responder pesquisas ou saber sobre produtos)
- Finais de semana ( nem pensar!!!)
Logo, como fazer para atingir o tão sonhado cliente em potencial?
Também não sei, coloque a sua equipe para pensar, comece excluindo tudo o que possa deixar o seu cliente irritado e sem paciência com a sua empresa.
Recentemente recebi oito ligações, todas em horários inoportunos, era da montadora dona da marca do veículo que utilizo, querendo saber a minha satisfação com o atendimento prestado pela concessionária que me atende.
Para ficar livre deles tive que dizer que vendi o meu carro ( o que não é verdade) e que como não tinha mais carro da marca não fazia sentido responder tal pesquisa.
Portanto, cuidado para não antecipar a decisão do seu cliente de abandonar a sua loja, seus produtos ou os seus serviços, as suas ações de telemarketing poderão ter efeito contrário.
12 de Novembro de 2006 às 09:32
Sergio Oliveira
Procure na literatura sobre negócios quem se aventura a escrever sobre os fracassos que teve e o quanto aprendeu com isso, encontrará pouco ou quase nada.
Vivemos numa sociedade que cultua o acerto, o êxito e a riqueza. De preferência se vierem bem rápido, como nas novelas. O personagem já nasce rico e com o cargo de Presidente de uma próspera empresa, sempre imponente e luxuosa.
Comparações a parte, volto para realidade em que vivemos, mais precisamente no Brasil, um país em desenvolvimento e que se apresenta como uma das quatro nações que prometem ascender a condição de nação rica nos próximos 20 anos. (Compõe o quarteto de nações que tem sido chamadas de BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.)
Ocorre que uma nação rica é formada por empresários ousados, competentes, que se preparam para empreender, não tem medo de fracassar e recebem apoio da família, da sociedade e do governo.
Outro ponto fundamental no nosso país é mudar a forma como são tratados os empreendedores que fracassam, é como se de repente ele mudasse de cor ou adquirisse uma doença grave. As pessoas se afastam deles temendo que fracasso empresarial seja sinônimo de azar e mais que isso, seja contagioso.
Quando o negócio dá errado, chegam os catastrofistas de plantão:
- Te falei que você deveria ter estudado e arrumado um bom emprego público como seu pai, que trabalhou a vida inteira, se aposentou e vive uma vida tranqüila!
- Se você tivesse me escutado não teria saído do seu emprego, salário garantido no final do mês, férias de 30 dias, agora está aí, desempregado, gastou todo o dinheiro, com dívidas e sem saber que rumo seguir!
Já escutei esses discursos do atraso tantas vezes que perdi a conta, as pessoas que pensam dessa forma não tem culpa, a educação que receberam as condicionaram para pensar desta forma. Mais uma vez voltamos ao ponto crucial que determinará o sucesso ou fracasso de uma nação: O nível de educação da sua população e o quanto ela foi preparada para empreender.
Experimente entrar num banco para falar do seu novo negócio e inserir na conversa histórias dos seus negócios anteriores que não deram certo, os cheques devolvidos , os protestos, que você levou anos para recuperar, que agora está mais experiente e que não cometerá os mesmos erros. Se fizer isso os seus possíveis limites de crédito, se forem aprovados serão reduzidos pela metade.
Poucos no nosso país estão preparados para aceitar o fracasso como uma etapa da jornada empreendedora e conversar sobre ele de forma madura. O ideal é acertar sempre, mas isso não é a realidade em nenhum país do mundo, o que podemos é aumentar as chances de êxito a partir de práticas que levem a isso.
O que posso afirmar é que prefiro realizar negócios com empresários que já tiveram experiências de insucesso profissional, caíram no fundo do poço, escalaram suas paredes, avaliaram os erros cometidos, se qualificar e iniciaram um novo negócio, no mínimo suas histórias de vida são mais interessantes.
11 de Novembro de 2006 às 17:49
Sergio Oliveira
Costumo classificar os empreendedores com relação a forma que realizam os seus investimentos em dois grupos: os que tem visão patrimonialista e os que tem visão de mercado.
Empreendedor com visão patrimonialista – é aquele que inicia a empresa já adquirindo o imóvel para a sede própria, veículos novos e todo o maquinário novo ( mesmo que fique ocioso), ele se sente seguro por poder entrar na sua empresa e visualizar os seus bens (patrimônio) ali, ao seu lado, isso lhe passa uma sensação de segurança e bem estar, mesmo que seu negócio não esteja gerando lucros suficientes para crescer, se estiver mantendo o patrimônio e melhorando um pouco por ano ele está satisfeito. Muitas vezes falta dinheiro para fechar a folha de pagamento e pagar fornecedores. Ele resolve a sua falta de dinheiro buscando empréstimos em bancos.
Empresário com visão de mercado:
· Aluga o imóvel para instalar a empresa e tem maior liberdade para mudar quando a empresa crescer sem ter que se preocupar com a venda e a compra de um novo imóvel. ( foco no negócio)
· As entregas são terceirizadas, com isso ele fica livre da responsabilidade de manter o veículo.
· Compra máquinas e equipamentos essenciais para o funcionamento da empresa, fabrica fora tudo o que for possível, desde que não comprometa a produtividade e competitividade da empresa.
· Mantém dinheiro em caixa. ( fundamental para não depender de bancos)
· Negocia duro com fornecedores e consegue excelentes descontos para pagamento a vista. ( isso permite preços de venda mais competitivos)
· Os financiamentos que utiliza de bancos são de longo prazo (investimentos) com isso se beneficia da carência e das taxas de juros subsidiados ( ex: linhas BNDES, FINAME, PROGER)
· Está sempre atento e a procura de oportunidades que permitam que seu negócio cresça e seja mais rentável.
· Sabe exatamente onde seu negócio está e onde quer chegar (aumenta o êxito nas decisões)
Ter visão patrimonialista é o padrão dos empreendedores brasileiros, é uma forma de comportamento empresarial que tem como premissa a manutenção do negócio.
Já a visão de mercado diria que é a ideal, o nosso país precisa de empreendedores com visão de mercado, uma visão acertada da gestão financeira com foco no negócio, prontos para crescer e gerar mais empregos, vêem o empregado como um parceiro e por isso remuneram melhor e buscam sempre o menor preço para o seu cliente sem comprometer a qualidade, enfim, fazem a roda da economia girar, meu voto de confiança é para esse time.
10 de Novembro de 2006 às 07:17
Sergio Oliveira
Esse é o maior sonho dos empreendedores que conheço, todos acham que sua empresa nasceu predestinada a triunfar e que o céu é o limite.
Pensar grande nunca foi um defeito, vejo como uma virtude, a capacidade de sonhar é que mantém vivo a maioria dos empreendedores.
Independente do estágio atual do seu negócio, pode ser no campo da imaginação ou já em funcionamento, alguns ensinamentos são valiosos.
Gosto de conhecer as histórias dos que conseguiram chegar ao podium, mas confesso que a minha maior busca é pelas entrelinhas, a grande sacada ou seja, o que levou o negócio ao patamar atual, quanto se errou para chegar ao sucesso e o preço que foi pago por esses erros.
Procuro depurar o que foi dito e escrito, empresas que desfilam como vencedoras e tem por trás esquemas de corrupção para ganhar licitações ou que trabalham alavancadas por sofisticadas teias de sonegação fiscal não me interessam, isso não são casos de sucesso e sim de polícia, são professores do que tem de pior no Brasil e só oneram os que lutam pelo seu espaço ao sol e pagam os impostos corretamente.
Coleciono matérias de jornais, revistas e entrevistas de grandes líderes, mesmo sabendo que eles não contam a “grande sacada”, por uma questão estratégica ou mesmo pelo fato dela não existir, alguns dos maiores segredos de sucesso que pude decifrar durante todos esses anos, conto a todos sem restrições: Acorde cedo, trabalhe bastante, conheça os números da sua empresa e do concorrente, economize cada centavo, saiba comprar, saiba vender, surpreenda o seu cliente, faça parcerias, valorize seus empregados, seja transparente, tenha uma empresa transparente, pague seus impostos, ajude uma comunidade carente e preserve o meio ambiente.
Fazendo um paralelo entre as grandes empresas que observo e as pequenas que participo no dia a dia, posso dizer que, guardadas as proporções, a forma de se administrar uma pequena empresa e levá-la ao sucesso não é muito diferente do que é feito nas grandes corporações. Muda um pouco a intensidade em cada ação.
Nas pequenas empresas brasileiras temos um sentimento muito forte de paternidade, é como o pai que criou o filho para ele e não para o mundo e acha que nunca chagará a hora dele partir.
O fundador sofre para passar o comando para a próxima geração da família, pessoas que ele mesmo preparou. Vide o caso da Cofap, a história de uma empresa brasileira de controle familiar onde não se teve a habilidade suficiente para transferir o comando, seja pela falta de confiança nos sucessores ou pelo apego excessivo a criação, uma empresa que nasceu pequena, tem uma história belíssima, atingiu padrões de classe mundial e foi comprada pelo capital internacional.
Se quisermos inserir o Brasil no mapa mundial de negócios precisamos preparar as nossas pequenas empresas como se grandes fossem, a gestão profissionalizada deixou de ser um modismo e passou a ser uma necessidade, carregue contigo o mérito de ter dado vida a um novo negócio, mas tenha a sensibilidade de perceber o momento que sua empresa roga por conhecimentos que você não possui, que gastaria um tempo para adquiri-los, e que a “sua empresa” não poderá esperar.
Busque o auxilio de uma empresa de contratação de executivos, entenda como eles trabalham. Os custos pelo serviço são aceitáveis e o cadastro que eles possuem permitem um alto índice de acerto.
A velocidade dos acontecimentos pode guardar surpresa.
E se ao abrir os olhos sua empresa realmente tiver crescido? Oito, dez anos se passaram e você nem percebeu que aquela pequena empresa já fatura hoje mais de 20 milhões/ano, alguns investidores batem a sua porta propondo parcerias ou sociedade, como tratá-los?
Você não se preparou para isso, não tem ao seu lado profissionais que possam te orientar, enfim, sua pequena empresa é uma ilha onde você reina soberano.
Alguns entendem o momento e aproveitam a oportunidade, outros se fecham e acham que isso é uma ameaça. Essa pode ser a diferença entre os que triunfam e os que fracassam.
O escritório paulista de advocacia *Tozzini, Freire, Teixeira e Silva e um exemplo vivo do que digo, fundado em 1976, tinha no ano de 1991 apenas 11 advogados, hoje, 15 anos depois, sua banca é a maior do país em quantidade de advogados, com 428 profissionais (sendo que 53 são sócios) e faturamento anual estimado em R$ 150 milhões de reais , o que os sócios fundadores viram que os demais concorrentes não viram?
Na década de 90, aproveitaram a abertura da economia, que trouxe consigo a globalização, além das privatizações realizadas pelo governo brasileiro, esses movimentos criaram um mar de oportunidades, para todos os escritórios de advocacia, apenas alguns aproveitaram.
Isso pode um dia acontecer com a sua pequena empresa?
Sem dúvidas, mas avalie seu desprendimento do poder e sua capacidade de percepção para identificar as novas oportunidades, isso poderá fazer toda a diferença.
Deixo algumas perguntas para reflexão:
- Você se sente preparado para liderar uma grande revolução na sua empresa?
- Partilhar o poder é motivo de sofrimento para você e para os seus sócios?
- Quantos profissionais você tem ao seu lado que poderiam gerir a empresa melhor que você?
- A empresa representa uma fonte de renda ou seu negócio tem vida própria?
- Se recebesse uma oferta de compra hoje, qual seria o preço que você estaria disposto a vender a sua empresa?
- Aceitaria a condição de ser um sócio cotista sem direito a interferir na gestão da empresa?
- Onde busca inspiração para inovar na sua empresa?
- Qual foi a última grande oportunidade que você percebeu antes dos demais e aproveitou?
- Qual será, na sua opinião as mudanças em curso que afetarão diretamente o seu negócio?
- O que você faz hoje se preparando para esses acontecimentos?
Realmente o céu é o limite, mas isso vale para aqueles que se propõe a transformar a realidade, saem do campo dos sonhos e criam, captam as oportunidades no ar e as convertem em resultados positivos!
Entre para esse seleto time dos que trocam 100% de propriedade por cotas de participação e poder por sabedoria.
*As informações sobre o Escritório de advocacia Tozzini, Freire, Teixeira e Silva foram extraídas da revista Veja São Paulo, edição 25/10/06.
3 de Novembro de 2006 às 23:07
Sergio Oliveira