O mal da humanidade não é a Aids, é o cinismo corporativo! Franquias – cuidado, você pode entrar numa uma fria!

As oportunidades se apresentam encobertas por um manto

19 de Outubro de 2006 às 23:13 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 783

Boas oportunidades de negócios não são anunciadas em outdoor nas esquinas, estão implícitas em fatos, acontecimentos e novas tendências.

Interpretar esses sinais e extrair deles as oportunidades pede uma dose aguçada de percepção e muita investigação.

O candidato a empreendedor deverá exercitar bastante. Uma forma interessante de praticar essa busca de oportunidades é estar atento a divulgação de pesquisas que analisam a mudança das pessoas com relação a hábitos de consumo e a forma como alteram os seus comportamentos no decorrer dos anos. Esses movimentos são lentos e na maioria das vezes passam despercebidos, escondendo grandes oportunidades.

Já as análises de crescimento das cidades, geralmente realizadas pelas Associações Comerciais locais também apresentam informações relevantes. Elas observam a atividade econômica da cidade e apresentam problemas gerados pelo crescimento acelerado em determinados setores, o que pode ser traduzido em oportunidades de novos negócios.

Essas são mais fáceis de serem identificadas pois estão relacionadas diretamente com o teor das pesquisas, mas não deixam de ser oportunidades, se investigadas da forma correta.

Como exemplo, cito uma reportagem divulgada no último domingo, dia 15/10/2006, no jornal Correio Popular, da cidade de Campinas/SP, cujo título foi “Boom universitário gera R$ 765 milhões/ano.”

Essa reportagem relata que em Campinas o numero de universitários cursando graduação e pós-graduação, em dez anos, foi de 39,3 mil para 89,8 mil, distribuídos em uma das 18 instituições de Ensino Superior da cidade.

Comparando, esse valor representa a metade do orçamento anual da prefeitura que é de R$ 1,4 bilhão e que segundo o estudo realizado, os estudantes, que vem de diversas regiões do Brasil, gastam esse dinheiro da seguinte forma:

- 60% com moradia
- 12% com roupas, calçadas e no comercio em geral
- 10% com educação, lazer e cultura
- 18% com serviços e alimentação

Hoje eles representam 8,4% da população da cidade.
Movimentam bares, lanchonetes, restaurantes, livrarias, cinemas, transportes e principalmente o setor habitacional voltado para locação, como quitinetes.

Esse crescimento aconteceu lentamente durante os últimos dez anos, alguns empreendedores perceberam isso e hoje são proprietários de negócios rentáveis nos ramos de atividades citados acima e vários prédios de apartamentos 100% alugados, enfim, ocuparam os espaços e realizaram lucros.

Se você chegar hoje em Campinas e quiser aproveitar esse crescimento, corre o risco de comprar os negócios já estabelecidos desses que perceberam antes as oportunidades, pois, eles já devem estar embarcando na próxima tendência que a grande maioria ainda não viu.

Essa pode ser uma diferença marcante entre o empreendedor e o empresário: VISÃO DE FUTURO!

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