O mal da humanidade não é a Aids, é o cinismo corporativo!
Uma descoberta recente: A raiva de ter que participar de reuniões improdutivas e intermináveis mata mais do que a Aids.
Vou defender a minha tese:
Quantas pessoas você conhece que sofreram um infarto no caminho de volta para casa, após terem participado de reuniões insuportaveis?
Quantos profissionais, que você ouviu falar sobre eles, que deram tudo pela empresa e hoje estão afastados por depressão ou síndrome do pânico.
Posso lhes afirmar que para cada um que morreu de Aids, enterramos pelo menos dez que foram mortos pelo que chamo de cinismo corporativo.
De que adianta estar na lista das melhores empresas para se trabalhar se você tem que cumprir jornadas diárias de 14 horas, reuniões nos feriados e férias de uma semana por ano? Pode ser bom para os outros, para você é péssimo.
A quanto tempo você não vê os seus filhos acordarem, almoçarem juntos durante a semana, buscar na escola ou dar e receber aquele delicioso beijo de boa noite?
Mas, as viagens te dão “milhas”….. de distância da sua família….
Vejo executivos bem sucedidos, com aura de vencedor e por dentro a tristeza profunda de um derrotado. É como o palhaço que acabou de receber a notícia de que sua mãe faleceu e mesmo assim teve que subir no palco, sorrindo e alegrando a todos, pois, o show tem hora para começar, sua vida, como sempre, fica para depois.
É a arte de dar seta para esquerda e virar para a direita. Não tente entender, senão você será o próximo a ser enterrado e se tiver um pouco de sorte, apenas internado numa clínica de recuperação.
Meritocracia? Sim.
Promoções? Também.
O preço? Sua alma!
As reuniões, a bastante tempo deixaram de ser uma arena onde se discutem idéias para as empresas crescerem e viraram um local onde se perde tempo com classe e elegância, de terno e gravata, tomando cafezinho e pedindo as secretárias que anotem as montanhas de recado. Como se o mundo pudesse esperar.
As metas são inatingíveis e o assédio moral corre solto, “são noventa dias para você mostrar que devemos mantê-lo no emprego, venda, venda, venda, produza, produza, produza, senão, …. degola!
Onde vamos parar? Todos? Não sei! Alguns, posso dizer.
O que você tem feito com as suas horas vagas?
Já aceitou a condição e se limita a buscar relax no bar da esquina, encontrar os amigos, beber para esquecer e debochar do bando de chefes idiotas que pensam que são os melhores?
Pare e pense! O quanto já investiu no seu desenvolvimento, horas e horas de estudo, quantas competências desenvolvidas, o quanto já ajudou a sua empresa a crescer?
Se resposta for bastante e você está insatisfeito, digo-lhe: meu amigo, quando você tomará a decisão de mudar o seu destino?
Comece hoje, queime todos os livros de auto-ajuda que você já comprou, jogue fora as caixas de remédio para dormir, identifique algo que você sempre teve vontade de fazer, empreender, um negócio próprio, um hobby, algo que te mantenha vivo.
Faça um pacto com sua família, corte despesas, comece a guardar um pouco do que ganha, mesmo que demore dez anos.
Anote suas idéias, por mais absurdas que sejam, de tempos em tempos visite o que escreveu, reescreva. Faça cursos na área que pretende empreender, estude bastante, visite empresas que gostaria de ter, a sua hora vai chegar e para isso uma única coisa será necessária:
- VOCÊ PRECISA ESTAR VIVO!!
3 comentários 17 de Outubro de 2006 às 00:08 Sergio Oliveira