A voracidade do capital de risco Qual é a vocação da sua cidade?

Sua empresa busca apoio para crescer ou pede socorro?

14 de Outubro de 2006 às 10:01 Sergio Oliveira  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 562

Existe uma grande diferença entre as duas situações:

Quando você busca um investidor como sócio ou mesmo financiamentos bancários via linhas de longo prazo, os olhares se voltam para a sua empresa em busca de algumas respostas básicas, capazes de explicar em que direção sua empresa vai.

A diferença de enquadramento entre “busca de apoio” e “pedido de socorro” é a antecedência com que você planejou o projeto de crescimento da sua empresa.

Quanto mais você estiver antecipado, estará com o tempo a seu favor, poderá validar as premissas de crescimento e debater o projeto como um todo. Neste caso a busca é de apoio.

Os investidores gostam disso, os bancos, idem.

Se você deixou para a última hora a busca de investidores ou bancos, foi tocando com recursos próprios e agora está sem fôlego financeiro, quase asfixiado, foi-se o capital de giro e o dinheiro que você consegue em bancos é só de curto prazo, logo, sua empresa está pedindo socorro.

Tal situação afasta os investidores e os bancos, pois, não existe um projeto de crescimento e sim um investimento na base do “eu acho”.

É sinal claro de falta de planejamento e capacidade gerencial deficiente, sabe qual a leitura que eles fazem?

- Seu negócio está em risco!

Nenhuma instituição ou investidor quer se associar ou se vincular a negócios em risco, por mais que você nomine como “Capital de Risco”, o que eles menos querem é perder dinheiro. O objetivo deles é o inverso, ganhar dinheiro, quanto mais, melhor.

Torne seu negócio atrativo, tenha um bom projeto de crescimento, se não for filantropia, só o lucro justifica a existência.

Publicação arquivada em: Gestão Financeira

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Eliberto Fell - Beto  |  3 de Abril de 2007 às 09:16

    Bom dia Sérgio..Td bem?

    Essa matéria caiu como uma luva. Na verdade, estamos numa fase de transição: Abrimos o capital da empresa familiar para crescer e não ficar para trás ou ficamos restritos ao mesmo negócio e ficamos sem sócio. Que sinuca de bico.

    Caso, queira “adotar”um sócio, como faço para avaliar o valor da nossa empresa? Quais os melhores critérios para essa avaliação? Como quantificar o valor a ser pedido pelo percentual do novo sócio? Um sócio do mesmo ramo é produtivo? Tiro um concorrente do mercado e me alio à ele? Funcionário profissional e qualificado é uma alternativa boa?

    Um abraço.

    Beto

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