Por que não faço consultoria?
9 de Outubro de 2006 às 23:42 Sergio Oliveira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1104
Não acredito em consultorias que vendem soluções prontas e acabadas.
Isso pode ser aplicável nas médias e grandes empresas.
Nas micro e pequenas a dinâmica é bem diferente, a começar pela ausência de recursos para custear uma consultoria “completa”.
Quando observo a infinidade de profissionais formados em administração de empresas, economia e contabilidade, a procura de um bom emprego, me pergunto?
- Por que eles não se capacitam e buscam uma especialização em gestão de pequenas empresas?
Para que isso?
Sempre falo para os pequenos empresários que a empresa deles crescerá até o limite das competências desenvolvidas por eles. Explico melhor:
- Numa industria, o gargalo na linha de produção pode ser uma máquina que funciona num ritmo mais lento que as demais, logo, não adianta adquirir uma máquina moderna que produz 100 unidades/hora se a máquina seguinte da linha de produção que empacota essas unidades só consegue realizar 50 pacotes/hora. A máquina de empacotar é quem determinará o ritmo de produção da fábrica.
Retornando a Pequena Empresa: de nada adianta sua empresa ter uma excelente oportunidade de mercado e atuar num nicho de mercado rentável, com pedidos crescentes se os conhecimentos do dono da empresa não permitem que ela cresça mais.
Quando falo de competências, me refiro às ligadas a gestão do negócio e não competências técnicas ( compras, produto, processos, produção..) essas geralmente vão bem, obrigado.
O que o pequeno empresário não percebe ou se nega a ver é que a sua empresa cresceu e a carteira de clientes ou a gestão das vendas pedem uma condução mais profissional, seguindo regras recomendáveis de administração.
Os pequenos erros de antes, podem agora colocar a empresa em sérios riscos. As decisões de investimento não devem mais ser fruto apenas da percepção do empresário, terão que ser projetadas e calculadas , do ponto de vista operacional e financeiro.
É nesse cenário que não vejo a figura do consultor tradicional e sim de um profissional formado em cursos voltados para negócios, (por exemplo, administração de empresas, economia e contabilidade) que se qualificou e entende desse momento tão especial da vida da pequena empresa, que esteja disposto a fazer um contrato de risco de 12, 24 meses, onde ele tenha uma remuneração mensal.
Ao final do prazo do contrato, quando a pequena empresa atingir as metas estabelecidas, o estágio de crescimento planejado e os gestores estiverem aptos a praticar os conhecimentos repassados, a empresa terá mudado de patamar, estará num novo estágio.
Chega então a hora de receber sua remuneração final, que deverá ser a maior parte do valor do contrato, como um prêmio pelos serviços prestados, uma participação justa e merecida.
Ganha a empresa, ganha o empresário, gera-se mais empregos, enfim, a roda gira e esse “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” seguirá sua peregrinação para salvar outras pequenas empresas que precisam de socorro.
Só acredito em apoio na gestão se nele estiver contido o compromisso da transferência do conhecimento, não pode haver, em hipótese alguma, uma dependência permanente da empresa para com o profissional.
A manutenção dessa dependência é desleal e significa que o trabalho não atingiu os seus objetivos.
Se o empresário se sentir seguro e preparado, a missão foi cumprida e o nosso “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” estará livre para se vincular numa nova parceria.
Pode ser que esse profissional ainda não exista, só agora as universidades e faculdades despertaram para a realidade de que formam legiões a busca de empregos que não existem mais.
Posso estar olhando para um futuro, mas gostaria mesmo de estar vivendo essa realidade, pois, hoje, as pequenas empresas rogam por ajuda para ontem.
A oportunidade está latente, quem irá aproveitar?
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2 Comentários Faça seu próprio
1. Daiana Gomes | 19 de Fevereiro de 2008 às 14:29
Primeiro que administradores de empresas, como o próprio nome já diz não têm tempo determinado para estar numa empresa. As empresas precisam desses profissionais para manterem-se cada vez melhor as mudanças do Mercado, querer um administrador para melhorar os erros de alguns empreendedores é como querer um consultor, esse sim não permanecerá na empresa, ajudará apenas num certo momento, já o administrador puro, preparado para planejar, coordenar, organizar, dirigir e controlar tem permanência eterna na empresa. Em segundo, essa idéia de pensar que todo empreendedor é administrador não é cabível, visto que o problema de alguns é não ter um planejamento correto para problemas futuros. Então, é necessário ter um administrador permanente, o que no país não falta, há anos formam-se muitos profissionais altamente capacitados, mas sem a oportunidade de mostrar serviço pelo fato de empresas ainda se fecharem para estes profissionais.
2. Louis Albert | 29 de Abril de 2009 às 14:02
Fantástico!
Parabéns pelo artgio e pelo blog
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