Arquivo de Outubro de 2006

Franquias – cuidado, você pode entrar numa uma fria!

Iniciar seu negócio a partir de um modelo já testado e aprovado é uma forma de minimizar os riscos inerentes à abertura de um novo empreendimento, sendo que, segundo a pesquisa de sobrevivência e mortalidade das empresas paulistas, realizado pelo Sebrae/SP em 2005, 56% das empresas encerram suas atividades antes de completar o 5º ano de vida.

Quando consideramos apenas as unidades vinculadas a franquias, segundo estudos realizados por consultores especializados, essa mortalidade cai para menos de 15%. É uma informação relevante, já que esse é um dos principais problemas para o empreendedor, a quem falta o conhecimento do negócio que irá atuar e o apoio na gestão para que alcance o sucesso. É um atrativo e tanto, que deve ser levado em conta na hora de decidir.

Sou admirador do modelo de franquias, acompanho o seu desenvolvimento desde o início, a criação da lei de franquias e a expansão das principais redes. Considero que boa parte dessa evolução se deve ao esforço da Associação Brasileira de Franchising – ABF que luta a mais de 15 anos para modernizar o setor.

Sendo assim, onde está a fria que você pode entrar?

Vou considerar na minha análise uma loja aberta num shopping center, sendo que alguns comentários valem para qualquer localização.

1) RIGIDEZ DOS CONTRATOS: as regras as quais você estará submetido são inflexíveis e estabelecem padrões a serem seguidos com relação a fornecedores, preços de venda tabelados, promoções monitoradas dentre outros temas. Tamanha é a rigidez que em algumas redes você quase se transforma num empregado de luxo da franqueadora.

2) LOCALIZAÇÃO: Se a sua loja franqueada se instalar num shopping, você terá mais um patrão, a administradora do Shopping. Inegável o quanto seu negócio será favorecido pelo enorme fluxo de pessoas que freqüentam diariamente esses templos do consumo, mas…

3) DOIS PATRÕES: de um lado o franqueador, taxa de royalties, taxa de publicidade.., de outro a administração do shopping, com exigências similares. Quando vende bastante o aluguel é calculado pelo faturamento, quanto vende pouco será um valor mínimo fixado, eles nunca perdem. Esse é o preço que se paga pelas certezas de não quebrar e de ter público garantido. (Essa é a propaganda)
Por maior que seja o potencial de crescimento da sua loja você estará sempre limitado pelas condições que lhe são impostas pelo franqueado e pelo Shopping.

3) LIBERDADE PARA CRIAR: Se gostar de inovar, empreender e ter a liberdade de criar no seu negócio, esse caminho será um poço de frustração. A não ser que você esteja disposto a praticar o conceito de intraempreendedorismo, encaminhando as suas ideais para o franqueador e caso ele aprove será implantado em toda a rede, aí sim você poderá utilizar. A pergunta é: O que você ganha com isso? Um parabéns ou uma placa de reconhecimento como o “Franqueado mais inovador da rede”. (Prefiro a minha parte em dinheiro).

4) DEDICAÇÃO: Jornadas de trabalho de 12 horas diárias, inclusive aos sábados e domingos. Necessidade de dois turnos de empregados ou quatro horas extras diárias. A opção será estar lá todos os dias ou contratar um bom gerente, você está preparado para isso?

5) MONTAR PARA UM FILHO TOMAR CONTA: Como as franquias compensam a falta de experiência, já vi vários pais participarem de todas as entrevistas junto ao franqueador, contratarem o negócio como se fosse para eles e na realidade é para o filho tomar conta. Uma coisa é a vontade dos pais de investir no futuro do filho, a outra é o interesse do filho em assumir um negócio e levá-lo a sério, muito dinheiro se perde com decisões erradas de investimento nesse momento. Se não estiver seguro é preferível manter o dinheiro aplicado e esperar que seu filho reflita um pouco mais e decida o que quer fazer da vida. Cada pessoa tem o seu tempo, é preciso respeitar.

6) AMADURECER A IDÉIA: Pesquise bastante, leia, visite lojas similares as que você pretende montar e se ao final você estiver convencido de que deve ser um franqueado dessa ou daquela rede, as suas chances de sucesso terão aumentado bastante, pois a sua decisão não terá sido por impulso.

Observe que se temos problemas com relação a algumas redes de franqueadores, temos também problemas com relação a forma como as pessoas tomam a decisão de adquirir uma franquia. Gosto de dizer que por melhor que seja a marca e a estrutura da rede franqueadora, elas ajudam, mas não fazem milagres.

Os lucros só virão se as duas partes estiverem trabalhando duro em prol das vendas e do encantamento dos clientes.

Adicionar comentário 29 de Outubro de 2006 às 01:00 Sergio Oliveira

Quais são as 100 pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil?

Já está nas bancas a edição nº 5 da revista EXAME PME ela traz o resultado da pesquisa realizada que elegeu as 100 Pequenas e Médias empresas que mais crescem no Brasil.

Um trabalho bastante interessante e que avaliou como essas empresas superam os dificultadores que impedem o crescimento e mesmo assim triunfam e obtem lucros acima da média.

Só um problema, nem todas as bancas de revista estão vendendo a revista, mas, vale a procura. É uma edição para ler e colecionar.

O site da revista EXAME PME traz informações complementares sobre o trabalho.

Boa leitura!

exame pme - exame pme

Adicionar comentário 22 de Outubro de 2006 às 23:23 Sergio Oliveira

Financiamento de Micro e Pequenas Empresas no Estado de São Paulo

O SEBRAE/SP divulgou nesta semana a versão atualizada do estudo sobre o financiamento de MPEs no estado de São Paulo.

Ele tem como objetivo identificar as principais formas utilizadas pelas empresas de micro e pequeno porte (MPEs) para financiar suas atividades, suas dificuldades, necessidades em termos de financiamento do negócio e também identificar o que pode ser feito para ampliar o acesso dessas empresas ao financiamento.

Um trabalho rico em informações e que deve ser leitura obrigatória de todo empreendedor que depende de recursos financeiros de terceiros para investir na sua empresa.

O relatório completo está disponível no site do Sebrae/SP, para acessá-lo clique aqui.

1 comentário 19 de Outubro de 2006 às 23:54 Sergio Oliveira

As oportunidades se apresentam encobertas por um manto

Boas oportunidades de negócios não são anunciadas em outdoor nas esquinas, estão implícitas em fatos, acontecimentos e novas tendências.

Interpretar esses sinais e extrair deles as oportunidades pede uma dose aguçada de percepção e muita investigação.

O candidato a empreendedor deverá exercitar bastante. Uma forma interessante de praticar essa busca de oportunidades é estar atento a divulgação de pesquisas que analisam a mudança das pessoas com relação a hábitos de consumo e a forma como alteram os seus comportamentos no decorrer dos anos. Esses movimentos são lentos e na maioria das vezes passam despercebidos, escondendo grandes oportunidades.

Já as análises de crescimento das cidades, geralmente realizadas pelas Associações Comerciais locais também apresentam informações relevantes. Elas observam a atividade econômica da cidade e apresentam problemas gerados pelo crescimento acelerado em determinados setores, o que pode ser traduzido em oportunidades de novos negócios.

Essas são mais fáceis de serem identificadas pois estão relacionadas diretamente com o teor das pesquisas, mas não deixam de ser oportunidades, se investigadas da forma correta.

Como exemplo, cito uma reportagem divulgada no último domingo, dia 15/10/2006, no jornal Correio Popular, da cidade de Campinas/SP, cujo título foi “Boom universitário gera R$ 765 milhões/ano.”

Essa reportagem relata que em Campinas o numero de universitários cursando graduação e pós-graduação, em dez anos, foi de 39,3 mil para 89,8 mil, distribuídos em uma das 18 instituições de Ensino Superior da cidade.

Comparando, esse valor representa a metade do orçamento anual da prefeitura que é de R$ 1,4 bilhão e que segundo o estudo realizado, os estudantes, que vem de diversas regiões do Brasil, gastam esse dinheiro da seguinte forma:

- 60% com moradia
- 12% com roupas, calçadas e no comercio em geral
- 10% com educação, lazer e cultura
- 18% com serviços e alimentação

Hoje eles representam 8,4% da população da cidade.
Movimentam bares, lanchonetes, restaurantes, livrarias, cinemas, transportes e principalmente o setor habitacional voltado para locação, como quitinetes.

Esse crescimento aconteceu lentamente durante os últimos dez anos, alguns empreendedores perceberam isso e hoje são proprietários de negócios rentáveis nos ramos de atividades citados acima e vários prédios de apartamentos 100% alugados, enfim, ocuparam os espaços e realizaram lucros.

Se você chegar hoje em Campinas e quiser aproveitar esse crescimento, corre o risco de comprar os negócios já estabelecidos desses que perceberam antes as oportunidades, pois, eles já devem estar embarcando na próxima tendência que a grande maioria ainda não viu.

Essa pode ser uma diferença marcante entre o empreendedor e o empresário: VISÃO DE FUTURO!

Adicionar comentário às 23:13 Sergio Oliveira

O mal da humanidade não é a Aids, é o cinismo corporativo!

Uma descoberta recente: A raiva de ter que participar de reuniões improdutivas e intermináveis mata mais do que a Aids.

Vou defender a minha tese:

Quantas pessoas você conhece que sofreram um infarto no caminho de volta para casa, após terem participado de reuniões insuportaveis?

Quantos profissionais, que você ouviu falar sobre eles, que deram tudo pela empresa e hoje estão afastados por depressão ou síndrome do pânico.

Posso lhes afirmar que para cada um que morreu de Aids, enterramos pelo menos dez que foram mortos pelo que chamo de cinismo corporativo.

De que adianta estar na lista das melhores empresas para se trabalhar se você tem que cumprir jornadas diárias de 14 horas, reuniões nos feriados e férias de uma semana por ano? Pode ser bom para os outros, para você é péssimo.

A quanto tempo você não vê os seus filhos acordarem, almoçarem juntos durante a semana, buscar na escola ou dar e receber aquele delicioso beijo de boa noite?

Mas, as viagens te dão “milhas”….. de distância da sua família….

Vejo executivos bem sucedidos, com aura de vencedor e por dentro a tristeza profunda de um derrotado. É como o palhaço que acabou de receber a notícia de que sua mãe faleceu e mesmo assim teve que subir no palco, sorrindo e alegrando a todos, pois, o show tem hora para começar, sua vida, como sempre, fica para depois.

É a arte de dar seta para esquerda e virar para a direita. Não tente entender, senão você será o próximo a ser enterrado e se tiver um pouco de sorte, apenas internado numa clínica de recuperação.

Meritocracia? Sim.

Promoções? Também.

O preço? Sua alma!

As reuniões, a bastante tempo deixaram de ser uma arena onde se discutem idéias para as empresas crescerem e viraram um local onde se perde tempo com classe e elegância, de terno e gravata, tomando cafezinho e pedindo as secretárias que anotem as montanhas de recado. Como se o mundo pudesse esperar.

As metas são inatingíveis e o assédio moral corre solto, “são noventa dias para você mostrar que devemos mantê-lo no emprego, venda, venda, venda, produza, produza, produza, senão, …. degola!

Onde vamos parar? Todos? Não sei! Alguns, posso dizer.

O que você tem feito com as suas horas vagas?

Já aceitou a condição e se limita a buscar relax no bar da esquina, encontrar os amigos, beber para esquecer e debochar do bando de chefes idiotas que pensam que são os melhores?

Pare e pense! O quanto já investiu no seu desenvolvimento, horas e horas de estudo, quantas competências desenvolvidas, o quanto já ajudou a sua empresa a crescer?

Se resposta for bastante e você está insatisfeito, digo-lhe: meu amigo, quando você tomará a decisão de mudar o seu destino?

Comece hoje, queime todos os livros de auto-ajuda que você já comprou, jogue fora as caixas de remédio para dormir, identifique algo que você sempre teve vontade de fazer, empreender, um negócio próprio, um hobby, algo que te mantenha vivo.

Faça um pacto com sua família, corte despesas, comece a guardar um pouco do que ganha, mesmo que demore dez anos.

Anote suas idéias, por mais absurdas que sejam, de tempos em tempos visite o que escreveu, reescreva. Faça cursos na área que pretende empreender, estude bastante, visite empresas que gostaria de ter, a sua hora vai chegar e para isso uma única coisa será necessária:

- VOCÊ PRECISA ESTAR VIVO!!

3 comentários 17 de Outubro de 2006 às 00:08 Sergio Oliveira

Qual é a vocação da sua cidade?

Assim como as pessoas, as cidades também desenvolvem vocações.

A vocação de uma cidade nada mais é do que a soma das vocações dominantes desenvolvidas pelos empreendedores locais.

Um exemplo:

Na cidade de Franca, estado de São Paulo, a atividade de fabricação de calçados e derivados do couro representam grande parte da economia local.

Se algum dia precisasse pesquisar sobre o negócio de fabricação de calçados, a cidade de Franca seria uma séria candidata a receber a minha visita e quem sabe os meus investimentos, pois, lá encontraria a inteligência na fabricação de calçados e isso é muito importante.

O SENAI/SENAC da cidade terá cursos voltados para a capacitação de profissionais que atuam na fabricação de calçados, os representantes da Associação Comercial e Industrial representam o nicho de fabricação de calçados e os pequenos produtores estão organizados em associativismo/cooperativismo buscando ganhos de escala para concorrerem com as grandes fábricas.

No caso de Franca/SP a vocação dominante da cidade é a fabricação de calçados e gera várias sinergias dentro da cadeia produtiva, o que favorece a criação de novos negócios no nicho de mercado de calçados.

E na sua cidade, qual é a vocação dela? Como saber? É só pesquisar, procure o Sebrae local, Associação Comercial e veja qual ramo de atividade se destaca.

Se ela tiver uma ou mais vocações dominantes, pesquise os ramos de atividade por dentro e veja as perspectivas de futuro, pode ser um excelente negócio empreender nessas áreas, como pode ser uma fria, se já estiverem saturados esses mercados. Lembre-se, nos mercados saturados a concorrência é pelo menor preço, o que esmaga os lucros.

A grande maioria das cidades brasileiras não tem uma vocação dominante, está pulverizada entre todos os ramos de atividades e com a maioria das empresas estabelecidas atuando no setor do comércio e prestação de serviços.

Tal situação tem sido vista como um problema, pois, assim como você não consegue identificar em que é melhor investir na sua cidade, os grandes investidores que buscam oportunidades também não identificarão motivos para escolher a sua cidade e isso deixa estagnada a economia local.

Uma forma de perceber se você fará um bom negócio empreendendo na sua cidade e só observar quantos investimentos estratégicos foram realizados nos últimos dois anos, pelas maiores empresas estabelecidas. Se estiver acontecendo o inverso, a alternativa pode ser mudar de cidade.

Adicionar comentário 14 de Outubro de 2006 às 19:38 Sergio Oliveira

Sua empresa busca apoio para crescer ou pede socorro?

Existe uma grande diferença entre as duas situações:

Quando você busca um investidor como sócio ou mesmo financiamentos bancários via linhas de longo prazo, os olhares se voltam para a sua empresa em busca de algumas respostas básicas, capazes de explicar em que direção sua empresa vai.

A diferença de enquadramento entre “busca de apoio” e “pedido de socorro” é a antecedência com que você planejou o projeto de crescimento da sua empresa.

Quanto mais você estiver antecipado, estará com o tempo a seu favor, poderá validar as premissas de crescimento e debater o projeto como um todo. Neste caso a busca é de apoio.

Os investidores gostam disso, os bancos, idem.

Se você deixou para a última hora a busca de investidores ou bancos, foi tocando com recursos próprios e agora está sem fôlego financeiro, quase asfixiado, foi-se o capital de giro e o dinheiro que você consegue em bancos é só de curto prazo, logo, sua empresa está pedindo socorro.

Tal situação afasta os investidores e os bancos, pois, não existe um projeto de crescimento e sim um investimento na base do “eu acho”.

É sinal claro de falta de planejamento e capacidade gerencial deficiente, sabe qual a leitura que eles fazem?

- Seu negócio está em risco!

Nenhuma instituição ou investidor quer se associar ou se vincular a negócios em risco, por mais que você nomine como “Capital de Risco”, o que eles menos querem é perder dinheiro. O objetivo deles é o inverso, ganhar dinheiro, quanto mais, melhor.

Torne seu negócio atrativo, tenha um bom projeto de crescimento, se não for filantropia, só o lucro justifica a existência.

1 comentário às 10:01 Sergio Oliveira

A voracidade do capital de risco

Acompanho algumas negociações e em determinados casos vejo uma inversão clara de papéis.

A voracidade com que os representantes do capital de risco se atiram sobre os negócios selecionados me leva a recomendar o empreendedor que teve seu plano de negócios selecionado a abandonar a negociação e buscar outros investidores, literalmente perdeu-se tempo.

Já tive situações onde os negociadores entraram com o objetivo claro de comprar o negócio e tirar o empreendedor da jogada, o negócio não estava a venda, buscavamos um sócio investidor.

Em outro caso o investidor capitalista queria entrar no negócio, mas exigia o mínimo de 80% das ações, impossível, o criador da empresa havia desenvolvido uma tecnologia e a guardava na condição de segredo industrial, saímos da negociação.

Em ambos os casos, os negócios continuam funcionando, rentáveis, poderiam ocupar uma fatia maior de mercado, mas ainda estão nas mãos dos seus criadores e a procura de investidores que queiram participar do negócio, numa relação saudável e de confiança. Se não aparecerem, tudo bem, a vida continua.

Portanto, em determinadas situações é o empreendedor que tem que avaliar bem o risco de se associar a um capital empreendedor, se o seu negócio é extremamente promissor e já apresenta lucros, o risco pode ser seu: o de perder o negócio para o investidor.

Recomendo que nunca inicie uma negociação sem antes contratar um bom advogado especializado, ler atenciosamente cada linha do contrato, trocar claúsulas que não estão claras, excluir as que não concordar, coloque as suas condições, afinal, até a assinatura do contrato o negócio ainda é seu.

Após a assinatura o tempo dirá a quem ele pertencerá.

1 comentário 13 de Outubro de 2006 às 22:18 Sergio Oliveira

Idéias Enlatadas

Como todo alimento enlatado vem acompanhado de conservantes que fazem mal para a saúde, as idéias que são vendidas prontas, pelos mais diversos canais de comunicação, como: “As 100 oportunidades exclusivas …..” ; , “Dez passos para o sucesso…”; também possuem contra-indicações, as vezes causam até o câncer empresarial.

A melhor idéia é aquela que foi desenvolvida, de maneira natural, sem ter sido forçada no seu amadurecimento, e que lhe foi permitido o tempo necessário para que todos os fatores envolvidos na decisão de investir tenham sido testados, através de estudos, pesquisas de mercado, visitas a empresas já estabelecidas no mesmo ramo de atividade, entidades de classe e entidades de apoio, como o Sebrae.

Esses procedimentos aumentam as chances de sua nova empresa nascer com saúde e evita o câncer empresarial, que é a quebradeira generalizada das Micro e Pequenas Empresas abertas no Brasil, cujos sócios não permitem que todas as etapas sejam cumpridas, se precipitando e por isso, engordam as pesquisas realizadas sobre insucesso empresarial.

Fuja das idéias enlatadas, busque uma idéia inovadora, mesmo que seja num ramo de atividade tradicional.

Um exemplo de idéia tradicional que foi modificada por uma inovação: quer um negócio mais comum do que uma livraria? Veja a transformação pela qual algumas delas passaram nos últimos anos: vendas pela internet para quem não quer sair de casa. Por outro lado as lojas físicas se transformaram em cafeterias, locais para leitura e ponto de encontro, conseguiram agregar um valor e se tornaram agradáveis. Essas livrarias são hoje excelentes locais para se conhecer pessoas, antes só vendiam livros.

Esse já é o modelo de livraria atual, a pergunta é: Qual será a próxima idéia inovadora no ramo de vendas de livro? E nos demais ramos de atividade?

Pense e chegue na frente!

Adicionar comentário 12 de Outubro de 2006 às 14:49 Sergio Oliveira

Sua grande idéia pode mudar sua vida………para pior

Se a intuição é a mãe do erro, a preparação é o pai do acerto.

Assim como na natureza humana o homem precisa da mulher para se reproduzir, no universo empresarial a gestação de um novo negócio será tanto quanto mais saudável se a intuição que é tão necessária para a identificação de oportunidades estiver acompanhada da preparação.

Sou procurado por pessoas que tem o interesse em iniciar um negócio próprio, independente da idade, vejo em todos a empolgação do adolescente no primeiro namoro.

Já chegam com o cálculo de quanto vão ganhar com essa excelente idéia, mil planos de crescimento e muitas críticas aos concorrentes que não estão fazendo direito o que ele se propõe a fazer.

Sempre peço um pouco de paciência e começamos a conversar:

Sérgio: Que bom que você está decidido a iniciar seu negócio próprio, você tem todo o dinheiro previsto para abrir e funcionar a empresa no primeiro ano de vida?

Empresário: Veja bem, tenho uma parte, mas se precisar de mais nós arrumamos.

Sérgio: Com quem?

Empresário: No banco que eu tenho conta o gerente falou para mim que é para eu seguir em frente que ele me garante?

Sérgio: Com que taxas de juros? Qual seria o prazo dessa linha de crédito? Qual o valor ele está disposto a te conceder?

Empresário: Vou investigar…..( geralmente, no retorno, a resposta a essa pergunta vem acompanhada de um choque de realidade, os juros são exorbitantes, o prazo não atende e o valor é insuficiente)

Dentro desse tema o assunto é longo, vou por etapas, numa próxima oportunidade retorno a ele, mas a mensagem que gostaria de deixar é que, na maioria da vezes, a idéia não está testada e amadurecida, o impulso ainda impera e a improvisação é quem comanda.

Crie sua empresa com a participação da Mãe (intuição) e do Pai (preparação), essa combinação irá permitir o nascimento de uma empresa saudável, com os pés no chão e grandes chances de sucesso.

Permita sua idéia mudar a sua vida para melhor.

1 comentário 11 de Outubro de 2006 às 08:38 Sergio Oliveira

Por que não faço consultoria?

Não acredito em consultorias que vendem soluções prontas e acabadas.
Isso pode ser aplicável nas médias e grandes empresas.
Nas micro e pequenas a dinâmica é bem diferente, a começar pela ausência de recursos para custear uma consultoria “completa”.

Quando observo a infinidade de profissionais formados em administração de empresas, economia e contabilidade, a procura de um bom emprego, me pergunto?

- Por que eles não se capacitam e buscam uma especialização em gestão de pequenas empresas?

Para que isso?

Sempre falo para os pequenos empresários que a empresa deles crescerá até o limite das competências desenvolvidas por eles. Explico melhor:

- Numa industria, o gargalo na linha de produção pode ser uma máquina que funciona num ritmo mais lento que as demais, logo, não adianta adquirir uma máquina moderna que produz 100 unidades/hora se a máquina seguinte da linha de produção que empacota essas unidades só consegue realizar 50 pacotes/hora. A máquina de empacotar é quem determinará o ritmo de produção da fábrica.

Retornando a Pequena Empresa: de nada adianta sua empresa ter uma excelente oportunidade de mercado e atuar num nicho de mercado rentável, com pedidos crescentes se os conhecimentos do dono da empresa não permitem que ela cresça mais.

Quando falo de competências, me refiro às ligadas a gestão do negócio e não competências técnicas ( compras, produto, processos, produção..) essas geralmente vão bem, obrigado.

O que o pequeno empresário não percebe ou se nega a ver é que a sua empresa cresceu e a carteira de clientes ou a gestão das vendas pedem uma condução mais profissional, seguindo regras recomendáveis de administração.

Os pequenos erros de antes, podem agora colocar a empresa em sérios riscos. As decisões de investimento não devem mais ser fruto apenas da percepção do empresário, terão que ser projetadas e calculadas , do ponto de vista operacional e financeiro.

É nesse cenário que não vejo a figura do consultor tradicional e sim de um profissional formado em cursos voltados para negócios, (por exemplo, administração de empresas, economia e contabilidade) que se qualificou e entende desse momento tão especial da vida da pequena empresa, que esteja disposto a fazer um contrato de risco de 12, 24 meses, onde ele tenha uma remuneração mensal.

Ao final do prazo do contrato, quando a pequena empresa atingir as metas estabelecidas, o estágio de crescimento planejado e os gestores estiverem aptos a praticar os conhecimentos repassados, a empresa terá mudado de patamar, estará num novo estágio.

Chega então a hora de receber sua remuneração final, que deverá ser a maior parte do valor do contrato, como um prêmio pelos serviços prestados, uma participação justa e merecida.

Ganha a empresa, ganha o empresário, gera-se mais empregos, enfim, a roda gira e esse “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” seguirá sua peregrinação para salvar outras pequenas empresas que precisam de socorro.

Só acredito em apoio na gestão se nele estiver contido o compromisso da transferência do conhecimento, não pode haver, em hipótese alguma, uma dependência permanente da empresa para com o profissional.

A manutenção dessa dependência é desleal e significa que o trabalho não atingiu os seus objetivos.

Se o empresário se sentir seguro e preparado, a missão foi cumprida e o nosso “DOUTOR EM PEQUENA EMPRESA” estará livre para se vincular numa nova parceria.

Pode ser que esse profissional ainda não exista, só agora as universidades e faculdades despertaram para a realidade de que formam legiões a busca de empregos que não existem mais.

Posso estar olhando para um futuro, mas gostaria mesmo de estar vivendo essa realidade, pois, hoje, as pequenas empresas rogam por ajuda para ontem.

A oportunidade está latente, quem irá aproveitar?

1 comentário 9 de Outubro de 2006 às 23:42 Sergio Oliveira

Brilho nos olhos

Sempre que visito uma empresa uma informação fundamental que busco é se os empregados tem prazer de trabalhar nela.

Algumas perguntas básicas:

- Quanto tempo de vida tem a empresa?
- O empregado mais antigo tem quanto tempo de casa?
- Quantos empregados deixam a empresa por ano?
- Quais são os principais motivos?
- A empresa fornece refeição ou os empregados comem de marmita?
- Recebem treinamentos periódicos?
- A quanto tempo estão sem acidentes de trabalho?
- Levam seus filhos para conhecerem o seu local de trabalho?

Algumas investigações básicas:

- Peço para ir ao banheiro da fábrica
- Tomar um café na copa usada pelos empregados
- Conhecer o vestiário
- Vejo a limpeza do local de trabalho
- Observo a iluminação
- A qualidade do uniforme usado por eles.

O que isso tem a ver com o sucesso do seu negócio?

- tudo, é o ponto de partida.

Empregados satisfeitos tem orgulho de trabalhar na empresa e o brilho nos olhos que carregam contagiam a todos que com eles se relacionam.

Quanto mais sua empresa cresce mais dependerá da equipe que te apoiá, logo, cada dia mais, o seu sucesso depende da felicidade deles.

Não importa o tamanho da sua pequena empresa, se dois ou duzentos empregados, a qualidade não está vinculada a quantidade, comece certo.

Adicionar comentário 7 de Outubro de 2006 às 22:36 Sergio Oliveira

Faça da sua prática o discurso

Nunca subestime a capacidade de seus empregados de perceberem a sua real intenção.

O que observo no dia a dia é que as pequenas empresas que obtém os melhores resultados são aquelas que os sócios praticam o que falam. Encurtam as distancias com seus empregados e eles se sentem parte da construção do todo.

Pode parecer que estou falando o óbvio, mas não é, uma boa parte dos empresários que conheci usam a empresa com uma fonte de renda para si e para sua família, em detrimento da saúde do negócio, da perspectiva de crescimento e da expectativa de melhorias para os empregados.

Não tente dissimular, eles perceberão e verão que estão perdendo tempo da vida deles trabalhando numa empresa que abdica da construção do futuro e não valoriza seus empregados.

Algumas vivem em dificuldades financeiras, pedindo a compreensão dos empregados, pagando os salários sempre atrasados, o que não combina com o estilo de vida levado pelos sócios, com os carros sempre novos e viagens frequentes.

Se o tempo for de vacas magras, que seja para todos, a começar por você, sócio e o principal responsável pelas decisões. Quando for pedir a compreensão da sua equipe eles estarão ao seu lado, comprarão a briga e farão de tudo para defender a empresa.

Faça avaliações periódicas do clima junto aos empregados, escolha os mais antigos e competentes, componha com eles um conselho, participe as decisões que não sejam estratégicas, faça deles o seu porta-voz.

Quando for época de vacas gordas, lembre-se: quem roeu o osso também tem direito a um pedaço do filé mignon. Ganha você, ganham eles e a empresa certamente crescerá.

Adicionar comentário às 22:15 Sergio Oliveira

Empreendedorismo na melhor idade

Qual o melhor momento para iniciar um negócio próprio?

Qual a melhor idade?

Tenho observado nos últimos anos um número crescente de negócios criados e administrados por pessoas com idade superior a 55 anos, a maioria iniciado após a aposentadoria.

Vejo esse movimento sendo incrementado e motivado pela iniciativa de algumas empresas que nós últimos anos passaram a se preocupar com o que seus empregados farão após a aposentadoria, oferecendo assim, uma preparação com uma certa antecedência, geralmente cinco anos antes, o que possibilita ao futuro aposentado ir se acostumando com a idéia de se desligar da empresa.

Mesmo que a sua empresa não lhe ofereça isso, vale a pena pensar no caso, busque apoio nas várias entidades que apoiam a criação de novos negócios, como o Sebrae, por exemplo.

Como no Brasil as pessoas se aposentam ainda bastante jovens, um cidadão com 55 anos está no auge da sua capacidade produtiva, se consideramos a experiência adquirida e se tomou os cuidados devidos, a saúde também está em ordem.

Considerando as novas pesquisas sobre expectativa de vida do brasileiro, esse cidadão poderá viver até os 85 anos, firme e forte, é muito tempo para cultuar o ócio.

Observe a sua volta, aposentados que não encontram uma atividade que lhes deem prazer, que não tragam sentido as suas vidas, tendem a viver angustiados e com o sentimento de que estão atrapalhando, isso tende a se acentuar quanto mais a idade avança.

Por outro lado, visite um empresário com 65, 70 ou 75 anos, e que faz o que gosta, converse com ele, e não será necessário muito tempo para perceber o quanto estar em atividade faz bem e o mantém vivo.

Descansar? Quando? Sempre!!

Premissa básica: Não faça desse novo negócio uma prisão, escolha algo que lhe permita ter liberdade, no mínimo, nos finais de semana.

Se você está próximo de se aposentar, comece já a pesquisar algo que gostaria de fazer, que lhe traga prazer, que tenha a ver com sua experiência de vida.

Invista nessa nova fase da sua vida uma pequena parte do que juntou durante os anos trabalhados como empregado. Não ponha em risco o total de suas economias juntadas a duras penas.

Quem sabe algum tipo de prestação de serviços que envolve baixo investimento e que dependa mais das suas habilidades, isso pode ter um grande valor para outras pessoas, que estarão dispostas a contratar e pagar por seus serviços.

Respondendo as perguntas:

Qual o melhor momento para iniciar um negócio próprio?

É aquele em que você identificar uma excelente oportunidade de negócio, que combina contigo, que possa ser iniciado com seus recursos próprios e que lhe trará prazer.

Qual a melhor idade? Dos oito aos oitenta, daí para frente diminua um pouco o ritmo vá para o conselho de administração da sua empresa, você já terá feito bastante, deixe-a para que seus netos assumam o controle.

1 comentário às 00:35 Sergio Oliveira


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